domingo, 3 de julho de 2011

Trabalho Escravo + Desmatamento = Ferro Gusa... Só aqui mesmo...

Recentemente foi publicado uma notícia que pra mim é estarrecedora. Foi revelado que siderurgias mantém o mercado negro de produção de carvão que favorece o desmatamento e o trabalho escravo na Amazônia. 

Como a produção de carvão legal simplesmente não supre o ritmo de produção de Ferro Gusa das siderurgias, as mesmas compram carvão de carvoarias ilegais, que se utilizam do trabalho escravo, e o transformam em carvão legal para sustentarem seu ritmo de produção. 

O esquema se mantém graças a uma corrupção enorme em que governo e empresas privadas são cúmplices. Algo que infelizmente não é nenhuma novidade... 

Uma denúncia em relação a isso já havia sido feita há 7 anos atrás, mas todos ficaram quietinhos e deixaram passar, o mesmo agora está sendo feito com essa denúncia. Só espero que o final não seja o mesmo. 

O carvão é utilizado para alimentar os fornos na queima de minério de ferro para a produção de ferro Gusa que é exportado e volta pra cá em forma de outra mercadoria com um valor agregado muito maior do que o ferro Gusa que vendemos... 

Inúmeras notícias são dadas sobre a corrupção que gera a destruição massiva da Amazônia e parece que nada é feito em relação a isso. Como dizem parece que eles só vão parar quando perceberem que a última árvore foi ao chão e eles notarem que dinheiro não se come. 


A produção do ferro gusa, um dos principais componentes da liga do aço, só é possível por conta da extração de madeira ilegal na Amazônia, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto Observatório Social. Isso significa que, caso as empresas siderúrgicas decidam pela compra apenas de carvão produzido dentro da lei, o sistema brasileiro de produção de aço, que gera 32,9 milhões de toneladas anuais, entraria em colapso.

A estratégia de lavagem foi descoberta porque, pelos dados divulgados pelas próprias siderúrgicas, a quantidade de carvão que elas produziam é muito superior à sua capacidade oficial. O carvão vegetal, produzido a partir da queima de árvores, é utilizado no processo de transformação do minério de ferro, extraído de diversas minas na região do Carajás em ferro gusa, que é exportado.

A produção do ferro gusa, um dos principais componentes da liga do aço, só é possível por conta da extração de madeira ilegal na Amazônia, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto Observatório Social. Isso significa que, caso as empresas siderúrgicas decidam pela compra apenas de carvão produzido dentro da lei, o sistema brasileiro de produção de aço, que gera 32,9 milhões de toneladas anuais, entraria em colapso.


De acordo com o estudo, a maior parte do carvão utilizado na queima do minério de ferro a transformação no ferro gusa é produzida em carvoarias ilegais. Para entrar nas siderúrgicas, o material é “legalizado” por meio de um esquema de corrupção envolvendo servidores do estado do Pará e empresas monitoradas.
A estratégia de lavagem foi descoberta porque, pelos dados divulgados pelas próprias siderúrgicas, a quantidade de carvão que elas produziam é muito superior à sua capacidade oficial. O carvão vegetal, produzido a partir da queima de árvores, é utilizado no processo de transformação do minério de ferro, extraído de diversas minas na região do Carajás em ferro gusa, que é exportado.
Através de dados divulgados pelas próprias siderúrgicas, a quantidade de ferro-gusa que elas diziam produzir era muito superior à capacidade máxima que poderia ser feita com o carvão que compravam legalmente. Em algumas empresas, apontou o estudo, a diferença chegava a 155%. Assim, os pesquisadores concluíram que parte desse ferro era produzida com carvão sem procedência definida em carvoarias clandestinas, que depois utilizavam as “monitoradas” para lavar seu produto ilegal.
“O problema é muito visível: as carvoarias estão lá”, afirma Marques Casara, jornalista que participou da pesquisa e acompanhou os problemas. Segundo ele, nas carvoarias não cadastradas, os trabalhadores vivem condições desumanas e queimam madeira sem nenhum tipo de proteção, às vezes nem mesmo com materiais mínimos de segurança – como calçados.
Casara acredita que a maior parte dos setores envolvidos na cadeia produtiva do aço sabe que financiam empresas que usam trabalho escravo e desmatam ilegalmente grandes trechos da floresta amazônica. “Siderúrgicas sabem do problema e seguem a política de obter o carvão a qualquer custo”, comenta o jornalista.
O uso de trabalho escravo e desmate ilegal foi denunciado em um relatório há sete anos. Um termo de compromisso foi assinado entre as empresas e autoridades da região, que começaram a ser monitoradas e a comprar apenas carvão produzido de acordo com a lei.
No entanto, mantendo as aparências, as empresas passaram a comprar o carvão sem procedência definida, muito mais barato.
Para isso, foi necessário suborno intensivo de funcionários do governo do Pará, que, entre outras práticas, emitiam documentos falsos permitindo extensos desmates em áreas de reserva. Investigações feitas pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal mostram que servidores inseriam crédito de madeira no sistema da Secretaria do Meio Ambiente, legalizando práticas de desmatamento sem fiscalização ou visitas às áreas.
“Já teve muito servidor que foi preso, mas aparentemente o problema não foi estancado”, diz Casara.
O jornalista afirma que todo o sistema de produção de aço não tem feito grandes esforços para se viabilizar sem o desmate ilegal de reservas na Amazônia.
Para mudar esse cenário, seria necessário um longo período de adaptação para que as empresas passem a usar carvão produzido apenas com madeira de reflorestamento. “Eles precisam parar de fritar a Amazônia para fazer ferro gusa”, diz.
Apesar de o esquema só ser possível por causa da conivência dos diversos setores envolvidos (como as maiores empresas que exploram ferro-gusa), o Ministério Público está tomando providências para que as companhias que usam o aço e siderúrgicas internacionais saibam do fato e parem de sustentar a cadeia clandestina, através do envio de cartas.
Fazem parte da cadeia produtiva marcas internacionais como Thyssenkrupp. NMT e Nucor Corporation.
“As diversas entidades (governo e siderúrgicas locais) foram pegas com a mão na massa. Elas não têm como responder: estão tentando ficar quietas para esperar a poeira baixar”, afirma Casara.
Nova Ipixuna
A pesquisa concluiu ainda que Nova Ipixuna, cidade onde, em 24 de maio, foram assassinados os lideres extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo – que denunciavam ilegalidades na região – é a jóia dos madeireiros e das carvoarias.
O Observatório Social, que organizou a pesquisa sobre as carvoarias, já havia divulgado em fevereiro matéria que mostrava que um milhão de metros cúbicos de carvão (cerca de 16 mil caminhões carregados) tinham sido esquentados por uma quadrilha que atuava na cidade com a ajuda de políticos, empresários e funcionários públicos.
O problema é que o município se encontra justamente na fronteira entre a mata intacta e o cinturão do desmatamento. José Cláudio denunciava grupos que desmatavam para, justamente, produzir grandes quantidades de carvão para alimentar a cadeia do aço.
Extraído de cartacapital.com.br

Ensaio e ressalva sobre a UPP

Já publiquei aqui em posts anteriores (1) (2) (3) ensaios sobre as UPPs e os motivos que acredito que estão por de trás de sua implantação. Pois bem, com um comentário recebido de um leitor do blog, a quem agradeço o comentário, que atentou para um descuido meu, resolvi reexaminar os posts e em cima dos mesmos continuar a fundamentar minha hipótese. Para isso, peço que observem o mapa abaixo. Se ficar muito ruim a visualização do mapa, CLIQUE AQUI.















O mapa está um pouquinho defasado, pois outras unidades já foram inauguradas, como a do Engenho Novo, mas ele serve para demonstrar minha hipótese. 

Com as olimpíadas e a Copa do Mundo chegando a nossa cidade, uma questão histórica que assola a nossa cidade se colocou na mesa dos governantes com rápida urgência em ser resolvida, leia-se maquiada, a segurança. 

Diante desses novos eventos que atrairão milhões de pessoas, nosso governo teve de pensar em uma solução para resolver a questão da segurança, não nossa, mas daqueles que virão aí... 

Com isso se pensou nas UPPs e sua implantação gerou, e ainda gera,  todo aquele circo televisivo que assistimos pela televisão. Impossível não se recordar da cena dos bandidos correndo da Vila Cruzeiro ao vivo no RJTV não ?

Pois bem, o esquema vem sendo implantado e diversas UPPs existem e outras tantas serão implantadas... Contudo, como geógrafo em formação que sou, achei no mínimo curiosa, mas nada espantosa, a distribuição espacial dessas UPPs e queria dividir isso com vocês.

Analisando esse mapa, vemos que a maioria esmagadora das UPPs estão localizadas na Zona Sul da nossa cidade (até aí nenhuma novidade, pois tudo o que é pra melhorar a cidade é implantando lá). Se nos remetermos a 2014, ano da Copa, e 2016, ano das olimpíadas, onde será que os turistas vão se hospedar ? Nem preciso responder... E é fato que com tanto gringo circulando por aqui é impossível não ver que também muito dinheiro estará andando por aí; e vai ficar muito feio as pessoas saírem daqui queimando o filme do Rio, além do que já fazem, dizendo que foram assaltadas aqui. Então... UPPs  para garantir  a segurança dos gringos...

Se observarmos também, vamos ver que há grandes concentrações de unidades das UPPs no centro da cidade, pois bem... Por onde todos esses gringos virão, pelo menos de forma maciça ? Pelo ar.

Pois é, se olharmos atentamente o mapa, vamos ver que há UPPs nas proximidades dos dois aeroportos da cidade. Mas o motivo não para só aí não, o centro é a principal ligação da cidade com todo o resto dela e as delegações vão circular de um canto pro outro para as arenas esportivas e como quase tudo converge pro centro da cidade aqui no Rio, pode ser que volta e meia eles tenham que passar pelo centro. Então, para recepcionar bem os gringos e garantir o seu deslocamento seguro pela cidade, UPPs no centro da cidade. 

Pois bem, como disse mais acima esse mapa está um pouquinho defasado, está faltando aí a UPPs do Bairro do Engenho Novo, por exemplo. Finalmente uma UPP na Zona Norte do Rio você pode  pensar, sim sim, mas pra você que é do Rio, Engenho Novo, esportivamente te remete direto a uma imagem não é ?. Pra você que não é ou que ainda não entendeu o que digo, estou me referindo ao Engenhão. Tido como o estádio mais moderno do Brasil, o mesmo também será usado tanto na Copa do Mundo quanto nas Olimpíadas. Agora pense comigo, UPP no Engenho Novo, próximo do Engenhão... Pois é... A galera que vai competir e ver os jogos nos Engenhão precisa se sentir segura não é mesmo ?

Mas aí você pode olhar e dizer que há uma UPP na Zona Oeste, a do Jardim Batan (agradeço mais uma vez ao comentário do leitor que me permitiu fazer essa correção, pois tinha confundido essa UPP com a do morro São João, que é a do Engenho Novo). Nisso não há como refutar, afinal está lá. Mas o que pouca gente sabe é que essa UPP foi criada em resposta ao assassinato de três policiais naquela área. É triste dizer, mas essa UPP foi um cala a boca do governo.

Então... O que eu quis dizer com tudo isso ?

Quis e quero dizer que o projeto de UPP nada mais é do que uma maquiagem no problema da segurança da cidade que se prepara para receber milhões de pessoas durante esta década e que não pode deixar uma impressão ruim em seus visitantes, ou pelo menos piorar as que eles já possuem. É triste dizer, mas UPP não foi feita pra pacificar a cidade, foi feita pra garantir segurança de gringo. Tanto é que a maior reclamação das comunidades que receberam a UPP é a de que elas não possuem um projeto social e que a primeira coisa que subiu depois que as UPPs foram instaladas não foi o Estado, mas sim caminhões de TVs por assinatura, de Provedores de Internet, de companhias de Luz....

Se o projeto da UPP fosse acompanhado de um projeto social tão grande quando foi esse projeto das UPPs, com certeza a cidade teria melhoras consideráveis e principalmente as comunidades que receberiam essas unidades. Mas, como o projeto é garantir a segurança e o bem-estar dos que vem de fora e não o nosso, infelizmente teremos que conviver com isso por um bom tempo... 

Posso até estar errado, mas será que haverá futuro para as UPPs pós Copa e Olimpíadas ?... Prefiro esperar, cético disso diga-se de passagem, para ver...

Ah, sim e antes que digam, não sou contra a realização dos eventos aqui, mas é meu papel de Geógrafo mostrar aqui a verdade sobre as coisas... É inegável que tanto a Copa do Mundo quanto as Olimpíadas trarão milhões de reais para cidade carioca. O que seria ótimo se esse dinheiro fosse revertido para melhorias na cidade e nas condições de vida de sua população, algo que sabemos que não será feito...

Mapa extraído de ig.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2011

2,6 BILHÕES de árvores já desapareceram da Amazônia

Desde sua ocupação (ou seria destruição?) a Amazônia Legal (parte da Amazônia contida em território brasileiro) já perdeu 2,6 bilhões de árvores. 

O número assusta e pode aumentar ainda mais com a aprovação do código florestal. As áreas que mais sofreram perdas correspondem ao chamado arco do desmatamento da Amazônia que compreende a parte leste da Amazônia (não confundir com o estado do Amazonas). Que é justamente os locais que são mais próximos dos centros mais dinâmicos do nosso país (Centro-Sul e Nordeste) e que se fazem áreas preferenciais justamente por essa proximidade (facilidade de escoar a produção para essas áreas), já que caminhando para os estados do Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre notamos que o próprio isolamento geográfico dificulta a exploração dessas áreas. Dificulta mas não impede.

Outro dado que chama atenção é a participação na concentração de carbono no solo a um metro da superfície, que se localizam mais em manguezais e em regiões de campinaranas, vegetação típica da Amazônia legal, contrariando o que antes era veículado em relação a responsabilidade maior dessa questão recair sobre a vegetação densa.

Contudo, os números não param de assustar e o desmatamento na Amazonia está ficando cada vez mais preocupante. O pior é que a tendência com a aprovação do código florestal é piorar cada vez mais. 


RIO - Desde o início do processo de ocupação da Amazônia por povos não indígenas, pelo menos 2,6 bilhões de árvores foram eliminadas, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal, divulgado nesta quarta-feira, 1. Quase metade dessa perda (1,2 bilhão de árvores) ocorreu no Estado do Pará. A área desmatada representa 15,3% da vegetação original do bioma.

Estima-se que em 2002, ano de referência do estudo, havia aproximadamente 45 bilhões de toneladas de carbono na vegetação remanescente da região (87,3% do estoque original). A pesquisadora Rosângela Garrido destaca que os maiores estoques de carbono no solo estão em áreas de manguezal e campinarana, ameaçadas por mudanças de regras de preservação previstas no Código Florestal aprovado na Câmara.

De acordo com o levantamento, na Amazônia Legal, a concentração de áreas com estas especificações de carbono no solo a um metro da superfície se localizam mais em manguezais e em regiões de campinaranas, vegetação típica da Amazônia legal. 'Isso foi uma surpresa, porque achávamos que a concentração de solos deste tipo ficariam mais sob uma densa vegetação, o que não foi o caso', acrescentou a técnica. Na região da Amazônia Legal, a média é de 95 toneladas de carbono por hectare, mas há localidades que possuem registros de 250 toneladas por hectare, de acordo com a especialista do IBGE.

Segundo Rosangela, as áreas de concentração de carbono no solo no País são no norte da Amazônia; centro sul de Roraima, e nos litorais do Pará e do Maranhão. A técnica explica que o dado é importante, tendo em vista que a preocupação com o desmatamento de áreas deste tipo que conduz à liberação, na atmosfera, do carbono sob o solo. 'É fundamental termos conhecimento de quais áreas estão sob esta classificação, ainda mais neste momento em que todos estão preocupados em reduzir a emissão de CO2 na atmosfera', avaliou.

Rosangela comentou ainda que a presença de carbono no solo a um metro da superfície é vantajoso para a agricultura brasileira, pois a presença de material orgânico no solo estimula o cultivo de culturas agrícolas. Além disso, a presença de carbono também ajuda a diminuir a erosão dos solos, de acordo com a pesquisadora.

As perdas de árvores estão concentradas no Leste (Pará, Maranhão e Tocantins) e no sul (Mato Grosso e Rondônia) da chamada Amazônia Legal. A pecuária aparece na publicação do IBGE como principal responsável pela alteração da cobertura original da terra, representando 51,7% da área desmatada. A vegetação secundária (que surge naturalmente após o abandono de áreas usadas pelo homem) correspondia a 32,1%, e a agricultura, a 15,2%.

A floresta amazônica é dividida em quatro tipos de formação: Florestas Ombrófilas Densa e Aberta, e Florestas Estacionais Semidecidual e Decidual. A Semidecidual, concentrada nos Estados do Maranhão e de Mato Grosso, no chamado arco do desmatamento, foi a mais afetada proporcionalmente entre os quatro tipos de vegetação primária: teve 27,2% de sua área original modificada pelo homem, o que a coloca na situação de mais ameaçada.

As florestas estacionais, que fazem a transição entre as ombrófilas e o Cerrado, são as formações com menor superfície: ocorrem em 5,4% da região. O IBGE destaca que 'qualquer programa de proteção da diversidade de florestas da Amazônia deve dedicar especial atenção às florestas estacionais, especialmente quando estão em áreas de expansão da atividade agrossilvipastoril'.

Em termos absolutos, a devastação está concentrada na Ombrófila Densa: 60% das árvores eliminadas ocorriam lá. A maior perda foi registrada no Pará (1,2 bilhão de árvores), seguido por Maranhão (584 milhões), Mato Grosso (281 milhões) e Rondônia (214 milhões). Das 17,6 bilhões de árvores remanescentes em 2002, a maior concentração estava no Amazonas (7,4 bilhões), seguido por Pará (5,2 bilhões) e Mato Grosso (1,7 bilhão).

Cerca de 45% de toda a água subterrânea potável do País está concentrada na Amazônia Legal, indica o IBGE. As maiores áreas de aquíferos porosos estão no Amazonas, em Mato Grosso e no Pará. De todo o território da Amazônia Legal, 12% está sujeito a inundações, inclusive áreas urbanas como Parintins, aponta o capítulo sobre relevo. O IBGE cita os campos de petróleo e gás de Urucu, no Amazonas, ao destacar o potencial para exploração de combustíveis fósseis do subsolo da região, formado predominantemente por rochas sedimentares.

A Amazônia Legal ocupa 5.016.136,3 km2, que correspondem a 59% do território nacional. Nela vivem em torno de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e Goiás (0,8%). Além de conter 20% do bioma Cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável, informa o IBGE.

Extraído de msn.com.br

Além do Pará outros Estados também tem propostas de divisão

Se antes era só o estado do Pará que tinha chegado a mídia com sua proposta de divisão, vemos agora que outros estados também resolveram embarcar na onda e agora Amazonas, Maranhão, Piauí, Bahia e Mato Grosso também possuem propostas para divisões de suas federações. 
Os motivos, muito provavelmente, são os mesmos que explicitei em post anterior sobre o Estado do Pará e mostra que cada vez mais as elites estão ganhando força política para esquartejarem o nosso país a seu bel-prazer. 

Enquanto continuarmos com o Estado a serviço do capitalismo e não do cidadão, ainda penaremos muito e veremos muitas decisões equivocadas como essa ganharem força para atender cada vez mais a elite e prejudicar cada vez mais a população.

Lamentável...

(Se o vídeo ficar muito tempo com a tela preta carregando, não precisa aguardar... É só dar play que ele será exibido normalmente)




Extraído de globovideo.com

domingo, 29 de maio de 2011

Trabalho escravo: Números e tentativas de solucionar essa questão

Volta e meia, como na reportagem abaixo, se publicam dados sobre o trabalho escravo, ainda existente em nosso país. Herança maldita que nem deveria ter sido instituída, seja aqui ou em qualquer lugar, essa prática ainda se faz presente em atividades industriais e de agricultura onde pessoas, devido a sua condição de instrução ou legal (imigrantes ilegais) se submetem a condições precárias de trabalho como jornadas de trabalho de mais de 12 horas e salários irrisórios. 
Por conta disso, a expectativa de vida dos que se submetem a esse tipo de trabalho tende a ser pequena, tamanha exploração a qual passam nesses serviços. 
O governo até tem se mexido para acabar com esse tipo de exploração em âmbito nacional, mas acaba tampando o sol com a peneira. O que ocorre é que o governo apenas liberta os trabalhadores dessas condições, mas não oferece nenhum tipo de capacitação a esse trabalhador que acaba voltando a esse tipo de situação.
Outro problema que essa questão atravessa é a forma como muitas vezes essa questão é noticiada pelos jornais. 
Recentemente, trabalhadores da construção da hidrelétrica de Jirau protestaram contra as condições de trabalho pelas quais passavam: truculência dos seguranças, moradia precária, comida ruim, etc. através de protestos e da paralisação das obras. Contudo, foram taxados pelos meios de comunicação como baderneiros e destruidores, tendo sempre suas reivindicações lidas em tom de puro desdém, como se o que eles recebessem já estivesse de bom tamanho. 
E, as condições precárias, que deveriam ser mostradas e denunciadas, ficaram em último plano.
A questão é delicada e precisa ser erradicada de vez. Já passou da hora de varremos do mapa essa prática lamentável, mas de forma eficaz que é através da capacitação da mão de obra via educação de qualidade e todo o aparato necessário para que ela se realize: comida, condições de habitação satisfatórias, saneamento, professores qualificados... Enfim... Ainda há um longo caminho pela frente, mas que precisa ser trilhado com urgência.

Brasil ainda tem cerca de 20 mil trabalhadores que atuam em condição análoga à escravidão e os atuais métodos de combate à prática criminosa ainda não são suficientes para zerar a conta.
Quem admite a situação é o Ministério Público do Trabalho (MPT) que lançou nesta quinta-feira 27 uma campanha nacional para sensibilizar a sociedade desse problema que persiste mais de um século depois do fim da escravidão no país. A campanha busca atingir empresários, sociedade e trabalhadores por meio de propagandas de TV, rádio e uma cartilha explicativa.
A ideia é mostrar que o trabalho escravo não se configura apenas pela situação em que o trabalhador está preso em alguma propriedade no interior, sem comunicação. “A legislação penal brasileira mudou em 2003 e incluiu condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas como situações de trabalho escravo. O trabalho escravo não é só o que tem cerceio de liberdade, pode ser psicológico, moral”, explica Débora Tito Farias, coordenadora nacional de erradicação do trabalho escravo do MPT.
Essa mudança na percepção está levando os órgãos fiscalizadores a encontrar novas situações de trabalho degradante também no meio urbano, como em confecções e na construção civil. A campanha pretende ajudar a sociedade a identificar e denunciar essas práticas. “A pressão social hoje é um fator muito importante em qualquer tipo de campanha. É importante que a sociedade perceba que a comida, o vestido pode ter um componente de trabalho escravo”, afirma o procurador-geral do Trabalho, Otávio Lopes.
Segundo o procurador, a compra de produtos que respeitem a dignidade humana deve ser vista da mesma forma que já ocorre com produtos orgânicos e com a preservação da natureza. Atualmente, uma lista do Ministério do Trabalho detalha os empregadores que submeteram trabalhadores à condição análoga a de escravo. Mais conhecida como lista suja do trabalho, a publicação tem hoje 210 empregadores listados.
Lopes afirma que o principal problema para zerar o trabalho escravo no Brasil é a reincidência, uma vez que muitos trabalhadores resgatados e não qualificados acabam voltando para a situação que tinham antes. “Quando tiramos aquela pessoa da situação de trabalho e não damos uma alternativa de qualificação, não estamos ajudando, estamos enganando.”
De acordo com o MPT, as parcerias para qualificação do trabalhador estão sendo firmadas com administrações estaduais e locais, de acordo com a necessidade econômica de cada região.  


Extraído de cartapital.com.br