segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cinema, Pipoca e Geografia! - A Ilha

A Ilha


O indicação de hoje está baseada em questões que muitos autores defendem como a 4ª Revolução Industrial, abrangendo a robótica e bio-genética. Em vista deste assunto a recomendação de hoje trata-se do filme " A Ilha" que aborda, através de uma história e um enredo muito bem contados e desenvolvidos, até onde o homem é capaz de chegar lidando com a bio-genética fazendo o que muitos chamam de "brincar de Deus". É um filme muito bom e com um final muito bem montado. Vale muito apena conferir !!!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Cinema, Pipoca e Geografia! - Erin Brockovich

filme



Em clima de COP 15 a recomendação dessa vez trata-se de um vídeo estrelado por Julia Roberts. "Erin Brockovich - Uma mulher de talento", conta a história verídica de uma mulher que investiga um caso por contaminação de água em um local e luta na justiça pela indenização desses moradores que sofrem de doenças por decorrência desta contaminação. É um filme muito bom e nos faz refletir sobre como o homem trata a natureza, pelo menos até meados dos anos 70 mas que mesmo assim ainda há lugares onde a natureza é explorada inconsequentemente. As consequências de atos como esse são vistas claramente nos dias atuais e discutidas em fóruns mundiais como a COP 15.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E o Ping-Pong na COP 15 quase leva conferência a colapso

Como fora dito em post anterior há um não-declarado jogo de empurra na COP 15 entre o países que fazem parte da mesma e que tomou proporções sérias com a ameaça de retirada das delegações africanas do evento que acusavam o países do chamado anexo I de desvirtuarem as conversas sobre o tratado além de desconsiderar as ponderações feitas pela delegação. Já vi que esse ping pong vai longe..

COPENHAGUE (Reuters) - Os países africanos disseram que retornarão às negociações sobre o clima em Copenhague nesta segunda-feira, permitindo a retomada das conversas após conseguirem garantias de que a conferência colocará mais foco na prorrogação do Protocolo de Kyoto.

"Vamos voltar", disse Pa Ousman Jarju, da delegação de Gâmbia, à Reuters.

Mais cedo, os africanos paralisaram a principal sessão de negociações ao se retirarem em protesto. Para eles, os países ricos querem matar o Protocolo de Kyoto.

A sessão visa quebrar o impasse em questões-chave, quatro dias antes de 110 líderes mundiais buscarem um acordo para limitar o aquecimento global que, segundo cientistas, pode provocar mais ondas de calor, enchentes e elevação nos níveis dos oceanos.

Além de acusar os países ricos de quererem matar Kyoto, as nações africanas afirmavam que os contornos das conversas programadas para esta segunda-feira não incluiriam as preocupações expressas por elas.

Em entrevista coletiva, Kamel Djemouai, autoridade argelina que encabeça o grupo africana, chegou a acusar os países ricos de buscarem o "colapso" das negociações entre 192 países.

Os países em desenvolvimento querem a prorrogação de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os Estados Unidos, a reduzir a emissão de gases-estufa até 2012 e, ao mesmo tempo, elaborar outro acordo para as nações em desenvolvimento.

Mas a maioria dos países ricos querem unir o Protocolo de Kyoto, de 1997, com um novo acordo com obrigações para todos no combate ao aquecimento global.

"Precisamos de um resultado em duas vias", disse Djemouai, que usava um broche em seu paletó com o termo "Kyoto Yes" (Kyoto Sim).

A maioria dos países em desenvolvimento prefere uma solução de via única, principalmente porque os Estados Unidos, segundo maior emissor mundial de gases-estufa, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem que uma solução de duas vias faça com que os Estados Unidos fiquem num regime menos rígido, ao lado de grandes países em desenvolvimento.

Extraído de msn.com.br

Brasil, Eua e Honduras

Ao que parece o discurso entre os EUA e o Brasil em relação a Honduras parece ter se estreitado mais um pouco. Ambos os países concordam que só a eleição não demonstra que está tudo resolvido; o gonerno brasileiro vai mais fundo e diz não reconhecer como legítima a eleição ocorrida em setembro ao passo que os americanos a legitimam; o que constitui ai o ponto de cisão entre ambos, levando muitos a dizer que agora Lula não era mais "O Cara" para Obama.

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro minimizou nesta segunda-feira as diferenças com os EUA sobre a crise de Honduras e afirmou que ambos concordam que a eleição presidencial de novembro é insuficiente para que haja uma reconciliação no país da América Central.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou ainda que Brasil e Estados Unidos defendem que o presidente deposto Manuel Zelaya, desde setembro abrigado na embaixada do Brasil, possa deixar Honduras em segurança.

"Nós temos uma pequena diferença de apreciação sobre os efeitos da eleição. Mas coincidimos em algo: a eleição tanto para o governo dos EUA como para o governo brasileiro não é condição suficiente para normalização democrática", disse Garcia após encontro com Arturo Valenzuela, secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA.

Ao contrário de Washington, o governo brasileiro não reconhece a legitimidade da eleição presidencial de Honduras no mês passado.

Segundo o assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Brasil e EUA exigem uma passagem segura para o presidente deposto Zelaya deixar Honduras e que o líder do governo de facto, Roberto Micheletti, deixe o poder.

"Nós achamos que o presidente (de facto) Micheletti deve partir, é o primeiro passo importante", afirmou. "E seria fundamental também que pudesse ser concedido um salvo-conduto ou qualquer outro instrumento que permitisse ao presidente Zelaya ir adiante", afirmou Garcia.

O governo brasileiro havia alertado que os Estados Unidos poderiam ficar isolados na região por reconhecerem a eleição que a maioria da América Latina considera ilegítima por ter sido convocada por um governo golpista.

"Nós realmente concordamos em alguns dos aspectos fundamentais do nosso relacionamento, e temos um ponto de vista similar sobre muitas questões no hemisfério", disse Valenzuela, quando perguntado sobre os diferenças com o Brasil sobre Honduras.

Zelaya foi expulso de Honduras por soldados armados em junho após tentar modificar a Constituição para buscar a reeleição, dando início à pior crise política na América Central desde a Guerra Fria.

Mais tarde ele voltou escondido a Honduras e está abrigado na embaixada brasileira na capital Tegucigalpa desde setembro, de onde faz campanha para retornar ao poder.

Tentativas de Zelaya de deixar o país após a eleição de novembro foram barradas pelo governo de facto. Na semana passada, ele disse teria recebido autorização para deixar o país desde que assinasse uma carta abrindo mão de voltar a ser o presidente. Seu mandato terminaria em 27 de janeiro.

Brasil e EUA decidiram realizar diálogos permanentes para ajudar a encerrar a crise de Honduras, segundo Garcia.

"As relações (Brasil-EUA) não estiveram más nunca. Elas estavam boas já no governo (George W.) Bush, sofreram um 'up-grade' com a eleição do presidente (Barack) Obama", disse.

"Teremos em determinados momentos apreciações distintas sobre questões. Isso é normal, é democrático nas relações entre países. Mas as relações entre EUA e Brasil são fundamentais e vamos cultivá-las da melhor forma possível", afirmou Garcia.

(Reportagem de Raymond Colitt)

Extraído de msn.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2009

E começou o jogo de empurra na COP 15

O já esperado jogo de empurra na COP 15 começa a se manifestar durante a conferência. E o que antes se manifestava através dos países do chamado anexo dois se comprometerem a estabelecer metas, agora se manifesta em torno de porcentagens de redução de aumento, pois digamos que se um país resolve reduzir em 20% outro pode vir com a proposta de reduzir 15% e assim o primeiro país poderia pensar porque ele não se comprometeu a reduzir 15%. Assim esse jogo de empurra se configura um entrave para uma questão que necessita de uma solução urgente e eficaz para resolver um problema que cada vez mais se agrava.

Por Alister Doyle

COPENHAGUE (Reuters) - Ministros de Meio-Ambiente tentaram superar os atritos entre países ricos e em desenvolvimento em Copenhague neste domingo, dias antes do prazo final para um acordo visando lidar com as mudanças climáticas.

Yvo de Boer, chefe do Secretariado das Nações Unidas para Mudança Climática, destacando as divergências entre China e Estados Unidos, disse esperar que todos os países elevem suas propostas nas negociações.

"A China está pedindo aos Estados Unidos que façam mais. Os Estados Unidos estão pedindo à China que faça mais. Espero que nos próximos dias todo mundo possa fazer mais", disse.

Os ministros mantinham negociações informais durante a pausa na reunião entre 7 e 18 de dezembro, envolvendo 190 países, que vai culminar na cúpula de líderes mundiais na quinta e sexta-feiras, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama.

"Ainda há muitos desafios. Ainda há muitos problemas não resolvidos", disse a jornalistas a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard. "Mas conforme os ministros começam a chegar, também há a disposição política."

As negociações unem representantes de países pobres e ricos que discutem quem é responsável pela redução das emissões, a profundidade delas e quem deve pagar por elas.

Países como China, Brasil e Índia dizem que os ricos devem fazer reduções mais fortes nas emissões e dar dinheiro aos pobres para bancar um fundo para crescimento sustentável.

"Um acordo certamente é possível. Se todos nós confiarmos uns nos outros e tivermos coragem e convicção, podemos chegar a um acordo justo e equilibrado em Copenhague", disse o ministro indiano do Meio-Ambiente, Jairam Ramesh, chegando às sessões de domingo.

Os países ricos dizem que as emissões de carbono estão crescendo com tanta rapidez que eles devem pedir restrições para evitar níveis perigosos de aquecimento.

A China diz que quer concluir um acordo antes de o premiê Wen Jiabao chegar à cúpula junto de outros líderes.

Exceto por 13 pessoas, a polícia libertou todos os quase mil detidos depois de uma manifestação no sábado, segundo um porta-voz da polícia.

(Texto de Emma Graham-Harrison, reportagem adicional de Anna Ringstrom, John Acher, Sunanda Creagh, Richard Cowan)


Extraído de msn.com.br