quinta-feira, 10 de setembro de 2009

E se fosse o Lula ?

Mesmo sob uma onda de denúncias, que por sinal não irá acabar tão cedo, foi dado o sinal verde para que o presidente Uribe pudesse concorrer ao seu terceiro mandato. Tal aprovação está sob suspeita de corrupção dos parlamentares que aprovaram este "sinal verde". Engraçado... Se é aqui no Brasil com o Lula, será que seria recebido da mesma forma pelo mundo, ou seja, com essa naturalidade toda ? DUVIDO!



A maioria da bancada uribista estava sendo investigada, com dois deputados condenados por aceitar suborno para aprovar o segundo mandato em 2005, quando a Câmara deu a Álvaro Uribe, por margem de um só voto, o sinal verde para concorrer ao terceiro mandato. Agora multiplicam-se novas denúncias.

No mesmo dia da votação, foram detidos quatro senadores que teriam aceitado dinheiro na sua vez de votar, há três semanas. Um deles tinha em casa meio milhão de dólares cuja origem não pôde explicar. O financiamento da coleta de assinaturas é suspeito. Os deputados da oposição estiveram sendo grampeados, conta a revista colombiana Semana.

Mas os leitores de jornais no Brasil não precisam ter dúvidas. Se a esquerda adere à onda do segundo mandato é “caudilhismo puro e duro”, mas quando se trata de um governante “sem apelo popular”, como seria o caso de FHC e Carlos Menem, isso é outra coisa.



Matéria extraída de cartacapital.com.br

Reconhecimento ainda que tardio

Foi inaugurado na Alemanha mais um monumento em homenagem aos "desertores" do exército nazista. Na minha opinião uma homenagem justa aqueles que se recusaram a participar desta carnificina descerebrada que foi o regime nazista. Desrtores não, com toda certeza eles foram HERÓIS!




Quando se recusou a matar um civil russo em Vinitza, na Ucrânia, em 1944, Peter Rosellen deve ter mantido a mesma postura rígida que assumiu agora, escondendo o sorriso e posando para uma foto no centro da cidade alemã de Colônia. “Atire você!”, respondeu, na ocasião, ao oficial da Wehrmacht, o exército de Adolf Hitler.

Mas a primeira condenação à morte pela Justiça Militar nazista só veio meses depois, quando a tropa da qual Rosellen fazia parte foi assaltada por guerrilheiros na Polônia. O ex-soldado conta que foi incluído na lista de traidores da pátria por não enfrentar, com a sede de sangue determinada pelo Führer, o movimento de resistência polonês, que infligiu importantes derrotas aos nazistas.

A pena de morte de Rosellen foi amenizada para quinze anos de prisão. O então garoto de 19 anos fugiu a caminho do cárcere. Preso novamente por deserção, foi transferido várias vezes até chegar à prisão de Torgau (leste da Alemanha), sede de um presídio da Wehrmacht. A segunda pena de morte de Rosellen foi transformada em um teste para ver se o desertor poderia ser reintegrado. Ele foi enviado a Praga – e fugiu novamente no caminho. Chegou a Karlsbad (sudoeste) escondido a bordo de um caminhão. De lá, roubou uma bicicleta – e pedalou 600 quilômetros até chegar a Colônia (noroeste), sua cidade natal.

Na terça-feira 1º de setembro, exatamente 70 anos depois do início da Segunda Guerra Mundial, Rosellen enfrentou a chuva de verão no centro de Colônia para prestigiar a inauguração de um memorial em homenagem aos desertores da Wehrmacht. Ao longo de 8 metros, pilares de alumínio sustentam um telhado de letras coloridas, que formam a frase aparentemente interminável a 3 metros do solo:Homenagem aos soldados que se recusaram a atirar nos soldados que se recusaram a atirar (...) nas pessoas que se recusaram a matar...
A obra chama pouca atenção na saída do metrô Appellhofplatz, próxima ao centro de Colônia. O artista suíço Ruedi Baur, que desenhou o sistema de orientação dos visitantes no Centre Pompidou, em Paris, queria que o memorial se integrasse à paisagem do cruzamento, surpreendendo assim os transeuntes curiosos. A localização é simbólica: fica do outro lado da rua do Centro de Documentação do Nazismo de Colônia. A Gestapo, polícia política de Hitler, torturava desertores e outros detentos no porão do prédio, hoje aberto a visitantes.

Colônia é a primeira cidade da Alemanha a financiar uma homenagem aos cidadãos que se recusaram a executar as ordens militares nazistas. Existem dezesseis monumentos desse tipo no país, mas, por causa da polêmica em torno dos “traidores”, a maioria foi erguida em propriedades privadas ou terrenos de igrejas. A execução do projeto custou 80 mil euros.

Aos 84 anos, Peter Rosellen acha que um monumento desses tardou a ser erguido. Durante a cerimônia de inauguração, ele ficou sentado em um palco diante do Centro de Documentação do Nazismo. Dezenas de pessoas abriram guarda-chuvas para assistir aos discursos de uma subprefeita de Colônia e de outras personalidades locais. Mas não vieram para ver os políticos. Tampouco Rosellen é a estrela da noite. O discurso mais aguardado é o de Ludwig Baumann.

O fundador da chamada União Nacional das Vítimas da Justiça Militar Nazista verifica o celular, ajeita o aparelho de audição e os óculos quadrados. Chega perto do microfone. Já contou a sua história centenas de vezes e repete, quase de cor, o testemunho publicado no website do Centro de Documentação do Nazismo, entre outros. “Meu amigo Kurt Oldenburg e eu fugimos do exército em 1942. Fomos presos na fronteira francesa e condenados à morte em Bordeaux. Nos torturaram durante o interrogatório e na cela da morte, porque não revelamos os nomes dos amigos franceses que nos ajudaram.”

A sentença de morte de Baumann foi anulada depois de sete semanas de martírio, mas o desertor não ficou sabendo por não ter denunciado os amigos. Ficou dez meses preso, esperando para morrer. “Fui amarrado nas mãos e nos pés, e a cada troca de guarda achava que iam nos tirar dali. Foi um terror, um trauma que me persegue até hoje.” Ele mergulhou no alcoolismo depois do fim da Guerra.

Faz tempo que Baumann luta pelo reconhecimento dos desertores como vítimas do regime nazista. Em 1990, fundou a União das Vítimas em Bremen (norte), onde mora. A sede da associação é o seu apartamento. “A deserção sempre tem uma conotação negativa, isso fica no seu registro para sempre. Por muito tempo, fomos discriminados, até ameaçados. Não tínhamos dignidade. E não dá para viver sem dignidade. Também demorou até que pudéssemos fundar a associação. Éramos 37 velhos, havia uma mulher, éramos muito frágeis, estávamos acabados”, afirma.

Para a imprensa alemã, as autoridades políticas e em discursos formais, o senhor de 88 anos repete que o memorial em Colônia é um sonho realizado tardiamente. Como a anulação das sentenças proferidas pela Justiça Militar nazista para os desertores. Em 2002, o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma lei que invalidou, de forma geral, os veredictos dos tribunais nazistas, considerados injustos. Uma vitória para o empenho de Baumann... A má notícia, no entanto, é que os deputados não anularam as condenações pela chamada “traição da guerra” dos desertores – um grupo que inclui Baumann. “E isso, apesar de dois terços das sentenças serem ‘nossas’. Mais de 30 mil sentenças de morte foram proferidas, 20 mil delas foram executadas. E há mais de 100 mil desertores que não sobreviveram aos campos de concentração”, enumera o ex-soldado.

Baumann rebate o argumento da política, de que perdoar desertores desmoraliza a tarefa de defesa da Bundeswehr, o exército alemão fundado após a Segunda Guerra Mundial. Ele também atualiza a questão, citando a controversa presença de soldados alemães no Afeganistão – uma missão que, na origem, não tinha fins de combate. “O que estamos procurando lá, o que significa ‘defender os nossos interesses militares no Afeganistão’?” Baumann é aplaudido pela plateia, que vai fechando os guarda-chuvas.

Na terça-feira 8, o “desertor” poderá realizar mais um sonho tardio. O Bundestag deverá anular as sentenças para os chamados “traidores da guerra”. Uma vitória agridoce. “Sou o último sobrevivente da associação que eu criei. Os outros não viveram para ver isso.”



Matéria extraída de cartacapital.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mais uma vitória no mercado externo

Desde que disputa o mercado mundial de gêneros alimentícios com os outros países o Brasil vem sofrendo com subsídios e taxas alfandegárias absurdamente altas que desfaorecem os produtos brasileiros no mercado externo quando a  questão se refere a um preço competitivo. Fato que inclusive foi umas das peças chave para a não consolidação da ALCA (Graças a Deus!). Contudo, o Brasil acaba de ganhar um parecer favorável da ONU no que tange a compensação de seus produtos, neste caso o algodão, frente aos subsídios norte-americanos na venda dos mesmos no mercado norte-americano. Aos poucos parece que o país vai encontrando maneiras de vencer estes obstáculos chamados subsídios fiscais...




OMC aprova compensação a Brasil em disputa de algodão com EUA





GENEBRA, 31 de agosto (Reuters) - A Organização Mundial de Comércio (OMC) aprovou uma compensação ao Brasil em sua disputa com os Estados Unidos sobre subsídios ao algodão norte-americano, informou um representante do governo brasileiro neste segunda-feira.

Contudo, a determinação do painel de arbitragem da OMC, permitindo ao Brasil retaliar contra os Estados Unidos, é tão complexa que autoridades ainda estão tentando calcular as implicações exatas, afirmou ele.

"Para ser franco é um dossiê denso e ainda estamos tentando compreender qual é o teor", disse o representante, na condição de anonimato.

A OMC deve publicar a decisão às 10h (horário de Brasília).

O Brasil pretendia obter 2,5 bilhões de dólares anuais em sanções comerciais retaliatórias --o que normalmente seria na forma de tarifas adicionais sobre importações de bens norte-americanos--, mas os Estados Unidos disseram que um número de 20 a 30 milhões de dólares era o apropriado.

Além do tamanho da compensação, uma importante questão é se o Brasil poderá mirar serviços ou propriedade intelectual dos Estados Unidos, suspendendo por exemplo direitos autorais sobre músicas ou filmes norte-americanos, já que o Brasil importa pouco algodão do país e sua economia pode sofrer caso sanções sejam impostas aos bens manufaturados norte-americanos.

(Reportagem de Jonathan Lynn)

Matéria extraída de msn.com.br

Pré-Sal


Bom com toda essa festa que se tem feito em cima do pré-sal me parece que algo anda esquecido mas que com certeza estampará capas de jornais de revistas em pouco tempo, a briga pelos Royalties do petróleo. Não duvido que demore muito para que o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral começem a "discutir" sobre esses tais Royalties. Resta-nos saber agora o rumo que essas conversações irão tomar, apontaria para um impasse que mais se tornará um embrólio...



Hoje é um novo "dia da independência", diz Lula





O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que este 31 de agosto, dia do anúncio do marco regulatório da exploração de petróleo da camada pré-sal, representa "um novo dia da independência do Brasil". As descobertas, destacou no programa de rádio "Café com o Presidente", colocam o País entre os maiores produtores de petróleo do mundo. A proposta de regulamentação será apresentada publicamente hoje à tarde e enviada ao Congresso.

O Brasil, disse Lula, precisa aproveitar, fazer o marco regulatório, para que a Petrobras possa ficar mais "forte", para que a "União possa ser dona do petróleo, para que a gente possa criar um fundo para melhorar a vida do povo". Esse fundo, reiterou, "será para cuidar da educação, de ciência e tecnologia e da pobreza neste País".

A intenção, disse Lula, é utilizar o petróleo e fazer o Brasil se tornar "mais rico, mais desenvolvido do ponto de vista científico e tecnológico e das políticas sociais do governo". Lula reafirmou a intenção de exportar derivados de petróleo e defendeu uma grande indústria petrolífera. "Precisamos ter mais estaleiros, precisamos construir as plataformas aqui, as sondas aqui. Por isso é que nós precisamos fazer com que o Brasil se transforme numa grande nação, construindo um polo petroquímico muito grande."

O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina dágua que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros.

Matéria extraída do site msn.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Do "Dividir para conquistar" ao "Destruir para modernizar"

Os anos passam, as tecnologias mudam e o ser humano "evolui" cada vez mais, enfim o tempo não para  e com ele o homem também não. Contudo parece que as mudanças e transformações que o homem vem realizando no meio em que vive e até mesmo na relação com outros seres humanos parece viver seus tempos de crise nos quais até a própria Terra dá sinais de que algo precisa ser feito e com extrema urgência.


Motivado cegamente por um capitalismo selvagem e exploratório, homens vem subjulgando seus semelhantes e até mesmo a própria natureza em busca do maldito lucro, do dinheiro a preço de sangue e destruição. Ganâncias que vem manchando não só a própria história do homem mas também provocam cicatrizes enormes em nosso planeta.


Basta olhar ao redor e na história do homem que se notam os fatos dessa destruição desenfreada e que só causou alarde na década de 70 e mesmo assim com a relutância inicial de muitos países em aceitar isso. O homem vem desenfreadamente explorando a terra e seus semelhantes e o que não faltam são exemplos disso como a "partilha da África" onde homens gananciosos trataram o continente como se fosse uma pizza e a dividiram ao seu gosto ignorando completamente as diferenças existentes entres os habitantes do mesmo. Explorando tantos seus moradores quanto suas terras de forma brutal, sanguinária e monstruosa, deixando lá um rastro de pobreza e miséria que assolam a região, aos quais agora estes exploradores fecham os olhos.


Com o passar dos anos o "dividir para conquistar" comandou a exploração dos homens que a faziam de foram desenfreada tratando a natureza como recurso infinito e seus semelhantes como se fossem máquinas cuja única utilidade é a mão de obra que possuem. Contudo, nota-se que ao longo dos anos parece que houveam mudanças e esta questão da exploração vem sendo combatida com certa intetnsidade...


Porém, apesar de todos os combates a este tipo ode atrocidade, o passar dos anos levou a ganância, a exploração e o sofrimento a se camuflar em uma nova bandeira, um novo lema que teve como herança esete maldito "dividir para conquistar", que é a "modernização".


Entenda-se aqui a modernização como uma panacéia utilizada pelo homem para continuar explorando e agredindo seus semelhantes e o planeta onde habita. Em nome dessa tal modernidade condomínios de luxos foram construídos, a construção de indústrias foram largamente impulsionada assim como a fabricação de carros, etc...


Contudo, meios de comunicação anunciam quase que constantemente que há condomínios que possuem ligações clandestinas de esgoto - algo que acontece muito aqui no Estado do RJ, principalmente no que tange a despejos in natura de esgotos na Baía de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e de Jacarepagua assim como tantas outras - o que se extende também as indútrias e seus dejetos. Sem falar nos carros que ocupam um espaço enorme, passam 85% de sua vida útil inutilizados, além de poluírem em grande quantidades e terem vida útil curta.


Perceba, caro leitor, que a minha intenção aqui não é criticar a modernização em sim, acho que a mesma realmente trouxe verdadeiros avanços a humanidade, mas temos que perceber que em essencia alguns aspectos dela foram simplesmente ignorados e hoje em dia, em decorrência disto, noticias como aquecimento global, poluição e degradação acelerada do meio ambiente como outros, são amplamente discutidos pelo mundo inteiro. Mas a essência do problema em si parece ser deixada de lado, que é esse desejo consumista cada vez mais irraizado nas pessoas que o fazem desesperadamente na pura e simples intenção de "acompanhar a evolução das coisas" assim, trocam de carro diversas vezes e consomem diversas coisas que talvez nem tenham de fato utilidade para sua existência pela simples razão de consumir para estar "na moda".


Mudam-se as bandeiras mas em essência é a mesma coisa de sempre, lucro a qualquer custo ! mesmo que este custo seja os recursos oferecidos pela Terra, mesmo que este custo seja o sangue das pessoas, mesmo que este custo seja em caso mais extremo uma possível extinção da vida no planeta e até mesmo do próprio planeta...