sábado, 30 de abril de 2011

Para Refletir... Uma Unica História

Fazendo um curso de extensão sobre o ensino escolar de geografia na UFF fui apresentado a este vídeo que nos leva a uma profunda reflexão. O vídeo é um depoimento de uma africana em uma conferência. Nesse vídeo ela irá nos contar sob o perigo de termos uma visão do mundo pautada em uma unica visão, de termos uma história unica. 

Vale a pena conferir e refletir sobre.







Extraído de ted.com

Aumento no salário dos professores (aleluia!)

Recentemente foi publicado o aumento do salário dos professores de ensino básico. Apesar da notícia a ser comemorada, o que mais me incomoda é o fato como a mesma é noticiada: como algo pejorativo. 
Já mencionei aqui em posts anteriores como sempre que se trata de aumento dos salários dos professores a notícia é veiculada de forma pejorativa, sempre em tom negativo. Deve ser porque positivo mesmo é aumentar o salários dos parlamentares em mais de 50%, já que o que pesa mesmo não são os aumentos deles mas sim o dos professores não é mesmo ?... 
O mais curioso disso, pra não dizer revoltante, é o final da reportagem onde dizem que o prejuízo pode ser ainda maior porque está para ser validado um dispositivo onde o professor dedicaria 2/3 a sala de aula e 1/3 a aperfeiçoamento e planejamento. Como se isso fosse o maior absurdo do mundo, já que é perfeitamente compreensível que os professores separem um tempo para planejar uma aula de qualidade bem como se aperfeiçoarem para levarem a seus alunos uma aula de qualidade. 
É tão revoltante quanto absurdo !

Cálculos divulgados hoje pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostram que será de R$ 1,8 bilhão o impacto do piso salarial nacional dos professores da educação básica nas folhas de pagamento dos municípios.
Ontem, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs uma derrota a Estados e municípios ao concluir que o piso nacional é constitucional. Pela decisão, nenhum professor poderá ganhar menos do que R$ 1.187,97. Essa deverá ser a base do salário. O valor poderá ser aumentado por meio do recebimento de acréscimos e benefícios.
Conforme a CNM, o custo poderá ser ainda maior nas contas das prefeituras se o piso tiver como base valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), conforme recomenda a Advocacia Geral da União (AGU). Por esse cálculo, o piso deveria ser de R$ 1.239,27, o que representaria um gasto extra de R$ 2,3 bilhões.
O estudo ressalta que há o risco de o impacto se tornar maior. O Supremo ainda terá de decidir, provavelmente na próxima semana, se é válido ou não um dispositivo segundo o qual o professor deve passar dois terços da jornada dentro de sala de aula e o restante do tempo deve ser consumido com atividades de planejamento e aperfeiçoamento profissional.

Extraído de msn.com.br

O Haiti 1 ano depois do terremoto

Em 12 de janeiro de 2010, observamos consternados como um terremoto varreu o Haiti trazendo prejuízos incalculáveis para o país mais pobres das Américas e totalizando mais de 200 mil mortos. 
Mais de um ano depois dessa tragédia o país ainda tenta se reconstruir e as respostas da causa desse  fenômeno natural ainda não foram totalmente respondidas. 
O vídeo no link abaixo procura mostrar como o terremoto aconteceu, seus estragos, sua origem e faz uma previsão nada amigável ao final do vídeo. 
Vale a pena conferir o vídeo que também é uma boa aula sobre placas tectônicas. 


Confira o vídeo clicando aqui

Extraído de msn.com.br

domingo, 10 de abril de 2011

Um possível "efeito Fukushima" na Argentina

Pode até ser que eu esteja errado, mas depois do que ocorreu em Fukushima no Japão, referente a usina nuclear. Nossos hermanos andam preocupados. 
As vezes pode não ter ligação alguma, mas anda circulando um vídeo na internet onde atores argentinos denunciam e pedem o fim da mineração química na Argentina, especialmente na extração de plutônio e urânio. (Urânio... Plutônio...Radioatividade...nada a ver com Fukushima não acha ?)
No vídeo, que está abaixo, são mostrados os dados e o quanto esta atividade destrói o meio-ambiente, algumas cenas são fortes, mas são válidas para mostrar e denunciar o atentado violento a vida que é este tipo de exploração.
Associações à parte, a denúncia possui sim grande validade e deve ganhar projeção. Afinal de contas estamos falando de milhares, talvez milhões, de vidas que estão ameaçadas por conta desta atividade agressiva tanto a natureza quanto a nós seres humanos.

Está circulando na internet uma propaganda argentina contra a mineração química de autoria da ONG Consciência Solidária. Atores famosos no país falam sobre os riscos do atual modelo de mega exploração, principalmente de urânio e plutônio e as consequências de contaminação na água e na vida.
Além disso, ressaltam a poluição do ar pelas partículas tóxicas liberadas por explosivos utilizados para abrir enorme crateras de onde vão sair poucas gramas de ouro.
Ao final afirmam, “água e vida não se negocia”.





Extraído de cartacapital.com.br

Quando a demanda supera a produção

A indústria brasileira vem sofrendo de um mal silencioso: não está conseguindo acompanhar as demandas do mercado interno. 

Com isso, os importados tem sido a solução. Só que esta solução pode nos levar a um retrocesso que nos levaria, mal comparando, ao início do século passado. 

Mesmo com o crescimento industrial e de seus investimentos, os mesmos não tem sido suficientes para acompanhar a demanda do mercado brasileiro, que cresce a níveis notórios. Com isso, os importados tem sido cada vez mais utilizados e adentram cada vez mais em nosso mercado, levando fatias consideráveis dos rendimentos do consumo interno, deixando nossas indústrias com partes pequenas de nosso mercado. 

Este cenário, que parece assustador, e é mesmo, ainda sofre de outro agravante: investimentos pontuais, leia-se os de garantia de lucros altos e certos, estão sendo feitos na área industrial no que corresponde a mineração e ao petróleo; o que leva a redução dos investimentos em outros setores que, por não terem o mesmo retorno em comparação aos supra-citados, se tornam bem menos atraentes. 

O risco disso ? É o de nosso país acabar especialista em apenas um ramo do setor industrial e acabar dependendo do mercado externo para suprir as necessidades de sua população. (Isso não te lembra o começo do século passado, em certos aspectos ?). 

Os investimentos em todos os setores e suas expansões se faz necessário para que a produção acompanhe a demanda e assim nosso mercado não seja tomado por produtos de fora. Do contrário, teremos um retrocesso de praticamente um século... 

Embora tenha se recuperado do baque sofrido em 2009, a indústria dá sinais cada vez mais claros de que não está pronta para atender à expansão do consumo no País. Mesmo com a demanda aquecida, a produção de manufaturas estagnou-se perto dos níveis pré-crise, enquanto o apetite dos consumidores é cada vez mais suprido por produtos importados.
O problema parece pouco evidente quando se observam os números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. De acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira cresceu 10,1% em relação ao ano anterior, um desempenho aparentemente notável. Contudo, a observação esbarra na base de comparação: em 2009, a produção desabou 7,4%, a maior queda em duas décadas.
Outros dados mostram que o cenário é bem menos otimista do que pode parecer. O IBGE mostra que a produção industrial acumulou queda de 2,6% no período entre abril de 2010 e janeiro de 2011. E, apesar do aumento nas contratações, o número de horas trabalhadas na produção se mantém 3,3% abaixo do patamar pré-crise, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Chama a atenção o fato de que o consumo e a produção estão se descolando no Brasil. Se as manufaturas estão estagnadas, o volume de vendas do varejo cresceu 8,3% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2009. Nos últimos 12 meses, a expansão passou de 10,5%. O resultado é uma avalanche de produtos fabricados no exterior.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o coeficiente de importação da indústria – a relação entre os importados e o consumo aparente –, que havia caído de 20,1% para 18,3% entre 2008 e 2009, avançou a 21,8% em 2010 – um recorde. Como resultado, o déficit na balança comercial do setor de manufaturados alcançou 70,9 bilhões de dólares, outro número inédito.
Mais um dado da Fiesp dá a medida exata do problema. Em 2010, o consumo interno de bens manufaturados teve um aumento real de 182,18 bilhões de reais em relação a 2009. Desse volume, a indústria nacional conseguiu abocanhar pouco mais de 96,95 bilhões de reais, ou 53%.
O desempenho é ainda mais preocupante quando a base de comparação é 2008. No período, a demanda interna cresceu pouco acima de 75 bilhões de reais, dos quais a indústria doméstica abocanhou apenas 34,7 bilhões. Ou seja, para cada real novo que o brasileiro gastou em produtos industrializados no último biênio, apenas 46 centavos foram para a produção doméstica.
Em alguns setores, o distanciamento entre consumo e produção é ainda mais gritante. Cerca de 90% do aumento no consumo de têxteis entre 2008 e 2010 foi suprido pelos importados. No mercado de máquinas e equipamentos, os estrangeiros abocanharam toda a expansão da demanda.
Na siderurgia, os importados não só absorveram todo o crescimento do consumo interno, como roubaram parte do mercado atendido pelas empresas nacionais. Embora o consumo aparente tenha crescido 4,1 bilhões de reais nos últimos dois anos, o valor da produção interna caiu 1,1 bilhão de reais. “Uma coisa fica clara: a indústria perdeu competitividade e não consegue refletir o que se passa em outros setores da economia”, afirma Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Souza explica que o câmbio valorizado, os gargalos na infraestrutura e a elevada carga tributária fragilizam a indústria brasileira em um momento em que muitos países, ainda em crise, apostam tudo no mercado externo. Sem mencionar a China. “As empresas brasileiras estão totalmente expostas à concorrência, o que em muitos aspectos é bom. Mas é preciso chamar a atenção para as práticas desleais de comércio.” O economista observa ainda que a indústria brasileira precisa ser mais agressiva e acelerar seus ganhos de produtividade.
Apesar de a produção estar estagnada, não se pode dizer que a indústria vai mal. Ao menos, do ponto de vista da receita. Segundo estudo da Rosenberg & Associados, o faturamento da indústria cresce em ritmo superior ao da produção em 12 dos 19 setores analisados. Em parte, a diferença é explicada pela decisão de muitas indústrias de importar em vez de produzir. “O componente importado da produção interna está crescendo. A empresa reduz o impacto do câmbio, mantém competitividade e aumenta seu faturamento, mas a produção perde densidade”, afirma Flávio Castelo Branco, economista-chefe da CNI.
O temor é que o estímulo a importar comprometa a disposição do empresário em investir na produção, o que aumentaria a dependência do País em relação aos importados no futuro. Os dados do IBGE mostram que a Formação Bruta de Capital Fixa cresceu de modo expressivo em 2010, retomando o desempenho observado antes da crise. Contudo, a análise dos números recomenda cautela.
Levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a indústria planeja investir 614 bilhões de reais entre 2011 e 2014. Só os setores de petróleo e gás e extração mineral deverão consumir 440 bilhões, ou 71,7% do total. Os segmentos de siderurgia, química, papel e celulose, veículos, eletroeletrônica e têxtil devem responder por apenas 28% do bolo.
A tendência, diz Castelo Branco, aponta para um desequilíbrio na indústria brasileira. Segundo ele, as enormes demandas de capital para a exploração do pré-sal e a promessa de rendimentos expressivos nos setores em que o Brasil é mais competitivo acabam por absorver investimentos dos setores em que os retornos são menos atraentes. “As áreas de petróleo e mineração tendem a atrair muitos dólares, o que valoriza ainda mais o câmbio e expõe a indústria de transformação à concorrência externa.” O risco, temem os economistas desenvolvimentistas, é o País se especializar cada vez mais na produção e exportação de matérias-primas, à custa de soterrar sua base industrial diversificada. “O Brasil é um país- muito grande e complexo. Não pode se dar ao luxo de se especializar em um único segmento”, afirma Castelo Branco.


Extraído de cartacapital.com.br