domingo, 12 de dezembro de 2010

Que a lição continue

Em seu discurso de início da ferrovia que ligará o Oeste ao Leste da Bahia o presidente Lula afirmou que ensinou várias lições ao país, dentre elas está a da integração cada vez maior dos diversos meios de transporte, mas, principalmente, a aposta no setor ferroviário.
Relegado durante décadas ao sucateamento a parcos investimentos, o setor de transportes ferroviários finalmente tem ganhado a atenção que merece. 
Nosso país durante anos preferiu investir no setor rodoviário e deixou de lado os outros setores de transporte, o que agora se mostra evidente quando vemos que o próprio país não é 100%, e ainda está longe disso, e o escoamento de nossas produções para o exterior ou até mesmo para o mercado interno se faz deficitária, prejudicando assim sua competitividade. 
Muito dessa preferência pelo setor rodoviário se deu pelo fato de que construir rodovias é mais barato do que ferrovias, embora, em termos de manutenção, a situação se inverta; além, é claro, do forte incentivo que o governo recebia das montadoras que se se instalaram por aqui. 
Contudo essa situação agora parece mudar e o transporte ferroviário vem ganhando a devida atenção, não só para o transporte de carga como para o transporte de pessoas.
Realmente é uma lição muito valiosa essa "ensinada" pelo presidente ao país. Esperamos que ela continue sendo aplicada pela sua sucessora. 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que seu governo 'ensinou ao País que é possível trabalhar com dois objetivos ao mesmo tempo'. Lula participou da cerimônia de assinatura das ordens de serviço dos quatro lotes do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no Centro de Convenções de Ilhéus, litoral sul da Bahia. 'O Brasil não sabia crescer sem inflação, não sabia exportar e fortalecer o mercado interno, parecia que uma coisa era inimiga da outra', disse. 'O Brasil ora decidia que queria fazer ferrovia, ora decidia que queria fazer rodovia. Nunca se pensou que era mais interessante a gente ter a ferrovia, a rodovia e a hidrovia, um sistema de transporte intermodal, como o que estamos fazendo.'
O primeiro trecho da ferrovia tem 537 quilômetros e vai ligar Ilhéus a Caetité (BA), beneficiando diretamente a indústria de extração de minério de ferro instalada no município. O investimento previsto é de R$ 2,4 bilhões e a obra deve empregar 10 mil pessoas e ser concluída em dezembro de 2012.
O segundo trecho, que vai ligar Caetité a Barreiras (BA) e permitir o escoamento da produção da fronteira agrícola do extremo oeste baiano, tem conclusão prevista para um ano depois. Após essa fase, o terceiro trecho irá ligar Barreiras a Figueirópolis (TO), onde ocorrerá a integração com a Ferrovia Norte-Sul.
O escoamento da produção será feito pelo Porto Sul, que será construído em Ilhéus. 'Ainda falta o porto, que está sendo discutido, mas penso que, se tudo der certo, lá pelo mês de março a companheira Dilma (Rousseff) estará aqui para fazer o mesmo gesto que estou fazendo hoje, anunciando o começo da construção do porto', disse Lula.
Despedida
O presidente repetiu o tom de despedida do governo em seu discurso. Disse ter 'a sensação do dever cumprido' e não acreditar 'que alguém seja capaz de governar o País sem conhecê-lo'. 'É muito difícil governar sentado em uma cadeira em Brasília, no ar-condicionado', afirmou. 'Ou você conhece a realidade, a cara desse povo, ou só vai fazer o que sempre foi feito, governar para apenas 30 milhões de pessoas.'
Além disso, Lula defendeu as políticas assistencialistas que fortaleceu ao longo dos dois mandatos. 'Não basta crescer, a gente precisa também ter política de distribuição de renda', disse. 'Na crise econômica, quem sustentou a economia do País foram as classes C e D, que consumiram mais que as classes A e B. Dê a um pobre R$ 10 e ele vira um consumidor. Dê a um outro cidadão R$ 1 milhão que ele vira especulador.'
Para Lula, o País encontrou a 'equação perfeita' entre a 'macroeconomia que não foge da responsabilidade e a microeconomia que faz com que as coisas cheguem às casas das pessoas'. 'Dizem que o Lula só fala de pobre. Mas os ricos não precisam do Estado, quem precisa do Estado é a parte mais pobre.'
O presidente também afirmou ter feito do Brasil 'um País de economia capitalista'. 'Não era antes porque era um País que não tinha consumidores, não tinha crédito, nem financiamento. Um país capitalista que não tem capital é o que?', questionou. 'Hoje, só o Banco do Brasil tem mais crédito que todo o País tinha em 2003.'

Extraído de msn.com.br 

A Culpa é do capitalismo ! Será mesmo só dele ?!?!?!?!

Esta semana o presidente venezuelano divulgou uma nota culpando o capitalismo e sua maneira voraz de produção e consumo pelas fortes chuvas que têm assolado não só o seu país como a sua vizinha a Colômbia, deixando diversos desabrigados e mortos pelos dois países.
Certamente que o capitalismo tem sua parcela de culpa nessa história, pois seu modo de produção aumentou a poluição, agravando o efeito estufa e assim levando ao aquecimento global e os efeitos disso vemos quase que diariamente nos jornais. Mas, será mesmo que é só o capitalismo que é culpado disso ? Ou será que isso também não tem nada a ver com um planejamento habitacional eficiente ? E o que dizer quando um país que vive praticamente da riqueza do petróleo reclama de exploração e alterações climáticas ?
Se isentar da culpa e colocá-la em algo "abstrato" é muito fácil. Principalmente quando o acusado não pode contra argumentar...

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela Hugo Chávez culpou no domingo o capitalismo 'criminoso' por fenômenos climáticos globais, incluindo chuvas incessantes que trouxeram o caos ao país, matando 32 pessoas e deixando 70 mil desabrigados.
A área costeira, onde milhões de pessoas vivem de forma precária nas encostas dos morros, foi a mais afetada, e os desabamentos destruíram inúmeras casas.
O carismático líder socialista tomou as rédeas dos esforços de resgate pessoalmente, tendo convidado 25 famílias para se refugiarem no palácio presidencial e ordenado que se abrisse espaço para mais famílias nos ministérios, quartéis e até em um shopping em Caracas.
'As calamidades que estamos sofrendo com essas chuvas prolongadas e cruéis são a mais recente evidência do paradoxo injusto e cruel do nosso planeta', disse Chávez no domingo.
O número do mortos por causa de chuvas como essas na Colômbia, país vizinho à Venezuela, já chegou a 170, sem contar os 19 desaparecidos e mais 1.5 milhão de desabrigados.
'Os países desenvolvidos destroem o equilíbrio ambiental de forma irresponsável em seu desejo de manter um modelo de desenvolvimento cruel, enquanto a imensa maioria das pessoas na Terra sofrem as conseqüências mais terríveis', acrescentou Chávez.
Seus comentários ocorrem no momento em que diplomatas se encontram para discutir o futuro do Protocolo de Kyoto no México, onde está difícil se chegar a um consenso sobre como lutar contra as mudanças climáticas.
'O desequilíbrio ambiental que o capitalismo causou é sem dúvida a causa fundamental desses fenômenos atmosféricos alarmantes', ele escreveu em sua coluna de opinião semanal.
'As economias mais poderosas insistem em um modo de vida destrutivo e se recusam a assumir a responsabilidade.'
Apesar de o discurso de Chávez sempre angariar algum apoio, a Venezuela não parece bom candidato a herói ambiental considerando que o país é um grande exportador de petróleo e sua sociedade é notoriamente consumista.
As chuvas na Venezuela nas últimas semanas aumentaram as paixões políticas. Críticos dizem que o resultado mostra a falta de planejamento do governo Chávez e o fracasso de sua política habitacional depois de 11 anos no poder.

Extraído de msn.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O jogo de empurra não acaba

Essa semana o Japão declarou que prorrogar o protocolo de Kyoto seria "sem sentido". De fato o é, mas só o é se continuar deixando de fora os dois principais países poluidores do mundo: a China e os EUA, onde o primeiro não entra porque é um país semi-periférico e o outro porque abandonou o protocolo. 
Contudo a solução não seria desistir do protocolo, mas sim tentar a sua adesão por parte dos países supracitados. O protocolo irá expirar em 2012 e enquanto isso o jogo de empurra continua: os países periféricos e semi-periféricos acha que os países centrais signatários do protocolo devem renová-lo unilateralmente pois eles são os maiores responsáveis pelos problemas de poluição que ocorrem atualmente; por sua vez os países periféricos não querem pagar sozinhos por essa conta e não vão aceitar um acordo que não seja de ordem global, ou seja, que seja assinado e cumprido por todos: países periféricos, semi-periféricos e centrais.
Enquanto este maldito jogo de empurra não acabar, a Terra continuará a pagar o preço, mas até quando ?

TÓQUIO (Reuters) - O Japão é contra a prorrogação do Protocolo de Kyoto, que exige reduções das emissões de gases do efeito estufa pelos países ricos, e irá lutar por um acordo mais abrangente nas negociações da ONU, mesmo que fique isolado nessa posição, disse uma autoridade na quinta-feira.

Quase 200 países estarão reunidos em Cancún (México) de 29 de novembro a 10 de dezembro para tentar definir alguns elementos de um futuro acordo da ONU contra o aquecimento global. É praticamente impossível, no entanto, que um novo tratado completo resulte desse evento.
O Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, não inclui os dois maiores emissores mundiais de gases do efeito estufa --EUA (que desistiram do tratado) e China (por ser um país em desenvolvimento). Por isso, simplesmente prorrogar sua vigência seria algo "sem sentido e inadequado", afirmou Hideki Minamikawa, vice-ministro japonês para assuntos ambientais globais.
"Países europeus a partir deste ano propuseram que seria ok prorrogar o período de compromisso do Protocolo de Kyoto se ele tiver a adesão de grandes emissores, mas temos de deixar claro que isso não é aceitável", disse Minamikawa a jornalistas.
"Mesmo que a questão da prorrogação do Protocolo de Kyoto se torne um item importante na pauta de Cancún e o Japão se achar isolado, o Japão não irá concordar com isso."
Ele ressalvou que, mesmo com a prorrogação, o Japão não pretende se desfiliar totalmente do Protocolo de Kyoto, mas que não se consideraria obrigado a cumprir suas regras.
O Japão se opõe a prorrogação do Protocolo de Kyoto por temer que isso entronize um marco regulatório que isente grandes economias emergentes e os EUA de compromissos com a redução das emissões de gases do efeito estufa.
Países em desenvolvimento defendem que as nações ricas prorroguem unilateralmente a vigência do Protocolo de Kyoto, alegando que foram os países desenvolvidos que mais contribuíram com a mudança climática, e por isso têm mais responsabilidade de combatê-la.

Extraído de reuters.com.br  

A herdeira na União Soviética novamente no cenário geográfico político

Enquanto URSS, a Russia protagonizou ao lado dos EUA, o maior "conflito" político-geográfico da história. Porém com o colapso da República Socialista em 1991, esse cenário se desfez como um castelo de cartas ao sabor do vento e a sua herdeira legítima, a Russia, se restringiu a penas a bases militares domésticas além de ter de enfrentar uma crise econômica daquelas.
Contudo, recuperada de certa forma da crise e reerguida a Russia resolveu buscar novas alianças estratégicas pelo mundo e assim tentar voltar a ter papel de destaque na geografia política mundial, algo que pode ser de fato concretizado se as bases que a Rússia pretende montar pelo mundo forem realmente levada a cabo pelo país.
Fato é que o gigante que ficou "adormecido" por um bom tempo, parece estar acordando de seu longo sono e se reerguendo.

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, disse na quinta-feira que seu país cogita instalar novas bases navais no exterior, a fim de ampliar o alcance global das suas Forças Armadas.
Nas décadas de 1970 e 80 - durante a era soviética -, Moscou possuía dezenas de bases navais na Europa, América Latina, África e Sudeste Asiático. Com a crise econômica que se seguiu ao fim da URSS, suas forças ficaram praticamente restritas a bases domésticas.
Vladimir Putin começou a reconstruir o poderio militar russo ao assumir a presidência do país, em 2000. No ano passado, fontes militares informaram à agência Itar-Tass que Moscou havia decidido estabelecer bases navais na Líbia e no Iêmen, além de ampliar suas instalações no porto sírio de Tartus.
'Eu não faria segredo de que temos certas ideias sobre o tema (de bases no exterior)', disse Medvedev numa reunião com militares, mostrada pela TV. 'Mas eu não as citaria em voz alta, por razões óbvias.'

Extraído de msn.com.br   

Um recorde mais do que negativo

Foi noticiado essa semana que o ano passado bateu recorde em emissão de gases do efeito estufa. Algo que causa certo espanto, pois com a crise econômica de 2008/2009 esperava-se até uma certa diminuição na emissão desses gases. Mas nem assim a emissões cederam, pelo contrário, bateram recorde.
Infelizmente, enquanto o jogo de empurra sobre um acordo climático que se arrasta desde a COP 15 continuar e cada país olhar pro seu próprio umbigo em busca do seu desenvolvimento econômico a todo custo, continuaremos a ver recordes e mais recordes dessa natureza. O problemas é, até quando ?


GENEBRA - Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), uma agência das Nações Unidas, revelou hoje que os níveis de gases causadores do efeito estufa na atmosfera atingiram recordes em 2009. A entidade afirma que os esforços para reduzir as emissões de gás carbônico, metano e óxido nitroso não diminuíram a concentração atmosférica desses gases, em grande parte apontados como responsáveis pelo aquecimento global.
A agência sediada em Genebra afirma que as concentrações de gás carbônico aumentaram em 2009 em 1,6 parte por milhão, chegando a 386,8 partes por milhão. Antes da era industrial, a concentração média de gás carbônico era de 280 partes por milhão. Quanto maior a concentração de gases causadores do efeito estufa, mais o calor fica preso na atmosfera.
A WMO afirmou hoje que as recentes turbulências na economia mundial não reduziram de modo significativo as emissões de gases causadores do efeito estufa. 'As concentrações de gases causadores do efeito estufa atingiram recordes apesar da desaceleração econômica', disse Michel Jarraud, secretário-geral da WMO. 'Elas seriam ainda maiores, sem a ação internacional tomada para reduzi-las', notou ele.
Jarraud destacou o risco de problemas na região do Ártico, com o aumento das emissões. Segundo ele, a concentração de metano nas regiões frias da parte norte do mundo pode causar mudanças climáticas no futuro. Segundo ele, essa questão 'é de grande preocupação e está se tornando um foco de pesquisas e observações intensivas'. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Extraído de msn.com.br