quarta-feira, 7 de julho de 2010

Subindo !

É inegável que a economia brasileira tem crescido como há muito não se via... mesmo com a crise econômica de 2008/2009  que ainda tem seus resquícios, a Grécia que o diga, o nosso país conseguiu se sair muito bem, foi o segundo menos afetado no mundo perdendo apenas pra Índia, e consegue ir caminhando na direção do crescimento econômico.

Falta apenas melhorar a distribuição da renda...



A economia brasileira finalmente reencontrou sua capacidade de crescimento. O avanço atual
do PIB per capita equivale ao do período entre 1948 e 1984, quando o nosso desenvolvimento permaneceu em um dos ritmos mais elevados do Ocidente

A divulgação dos índices de expansão da economia entre o último trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano produziu uma grande excitação envolvendo as estimativas sobre qual a taxa de crescimento do PIB que estamos vivendo e, por extensão, qual vai ser o resultado neste último ano de governo Lula.

O ritmo forte de aumento de 2,7% do PIB entre os dois trimestres confirma que estamos num processo de crescimento bastante robusto. Não vejo motivo para que não continue a ocorrer vigorosamente. Não devemos apenas estimar níveis de desenvolvimento que estão fora da capacidade brasileira de produzir com equilíbrio interno e externo. De fato, é pouco provável que a economia possa manter a mesma intensidade de crescimento até o fim do ano.

O mais importante de tudo é compreender que o Brasil finalmente recuperou a sua capacidade de desenvolvimento. Esse não é um aspecto novo na economia brasileira. Vamos olhar um pouco no retrovisor, por exemplo, para o período pós-Segunda Guerra Mundial, a última grande guerra do século XX: de 1948 a 1984, o Brasil cresceu 7,5% ao ano, até o desenvolvimento ser interrompido durante a dupla crise de energia (como importadores de petróleo) e do balanço de pagamentos, devido à necessidade do endividamento entre 1975 e 1979 para pagar as importações.

Aquela economia robusta prevaleceu por mais de 30 anos seguidos, quando o crescimento brasileiro foi um dos maiores (se não o maior) dentre os países do Ocidente. A partir da metade dos anos 80, o desenvolvimento foi interrompido por vários desequilíbrios, em várias crises, e o Brasil reduziu sua taxa de crescimento a 2,4% anuais, em média, até este início do século XXI, quando a economia finalmente reencontrou sua capacidade de crescimento.

As estimativas do governo, moderadas, são de crescimento de 0,35% do PIB entre trimestres, significando um crescimento anual de 6,3% ou 6,4% em 2010, o que já seria um resultado muito bom. Minha estimativa é mais otimista: acredito que o Brasil vai crescer em torno de 8% em 2010, mas sem esquecer que a taxa de crescimento vai declinando no período e deverá estar rodando lá pelo fim do ano em alguma coisa parecida com 6,5%. Vamos caminhar depois para níveis de expansão anuais entre 5% e 6%, que são as taxas de crescimento normal de uma economia como a brasileira. É nesse intervalo, aliás, que se situa a estimativa (5,5% a.a.) para o crescimento sustentável da economia a longo prazo, abrangendo o período de realização das obras da fase 2 do Programa de Aceleração do Crescimento até 2014.

Hoje um crescimento do PIB nesses níveis é equivalente àquela formidável aceleração do desenvolvimento à taxa anual de 7,5% do PIB no passado, porque o índice de crescimento da população brasileira caiu de 2,4% anuais para menos de 1% ao ano. O que interessa realmente é o crescimento per capita, que vai ocorrer praticamente à mesma taxa daqueles momentos de grande e robusto crescimento dos anos 50 até o início dos 80 no século passado. Não devemos, portanto, ficar assustados, como se a rapidez do crescimento atual colocasse em risco a estabilidade, porque o que está rolando no Brasil é um processo altamente positivo, que já aconteceu naqueles períodos de maior progresso econômico.

Temos apenas de ter consciência de que a taxa de crescimento vai se amenizar (aliás, já está amenizando). Se admitirmos um crescimento entre trimestres de 0,35%, como estima o governo, vamos terminar o ano com 6,3% ou 6,4%. Minha estimativa, porém, é de que a relação de crescimento entre trimestres será declinante, o que resultará em um crescimento entre 7,5% e 8% do PIB em 2010, mas terminando o ano com menor velocidade, crescendo um pouco abaixo de 6%. Em seguida, devemos continuar convergindo para o intervalo entre 5% e 6%, que é o crescimento suficiente e necessário para retornar ao desenvolvimento robusto que já tivemos no passado.

Extraído de cartacapital.com.br

Mineração e Siderurgia no país

Este artigo da Carta Capital traça um belo panorama sobre a siderurgia e a mineração no país no que tange o futuro de ambas sob a regência da maior empresa privada do país, a Vale.

A empresa começa  a dar seus passos na siderurgia mas não larga a sua maior fonte de lucro, a mineração. O problema é que os investimentos na mineração estão pautados em uma falsa segurança que pode se desfazer ao longo dos anos de que o mercado chinês absorverá grande parte do minério de ferro exportado pela Vale; outro problema que se faz presente é a lentidão do grupo em investir na siderurgia, o que permitiria agregar valor ao minério exportado pela empresa além de prover para a mesma um outro mercado consumidor de seus minérios que não somente a China, que seria o mercado interno.

Até porque, de que adianta quase que duplicar a capacidade de produção de minério de ferro se não tiver para quem vender...


Até 2016, a indústrial nacional pode produzir 77 milhões de toneladas
Poucos dias depois de participar da inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o presidente da Vale, Roger Agnelli, fez questão de esclarecer que a participação da companhia no setor deve ser transitória. A maior empresa privada do País tende a continuar a apostar suas fichas na exportação de minério de ferro, a principal matéria-prima para a produção do aço. “A Vale continua focada em mineração. A participação em siderurgia é uma participação de fomento”, disse Agnelli em entrevista a O Estado de S. Paulo na terça-feira 22. Com a declaração, o Executivo mais uma vez assegurou aos acionistas e ao mercado financeiro que a companhia não vai se desviar de sua atividade mais lucrativa, apesar das pressões para que agregue valor ao seu negócio.

Localizada no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a CSA é uma das maiores e mais modernas usinas de aço do mundo. No Brasil é o maior investimento realizado no setor desde 1986, quando a Açominas inaugurou sua siderúrgica em Ouro Branco, Minas Gerais. O complexo da CSA engloba dois altos-fornos, porto e uma termoelétrica abastecida pelos gases gerados no próprio processo de produção das chapas. Quando operar no limite de sua capacidade, produzirá até 5 milhões de toneladas de aço bruto por ano. Sua construção consumiu 8,2 bilhões de dólares e empregou cerca de 30 mil trabalhadores. A Vale colocou pouco mais de 2,2 bilhões de dólares na CSA, da qual detém 26,8% do capital. Os 73,13% restantes pertencem à ThyssenKrupp Steel (TKCSA), maior produtora de aço da Alemanha.

Além da CSA, a Vale está envolvida em três novos projetos de siderurgia, com capacidade para produzir mais 13,5 milhões de toneladas de aço. São eles a Aços Laminados do Pará (Alpa), a Companhia Siderúrgica do Pacém (CSP), no Ceará, e a Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), no Espírito Santo. Agnelli ainda procura parceiros estrangeiros para tirar todos os projetos do papel, o que vai exigir mais 12,8 bilhões de dólares, mas encontra dificuldades. Por enquanto, apenas a CSP conta com um investidor estrangeiro, a coreana Dongkuk. Especialistas dizem ter dúvidas se a Vale vai realmente levar os projetos adiante se os parceiros não aparecerem. A companhia assegura que sim.

Em contrapartida, especula-se que a Vale tenha planos de investir até 40 bilhões de dólares em novos projetos de minério de ferro nos próximos quatro anos. O objetivo da companhia é aumentar a produção da matéria-prima em 50%, dos atuais 300 milhões de toneladas para até 450 milhões, em 2014. Se a companhia hesita em investir em siderurgia, na área de mineração a ordem é colocar o pé no acelerador. A razão é simples: ao exportar minério para a China, os lucros da Vale são muito maiores. Em 2010, observa Felipe Reis, analista de siderurgia e mineração do Santander, o preço do material subiu 120% em relação ao nível praticado no ano passado. “A tendência é de que os preços se mantenham em níveis bastante elevados pelos próximos quatro anos”, afirma.

Segundo dados da Aço Brasil, o País possuía até a inauguração da CSA capacidade para produzir cerca de 42 milhões de toneladas de aço em seu parque siderúrgico – nos últimos 12 meses, a produção foi de 31,4 milhões de toneladas. Participantes do mercado calculam que o setor pretenda investir até 40 bilhões de dólares a fim de aumentar essa capacidade para 77 milhões de toneladas, em 2016. “No entanto”, pondera Reis, “provavelmente nem todos os projetos já anunciados vão sair do papel”. Além de ser uma atividade menos atraente do ponto de vista do retorno financeiro, se comparada à mineração, a siderurgia brasileira esbarra em questões conjunturais. Anualmente, a China aumenta sua produção de aço em mais de 50 milhões de toneladas – mais do que toda a capacidade atualmente instalada no Brasil. O país atualmente responde por metade de toda a produção de aço do planeta, estimada pela World Steel Association em 1,2 bilhão de toneladas. A maior preocupação dos potenciais investidores é que, num futuro não muito distante, o gigante asiático não consiga absorver todo esse volume. Se isso acontecer, os chineses podem inundar o mundo com aço barato.

Por essa razão, as siderurgias brasileiras tentam atrelar os novos investimentos a parcerias internacionais capazes de assegurar a demanda pelo aço a ser produzido no País. Esse é o modelo adotado na parceria entre a Vale e a Thyssen na construção da CSA. A mineradora brasileira vai fornecer todo o minério de ferro a ser consumido pela nova siderúrgica, um volume estimado em 8 milhões de toneladas. E todo o aço bruto que a CSA produzir será exportado para as unidades da Thyssen na Europa e nos Estados Unidos, onde será realizada a laminação – um estágio mais avançado de processamento.

Acredita-se que outras empresas estrangeiras possam transferir suas fundições para o Brasil, onde os custos e as restrições ambientais são menores, com o objetivo de importar produtos semiacabados e laminá-los em seus próprios países. “Atualmente, só faz sentido investir em uma siderúrgica no Brasil se houver um comprador cativo no exterior. A Usiminas mantém engavetado um projeto de usina para 5 milhões de toneladas, porque não tem uma ponta compradora lá fora”, afirma Pedro Galdi, analista de mineração e siderurgia da SLW Corretora.

Apesar das incertezas, é grande a pressão do governo para que a Vale ajude a desenvolver o setor siderúrgico no Brasil. Especialistas afirmam que a mineradora precisa diminuir sua dependência das exportações para a China, assegurando uma maior demanda interna – dessa forma, a companhia inverteria a vantagem geográfica de que gozam suas principais concorrentes, as australianas BHP e Rio Tinto, mais próximas da China. Para o Brasil, agregar valor às exportações é fundamental para assegurar que o crescimento econômico não esbarre na deterioração das contas externas. Além disso, o País pode se ver obrigado a importar aço no futuro, caso mantenha o ritmo de expansão atual e não invista no setor. Por fim, desenvolver um parque siderúrgico em estados como o Pará, de onde a Vale extrai boa parte de suas riquezas, seria um passo fundamental para gerar empregos e diminuir as desigualdades regionais.

“Há um contraste entre a lógica privada e a lógica do Estado, no caso da Vale. O governo, por meio do BNDES e dos fundos de pensão, que participam do controle acionário da empresa, tenta fazer convergir essas duas lógicas”, avalia Marcelo Pinho, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Um ex-diretor da companhia, que pediu para não ser identificado, nega que a Vale tenha investido em siderurgia devido a pressões governamentais. Por outro lado, considera legítimo que o Estado e a sociedade pressionem a companhia para agregar valor às suas exportações. “É uma forma de controle absolutamente legítima. No capitalismo contemporâneo, as grandes corporações precisam prestar contas à sociedade e não apenas aos acionistas. Não à toa empresas e bancos privados vão à tevê dizer que são sustentáveis, que investem na cultura popular e ou na preservação do meio ambiente. A sociedade espera que as empresas façam sempre mais do que apenas dar lucro”, afirma.
Extraído de cartacapital.com.br

A Copa que você não vê

Estádios faraônicos, vuvuzelas e muita festividade. Essas são as imagens desta copa que todos temos, contudo isso se encerrará no próximo dia 11; apesar do belo espetáculo há coisas que ocorrem durante a copa que não são transmitidas...

Casos como a derrubada de uma escola para a construção de um estádio para a copa, estádios esses que estão sendo carinhosamente chamados de elefantes brancos pelos sul-africanos pois a maioria deles foram construídos apenas para a copa do mundo e não terão serventia alguma após o término do evento; isso sem falar que a manutenção desses queridos elefantes brancos giram em torno de 2 milhões de reais anuais, dinheiro que poderia ser muito bem investido em outros setores que melhorariam a qualidade de vida dos sul-africanos; ou até mesmo protestos por parte dos funcionários que trabalharam temporariamente durante a copa e que receberam da FIFA, segundo eles, um valor menor do que o valor estipulado.

Não há como negar que a copa do mundo é um belo espetáculo, mas o preço que se paga para isso, com certeza, não é nada bonito...

A Copa do Mundo criou aproximadamente 35 mil vagas de trabalho na África do Sul, conforme informação de uma consultoria contratada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Apesar da Copa ainda não ter terminado, o efeito dos empregos temporários já são sentidos pelos trabalhadores sul-africanos. De acordo com o índice Adcorp de Emprego, o nível de emprego no país caiu 6,2% entre os meses de abril e maio.

O índice oficial de desemprego continua alarmante, atingindo 25% dos sul-africanos. O desemprego cresce desde 2008, quando 21% da população já não tinha nenhuma ocupação. Segundo a Fifa, os efeitos da crise econômica mundial na África do Sul poderiam ser ainda mais devastadores sem o evento uma vez que 174 mil postos de trabalho não foram fechados em razão da Copa.

A situação é ruim também entre aqueles que se mantêm empregados. Manifestação de trabalhadores por salários maiores foram constantes antes do início do mundial e mesmo durante o evento. Protestos de trabalhadores foram duramente reprimidos pela polícia.

Seguranças contratados pela Fifa também denunciam que não estão recebendo o valor combinado, o equivalente a R$ 275 por partida. Depois do início dos jogos, o valor recebido foi de apenas R$ 90. Enquanto isso, a Federação já anunciou que os lucros da Copa sul-africana já superaram o da Copa da Alemanha e estão em torno de US$ 3,2 bilhões, quase R$ 6 bilhões.

Extraído de cartacapital.com.br



Para não ser uma nova Cuba

Apesar de ser uma organização cujas forças estão se esvaindo ao longo do tempo a OEA ainda mantém sua importância e Honduras, sabendo disso, tenta retornar a organização após ter sido retirada quando seu então presidente, Manoel Zelaya, fora deposto por um golpe de Estado.

A vontade de retornar a organização reside na intenção de Honduras de não ser uma nova Cuba, que foi expulsa da OEA e ficou isolada, e ainda está. Pressão que Honduras não suportaria.

Só para constar, Cuba foi readmitida na OEA em 2009.

Brasília - Há mais de um ano suspensa na Organização dos Estados Americanos (OEA) depois que houve um golpe de Estado no país, Honduras tenta a reintegração na comunidade internacional. O presidente hondurenho, Porfirio 'Pepe' Lobo se reuniu com o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, na tentativa de retomar as negociações e encerrar a punição. A conversa ocorreu em Miami, na última segunda-feira (5).


No diálogo com Pepe Lobo, Insulza ressaltou que a reintegração de Honduras no órgão regional 'não deve ocorrer em meio a um confronto, mas no contexto de um relacionamento cordial com outros países'. Pepe Lobo lembrou que recentemente esteve com o ex-presidente Manuel Zelaya em Santo Domingo, na República Dominicana, em um encontro amistoso.


As informações são da Presidência da República de Honduras. Até o dia 30, uma comissão de juristas da OEA apresenta um relatório informando sobre as condições políticas do país. O objetivo é indicar se há respeito aos direitos humanos e políticos, autonomia entre os Poderes e instituições e liberdade de expressão.


Em seguida, deve ser convocada uma reunião para avaliar o quadro e votar o fim da suspensão de Honduras da OEA. No mês passado, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou que para o Brasil, é fundamental garantir os direitos políticos e anistia ao presidente deposto, Manuel Zelaya, e correligionários.


Segundo Pepe Lobo, alguns países exigiram, como condição para o reconhecimento das Honduras, a concessão de imunidade a Zelaya. De acordo com ele, esta é uma prerrogativa aprovada em 2002. O atual presidente informou ainda que há 'vontade' de vários setores no país de 'ajudar' Zelaya a retornar a Honduras. 'Se ele [Zelaya] não vier é porque ele não quer, é um problema pessoal dele', afirmou.


Pepe Lobo fez uma análise sobre a conjuntura política no país. 'Nós sempre dissemos: queremos garantir que não haja contaminação de natureza política, mas há situações que são enfrentadas aqui em Honduras e que não temos imunidade alguma', disse. 'Temos protocolos internacionais que proíbem anistia cobrindo casos de corrupção.'


Em 28 de junho de 2009, Zelaya foi deposto do poder por integrantes do Congresso Nacional, das Forças Armadas e da Suprema Corte de Honduras. No lugar dele assumiu o deputado Roberto Micheletti. Em novembro do ano passado, houve eleições presidenciais e Lobo foi vitorioso. Durante o período, Zelaya passou quase quatro meses abrigado na sede da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (capital hondurenha). Hoje ele vive na República Dominicana.




Extraído de msn.com.br

Para Melhorar a Imagem

Após reunião que, segundo os representantes de Israel e EUA, foi bem sucedida em busca de uma tentativa de negociar um acordo diretamente com os palestinos ambos os países parecem estar dispostos a tentar um acordo com os Palestinos...

E isso não tem nada a ver com tentativa de ambos melhorarem suas imagens desgastadas, os EUA com a incessante perseguição ao Irã e Israel depois do ataque covarde a um navio de ajuda humanitária, diante do mundo...


Brasília - O presidente de Israel, Shimon Peres, disse hoje (7) que as conversas ontem (6) entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avançaram na busca por um acordo de paz no Oriente de Médio. Peres disse que foi 'aberta uma porta' para as 'negociações diretas' entre israelenses e palestinos. As informações são da rede estatal de televisão, Channel 1.


Ontem, Obama e Netanyahu concederam uma entrevista coletiva na qual informaram que há disposição em negociar um acordo com os palestinos. Ambos evitaram demonstrar divergências embora recentemente o governo norte-americano tenha criticado as autoridades israelenses pela construção de moradias na região árabe em Jerusalém. O assunto não foi mencionado publicamente.


De acordo com a Channel 1, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, disse que a construção na Judeia e Samaria não era o foco das negociações do primeiro-ministro com o presidente norte-americano. Segundo ele, é fundamental avançar nas 'negociações diretas' com os palestinos, mas admitiu ser 'impossível a congelar as construções'.


Para o ministro da Defesa, Ehud Barak, a reunião entre Obama e Netanyahu foi 'um sucesso' e indicou 'uma boa chance' de novas conversas entre Israel e Palestina. Segundo ele, os diálogos podem começar nas próximas semanas.


As negociações entre israelenses e palestinos foram interrompidas em dezembro de 2008. Há cerca de três anos, Israel submete a região da Faixa de Gaza a um embargo econômico. Nos últimos dias, foram anunciadas medidas de redução no bloqueio ao autorizar a entrada de alimentos, medicamentos e bens de consumo. Mas estão vetados materiais suspeitos para o uso na fabricação de explosivos e armamentos.


Extraído de msn.com.br