segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Apagão até na descoberta da causa

Até agora ainda não se sabe as causas do apagão que afetou vários Estados brasileiros no início deste mês de novembro. Enquanto cada um põe a culpa em cima de uma "falha" diferente, nós vemos que a situação dessa melódia está longe de seu fim. Ou será que talvez nas eleições as causas sejam descobertas e usadas da forma que mais convier a cada um dos candidatos ??????

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ainda não tem uma conclusão sobre o que causou o blecaute que deixou 18 Estados sem luz no dia 10 deste mês. Mas, segundo o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, pelo menos duas hipóteses estão sendo levadas mais em conta para explicar o que causou os curtos-circuitos que derrubaram o sistema de transmissão da usina de Itaipu: descargas atmosféricas (raios) ou problema nos isoladores das linhas.


Chipp, que participou hoje de mais uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), é cauteloso ao falar dos equipamentos instalados nas linhas de Furnas. "Sempre há isoladores melhores, mas a avaliação preliminar é de que os equipamentos atendem às normas", disse Chipp. Ele, porém, não descarta a possibilidade de o relatório final do Operador recomendar a instalação de um sistema de isolamento "mais robusto".


O ONS deverá entregar ao governo na próxima sexta-feira o Relatório de Análise de Perturbação (RAP) relativo ao blecaute do dia 10. Antes disso, amanhã, às 10 horas, uma apresentação do que já foi apurado será feita ao Grupo de Trabalho criado pelo Ministério de Minas e Energia para acompanhar as investigações.



Extraído de msn.com.br

EUA se mostra contrário ao programa nuclear iraniano

Quase tão previsível quanto os dias sucedem as noites e vice-versa o governo americano classificou como inaceitável a medida do governo iraniano de construir 10 usinas de enriquecimento de urânio, parte de seu programa nuclear. O que gerou por parte do governo americano uma espécie de ultimato por parte do mesmo em relação a uma proposta feita ao governo iraniano para que suspendesse o programa nuclear em troca de "ajudas" no ramo político e financeiro. Sinceramente, essa mania que o governo dos EUA tem de polícia do mundo, baseado no poder arsenal bélico que possuem, me incomoda profundamente... Queria ver se fosse a China implantando essas usinas se eles iriam se manifestar... Duvido !


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os planos do Irã de construir 10 usinas de enriquecimento de urânio são inaceitáveis e podem levar ao aumento da pressão internacional para que Teerã interrompa seu programa nuclear, disse a enviada dos Estados Unidos à ONU nesta segunda-feira.

"Vemos o anúncio de que o Irã planeja construir 10 instalações adicionais como totalmente inaceitável e como prova de que ele se isola ainda mais da comunidade internacional", disse a repórteres a embaixadora Susan Rice.

O Irã anunciou no domingo que planeja construir 10 usinas de enriquecimento de urânio em uma grande expansão de seu programa atômico, apenas dois dias após inspetores da agência nuclear da ONU ter censurado a República Islâmica por ter seguido com tal programa de forma secreta.

Rice deixou claro que Washington está rapidamente perdendo a paciência e que poderá pressionar por mais sanções contra o Irã.

Ela repetiu que o presidente norte-americano, Barack Obama, deu a Teerã até o final do ano para que responda a uma oferta de EUA, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia de incentivos econômicos e políticos em troca da suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio.

(Reportagem de Louis Charbonneau e Patrick Worsnip)


Extraído de msn.com.br

Cinema, Pipoca e Geografia! - Tempos Modernos

Tempos Modernos





Com uma crítica muito bem elaborada, de tom cômico e ao mesmo tempo bastante reflexivo, "tempos modernos" retrata muito bem questões que envolvem o processo fordista de produção industrial. Questões estas que vão desde a intensa especialização da mão-de-obra a intensa alienação pela qual o trabalhador da época passava. É um filme clássico que vale muito a pena conferir pois com certeza ainda é muito válido para os dias atuais.

A França e "otras cositas mas"

Achei interessante e de muito bom tom o artigo publicado abaixo no site da revista Carta Capital falando sobre a terra do famoso lema "igualdade, liberdade e fraternidade", a França. O  mesmo mostra de forma muito clara que o país vive seu momento, e isso já não é de hoje e também no ocorre só na França, que vai de encontro ao lema tão famoso cunhado durante a Revolução Francesa; o que se mostra nítido através de assuntos recorrentes no país como o racismo que influi em diversas outras questões como a imigração de estrangeiros, principalmente de ex-colônias francesas, ao país. Vale muito a pena conferir


A poucos meses das eleições regionais, um ministro de Nicolas Sarkozy trouxe à tona um velho debate: o da identidade nacional. O que significa ser francês hoje? Defender uma péssima seleção, os bleus, classificados para a Copa graças à mão esquerda de Thierry Henry? Cantar a Marseillaise com a mão no peito esquerdo? Ou seria fazer essas teimosas senhoras trajando burcas – e seus maridos – entender de uma vez por todas o seguinte: este é um país laico no qual para se integrar é preciso se afiliar ao Estado e aos seus valores.


Por falar em burcas e futebol, pareceu normal, indagaram-se vários franceses, aqueles 12 mil argelinos a celebrar nos Champs Élysées na noite do dia 18 (a mesma da mão de Henry) a vitória da seleção da Argélia sobre a do Egito, e sua classificação à África do Sul? A avenida virou um mar de pessoas com bandeiras argelinas a gritar, em árabe: “Viva a Argélia”. Mas eis uma pergunta que paira no ar: esses argelinos eram na verdade franceses como o craque Zinedine Zidane, filho de argelinos e nascido em Marselha?

“França, ame-a ou deixe-a”, já dizia nos anos 80 o líder da extrema-direita Jean-Marie Le Pen. Claro, o slogan de Le Pen não era nada original. Antes de bradar sua patriotada, até os generais brasileiros já o faziam. Mas à diferença dos milicos canarinhos, em 2002 Le Pen disputou, via processo democrático, o segundo turno das presidenciais. Seu discurso mesclando imigrantes com símbolos e valores tidos como franceses foi apropriado por políticos não extremistas como Sarkozy.

A pergunta – o que significa ser francês? – foi levantada por Eric Besson. Mas o debate fica comprometido quando o citoyen lê o título ocupado por Besson: ministro da Imigração e da Identidade Nacional. Ou seja, a imigração estaria corroendo os valores que formam a identidade nacional da França.

O projeto de Besson é questionável. E qual o motivo para esse debate? Às vésperas das eleições regionais de março, Sarko anda ainda mais inquieto. Ele perdeu 6 pontos no seu índice de popularidade. Isso se deve, em grande parte, ao fato de não ter realizado sua principal promessa eleitoral: a do aumento do poder aquisitivo do povo.

Sarko, filho de húngaro, leva a questão da identidade bastante a sério. Em 2006, lembra o psicossociólogo Jacques Dejean no diário Libération, ele pronunciou um discurso no qual alertou: “Se algo na França incomoda alguém, não se incomode em deixar o país que não ama”. Dejean analisa a frase de Sarko com base no verbo “amar”. A concepção do amor de Sarkozy, diz, “é tudo ou nada”. É como o homem que diz a uma mulher: “Ou você me ama o tempo todo sem me incomodar, ou te violento ou te deixo”.

No dia 12, Sarko voltou a colocar ênfase na importância do “amor pela pátria”. Seis dias mais tarde, a festança em torno da vitória da seleção argelina terminou num confronto com a polícia nos Champs Élysées. Sessenta franceses de origem magrebina foram presos. Duzentos carros queimados nos subúrbios de Paris. As cenas não foram tão violentas, mas lembraram aquelas nos guetos, em subúrbios de toda a França, em 2005.

À época, o ministro do Interior Sarkozy ganhou fama internacional quando chamou os manifestantes de “escória”. Incêndios ganharam força. Desta feita, o presidente focou na mão esquerda de Henry. Sarko pediu desculpas ao governo irlandês, mas disse que não poderia fazer nada. A mistura de futebol e patriotismo, com ou sem honra, parece gerar votos em qualquer país.

Em 1998, quando Henry, Zidane, Lilian Thuram e Patrick Vieira, entre a maioria de uma seleção com origens em outros países, ganharam o primeiro título mundial da França, a nação parecia um exemplo de integração. Mas tudo não passou de fachada. A integração de imigrantes e filhos de imigrantes da Argélia, independente da França desde 1962, é um exemplo: são considerados cidadãos de segunda classe e, em grande parte, vivem nos guetos. No dia 18, emanava, sotto voce, da boca de franceses em ônibus e metrôs um termo racista para designar argelinos: bicot.

Burcas não deveriam provocar debates acirrados às vésperas das eleições regionais. No país da liberdade, igualdade e fraternidade, a disparidade social e econômica e o racismo são os assuntos mais prementes.

Extraído de cartacapital.com.br

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Apagão Carioca

Depois do apagão que atingiu mais de 16 Estados brasileiros, o Rio de Janeiro ainda parece sofrer os efeitos e durante a semana passada e a semana presente diversas áreas da cidade têm sofrido com constantes quedas de luz que demoram consideravelmente a serem reestabalecidas.


Como se já não bastasse o aumento de 6,23% nas contas de luz que são cobradas pela Light e pelo escândalo que comprovou que desde 2003 mais de 17 bilhões de reais vem sendo cobrados indevidamente dos brasileiros. Agora são os constantes apagões que a cidade do Rio de Janeiro sofre.


O mais revoltante é que apesar de tudo isso não se vê investimentos na melhoria da qualidade da energia que chega até as nossas casas, sejam por investimento visando uma menor perda de energia ou por investimentos que visem evitar quedas no sistema de transmissão de energia. Com isso quem mais perde é a população, desde comerciantes que dependem da luz para realizar suas atividades até aqueles que dependem de energia elétrica para viver.


A política de planejamento de energia deve ser melhorada e repensada, pois se pararmos para analisar toda vez que  o verão se aproxima ou até mesmo quando estamos na estação em si; a mesma situação sempre ocorre: quedas de energia que demoram horas e as vezes até dias para serem reestabelecidas, quando por lei todo cidadão que teve seu fornecimento de energia interrompido deve ter o mesma de volta em até 4 horas. Mas, ao que tudo indica, isso parece ser realmente difícil de analisar.


Enquanto nada é feito comerciantes contam prejuízos enormes, pessoas sofrem com o calor intenso do verão em suas residências e, em casos mais extremos, há pessoas que infelizmente chegam a falecer em virtude da falta de energia...


A que se fazer algo o quanto antes para contornar esta situação, pois com a mesma velocidade que a conta de luz fica mais cada deve-se fazer um plano de investimentos visando a melhoria do sistema elétrico. Ou será que precisaremos esperar até a Copa do Mundo ou as Olimpíadas para isso ocorrer  ?