quarta-feira, 3 de março de 2010

Novamente a questão nuclear em torno do Irã

Mais uma vez os EUA e a UE pressionam o Irã por causa de seu programa nuclear sob a ameaça de sanções a este último que teria elevado o nível de enriquecimento de urânio. O assunto já toma conta das discussões da ONU onde muitos países como a China e o Brasil apostam no diálogo para resolver essa situação ao passo que tanto a União Européia quanto os EUA acreditam que só por meio de sanções é que a questão será resolvida. Está para nascer mais um caso de tensão geopolítica global...


VIENA (Reuters) - Os Estados Unidos e a União Europeia acusaram o Irã de quebrar as regras de transparência ao elevar o enriquecimento de urânio sem a vigilância adequada da Organização das Nações Unidas e disse que o comportamento "provocador" do Irã pede por sanções mais duras.

Autoridades dos dois países falaram numa reunião tensa na quarta-feira com diretores da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU dizer que estava preparado para lidar com as propostas das potências ocidentais por novas sanções contra o Irã, às quais até o momento a China tem colocado resistência.

Um diplomata presente à reunião a portas fechadas da Agência Internacional de Energia Atômica, com 35 países, afirmou que o embaixador da China reiterou que deve se insistir em mais negociações, e não em sanções contra seu importante parceiro comercial.

O diretor da AIEA, Yukiya Amano, num relatório de 18 de fevereiro à diretoria da agência da ONU, disse que pela primeira vez os serviços de inteligência mostravam que o Irã poderia estar tentando projetar um míssil com arma nuclear atualmente, e não apenas no passado - como Washington avaliou em 2007.

Os enviados dos EUA e da EU disseram na reunião que eles compartilhavam essa preocupação.

Amano também afirmou que o Irã iniciou o enriquecimento de urânio a um grau mais alto em 9 de fevereiro, antes que os inspetores pudessem chegar ao local e intensificar o monitoramento. Diplomatas disseram que o Irã agora estava bloqueando as requisições por mais câmeras e inspeções com avisos de antecedência de minutos.

O Irã disse aos Estados membros da AIEA que alertara a agência da ONU por carta dois dias antes do incremento no enriquecimento, cumprindo suas obrigações, e denunciou o relatório de Amano como "enganoso" e no geral "não equilibrado".

O embaixador do Irã Ali Asghar Soltanieh também afirmou que Teerã reservava-se no direito de se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT), caso não fosse tratado justamente, contaram diplomatas presentes à reunião.

Uma retirada do NPT pelo Irã significaria a expulsão dos inspetores da AIEA e poderia provocar um ataque israelense ou norte-americano.







Extraído de msn.com.br

Brasil cada vez mais se consolidando no cenário mundial

O que antes se dava apenas pela grande força exportadora alimentícia que o nosso país é, hoje em dia já toma outros contrates. O Brasil cresceu e apareceu como potência mundial não só por suas exportações mas também como um líder na América Latina, o que ficou meio apagado quando Lula investiu em sua reeleição e esse "cargo" o presidente da Venezuela tentou assumir e não conseguiu, associado também ao status de bom diplomata, um país que se dá bem com todos os outros.

O que pode ser mais uma vez visto quanto a questão das nuclear que envolve o Irã e também os EUA onde o Brasil se tornou o principal mediador entre as partes. Independentemente do rumo que tomará essa questão, atualmente pode-se notar que o Brasil está em alta no planeta com cada vez mais notoriedade positiva.


BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que não é prudente "encostar o Irã na parede", mas sim investir no diálogo para resolver o impasse sobre o programa nuclear da República Islâmica.

As declarações foram feitas pouco antes de um encontro de Lula com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que busca o apoio do Brasil, que ocupa uma cadeira rotativa no Conselho de Segurança da ONU, para impor novas sanções ao Irã por seu programa nuclear.

"Não é prudente encostar o Irã na parede, o que é prudente é estabelecer negociações", afirmou Lula a jornalistas.

O presidente voltou a defender o uso de energia nuclear para fins pacíficos. "Se o Irã tiver concordância com isso, o Irã terá o apoio do Brasil", afirmou Lula.

Sobre um possível pedido de apoio brasileiro da secretária dos EUA contra o Irã, Lula disse que a questão deve ser tratada com o chanceler Celso Amorim, que recebeu Hillary antes do encontro dela com o presidente.

"Primeiro, ela não deve pedir a mim, ela deve pedir ao Celso Amorim. Eu estou recebendo a secretária Hillary a pedido do companheiro Celso Amorim, mas as negociações que ela tem que fazer e os assuntos que ela tem que tratar são com o ministro Celso Amorim", afirmou.

Lula, que disse já ter tratado com líderes mundiais, incluindo o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a posição do Brasil com relação ao Irã, acrescentou que pretende ter uma "conversa muito franca" com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre a questão.

"Se o Irã quiser ir além disso (uso pacífico da energia nuclear), o Irã irá contra o que está estabelecido na Constituição, e por isso nós não podemos concordar", afirmou o presidente.

Lula tem viagem prevista à República Islâmica em maio. Ahmadinejad esteve no Brasil em novembro do ano passado, quando Lula também defendeu o direito iraniano a um programa nuclear com fins pacíficos.

Mais cedo nesta quarta-feira, Hillary foi recebida no Congresso pelos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

Os temores de que o Irã produza armas nucleares e o relacionamento do Brasil com o país do Oriente Médio foram alguns dos temas discutidos nos cerca de 40 minutos que Hillary permaneceu com os parlamentares brasileiros.

Segundo Sarney, a secretária pediu que o Brasil colabore para a não-proliferação de armamento nuclear.


Extraído de msn.com.br

Aumento da emissão de CO2 na Amazônia

Segundo relatório publicado houve aumento na emissão de CO2 na Amazônia, aumento esse que supera até a emissão indústrial do Estado de São Paulo.

Infelizmente vemos notícias como essa se tornarem comuns, o que nos leva a pensar que parece que nada é feito para que haja uma redução deste problema na Amazônia - talvez não haja mesmo - mas que deveria ser combatido a todo custo.

O desmatamento da floresta amazônica registrado entre agosto de 2009 e janeiro deste ano será responsável pela emissão de 51 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No período, o desflorestamento foi de 836 quilômetros quadrados, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento da entidade. Foi a primeira vez que o Imazon incluiu a informação sobre emissões de CO2 em seu relatório sobre desmatamento, o Transparência Florestal.

Esse total de carbono supera, e muito, as emissões da indústria paulista no ano de 2006, por exemplo, que foi de 38 milhões de toneladas de CO2 - gás que provoca o aquecimento global. O dado também é 41% maior do que no período anterior (agosto de 2008 a janeiro de 2009), quando foram afetados 36 milhões de CO2.

"Dizemos que o carbono foi comprometido ou afetado porque não podemos afirmar que a emissão já ocorreu, se o gás já está ou não na atmosfera. A emissão vai acontecer em algum momento, mas pode ser numa próxima queimada, por exemplo", explica Carlos Souza Júnior, cientista do Imazon.

A emissão ocorre por meio da queimada da madeira ou da decomposição natural das árvores cortadas. O aumento do desmatamento acompanhou em menor medida a elevação das emissões e foi de 22% ao se comparar um período com o outro. Segundo o pesquisador, o fato não é estranho e, na verdade, em alguns casos o desmatamento pode até mesmo diminuir enquanto as emissões aumentam.

Extraído de msn.com.br

Até Quando ?

Até quando iremos assistir perplexos pela televisão ataques cruéis e covardes como o de ontem que ocorreu no Estado do Rio de Janeiro ? Até quando trabalhadores, que não tem nada a ver com o fato da polícia estar fazendo o seu papel que é reprimir e combater os bandidos, vão ter que pagar as consequências dos atos desses últimos ? Até quando ?

Ataque incendiário a ônibus deixa 13 feridos no Rio
Treze pessoas ficaram feridas, por volta das 21h30 desta terça-feira, 2, após um micro-ônibus da Viação Litoral Rio, que fazia a linha 701 (Alvorada - Madureira), ser atacado por criminosos incendiários na Avenida Prefeito Miguel Salazar de Moraes, na Cidade de Deus, região de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Segundo o motorista do ônibus, Ronaldo Borges, o coletivo foi cercado por um grupo de cerca de 20 pessoas.

As vítimas, seis delas em estado grave, foram levadas pelo Corpo de Bombeiros e por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), instalada na favela da região, para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde iriam passar por uma triagem.

Os pacientes em estado mais grave serão transferidos para o Hospital Souza Aguiar, Hospital Central da Polícia Militar, Hospital Geral do Andaraí e para um hospital de referência para queimados. Uma das passageiras, para escapar das chamas, pulou do ônibus pela janela e teve fratura no maxilar. Três das vítimas já foram identificadas, são elas: Anne Andrade Lima, 18 anos; Gabriel Lima de Andrade, 20; e Laís de Melo Rodrigues, 21.


Extraído de msn.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Presidente de esquerda toma posse no Uruguai

José Mujica toma posse a frente da presidência uruguaia que agora inicia seu segundo mandato de esquerda. Confirmando assim uma tendência que se estabeleceu há pouco tempo na América Latina que é ascensão dos governos de esquerda no poder, o que pode ser visto com as eleições de Lula no Brasil, Michelle Bachelet no Chile, entre outros. Tal ascensão aconteceu muito por conta das crises econômicas e das privatizações que ocorreram nos países enquanto os mesmos eram governados pela direita.


O ex-guerrilheiro José Mujica toma posse nesta segunda-feira como presidente do Uruguai com a promessa de manter as políticas moderadas do atual governo, em uma cerimônia com a presença de vários líderes estrangeiros e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

A posse será marcada por gestos de solidariedade ao Chile, após o terremoto devastador que atingiu o país no fim de semana e deixou mais de 700 mortos, além de enormes danos materiais.

"O que aconteceu no Chile é dramaticamente comovedor, nos atinge pouco tempo depois do Haiti e nos lembra da fragilidade da nossa vida diante dos fenômenos naturais", disse Mujica no domingo, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros.

Presidentes de sete países sul-americanos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representantes de outros 30 países estarão na capital uruguaia para a posse.

Antes de assumir, Mujica encontrou-se com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e tinha uma reunião prevista com a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton.

Hillary também tem um encontro previsto em Montevidéu com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o presidente eleito do país, Sebastián Piñera, suspenderam a viagem ao Uruguai após o terremoto.

Mujica, que foi membro da guerrilha urbana Tupanamaros e passou mais de uma década preso durante a ditadura que governou o Uruguai na década de 1970 até os anos 1980, ganhou as eleições de novembro com 52,3 por cento dos votos, no segundo triunfo eleitoral consecutivo da esquerda no país.

Considerado um político mais radical que o presidente Tabaré Vázques, Mujica moderou seu discurso durante a campanha e disse sentir-se mais próximo a governos como o do Brasil e do Chile do que do modelo socialista da Venezuela. Ele se comprometeu a manter políticas econômicas que permitiram ao Uruguai escapar da crise econômica mundial.

Extraído de msn.com.br