terça-feira, 4 de agosto de 2015

Bradesco compra operações do HSBC e se consolida como segundo maior banco.

Esta semana o Bradesco anunciou a compra das operações de varejo do HSBC por um preço até maior que o estimado. As cifras que giravam em torno de 14 bilhões de reais, foram ultrapassadas em 3 bilhões pelo Bradesco.

A aquisição não encerra as atividades do HSBC no Brasil que agora passará a se dedicar as operações de atacado, ou seja, as empresas.

Para o Bradesco essa fusão tem um significado especial, ela reduz a distância para o seu maior rival, o Itaú Unibanco que foi aberta quando houve a fusão entre os dois últimos. De quebra, o Bradesco também se consolida como o segundo maior banco do país.

Além disso, o Bradesco também "ganha" uma carteira de clientes de alta renda, que gira em torno de 1 milhão de correntistas. Soma-se a isso a financeira Losango, também pertencente ao HSBC, mas que agora passa às mãos do Bradesco.

Motivos esses que levaram o banco a oferecer 17 bilhões de reais, 3 bilhões a mais em relação ao avaliado para este negócio; desbancando concorrentes como o Santander e o maior rival, o Itaú Unibanco.

Contudo, já se especula um corte de funcionários do antigo HSBC, algo em torno de 2% do quadro de funcionários. Além disso, visões mais pessimistas apontam para um encarecimento de financiamentos e dificuldades para obtê-los, dada a redução nas opções junto aos bancos.

Especulações à parte, de concreto mesmo fica o fato de que, agora, aproximadamente 85% dos depósitos feitos no país, se concentram em 5 bancos. E essa escassez de concorrentes pode sim elevar preços como o de financiamentos.

Resta-nos agora esperar para ver o que virá desta compra. Se teremos os efeitos de um possível desemprego conjuntural, se a "falta de concorrentes " elevará preços. Mas, principalmente, como o Bradesco transformará os últimos balancetes negativos do HSBC em positivos. Algo que, aliás, não acho que será um fardo tão grande assim, visto que o último balancete do Bradesco registrou lucro de mais de 3 bilhões.

Com informações do Estadão

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A reaproximação história entre Cuba e EUA.

Ontem,  os respectivos governadores dos EUA e de Cuba vieram a público comunicar a reaproximação dos dois países depois de mais de meio século de distanciamento. 

O acordo, ao que parece, teve apoio dos canadenses e do Papa Francisco (que eu me recorde, é a primeira vez que vejo política e religião se misturarem para algo PROVEITOSO...) e inclui a libertação de presos políticos de ambos os lados, a abertura de embaixadas e até mesmo a modificação e possível fim do embargo econômico. 

Este último parece ser o mais difícil, pois depende do Congresso Nacional norte-americano, onde Obama possui forte oposição. A reabertura econômica é um grande passo depois de décadas de um isolamento imposto pelos EUA a ilha da América Central que, nos dizeres do próprio Obama, "só isolou os EUA de Cuba, pois todos os outros países continuaram a ter {em maior ou menor grau} relações comerciais com o país". Nós, aliás, somos um exemplo disso com os investimentos feitos na construção do porto de Mariel.

Ah, sim. Antes de começar a criticar que o governo está financiando ditadura cubana e outras besteiras que eu me nego a reproduzir aqui; sugiro o vídeo abaixo para que certos conceitos sejam revistos em relação a essa falácia que tem o fundamento tão profundo quanto um pires...      





Voltando ao título dos post, essa abertura que, acredito eu, será feita de forma lenta e gradual. E, é bom que se diga, as relações e a reaproximação entre os dois países parecem ser na esfera econômica, embora ocorra da abertura da embaixada em ambos os países, o que pincela tons políticos a conversa. Não a toa, há na ilha o temor de que essa reaproximação não influencie em nada a questão da liberdade em Cuba, haja visto que os irmãos Castro há anos estão no poder e conduzem Cuba com uma rigidez exemplar... 

Em termos de economia, o saldo pode ser positivo para ambos. Passando pelo aumento da quantidade de dinheiro enviada por cubanos que moram nos EUA para a ilha, até investimentos norte-americanos em Cuba - como já acontece há um bom tempo com empresas francesas e espanholas, no ramos das telecomunicações e hotelaria (só para citar exemplos) - pegando até mesmo carona no porto de Mariel. 

Dependendo de como essas relações caminhem, pode até ser que as constantes crises de abastecimento que a ilha sofre sejam amenizadas. Embora de nada adiante se o poder aquisitivo das pessoas continuar baixo. Contudo, só o fato de uma reaproximação política entre ambos já é de se considerar histórica. 

Você pode acompanhar um breve resumo da longa e conturbada história entre esses dois países aqui e do dia histórico aqui

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cinema, Pipoca e Geografia! - Ilha das Flores

A indicação de hoje trata-se de um curta metragem clássico, mas que não perde sua contemporaneidade. Ilha das flores retrata a sociedade consumista que vivemos atualmente e o faz sob a perspectiva de uma fruta, o tomate (sim, tomate é fruta!). O mesmo é acompanhado desde sua plantação até o seu descarte. Durante essa curta jornada, o curta mostra todo o cruel processo de geração de riqueza, além das gritantes desigualdades que aparecem durante a "vida" do tomate. 

Mesmo sendo um clássico, o curta é ótimo e pode ser encaixado em diversos aspectos abordados pela Geografia como agricultura, produção de lixo, desigualdades sociais, entre outros. 



O curta pode ser assistido no link abaixo. 




Nessa mesma linha de pensamento, podemos retomar aqui uma indicação que já fora feira antes, a História das Coisas; cujos comentários e a sinopse você confere clicando aqui


Vale a pena conferir os dois curtas. Ambos são ótimos de serem trabalhados em sala de aula.   

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Obama e o novo acordo de imigração para os EUA

Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, lançou um programa que atende aos imigrantes ilegais que vivem nos EUA. 

Segundo o programa, imigrantes ilegais que estejam há mais de cinco anos no país ou que tenham um filho com cidadania americana, podem solicitar um visto de trabalho de três anos nos EUA. A medida também é estendida a setores da chamada mão-de-obra qualificada como ciência, tecnologia, engenharia e matemática. 

A medida deve ter deixado os republicanos Putins da vida (parafraseando o nosso ex-presidente), mas Obama tem motivos de sobra para fazer essa reforma. 

Por anos os imigrantes ilegais foram relegados a status de cidadão de segunda classe (se é que chegam a segunda classe), embora sejam essenciais para a economia norte-americana. Afinal de contas boa parte do PIB americano provém do trabalho (exploração) desses imigrantes ilegais. 

Legalizando esses imigrantes, o Governo passa a arrecadar um montante considerável de impostos que antes não arrecadava pela ilegalidade desses trabalhadores. Além disso, o presidente favorece a competitividade entre as empresas, já que com o imigrante legalizado, (em teoria) a empresa não irá superexplorar seu trabalhado, pagando a ele assim melhores salários (volto a dizer, em teoria). 

Embora essa reforma tenha tudo para oxigenar o caixa norte-americano, a bancada republicana não parece nem um pouco feliz com esta atitude de Obama, visto que as reformas não passaram pelo Congresso Nacional e sim foram diretamente aprovadas pelo presidente. Claro que o descontentamento dos republicanos não se limita a isso. A raiz desse descontentamento está numa visão que enquadra o imigrante ilegal como um ser (nem se quer um cidadão) cuja função é a de se prestar a funções que os "norte-americanos legítimos" não julgam serem de seus níveis, como lavar banheiros, arrumar quartos, servir em restaurantes, determinadas funções da construção civil, etc. (a lista é imensa). 

Claro que também há o motivo de cunho eleitoral. O partido de Obama ganha simpatia dos imigrantes e sua popularidade subirá mais rápido de fogos de artifício em Copacabana no dia 31 do mês que vem. Demagógico? Talvez. Fato é que em anos não se viu uma medida que atendesse aos imigrantes ilegais como essa. Isso é se em algum dia se viram medidas assim...  

Resta saber agora as consequências políticas dessa reforma no jogo de poder entre republicanos e democratas, pois, acho muito difícil que os republicanos deixem por isso mesmo.

Nesse caso, na minha opinião, ponto para o Obama... 

Com informações da Carta Capital.  

A redução da desigualdade brasileira.

Segundos dados levantados pelo PNUD nosso país reduziu a desigualdade sensivelmente na última década. Para se ter uma ideia, a diferença entre a melhor cidade colocada e a pior cidade colocada foi reduzida pela metade ao longo da última década. 

Indicadores como a economia, a expectativa de vida e a escolaridade também melhoraram sensivelmente. Contudo, as disparidades ainda persistem, não só entre as regiões brasileiras, mas dentro das regiões brasileiras também. 

Ainda segundo o relatório, o país parece estar no caminho certo para a redução da desigualdade, mas muito ainda precisa ser feito. O relatório também aponta que políticas públicas multiescalares devem ser aplicadas afim de ser combater a desigualdade social. Tais políticas não devem ser pautadas somente no aspecto econômico, como os programas de transferência de renda (bolsa família, por exemplo.); mas também em outros aspectos como educação e saúde de qualidade que permitam a população em geral se desenvolver sem maiores obstáculos. 

Dentre os 3 aspectos citados (educação, saúde e economia), o que mais avançou segundo os dados foi a educação. Isso pode ser conferido através dos últimos resultados do IDEB brasileiro, embora ainda há muito o que melhorar nesse quesito. Soma-se a esses esforços programas criados pelo governo brasileiro como o PRONATEC. 

Apesar dos dados animadores e "estarmos no caminho certo" como aponta o relatório. É óbvio que ainda há muito a ser feito para que a desigualdade seja cada vez mais reduzida e (utopia) extinta. Contudo, traz certo alento saber que aos poucos ela vem sendo diminuída e da maneira certa... 


Os dados e demais informações podem ser conferidos clicando neste Link.