sexta-feira, 18 de junho de 2010

Novo governo velhas práticas

Já fora mostrado aqui em posts anteriores que, apesar do governo norte americano ter mudado de presidente, certas práticas da Era Bush continuam presentes.

Depois de manter a guerra no Afeganistão e impor sanções ao Irã a prática que remonta ao governo Bush dessa vez é a imposição de sanções dos EUA a Coréia do Norte pelo suposto afundamento de um corveta sul-coreano.

Trocam-se os governos, mas essa mania norte-americana de ser a polícia do mundo não muda...


WASHINGTON (Reuters) - O governo norte-americano considera a possibilidade de congelar os ativos de entidades e indivíduos norte-coreanos a fim de punir Pyongyang depois do afundamento de um navio militar sul-coreano, disseram fontes familiares com o assunto na sexta-feira.

O congelamento de bens no exterior seria a primeira medida tangível dos Estados Unidos para fazer a Coreia do Norte pagar pelo afundamento da corveta Cheonan em 26 de março, no qual 46 marinheiros sul-coreanos morreram. Pyongyang negou a responsabilidade pelo incidente.

Embora tenha havido amplas sanções dos EUA a Pyongyang durante décadas, esse tipo de medida poderia influenciar a Coreia do Norte, porque atingiria contas controladas por líderes militares e políticos que, segundo autoridades norte-americanas, devem ter autorizado o ataque.

Falando sob a condição de anonimato, as fontes afirmaram que atingir os fundos ilícitos da Coreia do Norte parece ser uma das poucas maneiras possíveis de os EUA obterem atenção da liderança no país comunista.

Elas também afirmaram que há uma percepção cada vez maior dentro do governo do presidente Barack Obama de que a medida tomada em 2005 pelo ex-presidente George W. Bush de colocar numa lista negra um banco de Macau por supostamente lavar dinheiro norte-coreano acabou sendo útil para pressionar Pyongyang.

Acrescentando tal elemento coercitivo à diplomacia dos EUA com a Coreia do Norte poderia ajudar Washington a levar Pyongyang de volta à mesa de negociações para executar um acordo de 2005 para o abandono de seus programas nucleares, ponderaram as fontes.

Mas também poderia ser um tiro pela culatra. A Coreia do Norte é reconhecidamente imprevisível e acredita-se que esteja no meio de uma transição política destinada a garantir a sucessão do poder para o filho mais jovem do líder norte-coreano, Kim Jong-il.

Os EUA têm se movido com cautela na imposição de tais sanções, mas o naufrágio do Cheonan provocou uma mudança de cálculo, disse uma autoridade norte-americana, sob a condição de anonimato.

"Estamos diante do imperativo de demonstrar mais uma vez à Coreia do Norte de que não há recompensa para o seu comportamento provocador, que de fato vai haver uma punição," disse a autoridade.

Extraído de msn.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pressão sobre a BP

Agora o governo norte-americano pressiona de forma mais incisiva a BP para que a mesma contenha o mais rápido possível o vazamento que ocorre desde abril e já é o maior desastre ambiental da história dos EUA.

Com certeza o governo americano não fará somente pressão. Virão também multas em cima de multas sobre a BP, pois o governo americano com certeza não pagará por este desastre.


Washington, 14 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que seu Governo iniciou "a maior resposta" da história contra o desastre natural no Golfo do México, que completa hoje o 56º dia de vazamento de petróleo na região.

Obama afirmou, em declarações à imprensa do Alabama, que o Governo destina todos os recursos que estão ao seu alcance para conter o derrame e assegurou que o Golfo se reerguerá da catástrofe "em melhor forma" do que antes do acidente.

Disse entender que os moradores da área temam que o desastre, que começou no dia 20 de abril por causa da explosão de uma plataforma petrolífera operada pela British Petroleum (BP), ponha em risco o seu sustento.

Obama garantiu que a Casa Branca seguirá exigindo da BP e de outras companhias que possam estar envolvidas na tragédia que assumam a responsabilidade pelo desastre.

Apontou, nesse sentido, que a pressão exercida pelo Governo permitiu que a BP anunciasse hoje um novo plano de ação que, segundo a empresa, lhe permitirá coletar até 50 mil barris de petróleo diários no fim deste mês. Atualmente, são coletados 15 mil barris por dia.

Obama mencionou que esse prazo está "duas semanas adiantado" com relação ao que a multinacional havia previsto inicialmente. Além disso, garantiu que é seguro comer mariscos do Golfo. "Atualmente o marisco do Golfo é saudável. Temos que nos assegurar de que ele continuará sendo", ressaltou.

Na quarta o presidente se reunirá com os diretores da BP na Casa Branca. A eles, pedirá a criação de um fundo que será administrado de forma independente para compensar os atingidos pela catástrofe.

Obama visita hoje Mississipi, Alabama e Flórida, três dos quatro estados afetados pelo derramamento.


Extraído de msn.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

Efeito Dominó

Depois que foi decidido na ONU, leia-se por vontade e pressão norte-americana, uma nova rodada de sanções contra o Irã os países começam a levar essa idéia a prática.

A UE, União Européia, votou nesta semana uma rodada de sanções contra o setor de petróleo e gás do Irã, o mais forte do país. O problema é que essas sanções podem ser um tiro no pé de alguns países da União Européia, pois os mesmos mantém investimentos no Irã que podem ser prejudicados com a aprovação dessas sanções.

LUXEMBURGO (Reuters) - Líderes da União Europeia seguirão com planos para aprovar sanções mais duras contra o Irã na quinta-feira, incluindo medidas para limitar o investimento nos setores de petróleo e gás e a capacidade de refino de Teerã.

Ministros de Relações Exteriores da UE, responsáveis por acertar uma posição comum antes de um encontro do bloco em Bruxelas, na quinta-feira, assinaram um comunicado nesta segunda que vai substancialmente além das sanções extras aprovadas pela Organização das Nações Unidas contra o Irã, na semana passada, aponta um esboço.

Os diplomatas disseram que as sanções da UE, que poderão ser impostas a partir do próximo mês, devem focar o comércio, instituições financeiras e de seguros e o setor de transportes iraniano naval e aéreo.

Mas as medidas também terão como alvo "setores-chave da indústria de gás e petróleo com a proibição de novos investimentos, assistência técnica e transferência de tecnologias, equipamento e serviços, em particular relacionados ao refino, liquefação e gás natural liquefeito", apontam documentos obtidos pela Reuters.

As medidas, que vão além do esperado por alguns diplomatas, devem exercer uma forte pressão financeira sobre o Irã, o quinto maior exportador de petróleo do mundo.

Suécia, Chipre e Espanha devem ser contrários à novas medidas da UE que vão além das sanções aprovadas pela ONU. A Alemanha disse ter preocupações sobre restrições ao setor de gás e petróleo do Irã, onde tem grandes investimentos.

A decisão da UE tem como intuito colocar pressão ainda maior sobre o Irã para que retorne às negociações sobre seu programa nuclear, acusado pelos Estados Unidos e outras potências ocidentais de ser um disfarce para a produção de armas nucleares. O Irã nega, e diz que seus planos são pacíficos.




Extraído de msn.com.br

Pra dar em nada

A novela com as duas Coréias ganha mais um capítulo, agora na ONU. Os dois países foram ouvidos pela ONU que, por sua vez, pretende buscar uma solução para o "conflito".

Logicamente que isso não vai dar em nada, pelos motivos que em posts anteriores eu já expus, mas a insistência de ambos, principalmente da Coréia do Sul, nesse assunto continua.


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - As Coreias do Norte e do Sul falaram separadamente na segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU a respeito do naufrágio de uma corveta sul-coreana, em março, que elevou o grau de tensão entre os dois países vizinhos.

Seul, que acusa a Coreia do Norte de ter atacado a corveta Cheonan em 26 de março, matando 46 militares, levou a disputa ao Conselho de Segurança neste mês, pedindo que os 15 membros ajam para evitar uma "provocação maior".

A Coreia do Norte, que nega responsabilidade pelo ataque e acusa o Sul de ter inventado o ataque, pediu ao México, que preside o Conselho neste mês, por uma sessão separada e foi atendida, disse um porta-voz da delegação mexicana na ONU.

Diplomatas disseram que o Conselho não deve tomar nenhuma decisão com base nas reuniões.

A Coreia do Sul foi a primeira. Autoridades civis e militares fizeram uma apresentação técnica e detalhada na reunião a portas fechadas, que foi seguida por uma sessão de perguntas e respostas, informaram diplomatas que participaram do encontro, que durou duas horas.

Antes da apresentação de seu país, um alto enviado norte-coreano disse a repórteres que Pyongyang rejeita a acusação do Sul.

"Não temos nada a ver com isso. Somos apenas uma vítima. Então queremos deixar nossa posição bem clara aqui", disse o vice-embaixador Pak Tok-hun. Ele acrescentou que o embaixador, Sin Son-ho, dará mais detalhes em uma rara coletiva de imprensa na ONU na terça-feira.

O crescente antagonismo entre as Coreias assusta os investidores, temerosos de um conflito armado na região. Muitos analistas, no entanto, duvidam que ocorra uma guerra, apesar das frequentes ameaças do Norte nesse sentido. Eles veem, no entanto, a possibilidade de novas escaramuças perto das fronteiras naval e terrestre.

A Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de violar o espírito de uma histórica declaração conjunta adotada há dez anos pelos dois governos, prometendo a paz. Mas, após um período de reaproximação, as relações voltaram a ficar ruins sob o governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que cortou a ajuda ao miserável Norte ao tomar posse, em 2008, como forma de pressionar Pyongyang a abandonar seu programa nuclear. A medida irritou o regime comunista norte-coreano.

O ministério sul-coreano da Unificação disse que o Norte precisa admitir seu envolvimento no incidente naval e pedir desculpas, caso deseje a retomada das relações.

A Coreia do Norte diz que as acusações são parte de uma conspiração comandada pelos EUA.

Extraído de msn.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Impasse continua

Parece que o jogo de empurra que vem desde a COP 15 está muito longe de seu fim. Esta semana mais uma acordo sobre as reduções de gases do efeito estufa foi rejeitado pelo mundo. Os países em desenvolvimento reclamaram que o peso da redução em maior escala está sobre eles; mesma reclamação dos países desenvolvidos.

E o jogo de empurra continua, longe de seu fim... 

BONN, Alemanha (Reuters) - Países ricos e pobres criticaram na sexta-feira um novo projeto para um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima ao final de duas semanas de conversações entre 185 países que terminaram sem grandes avanços para um acordo.

O esboço, destinado a ajudar nas negociações sobre um novo pacto, cortou algumas das opções mais draconianas com relação aos gases-estufa e todas as referências a "Copenhague" --onde uma cúpula da ONU em dezembro por pouco não aprovou um tratado.

"O grupo está consternado com o fato de que o texto está desequilibrado," disseram os países em desenvolvimento do Grupo dos 77 e a China em um comunicado. Vários deles afirmaram que o texto de 22 páginas coloca ênfase incorretamente nos cortes de gases-estufa pelos pobres, e não pelos ricos.

Entre os países ricos, os EUA afirmaram que estudariam o texto, mas que alguns elementos eram "inaceitáveis." A União Europeia também expressou "preocupação" com o texto, que atualiza o esboço anterior de 42 páginas rejeitado na semana passada.

O novo documento estabelece como objetivo o corte das emissões mundiais de gases-estufa em "ao menos entre 50 e 85 por cento dos níveis de 1990 até 2050" e que os países desenvolvidos reduzam as emissões em ao menos 80-95 por cento a partir dos níveis de 1990 até meados do século.

Ele deixa de lado as opções mais radicais, algumas defendidas pela Bolívia, para um corte de ao menos 95 por cento nas emissões mundiais até 2050 como parte do esforço para reduzir a ocorrência de secas, enchentes, disseminação de doenças e a elevação do nível dos oceanos.

Margaret Mukahanana-Sangarwe, do Zimbábue, que preside as conversações da ONU sobre as ações de todos os países para diminuir o aquecimento global, afirmou que o texto seria atualizado para uma próxima reunião em Bonn, na Alemanha, em agosto.


Extraído de msn.com.br