sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cinema, Pipoca e Geografia! - Eu não sou um homem fácil

A indicação de hoje é um convite que te fará pensar (principalmente se você for homem) sobre alguns valores e conceitos de nossa sociedade atual. Trata-se do filme: "Eu não sou um homem fácil"





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No filme, um típico homem machista acaba parando em um "mundo alternativo" onde os homens possuem comportamentos característicos das mulheres da sociedade atual e as mulheres se comportam como os homens de nossa sociedade (claro que não vamos generalizar...). 

A trama toda do filme se baseia na "estranheza" por parte do protagonista em ver uma sociedade completamente diferente daquele que ele julgar ser normal. Em sua jornada, várias situações vividas pelas mulheres como abuso, cantadas, menosprezo, preconceito e etc. ocorrem com o sexo oposto e nos convidam a refletir sobre como o outro se sente na sociedade. 

O filme possui um enredo de fácil entendimento e também questionador que coloca o expectador frente a questões (tabus) de nossa sociedade que alguns até tratam com certa naturalidade, mas que não tem nada de natural. 

É um filme que pode ser usado para discutir questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade, ao empoderamento feminino e como o machismo ainda predomina em nossa sociedade. 

É um ótimo convite à reflexão e vale a pena conferir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

O que esperar quando ninguém estava esperando: O encontro entre Trump e Kim Jong-un

Por mais improvável que seja, aconteceu. O encontro entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA ocorreu, num dos episódios da história que parecem até uma fábula se nós não tivéssemos visto com os nossos próprios olhos. 

O tão inesperado encontro durou poucas horas, inversamente proporcional a expectativa ao seu redor no cenário mundial. As duas lideranças, pelo menos no papel, traçaram um acordo que nos parece tão amplo e profundo quanto um pires, a não ser pela discutível questão da desnuclearização da Coreia do Norte. 

O encontro vem depois de uma escalada de hostilidades entre as duas nações sob a figura de seus líderes, fazendo até mesmo o mundo temer o risco de uma nova guerra mundial (o que já explicamos aqui, é impossível de acontecer sob essas circunstâncias). Entretanto, como uma reviravolta positiva, o encontro entre os dois líderes acabou ocorrendo para surpresa mundial. 

Devemos aqui reconhecer que um pouco deste encontro se deve as sanções impostas à Coreia do Norte que já sufocavam a sua frágil economia e meio que colocaram o líder norte-coreano contra a parede. Do lado norte-americano, até a "loucura" tem um limite e Trump parece reconhecer isso. 

Isso sem contar a participação, pouco comentada, de um terceiro participante nessa negociação: A China. País de relação diplomática com ambos, a China teve um papel fundamental, embora não muito divulgado, no encontro entre ambos no sentido de mediar o encontro. Agindo nos bastidores, o país conseguir mediar o encontro entre os dois líderes e, não à toa, logo foi procurado por Kim Jong-un após o encontro com Trump. 

Entretanto, o líder norte-coreano parece mesmo disposto a refazer sua imagem perante o mundo; haja visto que o mesmo se encontrou não só com o presidente dos EUA, mas também o líder da vizinha Coreia do Sul. Essas duas iniciativas são "conquistas" que nem seu avô e nem seu pai tiveram enquanto líderes do país hoje governado por ele. 

Mesmo o líder norte-coreano tendo prometido grandes mudanças para o mundo, tendo até alguns gestos nesse sentido, o acordo entre ele e Trump nada tem de concreto, o que coloca este documento numa posição de "ao caso de ambos" e impossibilita qualquer previsão sob o que acontecerá daqui pra frente. 

Embora a Coreia do Norte tenha se comprometido a desnuclearizar-se, o acordo é muito vago. Nele não há prazos, processos, iniciativas ou qualquer informação que nos permita dizer que há um planejamento ou uma continuidade de ação combinada entre os dois. 

O que nos leva a dubiedade sobre quem "ganhou" o acordo. Teria sido Trump, por possibilitar um diálogo depois de tantas hostilidades? Ou Kim Jong-un que conseguiu um feito histórico, não alcançado por duas gerações anteriores a ele?

Com um acordo que expõe a concretude de um prego na areia, fica difícil afirmar, e mais ainda, de prever algo. Tão imprevisível quanto foi este acordo será as consequências do mesmo e os avanços que ele promoverá entre as duas nações. Até lá, só nos resta esperar, embora alguns já celebrem o fim da tensão global envolvendo ambos, o que acreditamos ser prematuro decretar... 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Mais uma reunião do G7 começa. O que esperar?

Mais uma reunião do G7 começa, mas, dessa vez, o clima não é dos melhores entre as 7 maiores economias do planeta. 

A torta de climão desta vez é por conta do cada vez mais antipático presidente norte-americano. Com suas ideias protecionistas e sobretaxas a produtos que acabaram atingindo antigos aliados, a reunião do G7 promete ser de um clima completamente desagradável que, dependendo do andar da carruagem, beire o hostil. 

O festival de sobretaxas promovido por Trump, a princípio, no que parece uma tentativa pessoal de atingir a China, acabou respingando no vizinho Canadá bem como nas principais economias europeias, coincidentemente as participantes do G7. 

Logicamente que outros assuntos entrarão em pauta como as mudanças climáticas e o acordo nuclear com o Irã (mais um legado de Obama que Trump fez o desfavor de desmanchar), mas havemos de convir que o principal assunto da cúpula será mesmo a discussão em relação as sobretaxas propostas por Trump. 

Aliás, esse assunto não está sendo um incômodo somente para além das fronteiras norte-americanas, mas dentro delas também. Alguns senadores já começaram a se movimentar para criar uma espécie de projeto de lei onde qualquer taxa criada pelo presidente, não deverá vigorar antes da aprovação do senado. Tudo isso para evitar os mandos e desmandos de alguém que encara a presidência de um país como a mistura de dois clássicos dos jogos de tabuleiro: "war" e "banco imobiliário". 

Outra questão que também deve permear o encontro da cúpula é a ressuscitada ideia de um exército europeu (uma clara tentativa de sair das asas da OTAN, bem como um movimento de afastamento dos EUA que parece estar baseado nos movimentos recentes de Trump), principalmente por França e Alemanha. 

Alguns ainda chegam a ir mais além e defendem até mesmo a ideia de uma aliança entre canadenses e europeus, unidos pela afetabilidade das decisões de Trump que cada vez mais consegue tornar os EUA, na figura de sua pessoa, um país cada vez mais fechado a negociações, pelos menos no quesito importações. 

Em resumo, podemos esperar uma reunião das mais protocolares visto que o clima não é muito amistoso, especialmente entre os EUA e os demais países da cúpula. Se acrescentarmos a este cenário certa hostilidade pelas recentes decisões do mandatário norte-americano, pode ser que a próxima reunião do G7 vire G6 porque o número 1 dessa lista corre o risco de não ser convidado. 



Com informações do G1 e Sputinik Brasil.  

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Cinema, Pipoca e Geografia! - Perfume: A História de Um Assassino

A indicação de hoje trata-se de um filme que já tem um certo tempo, mas que você encontra facilmente. "PERFUME: A História de um Assassino" conta a história de um jovem aprendiz de perfumista do século XVIII que está sempre em busca do perfume perfeito. 

O que a história tem a ver com Geografia? Nada! 

Mas, então, por que está aqui?


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De fato, o filme em si passa ao largo do nosso interesse, mas a indicação prevalece por conta do seu pano de fundo: a urbanização. 

Em diversas cenas do filme, as condições de urbanização da França do século XVIII são mostradas: das péssimas condições de saúde às habitações ruins, passando por ruas modeladas e de fácil circulação. 

Embora a temática do filme não nos seja interessante, essa pincelada na questão da urbanização, seja proposital ou não (o que acreditamos que seja), nos permite fazer uma introdução sobre a urbanização e as condições em que esse processo começou tão logo iniciada a Primeira Revolução Industrial. 

Cabe também aqui usarmos os conceitos de planejamento urbano e urbanismo para exemplificarmos as transformações feitas na cidade (tomando Paris como exemplo, já que o filme aborda este cidade) visando não só a questão estética da cidade, mas sua questão funcional também pautada em um "desenho de cidade" que permita sua conexão com outros lugares e facilite o deslocamento de sua população, além de condições dignas de moradia. 

Mesmo que esta temática seja abordada no Fundamental II, aconselhamos, devido a presença de algumas cenas fortes no filme, que o mesmo seja dirigido para o Ensino Médio, onde essa questão é mais aprofundada e alguns livros inclusive evocam os conceitos de urbanismo e planejamento urbano para a apresentação e discussão com os alunos. 

Como atividade, podemos sugerir um comparativo entre a cidade de Paris não com a atual, mas com a aplicação dos conceitos expostos acima e em que essas modificações melhoraram as condições de vida e circulação das pessoas. 

Se desejar pode-se fazer um contraponto com uma cidade do Brasil aplicando-se o mesmo conceito de urbanismo e planejamento urbano, buscando semelhanças e diferenças e a maneira como elas refletiram nas cidades. 

Esperamos que aproveitem mais essa dica e esse bom filme que vale a pena conferir!!!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Coreias assinam acordo de paz (finalmente)

Esta semana saiu o tão esperado acordo de paz entre as duas Coreias. A península que se dividiu nos tempos de Guerra Fria via guerra das coreias que, aliás, ainda não assinaram o armistício, o que tecnicamente ainda as deixa em guerra, e de lá pra cá vivenciaram diversos casos de conflito que, não chegaram as vias de fato por conta dos "padrinhos" de cada lado. 

O acordo se refere a desnuclearização da península o que, em teoria, poria fim a carta na manga que o líder norte-coreano teria para conseguir o que desejasse, estamos falando de armas nucleares. 

O presentinho, herança da URSS, foi muito bem utilizado pelo lado norte da Coreia quando seu líder se via em apuros ou precisava de algo que seu país não conseguia prover. 

O pai de Kim Jong-un já fazia isso com maestria. Sempre que o país passava um aperto ele veiculava a notícia de testes nucleares para forçar alguma espécie de acordo que o fizesse parar com os tais testes. Um dos famosos casos relacionados a ele está a troca da suspensão dos testes nucleares por barrinhas de cereais utilizadas, a princípio, para matar a fome da população, mas que depois descobriu-se que foram desviadas para alimentar o exército norte-coreano.

Quando Kim Jong-un assumiu o poder, a tática não foi diferente, mas desta vez, o propósito parecia ser outro. Quando da morte de seu pai, Kim Jong-un tinha pouca idade e precisava mostrar que tinha o "pulso" necessário para comandar o país, além, é claro, de conquistar o respeito dos generais de confiança de seu pai, que o viram crescer, e desconfiavam que ele fosse capaz de ser como seu pai. 

Para mostrar força, o líder da Coreia do Norte cometeu certos atos de atrocidade ímpar como executar o próprio tio por ter dormido em um discurso seu. A atitude descabida em último grau talvez tenha dado ao jovem líder o respeito que ele precisava ter de seus generais para que sua liderança e poder dentro do país não fossem ameaçados em um golpe ou mesmo em uma tentativa para tal. 

Contudo, seguindo os passos do pai, ele também realizou os testes nucleares, chegando a testar mísseis no mar do Japão, deixando o mundo alarmado em torno de uma terceira guerra mundial, já que podemos classificar o líder como alguém de temperamento difícil e o mesmo se aplica ao atual presidente dos EUA que, assim como o mundo, não viu com bons olhos os tais testes.

Diante deste cenário, a troca de farpas foi inevitável entre os dois líderes e, em tempos de fake news, como não poderia deixar de ser, a notícia de uma terceira guerra mundial virou ponto comum nas redes socais ao redor do mundo. Contudo, apesar de todo esta histeria causada pelas declarações de ambos os lados, toda insensatez tem seu ponto de equilíbrio e ambos, apesar da fazerem parecer que não, sabem perfeitamente disso. 

Com armas nucleares e o potencial de destruição que as mesmas possuem atualmente, um guerra envolvendo potências nucleares pode levar o mundo a seu fim e ambos os líderes sabem disso. Não à toa as frases de efeitos e os discursos acalorados foram dando lugar a tons mais amenos de ambas as partes e, ao que parece, o motivo destes teste nucleares estavam escamoteados na vontade do líder norte-coreano de se aproximar da parte sul da península, o que começou na última edição dos jogos de inverno.

Os motivos ainda são imprevisíveis já que o regime é fechado e segue um rígido controle sob sua população, economia, política e cultura. Contudo, o líder norte-coreano parece querer buscar uma integração com a Coreia do Sul, o que, aliás, não era feito há mais de uma década. 

Também são incertos os rumos que esse acordo pode tomar ou se o mesmo irá perdurar como as duas nações demonstram querer. Como dissemos anteriormente, o temperamento do líder norte-coreano não é dos mais fáceis e ambos os líderes da península coreana tocarão em questões delicadas durante esse processo de acordo de paz como as armas nucleares, políticas de governo e atuações conjuntas das Coreias em outras áreas além do esporte. 

Como sempre, devemos esperar para ver as cenas dos próximos capítulos, mas sempre torcendo para que tudo saia a contento para os dois países e o fantasma de uma guerra entre as duas nações seja extinto de vez.