sábado, 18 de setembro de 2010

Balança mas não cai

O artigo abaixo faz um breve histórico do neo-liberalismo, essa doutrina econômica adotada nos idos dos anos 90, principalmente aqui na América-Latina que cambaleou durante a crise de 2008/2009 mas que resistiu a mesma e continua até os dias de hoje.


Após a 2ª. Guerra Mundial com o Plano Marshall foi dado um impulso à reconstrução europeia para a unificação econômica a qual foi decisivo, por exemplo, para as economias alemã e francesa. Da mesma maneira, o financiamento norte-americano foi o que permitiu a reconstrução econômica japonesa.
Uma das principais características dessa nova institucionalidade, estava a admissão de que o Estado, obrigatoriamente, deveria promover a regulação do ciclo econômico.
Os Estados nacionais passaram então a se apropriar e, também, a gastar; de uma fatia do produto nacional muito superior àquela dos anos 20.
Outra característica desse período foi o crescimento do salário real e dos benefícios sociais em conjunto com o aumento da produtividade. Não menos importante, a sustentação dessa arquitetura foi a instituição do controle dos movimentos de capitais entre os países, sobretudo dos capitais de curto prazo.
Por que o modelo sucumbiu? A moeda utilizada nesse arranjo era de um país, o dólar norte-americano.
Com isso, os EUA através de seus títulos públicos tem a capacidade de se auto-financiar, pois somente eles tem o poder de emissão do equivalente geral mundial, o dólar. Essa é a grande diferença entre os EUA e o resto do mundo, ou seja, eles tem a “maquininha de fazer dinheiro”.
A partir de 1979, com a ameaça a moeda norte-americana, os EUA aumentam sua taxa de juros, promovendo a valorização do dólar a ponto de explodir o deficit fiscal do país.
Ao mesmo tempo, Reagan promoveu uma redução de impostos que favoreceu os ricos e a classe média mais alta e em conjunto dá-se inicio a desregulamentação dos mercados, particularmente o financeiro.
Paralelamente na Inglaterra, o Estado de bem estar social começa a ser destruído, somente a saúde é mantida como política pública, por forte intervenção da Rainha.
A parir de então, inicia-se uma nova concepção de sociedade, comprometido com a ideia de que é preciso liberar as forças criativas do mercado, portanto, abre-se caminho para a relação de indivíduos livres, dispostos ao ganho monetário cada vez maior e “mais fácil”, sem passar pelas agruras do processo de produção. Esta é a sociedade dos neoliberais.
Nesse processo, o Estado não sai de cena, apenas muda a sua concepção, conforme afirma o historiador Fernand Braudel; “não devemos nos enganar, o Estado e o Capital são companheiros inseparáveis, ontem como hoje.”
A raiz da crise norte-americana, basicamente, centrou-se na medida em que as famílias e empresas ao adquirirem mais papéis e ações , imaginando que sua riqueza patrimonial se elevou, endividaram-se ainda mais, com as ações servindo como garantia.
Ao observar que sua dívida aumentou muito mais do que seus investimentos, as empresas cortam investimentos e as famílias consumo. Por conseqüência, o desemprego aumenta, há uma contração do crédito e da renda.
Com o ápice da crise iniciada em setembro de 2008 com a quebra do Lehman Brothers os Estados nacionais despejaram mais de US$ 13 trilhões de dólares, para que os mercados voltassem a ter confiança e destravassem o crédito, uma das molas propulsoras do capitalismo.
A parte boa e interessante da crise é que o papel do Estado enquanto regulador e propulsor do processo econômico voltou a ser discutida e, por incrível que pareça, Karl Marx, particularmente O Capital, recomeçou a ser lido.
Neste sentido, é importante destacar que, para Marx, o capital a juros é a forma acabada do capital, em que este se reproduz a si mesmo. E porque o capital a juros determina as condições de concorrência no mercado capitalista; que sinaliza quais são os capitais que vão sobreviver e quais vão soçobrar.
Entretanto, passados 2 anos, o dólar continua sendo o equivalente geral mundial, a regulação dos mercados é praticamente nula, o pouco que ainda resta do Estado de bem-estar social está completamente ameaçado, a corrida para os títulos do tesouro norte-americano se mantém, a livre mobilidade de capitais está mais viva do que nunca, enfim, o neoliberalismo cambaleou, mas ainda está vivo, livre e forte.

Extraído de cartacapital.com.br

É impressionante

Essa semana o Equador lançou um plano de ajuda a proteção da Amazônia. O plano consiste no país correr o mundo e pedir dinheiro aos outros países para que o Equador não explore uma reserva de petróleo que fica dentro de um Parque Nacional (!!!!!).
É impressionante como o capitalismo consegue se apropriar de praticamente tudo para buscar lucro, até a questão ambiental e da preservação da vida foi invadido pela lógica do capital. Como se a vida tivesse um valor de mercado e pudesse ser medido... deprimente...



YASUNI, Equador (Reuters) - O Equador está lançando uma iniciativa inovadora para proteger uma reserva florestal que contém não apenas uma diversidade enorme de fauna e flora, mas também 20 por cento do petróleo bruto do país.
Em troca de não extrair petróleo de uma área de 200 mil hectares do parque nacional Yasuni, o governo está pedindo que países ricos, fundações e indivíduos lhe doem 3,6 bilhões de dólares.
Isso é metade do que o presidente Rafael Correa diz que o país receberia com a extração de petróleo nessa parte da reserva, ponto de encontro da cordilheira dos Andes com a floresta amazônica.
É uma abordagem nova da conservação e as autoridades reconhecem que talvez não encontrem apoio suficiente para a iniciativa. Mas, se funcionar, o Equador diz que 407 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixarão de entrar na atmosfera.
Representantes equatorianos estão percorrendo o mundo este mês -- incluindo viagens ao Japão, Alemanha e sede das Nações Unidas -- para reunir-se com possíveis contribuintes para o plano.
A reserva total de Yasuni cobre uma área de 982 mil hectares e abriga uma diversidade enorme de aves, macacos e outros animais, incluindo onças, tamanduás-bandeira e botos cor-de-rosa.
A iniciativa abrange os três campos de petróleo de Ishpingo, Tambococha e Tiputini, conhecidos coletivamente como o setor ITT.
O petróleo já é extraído em outras partes do parque, onde moradores são a favor da iniciativa do governo.
Muitos indígenas da região têm medo de tomar a água de rios situados nas proximidades de poços de petróleo.
Uma ação judicial pedindo indenização por danos ambientais no valor de 27 bilhões de dólares está sendo julgada numa província vizinha, cujos moradores afirmam que a gigante petrolífera americana Chevron poluiu a selva com suas práticas de extração.
O Equador vai entregar certificados aos contribuintes, prometendo devolver o dinheiro, sem juros, no caso de o país algum dia explorar o petróleo.
O país diz que a primeira onda de contribuições provavelmente virá de países como Alemanha e Espanha. O Chile deve contribuir com 100 mil dólares esta semana, tornando-se o primeiro doador oficial para a iniciativa.
A proposta é que o fundo seja administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que está incentivando países ricos em petróleo a não extraí-lo em áreas ambientalmente sensíveis.

Extraído de msn.com.br

Ainda há o que melhorar

Segundo dados do IBGE, o número de jovens na faculdade mais do que dobrou. Apesar do número animador, ainda há muito o que melhorar pois muitos jovens ainda são excluídos da faculdade; isso sem contar o problema crônico que temos do pavor que é a educação pública de base em nosso país.
Muito se fala em investir em escolas técnicas e/ ou investir na ampliação das faculdades públicas, mas de que adianta fazer isso senão investir em uma base forte que permita aos jovens a real possibilidade de ingressar no ensino técnico ou na faculdade ?
Investir em faculdades e ensino técnico é necessário sim. Mas o que não pode acontecer é investir somente nesses setores, pois assim estaremos seguindo a escrita histórica em nosso país de que as transformações só começam de cima para baixo; neste caso deve-se investir em todos os setores de ensino, mas com especial atenção ao ensino de base.


Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, revelam que em 2009 a população jovem de 18 a 24 anos de idade com 11 anos de estudo (ensino médio completo) representava 37,9% do total nesta faixa etária. Os números apontam que as desigualdades regionais também eram marcantes. No Sudeste, a proporção era de 44,0% contra 31,8% no Nordeste.
Ainda entre os jovens desta faixa, 15,1% tinham 11 anos ou mais de estudo, e, entre estes, 10,7% continuavam estudando. A distribuição dos estudantes de 18 a 24 anos entre os níveis educacionais revela avanços. Em 1999, 24,8% deles ainda estavam no ensino fundamental, contra 22,1% no ensino superior. Dez anos depois esses percentuais foram para 8,3% e 48,1%, respectivamente.

Extraído de msn.com.br 

Aumento da expectativas de vida no país

Segundo dados do IBGE a expectativa de vida do brasileiro aumentou em comparação com a última década. O aumento se deve a fatores como: maiores investimentos do governo às necessidades básicas da população, aumento na qualidade de vida das pessoas, melhores condições de moradia, etc.
A reportagem também aponta que a população de idosos tem aumentado, mas este fenômeno já é um pouco mais antigo e também traz consequências para o governo como uma sobrecarga na previdência, a necessidade de uma "pequena reforma" no sistema público de saúde (no que tange a substituição de um maior número de pediatras na rede pública por geriatras; já que o nosso país, aos poucos, vai apresentando uma transição demográfica de um jovem país para um país mais "maduro"), além de gastos maiores do Estado com saúde. Contudo, outra questão também se faz presente: com um maior número de aposentados o turismo se faz um grande achado para essa idade; o que levou o governo a criar programas como o "Viaje mais" que é destinado a esse público e oferece pacotes turísticos.
Apesar disso, ainda somos considerados um país jovem em comparação com outros países, mas a nossa taxa de filhos por mulher também tem apresentado queda, muito por conta da entrada da mulher no mercado de trabalho, do alto custo para se criar um filho, além da tendência da maioria das pessoas de priorizarem suas carreiras em detrimento de ter um filho.
Essas mudanças mostram que o nosso país vive, atualmente, um processo de transição na em sua pirâmide populacional; onde agora o topo começa a se alargar e a base começa a se estreitar.




Rio de Janeiro, 17 set (EFE).- A expectativa de vida dos brasileiros ao nascer aumentou em cerca de três anos na última década, passando de 70 anos em 1999 para 73,1 em 2009, segundo um estudo divulgado nesta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
As mulheres, com menores taxas de mortalidade, têm uma maior expectativa de vida que os homens, e representam 55,8% das pessoas com mais de 60 anos do Brasil, segundo o estudo "Síntese de indicadores sociais" em 2009, do IBGE.
Enquanto a expectativa de vida das mulheres passou de 73,9 anos em 1999 para 77 em 2009, a dos homens cresceu de 66,3 para 69,4 anos no mesmo período.
Apesar de ter aumentado, a esperança de vida dos brasileiros ao nascer ainda é inferior à média da América Latina (73,9 anos) e está longe da América do Norte (79,7 anos), mas supera a da Ásia (69,6 anos) e África (55 anos).
A taxa de natalidade no Brasil subiu desde 1,89 filho por mulher em 2008 para 1,94 filho em 2009, mas se manteve muito abaixo dos índices do anos 80, quando cada mulher brasileira tinha em média 4 filhos.
O aumento da escolaridade reduziu a taxa de natalidade, que é de 1,68 filho para as mulheres com oito ou mais anos de estudos e de 3,19 filhos para as que têm menos de oito anos de estudo.
De acordo com o IBGE, com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, o número de brasileiros com mais de 70 anos saltou de 6,4 milhões em 1999, quando representava 3,9% da população, para 9,7 milhões no ano passado, quando equivalia a 5,1%.
Em contrapartida, a porcentagem de crianças e adolescentes com até 19 anos no total da população caiu de 40,1% para 32,8% no período analisado.
No entanto, o Brasil ainda é considerado um país jovem, já que 42% da população (80 milhões) têm menos de 24 anos.

Extraído de msn.com.br

Uma mancha histórica e seus reflexos

Uma triste realidade vivida por nosso país, mas que também ocorre em todo mundo diz respeito ao preconceito contra o nosso semelhante. Em nosso país esse tipo repugnante de situação ocorre em sua maior parte contra o negros.
Infelizmente, o preconceito contra o negro em nosso país vem de longa data; o que acaba por acarretar em prejuízos para os mesmos nos mais diversos aspectos, a matéria abaixo só vem a reforçar isso. Contudo, o final dela traz consigo certo alento: as pessoas têm se auto afirmado como negras ou pardas muito mais do que antigamente, mostrando que as políticas afirmativas tem surtido efeito e também que as pessoas não tem mais vergonha de sua etnia (algo que infelizmente foi históricamente enraizado em nossa sociedade).



De acordo com dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE nesta sexta-feira, a taxa de analfabetismo entre negros e pardos, a partir de 15 anos de idade, é de 13,3% para os negros e de 13,4% para os pardos. Entre os brancos, esse número fica em 5,9%. A população branca de 15 anos ou mais tem em média, 8,4 anos de estudo. Enquanto entre negros e pardos a média é de 6,7 anos.
Os números são superiores aos de 1999 para todos os grupos, mas o nível atingido tanto pelos negros quanto pelos pardos ainda é inferior ao de brancos em 1999.
Outro indicador divulgado pelo IBGE é o de analfabetismo funcional - pessoas de 15 anos ou mais, com menos de quatro anos completos de estudo -, que diminuiu de 29,4% em 1999 para 20,3% em 2009. Essa taxa, que para os brancos era de 15%, continua alta para negros (25,4%) e pardos (25,7%).
O instituto também detectou um crescimento na proporção das pessoas que se declaram negros entre 1999 e 2009, de 5,4% para 6,9%. Entre os pardos aconteceu o mesmo. O número passou de 40% para 44,2%. Os pardos representam hoje mais da metade da população brasileira.

Extraído de msn.com.br