quinta-feira, 31 de julho de 2014

Da energia nuclear para a energia solar: uma mudança possível?

Com essa onda da sustentabilidade e da busca cada vez maior por formas de produção que não agridam ou causem impactos reduzidos ao meio ambiente, podemos citar a energia solar que pode ser uma das alternativas para substituir a energia nuclear, por exemplo. 

Apesar de alguns defenderem que a energia nuclear também é limpa, há diversas controvérsias em relação a isso. A primeira delas diz respeito ao lixo radioativo produzido pelas usinas nucleares que não possuem outro destino a não ser a armazenagem, o problema disso é o "até quando" e o "quanto" de lixo tóxico se suportaria armazenar sem oferecer algum tipo de risco à saúde e ao meio ambiente. Outra questão já aponta para acidentes aos quais essas usinas estão expostas que podem variar desde falha humana a uma catástrofe natural, que pode causar prejuízos incalculáveis não só ao meio ambiente, mas também a vida. 

A energia solar se apresenta como uma das alternativas a esse tipo de energia que, aliás, vem sendo condenada ao redor do mundo, mas tem eco substancial na Nova Zelândia que já chegou até a fazer os EUA assinarem um acordo para que navios nucleares não passem em domínios neozelandeses e até mesmo que testes nucleares deixem de ser feitos na região. Na contramão do movimento, países como a França e o Japão, que possuem extrema dependência desse tipo de energia, fazem o que podem para continuar a manter esse tipo de energia, pelo menos até uma ou várias outras serem capazes de substituir perfeitamente a produção nuclear energética por eles realizada. 

E é exatamente aí que um dos problemas reside. Apesar de diversos tipos de energia limpa, como a eólica e até mesmo a solar, já terem sido criadas, as mesmas ainda não produzem energia suficiente para sustentar países como o Japão e a França,  por exemplo, principalmente porque esse tipo de energia ainda não é produzida em escala industrial e, também, porque depende de fatores climáticos, no caso dos tipos de energia supracitados. 

O ideal então seria a substituição gradativa para as energias limpas, respeitando, claro, as demandas energéticas de cada país, bem como suas especificidades físicas e climáticas, buscando conciliar as melhores fontes de energia limpa para cada lugar. Algo que seria praticamente utópico quando nos deparamos com as grandes empresas produtoras das atuais matrizes energéticas, com a falta de vontade política, influenciada notadamente pelo exemplo anterior, associado ainda a falta de incentivo a produção das energias alternativas em escala industrial, como a confecção de painéis solares em escala industrial, por exemplo.

Enquanto esse ideal de mundo encantado não ocorre, vamos comemorando pequenas vitórias como o fato da energia eólica já responder por alguma porcentagem da energia produzida em nosso país, com estimativas de se chegar a 20% com a produção de novos parques eólicos, principalmente no Nordeste do país, aproveitando os ventos alísios; ou até mesmo estudos na costa brasileira para descobrir a melhor região da costa para a produção de energia maremotriz; como também investimentos em energia solar em nosso país onde já até fora criado o primeiro condomínio que funciona totalmente a base de energia solar e que ainda exporta luz para a vizinhança. 

Torçamos então para que esses projetos se multipliquem e que a utilização da energia limpa cresça cada vez mais no planeta. As nossas gerações, presentes e futuras, agradecem... 


Reunião dos BRICS, o que esperar?

Ocorreu em nosso país, recentemente, uma reunião entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - sigla em inglês) "bloco" que reúne países emergentes de considerável projeção em seus continentes, o que igualmente vale para suas extensões territoriais, mesmo no caso da África do Sul.

Essa reunião serviu para estreitar laços entre os membros do grupo, onde, no caso brasileiro, laços com a China e a Rússia, que já eram próximos, aumentaram ainda mais, bem como criou-se uma proximidade maior com a Índia e a África do Sul através de acordos bilaterais assinados entre os países do grupo. 

Chama também a atenção a criação de um banco por parte dos países membros que pode ser uma alternativa ao FMI, que ajudará os países no financiamento de projetos ou em caso de crise entre os membros do grupo.

Também pode ser, em menor escala, uma sinalização para uma dependência menor dos Estados Unidos, já que incentiva trocas comerciais maiores entre os países membros; atitude essa que pode até encontrar respaldo aqui no Brasil, cujo maior parceiro comercial se tornou a China que tomou esse posto exatamente dos EUA. Contudo, isso não significa um descarte aos EUA, mas apenas uma singela diminuição de dependência em relação a ele (mera hipótese). 

Para a Rússia, pode até ser que seja uma pequena gota de alívio num oceano de sanções que o país vem sofrendo, liderado pelos EUA e pela UE pelo apoio que tem dado aos separatistas na Ucrânia. 

Para a China é mais uma oportunidade de expandir suas parcerias comerciais e ampliar as já estabelecidas; o mesmo vale para a Índia e África do Sul. 

O futuro dessa parceira entre os países parece prometer bons frutos para os envolvidos, mas os desembaraços desse "bloco" e como ele caminhará ainda são desconhecidos... Vamos observar para ver o que acontecerá... 

Com informações da Carta Capital

quinta-feira, 24 de julho de 2014

IDH brasileiro aumentou e nossa posição melhora no ranking

Saiu o IDH 2014 e o nosso país saiu do 85º lugar para o 79º em uma lista de 187 países. 

o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é calculado pela ONU e serve como "base" para medir a "qualidade de vida" dos países sem se apoiar exclusivamente no aspecto econômico. Entre outros fatores o IDH leva em conta o PIB do país, a expectativa de vida, taxa de analfabetismo, distribuição de renda, etc. 

Nosso país melhorou no ranking por dois motivos. O primeiro deles diz respeito a uma atualização da base de dados para calcular o IDH. Por padrão, a ONU se utilizava dos dados de 2005 de todos os países por alegar que nem todos tinham condições de atualizar seus dados com certa frequência; mas por reivindicação, em especial, dos países emergentes, os dados utilizados foram mais recentes. O segundo motivo pelo qual nossa posição subiu foi a melhora na educação do nosso país; mesmo que ela esteja longe do seu ideal, algumas melhoras foram feitas se comparadas a anos anteriores; tanto que o IDEB vem apresentando melhoras a cada ano, mas, repito, ainda estamos longe do ideal. 

Um dos fatores que contam para o IDH, a distribuição de renda ainda (no Brasil), ainda é uma das piores, o que impede de galgarmos posições maiores no ranking do IDH. Ainda sobre a lista, a cada vez que é lançada, a ONU dá um enfoque principal. O deste ano refere-se a medidas que os países estão tomando para que pessoas saídas da linha da pobreza não retornem a ela. O programa brasileiro "bolsa família" foi citado no texto por garantir a "resiliência" contra a pobreza. 


Com informações da Carta Capital

Cinema, Pipoca e Geografia! - Domínio Público

Hoje, o filme abordado na verdade é um documentário que mostra o que mudou entre os anos de 2011 a 2014 no Rio de Janeiro por conta dos Megaeventos que vieram para a cidade, Copa do Mundo, e dos que virão para a cidade, como as Olimpíadas. 

Apesar da opinião de cada um acerca da questão, acredito que ele valha como instrumento de reflexão, mostrando uma visão que costumeiramente é esquecida e sequer consultada. 

Vale muito a pena conferir! 



sexta-feira, 18 de julho de 2014

PEC do Trabalho Escravo: Um passo pra frente e possíveis dois passos pra trás...

Depois de anos engavetada a PEC do trabalho escravo finalmente saiu da gaveta e foi votada. 

O Senado Federal aprovou emenda constitucional que destina propriedades onde for encontrado trabalho escravo à reforma agrária ou a programas habitacionais. Finalmente uma reivindicação antiga dos movimentos sociais saiu do papel e foi votada, mas esse grande avanço pode ser acompanhado de um retrocesso tão grande quanto. 

Apesar da emenda constitucional se aprovada, parlamentares agora se debruçam sobre duas questões que podem "afrouxar" a PEC. A primeira delas diz respeito a definição de trabalho escravo, já a segunda se refere ao modo como as terras em que se encontrarem casos de trabalho escravo serão levadas à reforma agrária ou à programas habitacionais. 

A lei atual, redigida em 2003, estabelece que o trabalho análogo à escravidão acontece quando o trabalhador não consegue sair do emprego, é forçado a trabalhar contra sua vontade, é sujeito a condições desumanas ou é obrigado a trabalhar tão intensamente que põe sua vida em risco.

Já a nova definição proposta diz que só é considerado trabalho escravo quando o empregado é forçado a trabalhar sob ameaça de punição ou com restrição da liberdade pessoal.

Como se percebe há uma clara "frouxidão" na segunda definição que é muito mais permissível a brechas e interpretações do que a primeira, que se mostra como uma definição mais "fechada" do que seria trabalho escravo. Isso pode permitir que proprietários de terra que seriam facilmente encaixados na primeira definição, consigam sair ilesos de possíveis acusações tamanha a abertura da segunda definição. (A bancada ruralista vibra...)

Como se isso não fosse pouco, o projeto só foi aprovado  porque também incluíram a as palavras “na forma de lei” ao final da emenda. Desta forma, terras só poderão ser desapropriadas depois que uma lei específica for aprovada para tratar deste assunto. 

Isso significa que as terras, que antes poderiam ser diretamente revertidas à reforma agrária ou à projetos habitacionais, agora só poderão chegar a isto, SE e SOMENTE SE existir uma lei que assim determine. O problema deste ponto, que parece simples de ser resolvido, é que os senadores pediram um tempo para que a lei seja discutida (emperrada ou até mesmo engavetada) e assim formulá-la de uma maneira que acham justa. Com isso, se alguma terra for apreendida por acusação de trabalho escravo, ela não poderá ser destinada aos fins supracitados pois a lei que assim determinaria ainda não foi promulgada. (E, cá entre nós, mesmo que isso aconteça, fatalmente essa leia terá mais brechas do que um queijo suíço e permitirá desde o proprietário condenado conseguir reaver sua terra, até o "arrastamento" do processo, onde a propriedade pode ficar anos sem conhecer seu destino final). 

Então, o que seria um largo avanço para o nosso país em termos de combate ao trabalho escravo, pode se mostrar como uma manutenção da dita modernização conservadora que age sobre o campo maquiada sob um pseudo avanço. Os movimentos sociais e outras entidades brigam para que isso não ocorra e assim essa PEC realmente cumpra o seu papel, afinal de contas foram 15 anos de espera que não podem simplesmente ser ignorados sob a vontade de uma meia dúzia de interesseiros que tem o claro objetivo de manter as coisas como estão...

Com informações da Carta Capital