sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Redução" no desmatamento da Amazônia

Segundo dados da reportagem abaixo o desmatamento na Amazônia caiu pela metade. Apesar do dado ser animador há de se atentar para o fato de que a tecnologia que monitora o desmatamento é de baixa resolução, ou seja, é incapaz de detectar desmatamentos de curta área de atuação ou até mesmo desmatamento em áreas bem protegidas (onde a copa das árvores impede a visão do desmatamento que ocorre com as árvores de menor porte e/ou altura).
Contudo, o combate deve continuar a ser feito. Com uma fiscalização mais eficiente e maior poderemos começar a colher os frutos do combate ao desmatamento ilegal, ou seja, da pilhagem descontrolada que fazem da Amazônia



Dados preliminares divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam uma forte tendência de queda no desmatamento da Amazônia este ano. A área devastada detectada pelo sistema Deter (de baixa resolução) entre agosto de 2009 e julho de 2010 foi 47,5% menor que no mesmo período anterior: 2.296 km², versus 4.375 km² no calendário 2008-2009.
É o menor índice acumulado desde que o sistema começou a funcionar, em 2004. Ainda assim, uma área equivalente a uma vez e meia a da cidade de São Paulo foi devastada.
O Estado que mais desmatou nesses 12 meses foi o Pará, com cerca de 1 mil km², seguido de Mato Grosso, com 700 km².
Entre os municípios, o que mais desmatou no período foi Apuí, no Amazonas, que poderá entrar para a 'lista negra' de localidades que sofrem restrições de crédito do governo por causa das atividades ilegais.
O Amazonas foi o único Estado que registrou aumento do abate de árvores em relação ao ano anterior. 'Ainda vamos verificar quais são as causas', disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo o Imazon, ONG que também monitora o desmatamento, usando técnicas diferentes das do Inpe, a redução da área desmatada no período (2009-2010) foi de 16% em relação ao ano anterior.



Extraído de msn.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fábrica do Mundo

Vista como a "fábrica do mundo", especialmente depois dos anos 2000 a China aumentou suas exportações consideravelmente, o que lhe permitiu galgar posições no ranking de maiores economias do mundo (saltando de 7° para 2°).
Esse enorme crescimento, muito em parte, se deve a enorme população que o país tem (a maior do mundo) que permite ao mesmo possuir mão-de-obra barata, disposta a salários irrisórios já que para o lugar daquele trabalhador que quer ganhar um pouco mais, há quase 1 bilhão iguais a ele que aceitariam ganhar menos para fazer o mesmo trabalho. Tal fator atraiu empresas do mundo inteiro para o país que hoje fabrica desde brinquedos até televisões de alta definição.
Contudo, há implicações mundiais nesse contexto. As empresas que migram para a China deixam seus países de origem, onde geralmente posicionavam suas fábricas, deixando assim milhares de desempregados, em busca da mão-de-obra barata dos chineses visando tornar seus produtos mais competitivos (motivo de fachada) e aumentar seus lucros (verdadeiro motivo).
Outra implicação é que muitas vezes esses produtos mais baratos, quando chegam a outros países, levam as indústrias de origem do mesmo a falência; como aconteceu com a indústria calçadista de Franca/SP quando os sapatos chineses chegaram ao nosso país.
Mesmo sabendo dessas implicações, é praticamente impossível fugirmos do "made in China", pois o mesmo está, literalmente, em tudo o que consumimos...




Não importa onde você esteja no planeta Terra, escapar do 'Made in China' é uma missão quase impossível. Apelidado de 'fábrica do mundo', o país asiático passou da sétima à primeira posição no ranking dos maiores exportadores do mundo em um período de dez anos e deixou para trás o estigma de que vende apenas produtos de baixa qualidade.
Os chineses continuam a exportar as bugigangas que alimentam as lojas de R$ 1,99 no Brasil, mas subiram vários degraus na escala de valor agregado e despacham para o mundo máquinas, computadores, chips, trens, televisões, celulares, aparelhos de DVD, impressoras e fornos de micro-ondas.
Em 2008, os produtos manufaturados responderam por 94,5% das exportações chinesas, que somaram US$ 1,43 trilhão. Entre os industrializados, as vendas de máquinas e de equipamentos de transporte representaram 50% do total, com US$ 673 bilhões.
Mas a subida na escala de valor na pauta de exportações não se deve apenas à inovação chinesa. Parte significativa dela ocorreu em razão da transferência para o país de linhas de montagem de multinacionais em busca de mão de obra barata, câmbio competitivo e incentivos do governo.
Marcas consagradas que vão da Nike à Apple abriram fábricas na China ou terceirizaram a produção a gigantescas empresas que entregam as mercadorias a preços bem mais baixos do que será cobrado do consumidor - a concepção e o desenho dos produtos são feitos nos países de origem das multinacionais.
A estrela do modelo de terceirização é a taiwanesa Foxconn, que emprega 400 mil pessoas em um único complexo na cidade de Shenzhen, no sul da China, de um total de 920 mil trabalhadores no país. Em agosto, a companhia anunciou que pretende ampliar para 1,3 milhão o número de seus funcionários chineses até o fim de 2011.
Das linhas de montagem da Foxconn, saem produtos concebidos por gigantes como Apple - incluindo o iPhone e o iPad -, Intel, Hewllet-Packard, Cisco, Dell, Motorola e Nintendo. Recentemente, incorporou a seu portfólio o Kindle, da Amazon.
A Foxconn não tem marca própria, mas é a maior fabricante de produtos eletrônicos e de computadores do mundo e a maior exportadora individual da China. Em 2008, a empresa despachou para outros países US$ 61,8 bilhões, o equivalente a 31% do total das exportações brasileiras no mesmo período.
Máquina. Casos como esses explicam por que companhias estrangeiras foram responsáveis por 55% das exportações chinesas em 2008, o que levou Pequim a lançar uma campanha publicitária para substituir o 'made in China' pelo 'made with China'.
Maior companhia de Taiwan e ocupante da 109.ª posição entre as integrantes da Global 500, da Fortune, a Foxconn também reflete as duras condições de trabalho na China e os conflitos gerados pela contratação de migrantes que deixam suas famílias na zona rural para viver em gigantescos dormitórios nas fábricas. Desde o começo do ano, 14 de seus empregados tentaram suicídio, 11 dos quais morreram.
Outras empresas criadas no mesmo espírito da Foxconn produzem brinquedos, roupas, sapatos, eletrodomésticos, enfeites, móveis, artigos esportivos, cosméticos, meias e relógios para marcas de outros países.
Algumas estatísticas dão a dimensão da máquina de exportação na qual o país se transformou e mostram a diversidade de sua indústria. Em 2008, a China despachou ao exterior 1,13 bilhão de pares de sapato, 700,23 milhões de telefones, 550,36 milhões de relógios de pulso, 123,64 milhões de câmeras e 51,38 milhões de televisores, de acordo com o China Statistical Yearbook 2009.
Depois de atingirem US$ 1,43 trilhão em 2008, as exportações do país caíram para US$ 1,2 trilhão no ano passado, em razão da crise mundial. Ainda assim, a China ultrapassou a Alemanha e assumiu a primeira posição no ranking dos maiores exportadores, com 9,6% das vendas globais. No ano 2000, a China estava em sétimo lugar, com embarques de US$ 249,2 bilhões, o equivalente a 3,9% do total.
Enquanto a China aumentou em 2,5 vezes sua fatia das exportações mundiais, o Brasil passou de 0,9% para 1,2% no mesmo período, uma expansão de um terço. Em 2000, os embarques brasileiros somaram US$ 55,1 bilhões e o país estava na 28.ª posição no ranking dos maiores exportadores. No ano passado, o país subiu para o 24.º lugar, com vendas de US$ 153 bilhões.

Extraído de msn.com.br

Apenas o óbvio

O discurso do presidente Lula sobre a violência das favelas ser fruto do descaso de anos do governo com a mesma não possui nada de novo, isso todos sabemos. 
Agora, já que ele sabe, porque demorou tanto para fazer algo de significativo durante o tempo em que foi presidente para começar a reverter essa situação ? 


Brasília - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou hoje (30) que a situação de violência nas favelas brasileiras é fruto do desprezo do Estado brasileiro com as pessoas mais pobres. 'Aquela favela, que inspirava enredo de escola de samba, foi virando um lugar violento e começou a aparecer apenas nas páginas policiais dos principais jornais brasileiros.'
Lula participou, no Morro Santa Marta, na zona sul da cidade do Rio, do lançamento de um projeto de turismo que vai transformar comunidades pacificadas cariocas em pontos turísticos. Ele destacou que é possível ter paz quando o Estado cumpre sua função, oferecendo educação, saúde, cultura, lazer e segurança. Para Lula, criar oportunidades de estudo e trabalho é condição fundamental para que se possa 'sonhar um dia' que a violência diminua no Brasil.
'Criar oportunidades para as pessoas trabalharem e estudarem é condição fundamental para que a gente possa sonhar um dia que a violência que possa ter em qualquer bairro do Brasil seja aquela violência normal, que acontece em todas as boas famílias do mundo, ou seja, as discussões caseiras e as discussões sobre futebol', disse Lula.
O presidente também elogiou o modelo de policiamento comunitário adotado no Rio de Janeiro, as chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e disse que espera ver, em breve, o modelo implantado em todo o país.
'A polícia não é para vir de quando em quando dar uns tiros e voltar. A polícia tem que vir e aprender a viver com a comunidade. O que o governo do Rio de Janeiro está fazendo é mostrar que é possível fazer com que a polícia conviva com a comunidade, que seja tratada como se fosse da comunidade e que trate a comunidade com respeito e dignidade', disse Lula.



Extraído de msn.com.br

Dois passos pra frente... Três passos pra trás

Se antes o presidente norte-americano tinha acertado em investir em energia limpa, acertando nesse quesito, agora já começa a errar em outro. Não perdendo aquela velha mania de "polícia do mundo" o país aumentou as sanções contra a Coréia no Norte por conta do episódio do naufrágio de uma corveta Sul-coreana no qual o mesmo fora acusado. 
Engraçado, essa autoridade de polícia do mundo não foi utilizada contra Israel naquele ataque covarde ao navio de ajuda. É como dizem: cada um age de acordo com seus interesses...
Lamentável... 


Washington, 30 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou hoje as sanções econômicas contra a Coreia do Norte, ao incluir em sua "lista negra" as pessoas e entidades que Washington acusa de contribuir ao programa nuclear do regime comunista.
Em uma ordem executiva enviada ao Departamento do Tesouro, o líder explica que tomou a medida pelo ataque de Pyongyang contra a embarcação sul-coreana "Cheonan" em março, seu teste nuclear, o lançamento de mísseis em 2009 e a violação das resoluções do Conselho de segurança da ONU, entre outras ações e políticas. EFE



Extraído de msn.com.br

Caros Leitores do Blog

Não sei se todos os que acompanham este blog sabem que eu escrevia em outro blog sob essa mesma titulação de geografia contemporânea mas era no blig (O blog da IG). Porém, por conta de milhares problemas técnicos, eu decidi trasnferir o blog para cá.
Contudo, eu tinha feio um backup das postagens do antigo blog, na blig, com todas as publicações que fiz ao longo de quase dois anos de blog. E agora, depois de muita luta, eu consegui colocar as   postagens  do blog antigo neste novo.
Para quem já conhecia o blog antigo, poderá rever os posts que já publiquei e para quem passou a acompanhar desde agora, terá a chance de poder conhecer o trabalho que venho fazendo no blog.

É isso.

Um grande abraço a todos