Este blog do Professor Jhonatan do N. Perlingeiro tem a proposta de discutir assuntos atuais sob o ponto de vista geográfico além de mostrar a Geografia que existe fora das salas de aula.
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Já faz um tempo que não publicamos essa seção aqui no blog, mas devido aos últimos acontecimentos e a postagem anterior, hoje decidimos colocar aqui uma música antiga, mas que não perdeu sua contemporaneidade. Estamos falando de "Um Índio" de Caetano Veloso.
Apesar da qualidade do vídeo ser um tanto desejável, conseguimos depreender a letra e nos atentarmos ao fato da mesma fazer uma denúncia a como o "homem branco" vem tratando os indígenas desde a época colonial.
Infelizmente, mesmo séculos depois, o tratamento destinado não só aos indígenas como aos demais povos da floresta é o de vendê-los como um entrave para a exploração dos recursos que habitam as reservas e florestas naturais do nosso país.
Atualmente, vemos o indígena ainda mais ameaçado. Sua existência, cultura e toda sua influência que compõem a colcha de retalhos que é a cultura brasileira, nunca sofreram um ataque tão nítido quanto agora. Diante deste cenário, o que é descrito na música, já são parece mais um desejável futuro longínquo, mas uma triste realidade que se aproxima a passos largos.
Diante disso, deixamos aqui esta música e, como sugestão de atividade, a ideia de trabalhar a importância dos indígenas não só em termos culturais, mas também ambientais. Explorar sobre o seu modo de vida, sua relação com a natureza e coletar lições valiosas que nos convidam a repensar nosso modo de vida e o tratamento que damos ao meio ambiente.
Além disso, podemos também olhar os indígenas sobre o prisma do desmatamento das florestas e as ameaças que os interesses por trás deste desmate acarretam as reservas indígenas e até mesmo a população indígena como um todo e, num olhar mais amplo, ao mundo inteiro.
Ultimamente não se fala em outra coisa sobre o aumento no desmatamento da Amazônia, devido as marcas históricas alcançadas por ele, especialmente no mês de agosto e por eventos como o "dia do fogo". Inclusive tem rodado um vídeo no Youtube, que você pode conferir abaixo, sobre algumas afirmações a cerca da agricultura brasileira e alguns dados de relação ao uso da terra em nosso país.
Antes do vídeo, vamos deixar algumas coisas claras:
1 - Muito tem se falado que "só agora descobriram que a Amazônia queima?". Não. A questão não é essa. Se sabe que as práticas de queimada na Amazônia são antigas e isso, infelizmente não é nenhuma novidade. O problema é que os dados estão ultrapassando marcas históricas, de forma negativa.
2 - Não é difícil de encontrar também pessoas que justificam o desmatamento da Amazônia, visto que ela não é o pulmão do mundo. Embora a afirmação sobre o pulmão do mundo seja verdadeira - isso fica a cargo das algas nos oceanos - a questão não é pautada nisso. A floresta amazônia tem importância climática, biológica, genética e etc. para o mundo, não somente para o Brasil (vídeo abaixo).
3 - Justificar o desmatamento em cima de um argumento que não cabe, não é só tendencioso como reforça uma espécie de cultura rasa que vem se estabelecendo nos últimos anos, especialmente com o advento da internet, onde as pessoas não checam mais as informações e reproduzem o que veem nas redes sociais, muitas vezes não se dando nem ao trabalho de ler a notícia na íntegra, parando no título.
Agora vamos o vídeo sobre o qual me referi, peço que o leitor o assista primeiro para depois ler as observações sobre o mesmo abaixo.
Ao que parece o vídeo foi gravado no ano passado, próximo da época das eleições (dados aos gracejos feitos), mas isso é o de menos. Mas vamos aos pontos que desejamos destacar.
Fica nítido a afirmação do funcionário durante toda a palestra em diminuir as áreas de proteção ambiental, seja as de uso quilombola, terras indígenas, reservas florestais ou semelhantes, sempre justificando que quase metade do Brasil é todo preservado e que o pobres agricultores ficam encurralados em suas propriedades.
Um dos primeiros tópicos abordados pelo palestrante é um comparativo entre áreas protegidas no Brasil com o a Argélia. Algo que, vamos combinar, totalmente desproporcional. Afinal de contas, quantas "Argélias" não cabem em um Brasil?
Ainda nesta questão, sempre acompanhada de um tom de desdém (que predomina na palestra inteira), é apontado que a área preservada nos outros países, e na Argélia também, são áreas de deserto. Quem vê de fora acha que o deserto é uma área que não apresenta nenhum atrativo, inclusive porque a mesma é sumariamente desqualificada durante o vídeo, mas dois pontos foram "deixados de lado".
O primeiro ponto refere-se ao "porquê" da necessidade de preservar áreas de deserto; algo que não foi explicado em momento algum. Há esta necessidade para impedir que o deserto avance, especialmente se práticas agrícolas, para ficar no cerne da questão, foram realizadas no seu entorno, o que enfraquece o solo e permite o avanço do deserto. Algo que, inclusive, já está acontecendo no deserto do Saara, que avança no sentido Norte-Sul por conta (também) de práticas agrícolas (desde os tempos coloniais) por lá feitas.
O segundo ponto, que também foi "esquecido" refere-se a biodiversidade que os desertos apresentam. Ao contrário do que se imagina, alguns desertos apresentam uma riquíssima biodiversidade que, infelizmente, estão sofrendo ameaças por conta das mudanças climáticas.
Esses pontos já nos ajudam a perceber algo tendencioso na palestra apresentada que reforça um vitimismo por parte dos agricultores e que busca legitimar o uso pleno das terras brasileiras para a agricultura.
Outro ponto da palestra refere-se a um manifesto publicado por agricultores nos EUA chamado, em tradução livre, de "Fazendas aqui, Florestas lá". Segundo o vídeo, este movimento quer que o governo dos EUA ajude outros países, como o Brasil, em projetos de financiamentos de proteção às suas florestas para que eles, em suma, plantem cada vez menos, enquanto os agricultores norte-americanos plantem (e lucrem) cada vez mais.
Este movimento é usado para reforçar o achincalhamento de nossa política de preservação do meio ambiente, quando dados econômicos estimados por este movimento são apresentados (algo que deve fazer brilhar os olhinhos dos grandes latifundiários), mas que ignora completamente riscos ambientais que os mesmos sofreriam caso esta prática fosse colocada em vias de fato. Mas, vindo dos EUA, isso não nos espanta e a justificativa da não assinatura do Protocolo de Kyoto junto com a saída do Acordo do Clima de Paris nos mostram o porquê.
O que nos assusta de fato é que movimentos como esse têm ganhado voz aqui no Brasil (o dia do fogo que o diga) e isso ameça cada vez mais a Floresta Amazônica).
Num outro momento do vídeo, o questionamento se dirige agora para o CAR (Cadastro Ambiental Rural). O serviço é funciona como uma forma de controle sobre o quanto da propriedade rural realmente é dedicada para a preservação e se a mesma equivale a área determinada por lei vigente.
A nosso ver a ideia é uma forma eficaz ao que se propõe desde que haja uma fiscalização rigorosa, mas parece que o palestrante do vídeo pensa diferente.
Logo no começo ele faz uma comparação estapafúrdia dizendo que o CAR foi o maior trabalho escravo do Brasil, pois os agricultores foram obrigados a contratar empresas de georreferenciamento "picaretas" para realizar o trabalho. Como se isso pudesse ser comparado ao trabalho escavo e como se só existisse empresa de georreferenciamento que não presta. Mas como o foco é o meio ambiente...
Seguindo ainda no CAR, são mostrados dados que revelam que as áreas preservadas pelos agricultores (por força de lei é sempre bom que se diga) estão conectadas. O que é mostrado com espanto durante o vídeo. Entretanto, o que nos assusta é que parece que os agricultores têm mais consciência sobre o conceito de corredor ecológico do que um dos chefes da EMBRAPA!
É óbvio que as áreas de reserva devem se conectar. Isso é um dos pontos vitais para a sobrevivência de animais que ali vivem, pois conseguirão transitar por áreas maiores para se alimentar, procurar água ou mesmo se estabelecer em grandes bandos, dependendo do animal; não ficando encurralados a uma pequena área com escassez de recursos. É de se espantar que esse conceito não esteja em tela durante a palestra...
Como se não fosse pouco, ainda é pautado na palestra que indígenas, quilombolas e reservas florestais ocupam muito espaço, inclusive com insinuações de que isso atrapalha a agricultura do país.
Contudo, em momento algum se comenta que o nosso país era território indígena antes da chegada do europeu. Que o colonizador perseguiu, escravizou, dizimou e aculturou o verdadeiros donos dessa terra, que tiveram que se esconder (aqueles que puderam) no interior da floresta amazônica para fugir dos horrores do "homem-branco".
Assim como não se comenta os horrores vividos por afrodescendentes que foram arrancados de sua terra-mãe para serem escravizados aqui no Brasil, como muitos nasceram e morreram escravos sem sequer saber o que é liberdade. E que mesmo 150 anos após o fim da escravidão, a mesma continua velada e segrega a população negra que, em sua grande maioria, vive marginalizada na sociedade.
Então, as terras a eles dadas não são muitas não, pelo contrário, são poucas, ínfimas. Tamanha a dívida histórica que temos com estes grupos. Apesar de hoje agirmos como donos do país, temos que pôr a mão na consciência vermos realmente quem deveriam ser os donos das terras.
Em outro ponto (ou seria absurdo?) de destaque na palestra é evidenciado que a agricultura brasileira seria muito mais produtiva se não houvesse tanta proteção às terras como há no Brasil e que o agricultor brasileiro é o que mais preserva suas terras, fechando com o questionamento do quanto seria lucrativo se não houvesse tanta proteção assim.
Voltamos a dizer que essa "proteção" tão menosprezada durante a palestra só ocorre por força de lei (infelizmente, pois poderia ser por consciência ecológica). Também cabe aqui salientar que nossa produção agrícola é voltada para o mercado externo. Somos um país que produz safras recordes e estamos entre os maiores produtores mundiais de certos alimentos, mas quase nada disso chega à mesa dos brasileiros. Produzimos só de milho o suficiente para alimentar 3 "Brasis", mas quase nada disso fica em nosso território.
Em fala (sempre em tom jocoso) o palestrante afirma que somos um país que resolveu todos os seus problemas e que por isso pode deixar terras sem serem cultivadas. De fato, estamos longe de resolver nossos problemas, entretanto distribuir as terras protegidas ou permitir que agricultores plantem em toda a sua extensão não vai resolver nenhum deles.
A maioria da população continuará passando necessidade e nós continuaremos a bater safras recorde de gêneros alimentícios que não ficarão em nosso país. Afinal de contas a prioridade não é alimentar a nossa população, é fazer ração para engordar porco, cavalo e boi na China, nos EUA e na Europa.
Quando nos deparamos com palestras como essa, não fica difícil compreender certos posicionamentos do governo que permitem que episódios como o dia do fogo ocorram, mas que sejam atribuídos, devido a um "sentimento", a ONGs de proteção a Amazônia, que teriam perdido o repasse de verbas dado pelo governo brasileiro, mas que vem do "Fundo Amazônia", mantido majoritariamente por Alemanha e Noruega, que, por sua vez, decidiram suspender o repasse ao fundo por conta do uso que o atual governo está pretendendo fazer dele.
Embora, ainda hajam pessoas que não pensem desse jeito (ainda bem!), enquanto tivermos uma política e ambiental e externa comparáveis a uma criança com birra que não quer dar o braço a torcer e faz cada vez mais declarações com o intuito de desviar o foco principal ou acusações baseadas no "sentimento", estaremos caminhando, infelizmente, para um cenário sem volta.
Segundo o centro de pesquisas WRI, de Washington (EUA), aproximadamente 20% da população do planeta já vive situações de estresse hídrico (quando a água extraída de fontes e nascentes sobrepõe a capacidade disponível para aquela área), o que contribui ainda mais para um quadro de catástrofe climática, social e econômica.
Uso uso da água aumentou consideravelmente nos últimos anos e especialmente com o avanço não só da tecnologia, mas também com o crescimento populacional. Essa "equação" resultou numa necessidade cada vez maior por água; o que já está levando algumas regiões a falta da mesma ou a conviver com situações de grave estresse hídrico, o que pode desencadear em outros fatores.
Atualmente, a agricultura é um dos principais vilões no quesito de demanda por água. Especialmente quando se fala de uma agricultura irrigada onde não há o cuidado da utilização mais eficiente deste bem.
Grande parte da água usada em plantações agrícolas é desperdiçada, pois não há um controle rigoroso de quanta água que é utilizada para irrigar uma plantação ou a forma mais eficiente de sua utilização.
Também entra nessa lista a pecuária, embora em menor patamar, mas não menos preocupante, com a chamada "exportação virtual". Estima-se que dezenas de litros de água são utilizados para cada quilo de carne vendido, valor esse que se perde na exportação e não é cobrado no valor final do produto.
Mesmo que o fosse não resolveria a questão hídrica na pecuária, pois dificilmente seria revertido para contornar situações de estresse hídrico causadas pela própria atividade.
Soma-se a isso o fato (absurdo) de que a maior parte das plantações no mundo não são destinadas a pessoas, mas a fabricação de ração para animais que, mais tarde, serão parte da refeição da população.
População essa que também consome água e contribui para o estresse hídrico ser acentuado nas mais diversas escalas. O que compõe uma união de fatores que contribuem para uma situação calamitosa num futuro não tão distante.
A ocorrência do estresse hídrico em diversas áreas do planeta, pode acarretar (ou ser agravada) por processos de arenização e desertificação que podem ocorrer nessas áreas devido a demanda excessiva por água que pode "secar" as fontes disponíveis levando à alterações climáticas.
Por conseguinte, não fica difícil prever que pessoas migrariam para outras regiões (o que causaria o estresse hídrico em regiões onde antes não havia ou mesmo agravaria em regiões onde já ocorria), conflitos surgiriam (pelo controle de fontes e nascentes de água, como já há em certas áreas do Oriente Médio), o preço dos alimentos e de produtos da pecuária também poderiam se elevar (os mais pobres seriam afetados pela ausência de recursos para adquirir esses gêneros), mudanças climáticas poderiam ocorrer nas mais diversas escalas, paisagens seriam irreversivelmente modificadas e a lista não para...
Entretanto, ainda, não é o fim do mundo. Diversas são as formas que se apresentam para reduzir o estresse hídrico. Desde reaproveitamento da água, utilização da água da chuva, técnicas de irrigação mais eficientes e que combatam o desperdício (como a de gotejamento, muito utilizada em Israel), campanhas para o uso consciente da água, redução no consumo de carne, manutenção e aumento da eficiência das redes de abastecimento, são algumas das soluções que se apresentam para contornar essa situação que pode e, se nada for feito, vai se tornar um agravante no clima do planeta, com consequências sociais e econômicas.
Resta saber se diante de tantas soluções, que países estão dispostos a realmente executá-las?
Desde a semana passada, os meios de comunicação tem veiculado o acordo feito entre União Europeia e MERCOSUL que já vinha sendo debatido há duas décadas e finalmente saiu do papel. Embora o acordo ainda precise ser ratificado por todos os membros do bloco europeu e a estimativa é que o mesmo passe a valer somente depois de 2022.
O acordo, entre outras coisas, trata de relação econômica entre os dois blocos e prevê a isenção de tarifas alfandegárias para os dois lados, pelo menos por um longo período. Tal medida ajuda a aquecer a economia dos países pertencentes ao acordo, principalmente porque os produtos, sem as tarifas, ganham maior competitividade no cenário econômico dentro deste acordo, mas nem tudo são flores...
Grande parte dos produtos vendidos do MERCOSUL para a UE são produtos de baixo valor agregado como gêneros alimentícios e minérios; Já da UE para o MERCOSUL, grande parte das exportações são de produtos de alto valor agregado como carros e equipamentos tecnológicos.
Esse desequilíbrio na balança comercial entre os dois blocos reforça a ideia de uma antiga DIT (divisão internacional do trabalho) na qual os países periféricos e emergentes vendiam produtos de baixo valor agregado e compravam produtos de alto valor agregado, o que aumentava ainda mais a disparidade econômica entre eles.
Acordos como esse, por mais vantajosos que sejam (ou pareçam ser), reforçam um abismo econômico que é travestido de impulsionamento da economia para os países que compõem o acordo, quando, de fato, sabe-se que somente um lado é que vai lucrar com ele.
Outro ponto que nos chama a atenção é que um acordo assinado durante a madrugada (mesmo que seja por conta do fuso) soa como um certo desespero por parte do MERCOSUL, principalmente porque os países desse bloco andam com suas economias fragilizadas há algum tempo.
Como o acordo ainda precisa ser ratificado para entrar em vigor, fica difícil cravar um "sucesso" ou "fracasso" do mesmo para os dois lados. Entretanto, não fica difícil ver quem já sai perdendo com esse acordo. Ainda mais quando observamos que o mesmo toca em diversos assuntos como de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual, mas não entra nos campos da cooperação tecnológica e intelectual.
Pontos esses que seriam de grande valia para o MERCOSUL e também para a UE, claro; mas que não se apresentaram durante os discussões do acordo.
Mais um relatório da ONU vem alertar sobre as necessidades de uma mudança de postura global sobre o combate ao aquecimento global e seus efeitos.
Dessa vez, o relatório atenta para um abismo entre ricos e pobres ao enfrentar situações de extrema mudança climática por conta do aquecimento global. O mesmo aponta para um "apartheid climático" entre ricos (bem abastecidos e pagando para não passar pelos açoites do aquecimento global) e pobres que enfrentarão até mesmo a morte para tentar sobreviver às intempéries do clima em tempos de aquecimento global.
Contudo, fugindo deste cenário de "mais do mesmo" o relatório também aponta para a necessidade de não deixarmos a responsabilidade apenas para o setor privado, como praticamente tem acontecido nos últimos anos. Se acompanharmos a linha temporal das COPs, veremos que pequenos passos foram dados diante da urgente necessidade de medidas concretas para revertermos este cenário catastrófico.
Bem verdade que medidas importantes foram tomadas e muito se espera do Acordo de Paris, mas algo de efetivo deve e precisar ser feito. Do contrário, toda a COP se resumirá em representantes de Estado proferindo discursos apocalípticos sobre as mudanças climáticas, mas ausente de propostas concretas para tentar reverter este quadro.
Assim, de relatório em relatório, a ONU cansa de alertar sobre a urgência de medidas concretas para reverter esta situação, mas o aviso é encarado com muita seriedade por poucos e como "apenas mais um" para muitos. Nesse meio tempo, o planeta, em especial a população pobre, vai pagando o preço que está ficando cada vez mais alto...