quarta-feira, 7 de julho de 2010

Óbvio, não ?!

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã reconheceu hoje que as sanções impostas ao país vão obstaculizar o andamento do programa nuclear iraniano, o que justamente é a intenção de quem as aplica...

Brasília - Depois de anunciar que uma das principais usinas nucleares do país ficará pronta até o final de setembro, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (Oeai), Ali-Akbar Salehi, reconheceu hoje (7) que as sanções impostas ao país pela comunidade internacional devem provocar atrasos no programa nuclear iraniano. Porém, negou que ocorra interrupção na usina de Bushehr cuja conclusão deve ocorrer entre 23 de agosto e 22 de setembro.


As informações são da agência oficial do Irã, a Irna. Salehi admitiu que as sanções vão 'criar obstáculos' no caminho de fornecimento de equipamentos de medição para o programa nuclear nacional. Mas, segundo ele, as sanções do Conselho de Segurança 'não são preocupação' central para pôr em funcionamento a usina nuclear de Bushehr.


De acordo com Salehi, a exploração de minas de urânio é feita para produzir 5% do combustível para a usina de Bushehr. Ele disse ainda que 'está pronto' para responder a todas as perguntas apresentadas pelo Grupo de Viena. Segundo o chefe da organização, as autoridades do Brasil e da Turquia responderam a nove perguntas encaminhadas pelo grupo. 'Estamos bem preparados para atender o restante das perguntas', afirmou.


Desde o início do mês passado, o Irã sofre sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Canadá. Para parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça pois esconderia a fabricação de armas atômicas. O governo do Irã nega as suspeitas.


As sanções atingem principalmente os setores militar e comercial do Irã. Recentemente aviões comerciais iranianos tiveram dificuldades para abastecer em aeroportos estrangeiros. Para especialistas, são as primeiras demonstrações dos efeitos práticos das sanções.


Extraído de msn.com.br

domingo, 4 de julho de 2010

China

O país mais populoso do mundo pode chegar a 1,390 bilhões de habitantes em 2015.

Apesar do numeroso dado o governo chinês conseguiu manter o crescimento da população abaixo dos 40% por ele estipulados. Muito disso se dá por conta de políticas do governo para controlar a natalidade como a "política do filho único".

Outro dado interessante é que pela primeira vez a população urbana vai superar a rural na China (o que só veio a acontecer agora pois o governo chinês sempre implantou políticas para segurar a maior parte da população no campo para que o país não entrasse em colapso - já pensou o caos que seria se toda a população chinesa usufruísse dos bens que se consegue ter facilmente no meio urbano ? - como a implantação de técnicas de agricultura como a jardinagem que exige bastante mão-de-obra).


Pequim, 4 jul (EFE).- China, o país mais populoso do mundo, alcançará os 1,390 bilhão de habitantes antes do fim de 2015, segundo previu a comissão nacional de população e planejamento familiar, a principal agência demográfica do país asiático.


A previsão da comissão é que dessa massa populacional, 200 milhões terão mais de 60 anos, o que representa um avanço do envelhecimento, como publicou o diário oficial "China Daily".


Na próxima meia década, os residentes urbanos alcançarão os 700 milhões, excedendo pela primeira vez o número de população rural.


O crescimento demográfico chinês começará uma inversão a partir de 2015.


As estatísticas do Governo chinês indicam que sua população era de 1,320 bilhão no fim de 2008, o que representa 2,5 vezes mais do que a massa demográfica na fundação da República Popular, em 1949.


Analistas independentes assinalam que o número real é superior, já que nas áreas rurais as famílias costumam esconder a existência do segundo filho para evitar penalizações com a "política do filho único".


Graças a essa restrição, a população chinesa cresceu abaixo de 40% entre 1978 e 2008, segundo o Governo. EFE

Extraído de msn.com.br

Mais um acordo a caminho

Segundo o ministro dos assuntos exteriores do Irã mais um acordo entre o país, a Turquia e o Brasil estaria a caminho.

Com certeza isso reflete a nova rodada de sanções aprovadas pela ONU que vai tentar mostras através desse novo acordo que seu programa nuclear é pacífico e que só aceita esta via para a resolução do "conflito" travado entre o Irã e a ONU (leia-se EUA).

Agora é esperar pra ver como esse acordo e essa questão vão se desenrolar.


Teerã, 4 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou neste domingo que seu país está conversando com o Brasil e a Turquia para a realização de uma reunião para abordar a troca de combustível nuclear.


Conforme a agência de notícias "Isna", Mottaki fez a declaração no 28º aniversário do desaparecimento de quatro supostos diplomatas iranianos no Líbano.


"Estamos em contato com o Brasil e a Turquia para coordenar a continuação das negociações", disse Mottaki.


O chefe da diplomacia iraniana acrescentou que levando em conta a acirrada agenda dos ministros de Relações Exteriores do Brasil e da Turquia, o Irã está negociando para uma data adequada para o encontro. Mottaki disse que a reunião deve ocorrer em Teerã.


Irã mantém queda-de-braço com a comunidade internacional ao rejeitar a suspensão da atividade do enriquecimento de urânio que afirma precisar para abastecer as suas futuras usinas nucleares.


Apesar das pressões internacionais e as resoluções da ONU, o Irã conseguiu até agora produzir e armazenar milhares de quilos de urânio enriquecido a 3,5%.


Em março, o Irã apresentou um pedido na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a compra de combustível nuclear para seu reator científico de Teerã.


Sete meses depois, a comunidade internacional propôs em Genebra uma fórmula para o envio do urânio iraniano enriquecido a 3,5% à Rússia, em troca de combustível nuclear a 20% produzido na Rússia e França.


Em um primeiro momento a fórmula foi aceita. Depois, o regime se negou a entregar seu urânio alegando não ter garantias de recebê-lo novamente.


Irã anunciou em seguida ter começado enriquecer urânio em 20% para garantir a necessidade de seu reator de Teerã.


Após vários meses de bloqueio de negociações, os ministros de Relações Exteriores do Irã, Brasil e Turquia assinaram em meados de junho um comunicado em Teerã para solucionar a questão de troca de combustível nuclear entre Irã e o grupo integrado pelos EUA, Rússia, França e a AIEA.


Pelo acordo, o Irã enviaria à Turquia 1,2 mil quilos enriquecidos a 3,5%, para receber em um ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20%. EFE


Extraído de msn.com.br

Novamente a questão nuclear do Irã

Após receber a notícia de que fora aprovado na ONU uma nova rodada de sanções contra o Irã o presidente do mesmo procurou prontamente pormenorizar as sanções afim de acalmar sua nação em relação a mais um "aperto" promovido por essas sanções...


TEERÃ (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste sábado que as mais recentes sanções contra aquele país são "patéticas", alertando que as potências mundiais se arrependeriam das ameaças feitas.


Em seu primeiro discurso desde que o presidente dos Estados unidos, Barack Obama, assinou uma lei sancionando a vulnerabilidade das importações de combustíveis do Irã, Ahmadinejad afirmou que as medidas não afetariam a economia ou impediriam o país de ter um importante papel nas relações mundiais.


"Eles sabem que há um leão adormecido no Irã que está acordando e se ele acordar todos os relacionamentos no mundo vão mudar", disse ele a industriais. "Esses atos patético mostram que eles sabem que há grande poder humano escondido no Irã".


A legislação norte-americana seguiu sanções acordadas pelo Conselho de Segurança da ONU e da União Europeia, com o objetivo de pressionar Teerã a interromper um programa nuclear que alguns países temem ser destinado à produção de bombas --o que Teerã nega.


"Eles achavam que, se reunindo e falando uns com os outros e assinando documentos, poderiam impedir o progresso de uma grande nação", disse Ahmadinejad.


"O Irã é muito maior do que eles podem perceber em suas mentes pequenas", acrescentou ele. "Sabemos que, se a sociedade iraniana despertar não haverá mais espaço para potências arrogantes, corruptas e ameaçadoras".


O presidente iraniano minimizou consistentemente o impacto das sanções, classificando a resolução da ONU como "um lenço usado" e afirmando que o Irã pode se tornar autosuficiente em gasolina dentro de uma semana, se necessário.




Extraído de msn.com.br

Mais do que necessário

Considerada uma das principais fontes de escoamento da produção comercial brasileira, senão a mais importante, os portos têm sido uma questão chave para o desenvolvimento do país.

Com o crescimento econômico do país a expansão e modernização dos portos se faz mais do que necessária, se faz urgente. Afinal de contas a logística também reflete no preço final do produto e pode ser determinante para que ele chegue no mercado mundial a preços competitivos.

Ao que parece, tanto governo quanto empresas privadas já perceberam isso e o setor portuário do país começa a receber pesados investimentos; mesmo que ainda seja necessário investir muito mais. Contudo, já é um começo.


construção do Porto do Sudeste, que começa hoje em Itaguaí (RJ), ajuda, mas o País precisa de muitos outros projetos para acompanhar o crescimento econômico. Projeções da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e outros especialistas apontam uma necessidade de US$ 30 bilhões, cerca de R$ 54 bilhões, em investimentos em portos e terminais nos próximos cinco anos. O governo, por sua vez, estima uma carteira de projetos da iniciativa privada de US$ 18 bilhões para o setor. Outros US$ 4 bilhões (com dólar cotado a R$ 1,80) devem partir do governo via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Com base nos investimentos previstos, o governo descarta a iminência de um apagão portuário. Em entrevista ao iG, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, antecipa alguns projetos públicos que ampliarão a capacidade nos portos nos próximos anos. Um dos mais importantes é a triplicação da movimentação de cargas no Porto de Santos, o maior da América Latina. Segundo Brito, a capacidade de transporte atual de 83 milhões de toneladas passará para 232 milhões de toneladas em 2024. O total de contêineres, neste período, aumentará de 3 milhões para 10 milhões. Em 2015, o porto deve ter capacidade para movimentar 6 milhões de contêineres a partir dos investimentos de R$ 1,5 bilhão previstos para os próximos 4 anos.

O Porto de Santos é um dos gargalos temidos pela ABTP. “Os maiores gargalos estão no Norte e no Nordeste. Em Santos, mesmo com investimentos, pode faltar espaço para o transporte de cargas”, afirma Wilen Manteli, presidente da entidade. O porto responde por cerca de 12% de toda a carga exportada pelo País, perdendo apenas para os portos de Tubarão (ES) e de Ponta da Madeira (AM).

Para CNA, Norte e Nordeste já enfrentam apagão logístico

Para representantes do agronegócio, o apagão portuário já começou no Norte e no Nordeste. A Confederação da Agricultura e da Pecuária no Brasil (CNA) estima demanda de transporte nas duas regiões de 15 a 18 milhões de toneladas de grãos para a próxima safra, neste ano. O limite dos portos, segundo a entidade, seria de 8 milhões de toneladas para este tipo de carga.

O déficit no transporte tem encarecido produtos, pois o escoamento da produção é realizado pelos portos do Sul e Sudeste, segundo Luiz Antonio Fayet, consultor logístico e de infraestrutura da confederação. Estudo apresentado pelo especialista a parlamentares mostra que produtores de soja no Mato Grosso gastam em média US$ 100 para levar uma tonelada do produto ao porto de Rotterdam, na Holanda, enquanto produtores argentinos teriam um custo de US$ 55.

“Sul e Sudeste são deficitários no balanço entre produção e consumo de soja e milho e somente são exportadores pela falta de alternativas racionais”, dispara Fayet. “O Arco Norte, que envolve os portos daquela região, está a 4 dias a menos de navegação dos nossos principais mercados”, acrescenta.

Para ampliar a capacidade de transporte na região, o governo está investindo nos portos de Itaqui, no Maranhão, e em Vila do Conde, no Pará. Neste último, estão sendo erguidos cais e pontes rolantes que levarão graõs aos navios, enquanto a iniciativa privada responderá por investimentos na retroárea do porto, no pátio onde se localiza a carga. Em Itaqui, segundo o ministro, o governo está licitando novos armazéns para aumentar a capacidade de transporte dos atuais 4 milhões para 10 milhões de graõs em 2012.

A CNA aponta necessidade de investimentos nos portos do corredor de Porto Velho, para aumentar o potencial de transporte nos rios Madeira e Amazonas. O corredor de Santarém também enfrenta limitações de capacidade porque, segundo o relatório, o governo não tem condições de acompanhar a expansão da produção, o mesmo problema é atribuído a limitações de no sistema de Belém, onde não há ainda estrutura para o escoamento de grãos.


Queda-de-braço
Os números que mostram déficit no transporte no Norte foram apresentados nesta terça-feira em audiência pública no Senado sobre a regulamentação dos portos. O setor privado reclama do novo marco regulatório do setor, especialmente da Resolução nº 1.401/09, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), pela qual o investidor é obrigado a apresentar um volume de carga própria superior ao de terceiros para operar terminais de uso misto. Esta regra, segundo Fayet e Manteli, está inibindo o apetite de empresas por novos projetos, pois antes não havia nenhuma restrição quanto à operação de portos.

O ministro rebate as informações de que as empresas estejam desinteressadas em investir no setor por causa das questões regulatórias. Prova disso, segundo ele, são projetos diversos de empresas como Vale, Usiminas, CSN, Fibra, entre outros. "Temos investimentos privados consistentes, que  refletem segurança com o marco regulatório e também são estimulados pelas ações do governo em dragagem e pela aposta na economia brasileira. São investimentos em todo o País, desde o Porto de Rio Grande, no Sul, até Vila do Conde, no Pará", diz o ministro.

O Programa Nacional de Dragagem (PND) do governo federal conta com treze obras em andamento, entre as quais nos portos de Santos, Rio Grande, Maceió, Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Suape e Natal. Doze contratos já foram assinados e quinze editais de licitação foram publicados.

A primeira fase da dragagem de aprofundamento da estrutura do Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, já foi concluída, abrindo caminho para investimentos de empresas como o a LLX.

LLX tem 60 interessados no Açu

O Porto do Sudeste é um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ), que vai movimentar por ano 50 milhões de toneladas de minério de ferro. As obras começam nesta quinta-feira e a operação está prevista para o final de 2011. O Porto Sudeste representa menor distância entre os produtores de Minas Gerais e o oceano.

Com investimento previsto de R$ 1,8 bilhão, o porto nasce como opção de transporte de minério para pequenos produtores de minério de Minas Gerais, “que atualmente não exportam por falta de opção logística”, segundo a LLX.

A empresa de logística de Eike Batista está desenvolvendo também o projeto do Porto do Açu, em São João da Barra, Norte do estado do Rio. Com área de 9 mil hectares e investimentos de R$ 4,3 bilhões, o projeto prevê a movimentação de produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, minério de ferro, granéis líquidos e carga geral. “A LLX já possui cerca de 60 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu”, diz a empresa em nota.

“O Porto do Sudeste e o do Açu resolvem o problema da carga própria, assim como outros projetos de ampliação de terminais de empresas como Vale, Petrobras e CSN”, afirma Manteli, da ABTP.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, também tem projeto de ampliação de terminal de Itaguaí, assim como Petrobras e CSN. A mineradora prevê investimentos de US$ 2,6 bilhões em logística neste ano, o que inclui ferrovias e portos.

A Petrobras prevê investimentos de modernização para seus 47 terminais. O maior deles, e também o maior da terminal aquaviário da América Latina, está recebendo investimentos para a troca de braços de carregamento em dois píers. Na troca e instalação dos novos equipamentos em um deles, a empresa investiu R$ 60 milhões, segundo informa a Transpetro, empresa de Transporte da Petrobras. Localizado em São Sebastião, o Terminal Almirante Barroso (Tebar) tem capacidade operacional de 1.823 m³ e movimenta quase metade do volume de petróleo e derivado consumido no País.



Extraído de ig.com.br