sexta-feira, 12 de agosto de 2011

China comendo os EUA pelas beiradas...

Desde o fim dos anos 90 e com mais força nos anos 2000 a China vem dando mostras claras de ser a sucessora dos EUA como primeira economia mundial. 

Com a crise que os EUA vivem desde 2008 esse cenário vem ganhando cada vez mais contornos a longo prazo e já se anuncia como possível em um futuro bem mais próximo do que imaginamos.

O novo fato agora que permite a China mais uma vez ir "comendo os EUA pelas beiradas" é a pressão exercida pelos chineses, donos de grande parte de títulos da dívida pública norte- americana, em cima dos EUA por garantias em virtude da posse desses títulos, afinal de contas eles querem receber retorno desse dinheiro investido comprando as dívidas do país. Apesar da pressão exercida não ser considerada significante a ponto de incomodar os EUA, já mostra que a China vem dando passos concretos na sucessão da hegemonia econômica mundial.

Fato que não se mostra só neste exemplo mas com uma outra tentativa bem ousada dos chineses: a de propor uma moeda alternativa para as trocas comerciais além do Dólar. A curto prazo isso seria impossível pois a maioria esmagadora dos contratos mundiais estabelecidos são fechados em Dólar, mas ao que parece a China pretende levar este projeto a frente propondo claro que a sua moeda o Yuan, seja a tal alternativa ao Dólar. 

Isso se mostra na autorização do governo chinês de que fechamentos de acordos de importação e exportação sejam pagos em Yuan, movimentando assim bilhões em moeda chinesa fortalecendo a mesma e buscando assim, a longo prazo, a sua utilização como alternativa ao Dólar e, futuramente, substituição do Dólar por ela como moeda internacional.  

Mais um vez vemos a China dando provas de que as "rédias da economia mundial" ficarão sob seu controle e os EUA dando cada vez mais sinais de que a hora de passar o bastão se aproxima.

Dona de 1,2 trilhão de dólares em títulos da dívida pública americana, a China, maior credora do país, exigiu garantias para seus ativos após o rebaixamento da nota de risco dos EUA pela agência Standard and Poor´s, na última semana. Porém, o governo de Pequim ainda não sinalizou com uma mudança na política de investimento na maior economia do mundo.
“Não há abalo para a China porque são reservas e a oscilação moderada não chega a ser um problema”, afirma o doutor em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Augusto Estrella Faria, sobre possíveis prejuízos da potência asiática com os papéis americanos. Ele ainda completa que a medida “foi um jogo político da agência para mostrar que é independente. Tanto é que não foi seguida pelas outras”.

Porém, para um outro doutor em economia e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Antonio Carlos Diegues, o governo de Pequim não avalia apenas o risco da dívida dos EUA para investir no país. “A China compra esses títulos por razões mais políticas do que econômicas”, aponta.  “Essa atitude faz parte de um projeto de aproximação iniciado nos anos 70, quando os EUA ofereceram seu mercado consumidor à China, para que o país se afastasse da União Soviética”.
Esse movimento consolidou a relação entre as duas nações nas décadas seguintes. De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio de 2009, os EUA são o segundo maior importador da China, além de possuírem inúmeras unidades de suas empresas no país – entre elas, gigantes como a Apple -, em busca de lucros maiores devido à produção mais barata na região. “Essa relação é boa para ambos, pois a China ganha exportando para os EUA, que por sua vez recebe produtos mais baratos. Logo, isso influência a China a investir o excesso de seu superávit nos títulos da dívida americana”, diz Diegues.
Além disso, as reservas chinesas em dólar dão ao país asiático mais influência e capacidade de pressionar os EUA, como aconteceu durante as negociações da elevação do teto da dívida americana. “Ter dólares é sinônimo de poder e permite um melhor tratamento por parte dos americanos”. Opinião também defendida pela doutora em economia e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Luciana Acioly. “A China ganha voz e isso é muito importante para um país emergente”.
Porém, a economista alerta que esse maior alcance chinês não é suficiente para colocar o país em condições de fazer demandas mais efetivas aos americanos. “Seu discurso pode até ser levado em consideração, mas não tem força para interferir diretamente na economia dos EUA”.
Nesse cenário, desde o início dos anos 2000, a China procura também aumentar sua presença em outros países, variando investimentos. “O governo foi para a Oceania rivalizar com os japoneses e a Austrália, além de realizar negócios com empresas e comprar minério na América Latina”, explica Acioly. “Essa tática faz parte da política chinesa Going Global, na qual o país lança suas empresas em outros países”.
Outra recente abordagem chinesa é a reaproximação de seus vizinhos, com os quais procura estabelecer relações comerciais mais amplas, uma vez que os prognósticos de recuperação de Europa e EUA não são animadores.
Moeda
Após as turbulentas negociações da elevação do teto da dívida pública nos EUA,  a China afirmou que o dólar não é mais confiável para a realização de transações econômicas internacionais e pediu a adoção de uma moeda alternativa. “Gostemos ou não, o dólar ainda não tem substituto. Mais de 70% dos contratos internacionais usam a moeda como referência”, afirma Acioly.
Porém, desde 2009, a China tenta fortalecer sua moeda no cenário internacional com um programa que permite a algumas empresas pagar importações e exportações em yuan. Segundo o banco UBS Securities, 55 bilhões de dólares em contratos foram firmados com a moeda chinesa como referência no primeiro trimestre de 2011. “É uma tentativa de tornar o yuan mais forte e colocá-lo como um possível substituto ao dólar, mas ainda estamos muito distantes disso”, conclui.


Extraído de cartacapital.com.br

Memórias do Muro de Berlim

Tido como um dos marcos da Guerra Fria, o Muro de Berlim sobre atualmente com o risco de desaparecer por completo da Alemanha. 

O Muro foi feito por soviéticos e americanos para dividir a Alemanha em dois, impedindo que os que ficaram do lado Oriental do Muro (soviético) passassem para o lado Ocidental (norte-americano) e vice-versa separando diversas famílias que ficaram por anos sem se ver. 

Sua queda em 1989 representou um dos marcos do fim da Guerra fria que culminou com o fim da União Soviética em 1991. A destruição do muro em 1989 foi televisionada e representou alívio para os alemães que o destruíram temendo que o mesmo pudesse retornar a qualquer momento, mesmo com sua destruição.

Atualmente só restaram poucos quilômetros do muro que possuía dezenas e dezenas de quilômetros e mesmo assim os poucos fragmentos do muro que resistiram ao tempo se veem ameaçados pela depredação ao longo do tempo e pelo pouco cuidado que tiveram com ele ao longo do tempo. 

Não que seja motivo de orgulho manter preservado um monumento como esse, mas é importante sua manutenção para que não esqueçamos o porque de um dia aquele muro ter sido erguido e lembrarmos de não repetir este feito, mesmo que alguns ainda tentem e reproduzi-lo como o tão falado muro que divide palestinos e israelenses...   

Segue abaixo um vídeo que mostra como está a situação atual do Muro de Berlim e como este marco da história se mostra mal conservado ao longo dos anos... 


Clique aqui e assista o vídeo


Vídeo extraído de msn.com.br

Considerações sobre os protestos na Inglaterra

Há um tempo, temos acompanhado protestos na Inglaterra por parte de jovens que desejam  melhoras em sua situação visto tanto o alto desemprego ao qual são acometidos quanto a situação de preconceito e degradação que vivem. Embutido nisso há também a questão das disparidades sociais. Londres é uma das cidades em que essas disparidades mais se fazem presentes e o abismo social é maior.

Contudo, certos meios de comunicação (na verdade um só acaba se destacando por fazer isso com mais veemência e é aquele mesmo no qual você está pensando) têm veiculado tanto notícias quanto vídeos em que esse protesto realizado pelos jovens são distorcidos e acabam parecendo apenas ataques de vandalismo e violência gratuita, sem sentido. 

Pra variar essa distorção feita por eles não é de se espantar, eles sempre fazem isso. Contudo a parte boa dessa história é que a verdade volta e meia sempre acaba aparecendo, melhor ainda é quando ela aparece justamente onde se divulga a notícia distorcida. 

Para entender realmente quem são os jovens e o pelo que VERDADEIRAMENTE lutam na Inglaterra segue o vídeo abaixo no qual um sociólogo explica de forma elucidativa, embora seja interpelado diversas vezes para reforçar a ideia de que os jovens são baderneiros, revoltados ou até mesmo desocupado, a verdadeira causa dos protestos na Inglaterra. Vale a pena conferir. 





Vídeo extraído de youtube.com.br




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Imperialismo brasileiro na América do Sul

Nós brasileiros sempre vivemos acusando os EUA de serem imperialistas e de quererem mandar aqui na América do Sul a seu bel prazer. Contudo, ao longo dos anos acabamos nos tornando idênticos a eles em relação a América do Sul. 
O que antes era "justificado" como assumir um papel de liderança na América do Sul para impedir uma invasão americana, se mostra cada vez mais como uma intenção do nosso país de ser cada vez mais como o Tio San. 
Prova disso está na matéria abaixo onde o governo brasileiro tenta implementar a construção de hidrelétricas em países vizinhos para nutrir sua própria demanda por energia, mas deixando os custos desse encargo para os países, no caso o Peru e a Bolívia. 
Apesar da resistência de ambos os países, pode ser que eu esteja enganado, mas acho que mais cedo ou mais tarde esses projetos passarão e o nosso país mostrará sua face imperialista mais uma vez. 
Não sou contra o desenvolvimento do nosso país, sou contra esse desenvolvimento se dar as custas de outros quando deveria se dar em conjunto com outros. É nítido que essas usinas tenderão a desenvolver muito mais o Brasil do que os páises onde elas serão construídas prejudicando assim os mesmos. 
 Passamos o tempo todo recriminando o jeito de agir dos EUA por conta do seu imperialismo e agora estamos fazendo exatamente o mesmo que eles... 


São Paulo – Militantes e especialistas rejeitam a possibilidade de que hidrelétricas construídas na Amazônia boliviana sirvam ao abastecimento da indústria do Brasil. Um seminário realizado este mês em Cochabamba, na região central boliviana, emitiu a conclusão de que o governo de Evo Morales não deve levar adiante a construção de usinas no meio da floresta.

O principal alvo de críticas é Cachuela Esperanza, próxima ao estado brasileiro de Rondônia. A hidrelétrica terá potencial de geração de 990 megawatts, afetando uma superfície de 690 quilômetros quadrados. Estima-se que os efeitos serão a perda de parte da biodiversidade com a alteração no fluxo e no curso do rio Madeira. Os impactos sociais são o deslocamento de populações originárias e a perda de terras agricultáveis.

“Os projetos sobre o Rio Madeira são muito caros. Precisa-se grandes investimentos, e são grandes projetos para fomentar o desenvolvimento industrial do Brasil”, afirmou Enrique Gómez, especialista em eletricidade. “Com os preços atuais do gás, o mais rentável e econômico é a termeletricidade.”

A acusação é de que a energia gerada pela hidrelétrica será transferida ao país vizinho a um pagamento baixo em troca de um custo socioambiental muito alto. É aventada a possibilidade de que a Bolívia use boa parte desta energia para consumo interno, utilizando menos as termelétricas e, por consequência, tendo maior excedente de gás para a exportação a Brasil e Argentina.

Outra queixa diz respeito ao fato de a Bolívia desembolsar os US$ 2 bilhões previstos para a construção. Como o financiamento será feito pelo BNDES, uma grande empreiteira brasileira será contratada para conduzir os trabalhos.

Guilherme Carvalho, representante da Federação das Organização para Assistência Social e Educacional (FASE) de Belém, no Pará, afirmou em Cochabamba que os projetos voltados à integração sul-americana são, na verdade, uma maneira de garantir o crescimento econômico brasileiro e o benefício de suas empresas. “O Brasil tem uma estratégia muito clara, que é de transformar empresas brasileiras em multinacionais, então há todo um conjunto de medidas que são implementadas pelo governo brasileiro.”

A desconfiança no departamento de Beni, vizinho a Rondônia, começou ainda quando do início das obras de Jirau e Santo Antônio, próximas a Porto Velho. Organizações não governamentais e comunidades indígenas temiam que a mudança na vazão do Rio Madeira pudesse lhes prejudicar, provocando inclusive o alagamento de terras do outro lado da fronteira.

Já os projetos brasileiros estão em foco desde que nasceu a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americano (IIRSA), durante a 1ª Cúpula de Presidentes, que teve lugar em Brasília no ano 2000. São diversos projetos com financiamento de bancos regionais ou do BNDES para a construção de estradas, pontes e hidrelétricas em toda a região. Alguns pesquisadores consideram que a finalidade da IIRSA é abrir todos os caminhos possíveis para facilitar a exportação brasileira e a expansão de seu mercado.

Outro vizinho

 

O Peru cancelou este mês as concessões para a construção da hidrelétrica de Inambari, outra que abasteceria majoritariamente o mercado brasileiro. O governo apresentou a justificativa de que é preciso fazer uma consulta prévia à população local, medida determinada pela convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com capacidade instalada de 2 gigawatts, metade do consumo anual peruano, e investimento de R$ 4 bilhões, a usina ficaria a 300 quilômetros da fronteira com o Brasil e seria tocada por OAS, Eletrobrás e Furnas. Seria a primeira de cinco hidrelétricas que o país planeja implementar no vizinho, mas a chegada de Ollanta Humala ao governo deve tornar mais rigoroso o processo de discussão.

Extraído de cartacapital.com.br

Calote à la Grega

Desde a crise americana da bolha especulativa de 2008, que alguns acreditam ser pior que a de 1929, diversos países foram acometidos pelos ecos da mesma, e com a Grécia não foi diferente. 
Talvez um dos países que mais tenha sofrido com a crise, que também tem sua parcela de culpa lá atrás nas olimpíadas de Atenas, a Grécia vive uma crise que parece ter entrado numa espiral sem fim. 
O déficit público só aumenta e a saída foi recorrer ao Banco Mundial e ao FMI para obter empréstimos para tentar se reerguer. Contudo estes empréstimos só virão sob concessões que o governo grego terá de fazer (Já vi esse filme antes... Pra ser mais exato no início dos anos 90 e na América Latina com o neoliberalismo) incluindo redução dos gastos públicos (pode-se ler demissão e redução dos investimentos público em setores essenciais como saúde e educação no meio disso). 
Entretanto alguns apontam que uma solução para a Grécia sair dessa crise é fazer o mesmo que a Argentina fez no início dos anos 2000: decretar a moratória. No caso argentino o calote até que deu certo, mas não bastou somente isso para reerguer o país. 
Atrelado a esta saída estava também a medida de desvincular o câmbio da moeda nacional com o Dólar, causando assim ma desvalorização da moeda permitindo assim o país argentino a se reerguer da crise. 
Contudo em comparação com a situação grega o caso se complica ainda mais. Se copiarem os moldes argentinos além do calote, que em si não resolveria, o governo grego teria que abandonar o euro e voltar a sua moeda antiga, o Dracma. Contudo, ao fazer isso o governo arcaria com prejuízo econômico e político ainda maiores, pois todos os acordo feitos na Grécia são feitos em Euro e até serem todas as correções monetárias ao Dracma a economia grega congelaria por meses, piorando ainda mais a situação do país.
Pelo que parece, a única saída grega para essa situação deve ser mesmo a reestruturação de sua economia via cartilha do FMI e do Banco Mundial que afetarão principalmente a população grega. O governo grego está acuado e parece não ter outra saída, infelizmente.


Assumir uma moratória foi a saída encontrada pela Argentina para recuperar o crescimento em meio à crise de dívida. A situação grega, no entanto, é mais complexa, e o país não tem opções.

“A Grécia pode passar por uma crise bem mais profunda que a Argentina”, diz o economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman.

O governo da Grécia conseguiu sobreviver ao Parlamento esta semana, em votação apertada. Com a vitória, aumentam as chances de que o primeiro ministro, George Papandreou, aprove as medidas de austeridade exigidas pelas autoridades europeias.

Pressionado pelo peso de suas dívidas, o país depende dos empréstimos da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O PIB da Grécia recuou 4,5% em 2010, e deve cair mais 3% este ano.

A situação vivida pela Argentina é muito parecida com o caso grego. Pressionada por um alto endividamento e com sua moeda atrelada ao dólar, o país entrou em recessão no fim da década de 90.

Após assumir a moratória, em dezembro de 2001, amargou uma retração de 11% em sua economia. Contudo, nos anos seguintes, a recuperação foi rápida. Segundo Schwartsman, uma das principais diferenças é que o governo da Grécia mantém uma pior situação fiscal.

“Mesmo em 2001, no auge da recessão, o governo nacional argentino ainda apresentava um modesto superávit primário, da ordem de 0,5% do PIB. Ou seja, no momento em que parou de pagar a dívida o governo ainda tinha acesso a um fluxo de recursos suficiente para pagar suas demais despesas.”

Esse não é o caso da Grécia. Em 2010, o déficit público atingiu 10,4% do PIB, e o FMI exige que a cifra se reduza a 7,5% do PIB este ano.

“Se a Grécia parar de pagar a dívida, teria, em tese, que tomar recursos emprestados para pagar as outras despesas. Quem, porém, irá emprestar a um governo que acaba de anunciar não ter condições de honrar sua dívida?”

O alto déficit fiscal não é a única dificuldade grega. Na Argentina, após o calote das dívidas, o câmbio foi desvalorizado e o comércio exterior reanimou a economia.

“Basicamente o que impulsionou a recuperação foi a desvalorização do câmbio”, explica o argentino Osvaldo Cado, economista da gestora de recursos QFD (Quantitative Financial Developments).

“A recuperação da Argentina arrancou via exportações, através da melhora significativa da rentabilidade dos setores de commodities e derivados, e pequenas e médias empresas”, diz.

Já para Grécia, desvalorizar o câmbio implicaria sair da Zona do Euro e reestabelecer o dracma, sua moeda anterior. Assim, apenas um calote não garantiria o crescimento nos próximos anos.

Schwartsman explica que, se houver a moratória e a moeda comum for mantida, o efeito negativo nos preços e salários minaria a retomada do crescimento.

“Se a Grécia não pagar sua dívida, mas decidir continuar na área do euro, a depreciação da taxa de câmbio continuará ocorrendo pela deflação, com reflexos negativos sobre crescimento”, diz.

Por outro lado, a saída do euro teria outros custos políticos e econômicos. “O que ocorre com os bancos, contratos, estas questões podem paralisar a economia por meses a fio”, explica.

“Uma saída para a Grécia seria que os países centrais, como Alemanha e França, assumam esses problema e comecem a emitir euros para financiar os países endividados, sem juros”, diz Cado. Mesmo assim, o economista diz que a renegociação das dívidas seria necessária, além de um ajuste gradual do gasto público.

“A alternativa a isso seria uma saída desordenada”, diz. Para Cado, sem a ajuda da Europa, a Grécia terá que abandonar o euro, e decretar uma moratória completa da dívida pública e privada. Entretanto, os países centrais da Zona do Euro não dão sinais de que vão assumir o peso da dívida grega.

Também para Schwartsman, a reestruturação da dívida é certa. ”Não se trata de ser a melhor alternativa, simplesmente porque não hã outra”, resume.

“Eu tendo a acreditar que a reestruturação passa também pela saída da área do euro, mas tenho menos convicção a respeito disso do que acerca da reestruturação em si”.

Extráido de cartacapital.com.br