segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Projeções para o futuro de nossa população

A população brasileira, desde a época da colonização, vem sofrendo transições demográficas ao longo de sua história. Transições essas que se dão lenta e gradualmente e nas quais são baseadas as medidas políticas, sociais, econômicas por parte do Governo que acompanha essas transformações. 

Atualmente vivemos a condição de um país "jovem", ou seja, a maioria da nossa população é de predominância de jovens (0- 19 anos). Contudo, nossa população tenderá a ser tornar "adulta" (19-60 anos) nos próximos anos e, posteriormente, tenderá a se tornar "idosa" conforme previsões da figura abaixo.
 


Tais previsões nos convidam a pensar nas implicações de possuir uma população com significativa parte de idosos e questões começam a surgir tais como a questão previdenciária e a questão de políticas públicas, de forma mais esquemática elas se organizariam deste modo:

  • Como equilibrar as contas de previdência se a maioria da população à época, não contribuirá para mesma, mas sim se beneficiará dela ?
  • Diante deste cenário, o que tem sido feito por parte do Estado, seja em termos de planejamento ou de políticas públicas efetivadas, para que esta população que se desenha tenha melhores condições de vida ?
  • Como aproveitar este cenário da melhor forma possível por parte do Estado em favor de sua população ?

Para tanto vamos nos deter as questões e tentar respondê-las uma de cada vez.... 

Equilibrar as contas de previdência neste cenário é algo que exige medidas de longo prazo e que o Governo, dentro de suas esferas responsáveis pela questão, implemente políticas públicas que devam ser postas desde agora para amenizar a situação que se desenha com este cenário. Eu explico melhor... 

Nossa população atualmente é jovem e possui a tendência de ficar adulta nos próximos anos... Se conseguirmos o tão sonhado pleno emprego em nosso país, nossa arrecadação com impostos aumentará tanto pelas empresas ao pagarem as contribuições da previdência, quanto pelas pessoas que colocarão mais dinheiro circulando seja através do consumo direto, seja através da poupança, seja através de investimentos... 

Sob essas condições, em longo prazo, e com dinheiro bem administrado e utilizado pelo Governo, talvez a previdência não sinta tanto este golpe futuramente tendo até lá meios outros para contornar essa situação... O problema é que vivemos uma cultura imediatista onde não se pensa em longo prazo, mas sim em medidas de curto prazo, que se mostram mais paliativas do que efetivas. Diante deste cenário, não me estranharia se a primeira medida "bem pensada" do Governo em relação a esta questão fosse aumentar a idade para se aposentar bem como o tempo de contribuição.... 

Outra questão que também nos chama a atenção é que este cenário forçará o Estado a mudanças em suas políticas públicas, principalmente as de saúde. O envelhecimento da população forçará o Estado a investir num maior número de geriatras nos hospitais, substituindo a maioria de pediatras hoje existentes (que não vão desaparecer, apenas vão existir em menor quantidade); investimentos devem ser feitos na prevenção de doenças que assolam as pessoas nessa idade, como o Governo já vem fazendo com a campanha de vacinação contra a gripe, por exemplo. 

Outro ponto que também deve ser incluído diz respeito a reforma de equipamentos urbanos para atender a população idosa. Algo que aliás já deveria ser feito desde agora para dar maior acessibilidade e locomoção aos idosos que circulam por nossas cidades. Atrelado a isso ainda há a questão do bem-estar, ou seja, o que pode ser feito para que a nossa população possa viver em melhores condições futuramente.

E para fechar, mas nunca concluir, a nossa discussão sobre essa questão, acredito que a melhor forma do Estado se aproveitar deste cenário é começar a investir desde agora, através de políticas públicas pautadas no nosso cenário atual, mas projetando para este que se desenha. Até chegarmos a população com um número considerável de idosos, ainda somos uma população que atualmente é majoritariamente jovem e que depois se tornará adulta e é nisso que o Estado precisa se debruçar... 

Com políticas públicas para possibilitar o pleno emprego em nosso país, poderemos aumentar consideravelmente a renda de impostos além de impulsionar nossa economia. Contudo, isso deve ser feito com cautela, pois em época de crise mundial falar de pleno emprego é praticamente uma utopia e a matemática para essa resultado final não é tão simples assim; o que não nos impede de chegar o mais perto disso que pudermos.

Já com nossa população com um número de idosos considerável acho que a grande cartada será investir no turismo voltado para esse grupo. O Governo já até vem fazendo isso com programas como o "Viaje Mais" que incentiva pessoas, especialmente nessa faixa etária, a viajar através de pacotes a preços acessíveis. Para mim a grande tacada seria investir ainda mais em programas como esse, dando prioridade a viagens nacionais. Assim apostaremos no nosso mercado interno (como fizemos na crise norte-americana de 2008) e na geração de empregos que virão do turismo, que junto consigo arrasta outras áreas, para tentarmos aproveitar ao máximo essa situação em favor de nossa população. Cabe lembrar que, somente esta medida não resolve, muito ainda tem e deve ser feito, tanto agora como lá na frente quando este cenário se fizer concreto, mas nada impede que algo já comece a ser feito de agora e que as medidas, acompanhadas por outras, possam amenizar, não sei se solucionar, os questionamentos feitos acima.

Conforme algumas pesquisas e estudos das Nações Unidas, a participação relativa dos maiores de 65 anos, no Brasil, crescerá de forma marcante nas próximas décadas. Em 2050, pouco mais de 25% da população brasileira, ou seja, um em cada quatro brasileiros(as) terá mais de 65 anos de idade. O que isso representa para a economia brasileira?
Essa resposta é muito complexa e não se pode fazer ilações sobre um período ainda bastante distante de nós temporalmente baseados em cenários que não levaram em consideração todas as alternativas possíveis de políticas públicas.
Uma população envelhecida representa uma série de desafios a serem encarados já nos próximos anos. Os dois mais patentes que se apresentam a uma primeira vista são aqueles ligados à saúde pública e a questão previdenciária.
Em termos de saúde, a população demandará por medicina especializada em idosos, as implicações do custo de tratamento de doenças típicas de idade avançadas, o tipo de atendimento adequado a essa parcela da população são todos fatores novos cuja demanda crescerá nas próximas décadas a uma taxa que as autoridades governamentais terão de não somente prever mais corretamente, como também, serem capazes de responder em umtimming totalmente diferente do atual.
Do ponto de vista da saúde pública, a população mais idosa representará uma variável nova, com peso relativamente grande e crescente sobre os orçamentos públicos. As múltiplas dimensões de problemas relacionados à saúde voltada para uma população idosa deverão ser objeto de análise nos próximos anos, a fim de que o país prepare-se de forma adequada para a nova realidade que vai começar a se impor nas próximas décadas.
A preocupação que emerge da projeção de envelhecimento populacional diz respeito à sustentabilidade dos sistemas de previdência pública e privada, dadas as condições vigentes, um contingente significativo da população estará retirado das atividades produtivas – um em cada quatro brasileiros – e pesando sobre as contas públicas, tanto no lado da saúde pública, quanto no lado previdenciário. Portanto, a pergunta que nos remete ao pensamento é a seguinte; estamos ou estaremos a aproveitando nosso atual e futuro presente bônus demográfico?
Geralmente a literatura sobre demografia, compreende, muito sinteticamente, a hipótese de bônus demográfico quando uma parcela importante da população em idade ativa, ao produzir, gera recursos adicionais que podem ser revertidos em poupança, em investimentos e desenvolvimento econômico do país. Evidentemente, essa relação não é direta, mas depende de políticas macroeconômicas de manutenção de pleno emprego, de investimento em formação de capital humano e de acumulação de poupança, o que, a longo prazo, configuram-se como condições fundamentais para que o bônus possa ser reaproveitado.
Neste sentido, é importante salientar, não há bônus demográfico quando não se atinge o pleno emprego dos fatores de produção. O que se quer dizer é que o bônus não ocorre se houver desperdício de recursos humanos; de pouco adiantará ter mais pessoas em idade ativa se essas pessoas não puderem efetivamente trabalhar e produzir decentemente. Assim, quanto maior for a geração de emprego e o grau de formalização, maiores serão as chances de aproveitar –se os benefícios da estrutura etária do país.
O lado complicado da equação é que as ações que podem envidar um longo prazo de desenvolvimento com envelhecimento dependem de ações que começam a ser tomadas agora. Infelizmente, porém, o calendário da demografia não se conjuga necessariamente com o calendário político.
Da mesma forma, as ações de política econômica quase sempre estão focadas em prazos mais curtos, dada a imprevisibilidade que paira sobre o longo prazo e, no caso brasileiro, em particular, à cultura curto prazista de condução da política econômica.
Sabe-se que estaremos, em 2030, mais adultos e, em 2050, mais velhos. Sabe-se que haverá menos crianças e mais idosos. Sabe-se que se estará vivendo mais por essas épocas. Portanto, é mais do que urgente repensar e ampliar o papel do Estado na construção da cidadania presente e futura. Caso contrário, ao se manter as atuais condições de temperatura e pressão, na esfera econômica, social e política, pelo menos duas perguntas emergem; conseguiremos superar a pobreza e a exclusão social? Estaremos vivendo melhor?

Extraído de cartacapital.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10.000 !

Caros leitores do blog, 

É com enorme felicidade que venho postar aqui que o blog, hospedado há quase 1 ano aqui no blogspot, antes era hospedado na IG, atingiu a marca de 10.000 visitantes !!!!
Agradeço a todos vocês que visitam o blog, que mandam seus e-mails, que comentam, enfim, que mantém presença constante no blog e meu ajudam a fazer dele uma ferramenta melhor de comunicação a cada dia. 

Um projeto que começou com um simples desejo de difundir a Geografia para além das salas de aula hoje em dia já atinge pessoas que moram do outro lado do Atlântico !

Eu realmente só tenho a agradecer a vocês e dizer que a parceria continua. Críticas, sugestões, dúvidas ou comentários podem ser enviados para e eu responderei com muito prazer. 

Também quero deixar aqui a página do blog no Facebook, onde você pode receber os posts do blog no seu perfil, bem como ver coisas que eu publico somente na página do blog no Facebook !

Eis o link: Geografia Contemporânea no Facebook !

Meu muito obrigado a todos !

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E na Grécia, as coisas andam cada vez piores

Desde a crise americana, sentida na Europa, que os países do bloco europeu vem sofrendo com os efeitos e cambaleando para tentar se manterem. 

O caso da Grécia não é diferente, embora a mesma tenha o agravante das Olimpíadas pra colocar na conta.

Agora a Grécia vive um drama que parece não ter fim. O país parece resistir à ajuda vinda da União Europeia, que só virá sob as mesmas condições que na América Latina foram aplicadas no fim dos anos 80 e início dos 90. 

A resistência da sua população através de protestos e até conflitos por conta dessa aprovação até se justifica, e nós somos exemplos empíricos das razões para os gregos temerem que essa ajuda seja aceita pelo governo. 

Do outro lado os países da União Europeia (leia-se França e Alemanha) estão pressionando a Grécia para aceitar o pacote (já houve até ameaça de retirar o país da zona do euro). O premier grego já está balançando no cargo e as coisas não andam bem por lá... 

Contudo, há que se observar que apenas injetar dinheiro na Grécia não resolverá, já que virando o mês as contas virão novamente... O país agora precisa recuperar sua economia para tentar "por ordem na casa", o problema é que isso leva tempo... Tempo que a União Européia parece não estar disposta a esperar... 

Como se não bastasse, o bloco parece viver um efeito dominó em relação a crises econômicas: Grécia, Portugal, Espanha e Itália sentiram demais os efeitos da crise em suas economias que já não eram fortes antes da mesma e agora demonstraram sua real fragilidade. 

França e Alemanha, que parecem liderar o bloco, pressionam os países que estão em dificuldades econômicas a todo custo para aceitarem a sua ajuda e assim tentarem se recuperar da crise o mais rápido possível.  Até porque não é interessante para os países que a União Europeia perca sua força ou mesmo que seja ameaçado de um possível desmoronamento (essa segunda opção eu acho difícil de ocorrer, mas não arriscaria impossível).


Pressionado, o premier grego George Papandreou voltou atrás e desistiu de referendo para decidir se a Grécia acataria pacote de ajuda do Euro. O pronunciamento foi feito na quinta-feira 3, no Parlamento grego. Na sexta-feira 4, o Parlamento apoiou o primeiro-ministro com um voto de confiança, mas a pressão para a renúncia e a formação de um governo de transição segue.
No início da semana, Panpadreou afirmou que realizaria um referendo popular para decidir se o país incorporaria ou não um pacote de 130 bilhões de euros, aprovado pelo bloco em 27 de outubro em Bruxelas. O político, no entanto, voltou atrás depois que o presidente da França Nicolás Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel pressionaram publicamente a Grécia: ou aceita sem referendo, ou sai da zona do Euro.
Papandreou afirmou estar preparado “para conversar com o líder da direita (Nova Democracia), Antonis Samaras, para avançar com base em um (governo) de consenso”. Samaras havia proposto durante a tarde a formação de um governo de transição que teria como missão ratificar o acordo europeu antes da realização de eleições legislativas antecipadas.
Na sexta-feira, o G-20 discutia em Cannes uma solução para a crise europeia, mas a premier Angela Merkel anunciou o fracasso das negociações. Para Merkel, nenhum país do grupo se comprometeu a investir na Linha de Estabilidade Financeira da Europa (EFSF), prevista por uma das propostas que havia surgido na reunião, em que cada país faria uma contribuição para o Fundo Monetário Internacional. (Claro, nenhum deles têm dinheiro nem pra eles mesmos, que dirá pra investir no FMI)
A Grécia deve aproximadamente 143% do PIB, o equivalente a 330 bilhões de euros. Sem a ajuda, o país já sinalizou que não conseguirá pagar salários e aposentadorias. Dessa forma, a Grécia depende de uma primeira parcela de oito bilhões de euros. “O ajuste vai ser muito draconiano”, analisa o pesquisador e professor do Instituto de Economia da Unicamp Fernando Sarti. Medidas de austeridade para contenção de gastos são a contrapartida para o auxílio.
O problema, segundo Sarti, é que, ainda que a Grécia precise desse dinheiro para garantir sua estabilidade momentânea, não conseguirá retomar o crescimento nunca se ficar submetida a medidas recessivas. “No médio-longo prazo, não consigo ver a grécia na comunidade”, diz o pesquisador, que vê na saída do  país da Zona do Euro uma alternativa para que se retome o crescimento no futuro. “O pacote seria uma forma de impedir o caos, mas isso não resolve o problema”, diz ele.
Enquanto isso, os países ricos – que financiaram grande parte desse alto endividamento – lutam para que pequenos se salvem e possam quitar seus débitos. “França e Alemanha não tem interesse nenhum na dissolução da Comuidade”, diz Sarti.
Enquanto Espanha e Portugal lutam contra o desemprego e austeridade fiscal, a próxima da fila parece ser a Itália do ministro Silvio Berlusconi. O jornal alemão Spiegel coloca o país como o novo cavalo de batalha da UE, assim que o problema grego for “resolvido”. Pressionado pelos parceiros do bloco, Berlusconi concordou na quinta-feira 3 em ter suas medidas de austeridade monitoradas passo a passo.



Extraído de cartacapital.com.br


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ETA anuncia fim da luta armada

Na semana passada o Grupo separatista ETA anunciou o fim da luta armada, gerando desconfiança das autoridades por esta não ter sido a primeira vez que isto ocorre. 

O grupo que começou como um movimento não armado, na época da ditadura espanhola de Francisco Franco, foi violentamente perseguido pelo ditador, o que levou o grupo a adoção do combate armado. O que não justifica a adoção...

O grupo separatista reivindica uma área correspondente ao noroeste da França e norte da Espanha para criar um Estado Basco independente.

Diante disso, diversos conflitos entre o grupo e as autoridades dos governos dos dois países já ocorreram e vários atentados já foram organizados pelo ETA contra ambos os países, o mais famoso deles foi um atentado no aeroporto em Madri em 2006. 

Se prestarmos atenção vamos ver que do final do século passado pra cá, há uma mudança de tendência quanto a questão dos conflitos: Antes desse período, podemos notar que os conflitos se deram entre países, como as guerras mundiais, por exemplo. Mas, do período citado pra cá, vemos que esta tendência muda, ou seja, não vemos mais conflitos de um país contra outro país, mas sim de grupos contra uma nação, ou até mais de uma. Mostrando assim que há certa mudança no "modo clássico de fazer guerra".

O caso ETA é apenas um dentre tantos exemplos; assim como também é o IRA na Irlanda e os curdos que buscam um estado independente na Turquia que configuram essa mudança de conflito. 


O grupo separatista basco ETA anunciou nesta quinta-feira (20) que abandonou definitivamente a luta armada, segundo comunicado divulgado pelo jornal "Gara", canal habitual dos comunicados do grupo.
"O ETA acaba de anunciar que 'decidiu pelo fim definitivo de sua atividade armada'', disse o jornal basco "Gara", citando um comunicado do grupo.
O premiê da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que o anúncio é uma "vitória da democracia".
Mais de 850 mortes
O ETA, que matou mais de 850 pessoas em seus 50 anos de história a favor de um País Basco independente, no norte da Espanha e sudoeste da França.
Ele estava enfraquecido pela repressão policial, com a detenção de vários de seus dirigentes mais importantes, e pelo aumento do apoio basco à saída política.
O grupo também se encontrava havia vários meses sob a pressão de seu ilegalizado braço político, o Batasuna, para anunciar cessar-fogo.

O grupo armado havia declarado em janeiro uma trégua 'geral e verificável', algo que havia sido recebido com ceticismo pelas autoridades espanholas, que exigiam um fim definitivo da violência.

O ETA rompeu diversas promessas de cessar-fogo no passado, o mais recente em 2006, quando uma trégua foi rompida por um violento ataque a bomba no aeroporto de Madri.Declarações de cessar-fogo têm sido vistas por analistas como tentativas da organização de se reagrupar e lançar novos ataques.

Extraído de g1.com.br

A polêmica dos transgênicos

Desde que os alimentos transgênicos, ou seja, os alimentos modificados geneticamente (seja para fins como se adaptar a climas diferentes do habitual, seja para resistir às pragas, seja para terem uma produtividade maior) começaram a ganhar vulto no cenário internacional que a polêmica a cerca do mesmo continua: seriam esses alimentos bons ou prejudiciais a saúde ?

Há estudos que publicam que sim, há outros que publicam que não (isso depende muito de quem financia a pesquisa). Mas o fato é que acerca deste tema muita coisa ainda está obscura e que talvez nem os próprios cientistas saibam.

Essa polêmica já causou medidas como a proibição por parte de alguns países de comercializar este tipo de alimento em seu território, o que na prática não adianta muita coisa, pois corremos o risco de consumir alimentos geneticamente modificados sem saber. 

Mesmo que hoje em dia existam empresas com especialização nisso (hoje em dia se ganha dinheiro com tudo, incrível!) não há como exercer um controle 100% eficaz pois nada impede que agentes polinizadores, como abelhas e pássaros, possam espalhar as sementes desses alimentos sobre outras propriedades.

Apesar de muitos defenderem o uso destes alimentos, seja pelo ganho com o mesmo preparado para render mais a cada safra, seja pelos mesmos serem resistentes a diversos tipo de praga; do outro lado há relatos que afirmam que tais alimentos podem causar desde doenças graves como câncer, passando por esterilizações de pessoas, chegando até a perda do sabor dos alimentos. 

Fato é que não há uma posição de consenso definida sobre os transgênicos e que os riscos e/ou benefícios que tais alimentos podem trazer, só serão ratificados ou desmistificados ao longo do tempo.


Não é novidade que a produção de alimentos orgânicos é mais benéfica para o meio ambiente e para a saúde das pessoas.  Qualquer pessoa que tenha consumido uma fruta cultivada sem agrotóxicos sabe que seu sabor é superior.
Uma reportagem recente do jornal Clarín relata a perda do sabor original de alimentos como o tomate e a carne, devido à transformação do modo de produção.
Na reportagem, especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina explicam as causas da alteração de sabor. No caso dos tomates, as espécies nativas foram substituídas por variedades transgênicas com um aspecto mais vistoso, mais resistência (não amolecem rápido) e maior rendimento (um pé de tomate híbrido rende 20 quilos contra seis da espécie nativa).
O problema é que seu sabor é diferente do tradicional, entre ácido e doce, e existem dúvidas sobre a equivalência de seu valor nutritivo.
Quanto à carne bovina, os especialistas explicam que os bois criados em confinamento consomem mais cereais oleaginosos, o que faz com que sua carne comece a ficar parecida com a de porco. Já a carne dos bois criados em pastagens contém Ômega 3, elemento encontrado no capim.
Segundo o INTA, a carne de frango tem menos gordura, mas como as aves confinadas andam muito pouco, têm menos tonicidade nos músculos e retém mais água, que se perde no momento do cozimento. Tudo isso contribui para alterar o sabor.


Extraído de TreeHuggerBrasil