terça-feira, 7 de agosto de 2018

Alguns pontos sobre a Copa que podem estar no seu vestibular (2)

Continuando o post da semana passada, falaremos sobre outros assuntos que acreditamos permearem os vestibulares desse ano relacionados a última Copa do Mundo, vamos a eles:


A questão da leis intolerantes russas


Este tema pode não ser abordado pelo viés de nossa disciplina, mas sim por outras como Sociologia e Filosofia. Contudo, acreditamos que a nossa disciplina, em parte, também pode abordar o tema das leis de intolerância russa. 

No país que sediou a Copa há leis contra demonstrações homoafetivas, pois, segundo as leis russas, "ferem os direitos familiares e são consideradas mal exemplo aos jovens". Diante deste cenário, ficaram famosas fotos de um grupo de pessoas que conseguiram protestar em solo russo de uma maneira bem elaborada. 

O grupo se reunia com roupas que, juntas, formam a bandeira LGBT e, assim, ao andarem juntos, seriam uma espécie de representação viva da bandeira e, porque não, da causa LGBT. 


Imagem relacionada
Foto: thehiddenflag.org


O grupo inclusive criou um site que divulga a causa e outras fotos como a que reproduzimos aqui podem ser vistas. 

Acreditamos que algum vestibular pode pegar este gancho e falar sobre questões como liberdade de expressão, direitos LGBTs e preconceitos, podendo até mesmo ser abordado como possível tema de redação. 



A seleção islandesa

Passaporte Rússia - Análise dos convocados: Islândia
Fonte: futebolnaveia.com.br


Apesar de não ter muita projeção na Copa do mundo, a seleção islandesa ganhou certa notoriedade (além do fato de parar o Messi) por ser uma seleção de semi-profissionais, onde vários deles possuem outra profissão e veem o futebol como uma espécie de hobby ou complemento de renda familiar, além do quase apagado "amor à camisa". 

Neste caso, acreditamos que possa ser abordado a questão relacionada ao futebol como meio secundário de vida,  e não como principal, como permeia o ideário de grande parte dos jovens brasileiros. 

Aqui, questões como a complementaridade da renda ou a valorização da busca por uma profissão além do esporte podem ser abordadas, levando os vestibulandos a refletirem sobre como planejar a carreira ou mesmo abrir o leque de possibilidades, dependendo da profissão que se deseja seguir. 

Apesar de ser uma questão de cunho "filosófico", acreditamos que possa ser abordada com intuito de refletir essa disparidade entre esse tipo de pensamento islandês e a idolatria quase cega que se tem aqui em relação ao futebol. 


A seleção e o Canal do Panamá


Panamá disputa sua primeira Copa sem pretensões
Fonte: uol.com.br



A seleção panamenha de futebol conquistou sua primeira participação em copas do mundo na edição de 2018. Um feito comemorado pelo seu país que, em termos futebolísticos, foi para o evento "a passeio".

Entretanto, podendo aproveitar o gancho dessa participação, pode ser discutida a questão sobre o Canal do Panamá. 

O Canal, que liga o Atlântico ao Pacífico, já foi abordado aqui quando completou o seu centenário. Diante disso, sugerimos que o caro leitor acesse este post para se inteirar da construção do Canal do Panamá, bem como suas implicações e sua importância econômica, política e estratégica. 



A questão do assédio




Infelizmente, mais uma copa é manchada com o estigma do assédio a repórteres femininas que realizam o seu trabalho cobrindo o evento esportivo. 

O vídeo acima ganhou certa notoriedade quando a repórter do SporTV sofreu uma tentativa de assédio ao gravar uma reportagem sobre o evento. 

Esta cena lamentável poderá aparecer como pano de fundo para discussões sobre os assédios que as mulheres sofrem na realização de seus trabalhos, seja na área em que for, abrindo assim um debate acerca dos direitos da mulher e sobre as medidas que podem ser tomadas para que cenas como essa jamais se repitam. 



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Como observamos no post passado, essas são apenas dicas. Nada garante que isso estará no seu vestibular ou ENEM desse ano, mas como em anos de eventos de grande visibilidade sempre algo é aproveitado para os vestibulares, acreditamos que estes temas podem ser aproveitados. 

terça-feira, 31 de julho de 2018

Alguns pontos sobre a Copa que podem estar no seu vestibular

Em um ano de Copa do Mundo não há como ficarmos alheios diante de um evento de projeção mundial, ainda mais sabendo que alguns vestibulares costumam utilizar fatos ocorridos durante o evento em suas provas. 

Desta vez, acreditamos que não seja diferente e (por puro achismo, diga-se de passagem) iremos mencionar algumas questões pertinentes a disciplina que rege este blog e que achamos dignas de destaque e que podem marcar sua presença em algum exame de vestibular pelo país ou mesmo pelo maior deles, o ENEM. 

Então, vamos aos apontamentos:

A questão de Kosovo na vitória da Suíça sobre a Sérvia. 

Shaqiri comemora gol imitando a águia da bandeira da Albânia
Jogador suíço comemora gol imitando a Águia da bandeira albanesa. Fonte: Reuters




Chamou a atenção na comemoração do jogador suíço na vitória de seu time sobre a Sérvia, a comemoração do que muitos julgaram ser a "pomba da paz". Porém a questão era de outro cunho. 

Nesta que pode ser considerada a copa das multiculturalidades, onde vários jogadores defenderam países de nacionalidades que não são as suas de origem, jogadores do time suíço (de origem kosovar) utilizaram a copa para expôr a questão do seu país de origem para o mundo. 

Kosovo é uma pequena região, de maioria albanesa, que se tornou independente da Sérvia em 2008 (algo não reconhecido pela Sérvia e por diversos países). A "pomba" que muitos acharam estar na comemoração do jogador suíço, na verdade se trata da águia da bandeira da Albânia, cuja população é maioria em Kosovo, sendo inclusive o país de origem de mais de um jogador da seleção suíça. 

A comemoração então, revela um apoio a independência da região e ao seu reconhecimento por parte das outras nações do mundo, mas principalmente pela Sérvia que sempre se negou a este ponto. O que se deve, em parte, ao esfacelamento da antiga Iugoslávia no início dos anos 90, que deixou aos sérvios o título de herdeira. 






A campeã multicultural França


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Fonte: R7.com


Muito se comentou sobre a seleção francesa (assim como a belga e a inglesa) pelo fato da diversidade étnica compôr esta seleção que se sagrou campeã da Copa da Rússia. 

78% da seleção francesa de futebol é composta por imigrantes que disputaram o torneio por um país que não era o seu de origem. Feito que também pode ser notado no primeiro título francês em 98. 

Isto nos convida a pensar (e o franceses mais ainda) sobre a questão na xenofobia não só num contexto local, mas em um contexto continental e até global se tomarmos de partida a dimensão que a Copa do Mundo possui atualmente. 

A conquista do título por um time majoritariamente de imigrantes pode ser a porta de entrada para um combate mais positivo à xenofobia. Ainda movidos pela euforia da conquista, caberia aos franceses incentivar campanhas utilizando a própria seleção para lutar contra este preconceito que inclusive já chegou a ser uma política velada de um presidentes francês que, por ironia ou não do destino, era filho de um imigrante. 

Também serve para mostrar que com a globalização e as trocas cada vez mais rápidas de pessoas, culturas e informações, adicionadas ao "facilitador" da França estar em um bloco econômico com livre circulação de pessoas (União Européia) sirvam para mostrar que, apesar de manterem suas raízes e costumes, as nações estão cada vez mais multiétnicas (embora isso seja um pioneirismo nosso) assim como seus costumes, o que promove um enriquecimento cultural em escala exponencial, permitindo situações como a representada nesta Copa do Mundo. 



O Esfacelamento da Iugoslávia 


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Fonte: AFP

Outra questão que pode ser que ganhe destaque nos vestibulares deste ano, se refere a vice-campeã Croácia, cuja determinação e entrega saltaram aos olhos nessa Copa. Muitos, inclusive, atribuíram o passado recente do jovem país aos conflitos sofridos na conquista por sua independência no início dos anos 90. 

A Croácia surgiu após o início do esfacelamento da antiga Iugoslávia no início dos anos 90. O país travou uma luta sangrenta mesmo após sua independência em 91. Inclusive um dos avôs de um dos jogadores foi assassinado durante esses conflitos. 

Os croatas se tornaram independentes da Sérvia, auto-proclamada herdeira da Iugoslávia, (que viria dar origem a outros 6 países) em uma luta sangrenta que perdurou mesmo após a independência do país pelo fato dos sérvios não aceitarem a independência da etnia croata. 

Aliás, a Iugoslávia se dissolveu em tantos países exatamente por conta de etnias que eram oprimidas pelos sérvios, maioria dentro da antiga Iugoslávia, sob a figura de Slobodan Milosevic que, voltando a Croácia, ainda permaneceu ocupando o país até 95, só se retirando após sanções da ONU impostas a então Iugoslávia. 

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Ao fim deste post queremos reiterar que aqui são apenas sugestões daquilo que achamos que pode cair no ENEM ou mesmo num vestibular que não utilize o Exame Nacional do Ensino Médio. Não quer dizer que vão cair!!!!!!

Ainda que não caia, achamos que são assuntos que valem a pena ser comentados e que podem enriquecer ou mesmo formar discussões acerca do tema debatido, usando a Copa como pano de fundo. 

De qualquer forma, ficam aqui os nossos apontamentos. 


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cinema, Pipoca e Geografia! - Eu não sou um homem fácil

A indicação de hoje é um convite que te fará pensar (principalmente se você for homem) sobre alguns valores e conceitos de nossa sociedade atual. Trata-se do filme: "Eu não sou um homem fácil"





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No filme, um típico homem machista acaba parando em um "mundo alternativo" onde os homens possuem comportamentos característicos das mulheres da sociedade atual e as mulheres se comportam como os homens de nossa sociedade (claro que não vamos generalizar...). 

A trama toda do filme se baseia na "estranheza" por parte do protagonista em ver uma sociedade completamente diferente daquele que ele julgar ser normal. Em sua jornada, várias situações vividas pelas mulheres como abuso, cantadas, menosprezo, preconceito e etc. ocorrem com o sexo oposto e nos convidam a refletir sobre como o outro se sente na sociedade. 

O filme possui um enredo de fácil entendimento e também questionador que coloca o expectador frente a questões (tabus) de nossa sociedade que alguns até tratam com certa naturalidade, mas que não tem nada de natural. 

É um filme que pode ser usado para discutir questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade, ao empoderamento feminino e como o machismo ainda predomina em nossa sociedade. 

É um ótimo convite à reflexão e vale a pena conferir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

O que esperar quando ninguém estava esperando: O encontro entre Trump e Kim Jong-un

Por mais improvável que seja, aconteceu. O encontro entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA ocorreu, num dos episódios da história que parecem até uma fábula se nós não tivéssemos visto com os nossos próprios olhos. 

O tão inesperado encontro durou poucas horas, inversamente proporcional a expectativa ao seu redor no cenário mundial. As duas lideranças, pelo menos no papel, traçaram um acordo que nos parece tão amplo e profundo quanto um pires, a não ser pela discutível questão da desnuclearização da Coreia do Norte. 

O encontro vem depois de uma escalada de hostilidades entre as duas nações sob a figura de seus líderes, fazendo até mesmo o mundo temer o risco de uma nova guerra mundial (o que já explicamos aqui, é impossível de acontecer sob essas circunstâncias). Entretanto, como uma reviravolta positiva, o encontro entre os dois líderes acabou ocorrendo para surpresa mundial. 

Devemos aqui reconhecer que um pouco deste encontro se deve as sanções impostas à Coreia do Norte que já sufocavam a sua frágil economia e meio que colocaram o líder norte-coreano contra a parede. Do lado norte-americano, até a "loucura" tem um limite e Trump parece reconhecer isso. 

Isso sem contar a participação, pouco comentada, de um terceiro participante nessa negociação: A China. País de relação diplomática com ambos, a China teve um papel fundamental, embora não muito divulgado, no encontro entre ambos no sentido de mediar o encontro. Agindo nos bastidores, o país conseguir mediar o encontro entre os dois líderes e, não à toa, logo foi procurado por Kim Jong-un após o encontro com Trump. 

Entretanto, o líder norte-coreano parece mesmo disposto a refazer sua imagem perante o mundo; haja visto que o mesmo se encontrou não só com o presidente dos EUA, mas também o líder da vizinha Coreia do Sul. Essas duas iniciativas são "conquistas" que nem seu avô e nem seu pai tiveram enquanto líderes do país hoje governado por ele. 

Mesmo o líder norte-coreano tendo prometido grandes mudanças para o mundo, tendo até alguns gestos nesse sentido, o acordo entre ele e Trump nada tem de concreto, o que coloca este documento numa posição de "ao caso de ambos" e impossibilita qualquer previsão sob o que acontecerá daqui pra frente. 

Embora a Coreia do Norte tenha se comprometido a desnuclearizar-se, o acordo é muito vago. Nele não há prazos, processos, iniciativas ou qualquer informação que nos permita dizer que há um planejamento ou uma continuidade de ação combinada entre os dois. 

O que nos leva a dubiedade sobre quem "ganhou" o acordo. Teria sido Trump, por possibilitar um diálogo depois de tantas hostilidades? Ou Kim Jong-un que conseguiu um feito histórico, não alcançado por duas gerações anteriores a ele?

Com um acordo que expõe a concretude de um prego na areia, fica difícil afirmar, e mais ainda, de prever algo. Tão imprevisível quanto foi este acordo será as consequências do mesmo e os avanços que ele promoverá entre as duas nações. Até lá, só nos resta esperar, embora alguns já celebrem o fim da tensão global envolvendo ambos, o que acreditamos ser prematuro decretar... 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Mais uma reunião do G7 começa. O que esperar?

Mais uma reunião do G7 começa, mas, dessa vez, o clima não é dos melhores entre as 7 maiores economias do planeta. 

A torta de climão desta vez é por conta do cada vez mais antipático presidente norte-americano. Com suas ideias protecionistas e sobretaxas a produtos que acabaram atingindo antigos aliados, a reunião do G7 promete ser de um clima completamente desagradável que, dependendo do andar da carruagem, beire o hostil. 

O festival de sobretaxas promovido por Trump, a princípio, no que parece uma tentativa pessoal de atingir a China, acabou respingando no vizinho Canadá bem como nas principais economias europeias, coincidentemente as participantes do G7. 

Logicamente que outros assuntos entrarão em pauta como as mudanças climáticas e o acordo nuclear com o Irã (mais um legado de Obama que Trump fez o desfavor de desmanchar), mas havemos de convir que o principal assunto da cúpula será mesmo a discussão em relação as sobretaxas propostas por Trump. 

Aliás, esse assunto não está sendo um incômodo somente para além das fronteiras norte-americanas, mas dentro delas também. Alguns senadores já começaram a se movimentar para criar uma espécie de projeto de lei onde qualquer taxa criada pelo presidente, não deverá vigorar antes da aprovação do senado. Tudo isso para evitar os mandos e desmandos de alguém que encara a presidência de um país como a mistura de dois clássicos dos jogos de tabuleiro: "war" e "banco imobiliário". 

Outra questão que também deve permear o encontro da cúpula é a ressuscitada ideia de um exército europeu (uma clara tentativa de sair das asas da OTAN, bem como um movimento de afastamento dos EUA que parece estar baseado nos movimentos recentes de Trump), principalmente por França e Alemanha. 

Alguns ainda chegam a ir mais além e defendem até mesmo a ideia de uma aliança entre canadenses e europeus, unidos pela afetabilidade das decisões de Trump que cada vez mais consegue tornar os EUA, na figura de sua pessoa, um país cada vez mais fechado a negociações, pelos menos no quesito importações. 

Em resumo, podemos esperar uma reunião das mais protocolares visto que o clima não é muito amistoso, especialmente entre os EUA e os demais países da cúpula. Se acrescentarmos a este cenário certa hostilidade pelas recentes decisões do mandatário norte-americano, pode ser que a próxima reunião do G7 vire G6 porque o número 1 dessa lista corre o risco de não ser convidado. 



Com informações do G1 e Sputinik Brasil.