sexta-feira, 11 de junho de 2010

Para tentar melhorar a imagem...

Depois do ataque covarde a um navio de suprimentos que iria para Gaza e que acabou por gerar manifestações contrárias a este ataque no mundo todo, Israel tenta "limpar a sua barra" e agora recorre a mundo para tentar melhorar o controle que eles exercem nas fronteiras da palestina com o intuito de bloquear a passagem de armas para o Hamas (grupo fundamentalista que nega a existência de Israel bem como negociações de paz ou co-existência pacífica entre os dois Estados)

JERUSALÉM (Reuters) - Israel disse nesta sexta-feira querer atrair apoio global para melhorar a entrada de produtos na Faixa de Gaza, que sofre com um embargo desde 2006, ao mesmo tempo em que tenta evitar que armas cheguem ao território controlado pelo Hamas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sob crescente pressão para aliviar o bloqueio imposto a Gaza desde o ataque a um comboio com ajuda humanitária destinado ao território, na semana passada, conversou sobre o tema com o enviado ao Oriente Médio Tony Blair.

"O objetivo do encontro foi recrutar apoio internacional levando em conta que armas e material de apoio militar não chegarão a Gaza ou ao Hamas, enquanto que produtos humanitários e civis devem entrar na área e a seus residentes por meios adicionais", disse o gabinete de Netanyahu em comunicado.

Israel aliviou as restrições à entrada de produtos em Gaza nesta semana ao anunciar que permitirá a importação de alimentos e refrigerantes por postos de fronteira controlados por Israel a partir da próxima semana.

O anúncio foi feito na quarta-feira enquanto os presidentes norte-americano, Barack Obama, e palestino, Mahmoud Abbas, se reuniram em Washington e conversaram sobre o embargo a Gaza e maneiras de avançar as negociações de paz no Oriente Médio.

No incidente com o comboio humanitário, soldados israelenses mataram nove ativistas turcos após embarcarem em um navio e serem confrontados pelos ativistas. A ação israelense pretendia impedir que a flotilha furasse o bloqueio a Gaza.

Israel diz que o embargo imposto em 2006, quando o Hamas venceu eleições parlamentares, tem o objetivo de evitar que armas entrem no território, controlado pelo grupo islâmico que tem apoio do Irã. O Hamas se nega a participar de negociações de paz com Israel e nega o direito de existência do Estado judeu.

Extraído de msn.com.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Guerra Improvável, Paz Impossível

As rusgas entre as Coréias do Norte e do Sul ganham um novo capítulo que já se arrasta desde o início do ano.

Como não poderia deixar de ter, a ameaça de guerra voltou a ser vocábulo constante dos líderes de seus respectivos países, mas eu duvido muito que isso aconteça.

A Coréia do Norte tem uma economia completamente frágil e uma guerra arruinaria ainda mais esta economia. Por sua vez a Coréia do Sul tem o receio de que, caso esta guerra aconteça, a Coréia do Norte chame o seu padrinho, a China, para ajudá-la nessa ofensiva. Padrinho por padrinho a Coréia do Sul tem tanto os EUA quanto o Japão e caso este conflito vire um conflito de padrinhos o fim da humanidade não estará longe.

Por outro lado não é de interesse dos padrinhos que essa guerra ocorra, até porque eles não querem um confronto direto entre si e muito menos reviver antigas rivalidades como Japão x China.

Então, mesmo que as Coréias nunca cheguem a um acordo pacífico elas com certeza não entrarão em guerra.

SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte enviou ao Conselho de Segurança da ONU uma carta em que rejeita as acusações de que teria afundado uma corveta sul-coreana, resultando em 46 mortes. O regime comunista disse ser vítima de uma conspiração dos EUA.

A carta assinada pelo embaixador Siin Son-ho é uma resposta à queixa formalizada por Seul na semana passada, com um pedido para que a comunidade internacional evite novas agressões.

Uma comissão internacional liderada pelos militares sul-coreanos concluiu em maio que a corveta Cheonan afundou em 26 de março por causa de um torpedo submarino norte-coreano, que partiu a embarcação pela metade.

A imprensa oficial norte-coreana já havia rejeitado a acusação, apontando um complô do presidente sul-coreano Lee Myung-bak, para favorecer eleitoralmente o seu governo conservador.

"Com o tempo está ficando mais claro, por meio de análises militares e científicas, que as 'descobertas da investigação' por parte dos EUA e (da Coreia) do Sul, que desde seu anúncio eram objeto de dúvidas e críticas, nada mais são do que uma conspiração destinada a alcançar os objetivos políticos e militares dos EUA", disse a carta, reproduzida pela agência oficial de notícias KCNA.

"Se o Conselho de Segurança levar adiante as discussões sobre as 'descobertas da investigação' (...), ninguém será capaz de garantir que não haverá graves consequências para a paz e a estabilidade na península coreana."

A Coreia do Norte levou a tensão a novos níveis nas últimas semanas ao ameaçar iniciar uma guerra caso Seul lhe imponha sanções. O crescente antagonismo entre as duas Coreias preocupa os investidores, temerosos de um conflito armado na região.

Muitos analistas, no entanto, dizem que nenhum dos lados quer uma guerra, mas que há a possibilidade de escaramuças nas fronteiras marítimas e terrestres.


Extraído de msn.com.br

Pior que não

Ao saber sobre as sanções que a ONU impôs ao Irã, o presidente iraniano disse que elas não valem de nada e que devem ser jogadas fora como um lenço usado.

Infelizmente elas valem sim, mesmo quando são impostas para fazer valer a vontade de um país...


DUSHANBE (Reuters) - A resolução que impõe novas sanções da Organização das Nações Unidas contra o Irã não tem valor e deveria ser jogada na lata de lixo como um lenço usado, disse o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nesta quarta-feira.

"Essas resoluções não têm valor... É como um lenço usado que deveria ser jogado na lata de lixo", disse ele a jornalistas quando perguntado sobre a resolução do Conselho de Segurança da ONU que impõe uma quarta rodada de sanções ao Irã.

Ele falou durante uma visita ao Tadjiquistão.

Se errar é humano persistir no erro é da ONU

Como já era de se esperar a ONU, leia-se os EUA, atropelaram o acordo feito pelo Brasil e pela Turquia com o Irã e votaram na última quarta-feira a favor de uma nova rodada de sanções contra o país; já é a quarta rodada.


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira uma quarta rodada de sanções contra o Irã por conta do programa nuclear da República Islâmica, que o Ocidente suspeita ter objetivo de desenvolver armas atômicas.

Foram 12 votos a favor da resolução. O Líbano se absteve, enquanto Turquia e Brasil votaram contra.

Os 15 países do Conselho se reuniram para votar a proposta de resolução, resultado de cinco meses de negociações entre EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha.

As quatro potências ocidentais queriam medidas mais duras, inclusive contra o setor energético iraniano, mas Pequim e Moscou conseguiram diluir as punições previstas no documento de dez páginas.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na terça-feira no Equador que estas serão "as sanções mais significativas que o Irã jamais enfrentou".

O Irã rejeita as acusações ocidentais, alegando que suas atividades de enriquecimento de urânio estão voltadas apenas para fins pacíficos, como geração de energia e pesquisas médicas.

A resolução prevê restrições a mais bancos iranianos no exterior, caso haja suspeita de ligação deles com programas nuclear ou de mísseis. Estabelece também uma vigilância nas transações com qualquer banco iraniano, inclusive o Banco Central.

Além disso, ela amplia o embargo de armas contra o Irã e cria entraves à atuação de 18 empresas e entidades, sendo três delas ligadas às Linhas de Navegação da República Islâmica do Irã, e as demais vinculadas à Guarda Revolucionária.

A resolução estabelece também um regime de inspeção de cargas, semelhante ao que já existe em relação à Coreia do Norte.

Paralelamente à resolução, 40 empresas serão acrescidas a uma lista pré-existente de empresas com bens congelados no mundo todo, por suspeita de colaboração com programas nuclear e de mísseis do Irã.

No mês passado, Brasil e Turquia mediaram um acordo de intercâmbio de material nuclear do Irã, na esperança de que isso desse espaço a mais negociações e evitasse as novas sanções.

EUA e seus aliados, no entanto, disseram que o acordo não altera a recusa do Irã em abandonar o enriquecimento de urânio, conforme exigiam cinco resoluções anteriores do Conselho de Segurança.


Extraído de msn.com.br

terça-feira, 8 de junho de 2010

É impressionante

Um novo governo se estabeleceu nos EUA e foi visto por todos como o símbolo de uma tirania de longa data assim como de suas guerras sem o menor sentido e invasões com justificativas completamente infundadas.

Mas parece que o novo governo ainda tem velhas práticas...

A insistência em minimizar, pra não dizer ignorar que seria o mais certo, o acordo firmado pela Turquia e o Brasil com o Irã (ainda acho que isso é puro recalque norte-americano, pois não conseguiram pela força o que Brasil e Turquia conseguiram pelo diálogo) relembra do tempos do governo Bush onde a supremacia militar americana é quem governa o mundo a vontade dos EUA (leia-se a ONU)

Prova disso são as novas sanções que serão votadas amanhã e com caráter mais rígido do que as rodadas anteriores.

Lamentável...


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Após meses de duras negociações, as potências do Conselho de Segurança da ONU disseram nesta terça-feira estarem próximas de votar uma resolução para impor uma quarta rodada de sanções ao Irã por seu programa nuclear.

O embaixador mexicano na Organização das Nações Unidas (ONU), Claude Heller, atual presidente do Conselho de 15 nações, disse a repórteres que a reunião irá ocorrer às 11h de quarta-feira (horário de Brasília), após um acordo sobre a lista dos alvos das sanções.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou esperar a aprovação da resolução, que daria um trampolim para que países adotassem suas próprias medidas mais duras contra Teerã por se recusar a interromper o enriquecimento de urânio.

O Irã, no entanto, alertou a Rússia, sua parceira comercial, para não apoiar as medidas punitivas contra a República Islâmica. Diplomatas ocidentais esperam que os 12 membros do Conselho, incluindo todos os cinco com poder de veto, votem pela resolução. Brasil, Turquia e Líbano devem ser contrários às sanções.

Diplomatas ocidentais disseram à Reuters em condição de anonimato haver um indivíduo e 41 instituições numa lista negra no esboço de resoluções. Eles identificaram a pessoa como Javad Rahiqi, diretor de um centro nuclear em Isfahan, onde o Irã tem uma unidade de processamento de urânio.

Apesar de as potências do Conselho terem concordado com a lista, os Estados Unidos e a China seguem discutindo um ponto, o que significa que ela poderá sofrer pequenas mudanças antes da votação, disseram os diplomatas.

Aqueles incluídos na lista negra da ONU por laços suspeitos com os programas nuclear e de mísseis do Irã podem enfrentar limitações em viagens internacionais e congelamento de bens.

Em Quito, no Equador, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira que as sanções são as "mais significativas que o Irã já enfrentou".

O esboço da resolução foi resultado de meses de conversas entre EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As quatro potências ocidentais desejavam medidas mais duras, algumas contra o setor energético iraniano, mas Pequim e Moscou trabalharam intensamente para diluir estas propostas.

"REAÇÃO APROPRIADA"

A resolução prevê medidas contra mais bancos iranianos no exterior. Estabelece também uma vigilância sobre transações com qualquer banco iraniano, inclusive o Banco Central.

Além disso, amplia o embargo de armas ao Irã e cria restrições a pessoas, empresas e entidades ligadas à Guarda Revolucionária e às Linhas de Navegação da República Islâmica do Irã.

Uma fonte iraniana de alto escalão alertou para uma "reação apropriada" por parte do país contra as potências mundiais. Um parlamentar disse que Teerã vai reconsiderar sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se as sanções forem aprovadas --uma ameaça que o país já fez anteriormente.

O Irã insiste no caráter pacífico do seu programa nuclear, a despeito das suspeitas ocidentais em contrário. O país já desafiou cinco resoluções do Conselho de Segurança exigindo que paralise suas atividades de enriquecimento de urânio, processo que pode gerar combustível para reatores civis ou para armas nucleares.

Em Londres, Gates disse que vários países devem aprovar rapidamente medidas ainda mais duras do que o pacote da ONU.

"Um dos muitos benefícios da resolução é que irá fornecer uma plataforma jurídica para que nações individuais então tomem ações adicionais para irem bem além da resolução em si", disse ele. "Acredito que várias nações estejam preparadas para agir bem prontamente."

"Não acho que tenhamos perdido a oportunidade de impedir os iranianos de terem armas nucleares."

Em Istambul, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, alertou a Rússia a "não ficar ao lado dos inimigos do povo iraniano." Ele participou na Turquia de uma cúpula junto ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

Putin por sua vez disse que encontraria Ahmadinejad ainda nesta terça-feira, e prometeu que as sanções não serão excessivas.

"Teremos uma oportunidade de discutir esses problemas se o meu colega iraniano tiver tal necessidade", disse ele, acrescentando que não haverá obstáculos ao "desenvolvimento da energia nuclear pacífica do Irã."

Ahmadinejad disse que o acordo nuclear que ele fechou em maio com os governos de Turquia e Brasil foi uma oportunidade que não irá se repetir.

Esse acordo previa que o Irã entregasse ao exterior 1.200 quilos de urânio baixamente enriquecido, para em troca receber, no prazo de um ano, 120 quilos de material nuclear enriquecido a 20 por cento para uso em um reator de pesquisas médicas.

O Irã diz, no entanto, que isso não lhe impediria de continuar enriquecendo urânio, o que o Ocidente não quer.

"Esperamos que eles possam usar essa oportunidade, mas dizemos que esta oportunidade não vai se repetir", alertou Ahmadinejad.

O presidente turco, Abdullah Gul, pediu na segunda-feira a Ahmadinejad que mostre à comunidade internacional que o seu governo está preparado para cooperar e resolver a disputa a respeito do seu programa nuclear.

Extraído de msn.com.br