quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nascente do Rio São Francisco seca em MG

Nesta semana foi noticiada a seca de uma das principais nascentes do Rio São Francisco, o principal rio da Região Nordeste. 

Apesar de ser o principal rio do Nordeste, sua nascente é no Sudeste do país, mais precisamente em Minas Gerais. A seca da nascente pode estar associada a fatores como a estiagem prolongada na área, a grande utilização de água para combater os incêndios florestais (a nascente fica - ou ficava - na serra da Canastra, num Parque Estadual), além, é claro das queimadas no local. 

Mesmo o rio sendo alimentado por diversos outros rios menores, afluentes e nascentes, funcionários do Parque relatam que afluentes do São Francisco também secaram. A notícia é altamente preocupante, pois a seca da nascente pode comprometer seriamente a região Nordeste no tocante ao abastecimento de água e energia. 

Isso já pode ser comprovado pela queda do nível da primeira barragem do São Francisco que já diminuiu em 6%. A situação pode se tornar ainda pior se mais afluentes secarem; o que pode causar racionamentos de água e energia ou até mesmo um corte no fornecimento pela falta de água no rio. Soma-se a isso possíveis prejuízos a agricultura local e a população ribeirinha que depende da água do "velho Chico" para o seu sustento e o de suas plantações. 

Como a situação é inédita, as medidas mais imediatas para tentar contornar a situação (se é que este é o caso) ainda estão sendo estudadas. O que se sabe é que o comitê de gestão da Bacia Hidrográfica do São Francisco realizará uma reunião pública para tentar encontrar alternativas para o problema. 

A "temporada de chuvas" aqui no país tem seu início no próximo mês. Se ela se confirmar, talvez possamos ter um pingo de esperança de que as águas do "velho Chico" possam voltar a correr sem os prejuízos da falta de afluentes e nascentes a ele pertencentes. 

Com informações do Planeta Sustentável. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Escócia: entre o "sim" e o "não" de sua independência.

Hoje será votado um referendo na Escócia para saber se o país se torna independente ou não do Reino Unido. Diante disso uma campanha foi feita pelos defensores de ambos os lados para que a população escolha hoje a decisão para o seu país. 

Claro que, caso ocorra, essa independência pode gerar uma série de mudanças que vão desde a alteração da bandeira do Reino Unido até a entrada do novo país na União Europeia, isso concomitantemente atravessando questões políticas e econômicas do novo país. 

No caso do sim, várias mudanças poderiam ocorrer, dentre elas podemos citar a mudança na bandeira do Reino Unido. Essa mudança ocorreria pois a bandeira do referido país nada mais é do que a sobreposição das bandeiras dos países que a compõem. Sendo assim a bandeira teria que sofrer uma alteração. Já a bandeira escocesa poderia ou não ser reformulada. 

Quanto a Rainha, segundo as diretrizes dos partidários da independência, ela continuará sendo chefe de Estado do país (assim como é da Austrália e do Canadá, por exemplo). O que significa que ela é apenas uma figura representativa da nação, já que a Escócia, neste caso, passará a ter seu próprio parlamento e não seria mais limitado pelo britânico.

Já a moeda é outro ponto de mudança visto que alguns caminhos podem se desenhar: a Escócia pode continuar a usar a Libra, mas nesse caso o governo inglês já mandou avisar que não vai considerar as necessidades escocesas na sua política monetária; outra via seria a criação de uma moeda própria escocesa, mas o problema é o tempo que isso levaria, principalmente envolvendo a criação de um banco central. E, por último, sobraria a adoção ao Euro, mas isso só seria possível depois da Escócia ser admitida na União Europeia já que quem faz parte do grupo é o Reino Unido e se a Escócia deixa de fazer parte do Reino Unido, automaticamente deixa de fazer parte da União Europeia. 

Falando no bloco, a Escócia também teria que pedir seu ingresso na União Europeia, o que teria que ser aceito por todos os 28 membros do bloco. E é exatamente aí que reside o obstáculo para a entrada da Escócia, caso isso aconteça. Primeiro por causa do próprio Reino Unido que pode votar contra e segundo porque países com questões separatistas dentro do bloco, também podem votar contra pois podem ver esta separação da Escócia como uma forma de incentivo aos grupos separatistas dentro de seus territórios. 

Ainda no campo da política, o assunto fica mais complexo quando falamos das fronteiras entre o Reino Unido e Escócia. Ambos têm políticas que divergem entre si no aspecto imigração. Enquanto o Reino Unido adotou uma política de controle mais rigoroso da chegada de imigrantes, a Escócia converge para uma abertura mais ampla. Isso pode ser um fator decisivo para a fronteira entre os dois países que pode sim ter um controle maior pela parte inglesa; principalmente se a Escócia entrar na UE e assinar o acordo de livre circulação de pessoas. 

Outra questão no que concerne a economia diz respeito exatamente a essa base econômica escocesa que, ao que tudo indica, será pautada no petróleo explorado ao norte do país. O problema disso é que o possível país independente terá sua economia pautada num recurso finito e, se não diversificar rapidamente sua economia, pode enfrentar sérios problemas futuramente. (não estamos abordando isso aqui, mas o mesmo vale pra Venezuela). 

Saindo do campo econômico, entramos agora no campo militar. O novo país precisaria de forças armadas novinhas em folha que teriam que ser montadas "desde o zero"; já que atualmente a Escócia conta com as forças armadas do Reino Unido. Um processo que também demandaria tempo e, apesar de não ter nenhum inimigo ou conflito declarado, poderia deixar o país seriamente vulnerável durante esse tempo. 

Cabe lembrar, nobre leitor, que todas essas questões levantadas estão apenas no campo da suposição, pois tudo depende do resultado do referendo de separação da Escócia do Reino Unido. Até lá só resta esperar e saber se tudo continuará como antes ou se transformações na terra da Rainha irão acontecer... 

Até porque, pelo lado do "não", alguns pontos pesam. Desde a declaração inglesa de que a independência será um divórcio, o que deixa implícito que haverá um rompimento nas relações políticas entre os países, passando pela promessa inglesa de mais poder de decisão no parlamento do Reino Unido para os escoceses, embora não se tenha deixado claro que poderes seriam esses; e indo até ao ceticismo de parte da população escocesa de que o país consiga se "virar sozinho", sem a ajuda do Reino Unido.  

Update: com a vitória do "não" a Escócia permanece fazendo parte do Reino Unido. Claro que isso custou uma certa afrouxada de rédias por parte do parlamento londrino sobre a Escócia... 

Com informações de G1.com, Revista Fórum, EBC, REUTERS e R7.com

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

TIM pode ser fatiada entre as 3 outras grandes do mercado de telefonia

Entre os meses de Agosto e o presente, a OI anunciou um plano de aquisição da TIM onde a Telefônica (VIVO) e a Claro poderiam entrar na jogada e dividir a operadora de telefonia de origem italiana. 

Se concretizado o negócio, teremos uma concentração ainda maior da telefonia móvel brasileira, o que pode significar um retrocesso ainda maior neste setor. 

Os serviços prestados pelas operadoras já são de qualidade duvidosa; com uma concentração maior ainda a qualidade, que já não é das melhores, pode decair mais ainda. 

O estímulo a competição, evitando assim o monopólio de uma empresa ou até mesmo um oligopólio, é fundamental para a evolução da tecnologia utilizada pelas operadores, assim como a busca por preços mais competitivos no mercado ou a criação de planos que atraiam o cliente. 

Trocando em miúdos, se uma empresa ou um pequeno grupo de empresas comanda sozinha determinada área do mercado, a tendência é que ela se acomode e, por conseguinte, deixe de investir em melhorias tecnológicas e aperfeiçoamento; o que, por fim, fará com que a mesma "pare no tempo" e assim comece se tornar sucateada, obsoleta (cabe aqui uma observação. Logicamente que este cenário pode ocorrer ou não. Mas, na maior parte das vezes é como ele se desenha. Podemos ver isso nitidamente hoje em determinados setores de transporte aqui no Brasil, onde, mesmo tendo sido passado ao poder privado, o fato de não haver concorrência levou a empresa a oferecer um serviço de péssima qualidade à população que padece em determinadas áreas do transporte de massa). 

Concentrando (ainda mais) a telefonia na mão de três operadoras, corremos este mesmo risco. Já que a competição se torna menor e, assim, quase não havendo concorrentes, não há interesse em se investir em pesquisas visando a melhoria da comunicação (fator importante não só para a população em geral, como também se faz de extrema importância para qualquer país; já que uma comunicação mais rápida e eficiente te permite fechar negócios mais rapidamente e, consequentemente, um maior número deles) o que leva a queda na qualidade dos serviços prestados e também a preços nada competitivos já que, com a competição reduzida, não há uma necessidade tão urgente assim em manter os preços em competitividade de mercado.

Ao que tudo indica o negócio ainda não se concretizou, parece que há apenas um interesse. Contudo, se o mesmo se concretizar, não tenha dúvida de que será um "tiro no pé" do nosso país. 


Com informações do Estadão. 



Update (o texto foi escrito na terça feira): Parece que o negócio não foi confirmado. 

Ainda bem...  

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ebola: uma possível epidemia global


















Fonte: UOL.


Todos temos acompanhado pelos noticiários o surto de Ebola que anda assolando a África e que pode se tornar uma epidemia global se não for erradicada logo. 

A doença reside, como acreditam os cientistas, no morcego da fruta e, apesar de não fazer mal a ele, atinge facilmente primatas e pode chegar aos seres humanos através do contato com as frutas utilizadas como alimento pelo morcego, podendo ser transmitida entre os humanos através do contato com as mucosas.

Dois fatores são preocupantes diante desta epidemia que já avança para a casa das milhares de vítimas: 

O primeiro deles é o fato da doença ainda não ter cura, embora os EUA já tenham uma vacina em caráter experimental que mostrou resultados tanto positivos quanto negativos; já que não fez o efeito desejado em todos os pacientes nos quais foi testada. 

O segundo deles é o mais preocupante e, talvez o fator que mais contribua para que essa epidemia se espalhe e ultrapasse as barreiras do continente: a gritante falta de estrutura dos países afetados. Nos países que apresentam pessoas infectadas, a maioria da população vive precariamente incluída na sociedade (o leitor me permitirá um breve comentário acerca do termo que acabei de usar. Apesar do "apelo geral" ser pelo termo "socialmente excluído", penso que quem é socialmente excluído de uma sociedade, está morto. Para mim, o termo correto é precariamente incluído na sociedade; o que significa que, apesar de estar na sociedade, o seu acesso a itens básicos como saúde, educação e alimentação se dá de forma precária. Fecho aqui o meu parêntese), soma-se a isso uma infraestrutura tão precária quanto o acesso a da população a mesma. O resultado disso é que uma doença potencialmente perigosa, principalmente no fato de ainda não ter cura, pode tomar sua proporção máxima de perigo exatamente pela tamanha precariedade desses países. 

Fato que pode ser visto na recente fuga de um paciente com Ebola na Libéria. Segundo o apurado o paciente fugiu porque tinha fome e, movido pela necessidade, foi procurar o que comer. O caso revelou ainda outros extremos como a LIBERAÇÃO de pacientes com Ebola porque os hospitais LOTADOS já não estavam mais dando conta do número de infectados com a doença...  

A culpa é deles? Claro que não! Essa péssima infraestrutura, somada a uma população majoritariamente incluída precariamente na sociedade são o mais puro reflexo de um passado não muito distante em que o continente africano foi tratado como uma enorme reserva de recursos para países centrais que não tiveram a menor preocupação em desenvolve-lo. Esses mesmos países centrais que hoje se voltam preocupados para a situação dos países afetados pela doença e procuram ajudar da melhor forma possível; logicamente mais preocupados em conter a doença na África do que em erradicá-la. 

Esta epidemia, somadas as guerras internas que diversos países vivem, a situação de pobreza extrema da maior parte dos países da África são fatores de um processo de colonização que explorou o continente, semeou conflitos entre tribos rivais, esquadrinhou o continente, durante a Conferência de Berlim, como se fosse um bolo de aniversário e não teve um pingo de preocupação em desenvolver minimamente a África, salvo raras exceções que se agarraram as riquezas minerais (ouro e diamantes principalmente). 

Temos então mais um flagrante sinal de que a receita desse desastre que foi a colonização africana estava recheada das piores maldades que um ser humano é capaz de fazer ao outro. O pior disso tudo é que quem mais sofre com tudo isso, não tem uma parcela sequer de culpa... 


Com informações do UOL, G1 e BBC.    





quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Segundo IBGE, população brasileira ultrapassa os 200 milhões de habitantes.

O Brasil tem uma população de 202.768.562 de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Com isso passamos a barreira dos 200 milhões de habitantes, mas algumas coisas ainda se mostram "como antes" como podemos observar olhando atentamente o mapa abaixo. 

Não é de causar estranheza que ainda continuamos maciçamente concentrados no litoral do nosso país, embora o "interior" tenha apresentado crescimento populacional, principalmente nas cidades (o que necessariamente não quer dizer que as pessoas estão tendo mais filhos, visto que o êxodo rural pode ser um fator importante que engrossa o crescimento do número de pessoas nas cidades). Dentre os fatores que justificam uma maior concentração da nossa população ainda no litoral estão:
  • O desenvolvimento das primeiras atividades econômicas brasileiras nesta região (extração de Pau-Brasil, café, cana de açúcar...)
  • A longa presença da capital nacional (primeiro Salvador e sua posterior transferência para o Rio de Janeiro).
  • O consequente desenvolvimento das primeiras metrópoles brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro. 
Fatores esses que concentraram as atividades econômicas no Litoral brasileiro e atraíram e concentraram cada vez mais mão-de-obra. 

Para tentar reverter este quadro foram realizada tentativas de incentivo a ocupação do "interior", pois havia a preocupação (principalmente por parte dos militares) de que habitantes dos países fronteiriços pudessem invadir nosso país e ocupar nossas terras, justamente pela falta da "presença" de brasileiros (muito disso se faz presente em um dos lemas militares, o "integrar" para não "entregar"). Dentre as tentativas dos governos brasileiros para a ocupação do interior do nosso país, podemos citar:

  • A transferência da capital para Brasília.
  • A criação da Zona Franca de Manaus.  
  • Ciclos econômicos da Amazônia. 
  • A aquisição de terras no centro-oeste brasileiro, especialmente por produtores da região Sul do país. 

Mesmo com todas essas tentativas, até hoje, ainda continuamos esmagadoramente concentrados no litoral; o que faz de nós um país muito populoso, mas "pouco" povoado.

Ainda segundo o IBGE todas as cidades apresentaram crescimento populacional, mas chama a atenção o fato de que os municípios de porte médio vem crescendo em maior número, mesmo que ainda haja uma forte concentração nos grandes centros. Isso pode ser explicado, em parte, por uma tendência da população em sair dos grandes centros e buscar cidades menores para fugir de problemas comuns a estas como a violência urbana, congestionamentos, poluição, etc que, mesmo sendo encontrados em cidades menores, se apresentam em escala menor em comparação aos grandes centros urbanos.

Quanto as grandes cidades, o crescimento não foi tão grande. Fator esse que pode ser explicado pelo ritmo lento de crescimento de algumas das principais capitais do País, e principais núcleos metropolitanos, como o caso de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Recife e São Paulo. Atualmente, as taxas de crescimento dessas capitais se encontram abaixo da média nacional. 


Já os pequenos municípios brasileiros são aqueles que, em média, apresentam as menores taxas de crescimento populacional entre os anos de 2013 e 2014. O baixo crescimento, ou até decréscimo em muitos casos, pode ser explicado pelo componente migratório, influenciado por seu baixo dinamismo econômico.

Caso o leitor tenha interesse, a análise completa pode ser encontrada clicando aqui.  


Com informações do IBGE.