sexta-feira, 9 de março de 2012

1 ano do terremoto e tsunami que atingiram o Japão

No próximo domingo, 11 de março, completará 1 ano do desastre que varreu parte do Japão ano passado. O terremoto e o tsunami que atingiram o país, acabaram até provocando um acidente nuclear, o que piorou ainda mais a situação do país resultando em milhares de mortos e desaparecidos. 

Apesar disso, as áreas afetadas entraram em largo processo de reconstrução. O que pode ser visto clicando aqui.

Mesmo com o processo de reconstrução, que demandará um investimento de 400 bilhões de Reais, o equivalente aproximadamente ao PIB de Portugal, é difícil dizer quanto tempo levará para que todas as áreas atingidas sejam recuperadas. Fato é que esse desastre ficará na nossa memória e, principalmente, na dos japoneses.

O fenômeno natural que provocou o terremoto se deve as placas tectônicas que se movimentam uma ao lado da outra, ou uma sobre a outra, ou até mesmo uma por baixo da outra. Geralmente quando esses movimentos ocorrem sob muita pressão, ocasionam os terremotos. Dependendo da força dos movimentos os tremores podem nem ser sentidos ou causar verdadeiras devastações como a do Japão.

Para melhor compreensão desse processo, não só no Japão, mas ao longo do planeta, há esse vídeo que é bem didático para explicação deste fenômeno. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Desterritorialização também no Porto do Açu

50 (!) policiais militares e alguns seguranças, cumpriram uma ordem de reintegração de posse para retirar 8 (!) pessoas de uma casa que estava dentro dessa área se ser reintegrada. 

A casa fica na área que será destinada a construção de um distrito industrial e do Porto do Açu no Rio de Janeiro.

Ta aí, mais uma vez quem deveria agir em nome da população, agindo em nome do poder privado. O pior nisso tudo é que, se questionarmos isso, vão nos dizer que é pelo desenvolvimento e melhoria da economia do nosso estado, mas nós sabemos a economia de quem vai desenvolver e melhorar... 

Cerca de 50 policiais militares e alguns seguranças privados retiraram na manhã de ontem oito moradores de uma casa que havia sido desapropriada pela Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro) em São João da Barra, norte do Estado. 

Vários imóveis na região foram desapropriados pela Codin para a construção de um distrito industrial e do porto do Açu, do grupo EBX, do empresário Eike Batista. 

O pagamento das indenizações foi feito pela LLX, braço de logística do grupo EBX. Segundo a Codin, a empresa antecipou o dinheiro para o órgão estadual. 

De acordo com a oficial de Justiça Mariana Lacerda, a LLX conseguiu uma liminar para reintegração de posse que começou a ser cumprida às 5h e terminou às 11h30. Houve protesto dos moradores, que foram ameaçados de prisão caso não saíssem. 

Oito pessoas foram retiradas da casa. Uma das moradoras, Maura Xavier Ribeiro, 48, disse que a polícia usou violência. "Bateram o pé na porta e tiraram todo mundo." 

OUTRO LADO
 
Segundo a LLX, muitas indenizações foram depositadas em juízo porque a documentação estava irregular. 

A LLX nega o uso de violência, mas admitiu que a família foi retirada com a ajuda de bombeiros. A empresa alega que a família não morava no local e só estava presente porque sabia da operação de reintegração.


A desterritorização em nome da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro

Já havia expressado anteriormente (1, 2) minhas preocupações acerca da realização dos eventos esportivos no Rio de Janeiro. 

Contudo, as mesmas voltam a tona com um problema cada vez mais flagrante: a desterritorialização dos moradores de comunidades do Rio de Janeiro para dar lugar as obras para tais eventos. 

Apesar de resistência oferecida pelo moradores, milhares de pessoas já foram removidas de suas casas. As que ainda permanecem em suas residências, protestam da forma que podem para que este processo seja extinguido. 

Mesmo que a Prefeitura do Rio alegue que indeniza as pessoas e lhes proporciona a moradia. Algumas questões devem ser pautadas:

  • A relação dessas pessoas com o lugar onde moram. Yi-Fu Tuan, já nos dizia da relação de "afeto" que as pessoas têm com o lugar onde vivem. Neste caso, o mesmo pode se colocar para essas pessoas; algumas delas, talvez, habitam essas áreas por décadas ou desde o seu nascimento. Sendo assim a relação de pertencimento das mesmas com o local é muito forte e não deve ser rompida de forma tão brusca. 
  • A remoção para locais distantes dos de origem dessas pessoas implica em outra questão a ser levantada. Geralmente, as pessoas removidas de suas casas, quando conseguem indenização e um local pra morar, são levadas para áreas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Contudo, sua vida, seu emprego e seu lazer foram construídos nas proximidades do local onde moram; com essa mudança para um lugar mais distante não há como não pensar no quão comprometida ficam essas relações com esse distanciamento, levando talvez a impossibilidade de mantê-las. E sem emprego, como fica a situação dessas pessoas ?
  • Outra questão também é a da infra-estrutura. Geralmente, os locais para onde são enviadas essas pessoas não apresentam condições para que as mesmas possam se estabelecer nestes locais: empregos escassos, transporte deficitário (mais do que o normal), coleta de lixo irregular, distância considerável do centro da cidade... Tais percalços levam muitas vezes os moradores a venderem suas casas nestes locais e se deslocarem para comunidades próximas a sua antiga, a fim de conseguirem melhores condições para seu sustento. 
A luta continua e promete se estender até a realização dos eventos. Com isso, temos mais um capítulo que mostra como quem deveria agir a favor das pessoas, age cada vez mais contra elas... Seja desterritorializando-as, seja com preços abusivos nos transportes que aviltam cada vez mais a população. 
 


Supostamente deveria ser um momento triunfante para o Brasil.  Nos preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 que serão realizados aqui, as autoridades celebraram os planos para um “Parque Olímpico”, completo com um novo parque à beira da lagoa e vilas para os atletas, os apregoando como “um novo pedaço da cidade”.

Havia apenas um problema: as 4.000 pessoas que já vivem naquela parte do Rio de Janeiro, em uma ocupação ilegal de décadas que a prefeitura deseja remover. Recusando-se a sair facilmente e levando sua luta às ruas e à Justiça, elas têm sido uma pedra no sapato da prefeitura há meses.   

“As autoridades acham que progresso é demolir nossa comunidade, para que possam realizar as Olimpíadas aqui por poucas semanas”, disse Cenira dos Santos, 44 anos, que possui uma casa na favela, conhecida como Vila Autódromo. “Mas nós os assustamos ao resistirmos.”

Para muitos aqui, a realização da Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 em solo brasileiro é a expressão maior da elevação do país ao palco mundial, símbolos perfeitos do novo poder econômico e posição internacional.

Mas algumas das forças que permitiram a ascensão democrática do Brasil como potência regional --a expansão vigorosa da classe média, a independência de sua imprensa e as expectativas cada vez maiores de sua população-- estão infernizando os preparativos para ambos eventos.

Nos canteiros de obras dos estádios, os operários, ávidos em compartilhar da crescente riqueza ao seu redor e recém-empoderados pela taxa de desemprego historicamente baixa do país, estão pressionando agressivamente por aumentos salariais.

Os sindicatos já estão realizando greves em pelo menos oito cidades onde estádios de futebol estão sendo construídos ou reformados, incluindo uma greve em fevereiro de 500 operários na cidade de Fortaleza, no Nordeste, e um movimento nacional de 25 mil operários nas obras da Copa do Mundo tem ameaçado entrar em greve. Os atrasos nas obras estão alimentando problemas com a Fifa. O secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, disse no final da semana passada que os organizadores brasileiros estão atrasados, acrescentando: “Vocês precisam de um impulso, é preciso dar um pontapé na bunda e organizar esta Copa”. O ministro dos Esportes do Brasil reagiu no fim de semana, dizendo que os comentários de Valcke foram “ofensivos”.

Enquanto isso, os moradores de algumas favelas que enfrentam despejo, estão se unindo e resistindo, diferente dos preparativos para as Olimpíadas de 2008 em Pequim, onde as autoridades removeram facilmente centenas de milhares de famílias da cidade para os Jogos.

Os moradores estão usando câmeras de vídeo e redes sociais para divulgar sua mensagem. E às vezes recebem ajuda da vibrante imprensa brasileira, de causar inveja a outros países latino-americanos.

Não apenas a imprensa e novos blogs concentram sua atenção nos despejos, como também perseguem as autoridades acusadas de corrupção envolvendo os planos para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo.

“Esses eventos deveriam celebrar as realizações do Brasil, mas está acontecendo o oposto”, disse Christopher Gaffney, um professor da Universidade Federal Fluminense. “Nós estamos vendo um padrão insidioso de desrespeito pelos direitos dos pobres e estouros de custo que são um pesadelo.”

A cultura política do Brasil também contribuiu com sua parte para os atrasos, com escândalos de corrupção envolvendo importantes autoridades dos esportes.

Mas a remoção das favelas tem causado um desconforto nas ruas. Uma rede de ativistas em 12 cidades estima que até 170 mil pessoas poderão ser despejadas antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas. No Rio, despejos estão ocorrendo em favelas por toda a cidade, incluindo a favela do Metrô, perto do estádio do Maracanã, onde os moradores que se recusaram a sair vivem em meio aos escombros das casas demolidas.

Os despejos estão trazendo de volta fantasmas em uma cidade com um longo histórico de remoções de favelas inteiras, como nos anos 60 e 70 durante a ditadura militar do Brasil. Milhares de famílias foram deslocadas das favelas em áreas litorâneas nobres para a distante Cidade de Deus, a favela retratada no filme homônimo de 2002.

À medida que o Rio se recupera de um longo declínio, alguns novos projetos são altamente bem-vindos, como um elevador para uma favela em um morro em Ipanema, ou os novos bondinhos nas favelas do Complexo do Alemão. As autoridades também insistem que os despejos, quando considerados necessários, seguem a lei, com as famílias recebendo indenização e uma nova moradia.

“Ninguém é despejado a não ser por um motivo importante”, disse Jorge Bittar, o secretário de Habitação do Rio.

Mas alguns moradores de favela acusam as autoridades de contribuir para desigualdades já consideráveis. O boom econômico do Brasil provocou despejos por todo o país, às vezes independente dos Jogos. Em várias cidades, os favelados frequentemente só descobrem que suas casas podem ser demolidas quando literalmente são marcadas para remoção.

Em Manaus, a maior cidade do Amazonas, os moradores encontraram as iniciais BRT, uma referência ao novo sistema de transporte, pichadas nas casas que seriam demolidas. Em São José dos Campos, uma cidade industrial, uma remoção violenta em janeiro de mais de 6.000 pessoas prendeu a atenção do país, quando tropas de choque invadiram, entrando em choque com ocupadores armados com bastões de madeira.

No Rio, muitas pessoas que enfrentam despejo moram nos bairros no oeste da cidade, onde grande parte dos espaços olímpicos está localizada e as favelas persistem em uma área vasta de condomínios margeados por palmeiras e shopping centers.

“A lei brasileira está se adaptando para a realização dos Jogos, não os Jogos estão se adaptando à lei”, disse Alex Magalhães, um professor de direito da Universidade Federal do Rio.

Organizações formadas pelos favelados também estão usando a lei e as redes sociais, em um país com o segundo maior número de usuários do Twitter, atrás apenas dos Estados Unidos.

Uma das disputas mais duras gira em torno da Vila Autódromo, uma favela marcada para remoção para abrir espaço para o Parque Olímpico.

“A Vila Autódromo não tem nenhuma infraestrutura”, disse o secretário Bittar. “As ruas são de terra. A rede de esgoto vai direto para a lagoa; é uma área absolutamente precária.”

Muitos na Vila Autódromo veem as coisas de modo diferente. Alguns têm casas espaçosas construídas por eles mesmos. Goiabeiras fazem sombra nos quintais. Algumas ruas têm carros estacionados, um sinal da expansão da classe média baixa do Brasil.

Os moradores levaram sua luta para a Internet, postando vídeos de discussões com as autoridades. Eles começaram a trabalhar com a Defensoria Pública buscando a paralisação da remoção, apesar de terem perdido em uma decisão chave recentemente.

A imprensa noticiou que a prefeitura do Rio pagou R$ 19,9 milhões para duas construtoras pelo terreno para assentamento dos moradores da Vila Autódromo; as duas empresas doaram fundos para a campanha de Eduardo Paes, o prefeito do Rio. Paes negou qualquer ação imprópria, mas cancelou prontamente a compra do terreno.

Ainda assim, as autoridades dizem que planejam remover a favela para abrir caminho para avenidas em torno do Parque Olímpico, levando os moradores a buscar novas estratégias para resistir ao despejo. “Nós somos vítimas de um evento que não queremos”, disse Inalva Mendes Brito, uma professora na Vila Autódromo. “Mas quem sabe se o Brasil aprender a respeitar nossa escolha de permanecer em nossas casas, as Olimpíadas venham a ser algo para ser celebrado no final.” 
 
(Erika O’Conor e Taylor Barnes contribuíram com reportagem

Tradutor: George El Khouri Andolfato
 
Extraído de uol.com.br - Dica do amigo Pablo Campos

sexta-feira, 2 de março de 2012

Coreia do Norte paralisa programa nuclear

O governo norte americano e o norte coreano divulgaram essa semana notas sobre o acordo firmado entre os dois governos, onde o norte americano se comprometeria a doar 240 toneladas de alimentos em troca da paralisação do programa nuclear norte coreano. 

Tal acordo levanta algumas questões um tanto curiosas... 

Ta aí uma atitude que pode se dizer que não se esperava de um ditador... Por ser um governo novo já que Kim Jong-un entrou recentemente, substituindo o seu pai Kin Jong-il, e de cunho ditatorial, esperava-se medidas severas já que o governo é novo e precisaria mostrar poder para se firmar... 

Outra questão mostra que se o acordo foi firmado agora é sinal de que era o pai, Jong-il, quem estava negociando e não o filho, Jong-un. O que não impede do filho usar como gancho e dizer que estava sendo guiado pelo pai e assim tentar se aproximar da população (mesmo que ela não pareça ser tão simpática assim ao governo, embora o medo a faça demonstrar o contrário...)

Mais um ponto a ser levantado é o temor por uma possível "Primavera Norte Coreana"...  A condição da população é das piores possíveis e há relatos de que a população passa fome... Então essa fome generalizada poderia gerar uma revolta contra o governo, que pode estar usando esse acordo para tentar sanar, mesmo que temporariamente, este problema da fome. 

Apesar do acordo, os EUA estão com o pé atrás... No passado a Coreia do Norte já fez acordos do gênero e os descumpriu logo em seguida... Esse medo se faz presente, pois os testes feitos recentemente na Coreia apresentaram falhas, que só podem ser corrigidas com mais testes... 

E o receio é tão grande que, nos termos do acordo, também foi firmando que agentes irão acompanhar a distribuição da comida para a população (há o receio de que a comida fique apenas com os militares ou até mesmo que a Coréia do Norte exporte os alimentos recebidos). 

Essa acordo pode sinalizar uma possível abertura do governo Norte Coreano, mas não podemos afirmar isso. Como sempre nos resta dar tempo ao tempo para ver como o pós-acordo irá evoluir...

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 29, que a Coreia do Norte concordou em suspender seu programa de mísseis nucleares e em permitir a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIRA), ligada à ONU.


Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado americano, afirmou que agentes da AIEA vão verificar as paralisações nas atividades de enriquecimento de urânio e a confirmar que o reator nuclear de Yongbyon está fora de operação. A informação foi confirmada pela KCNA, a agência estatal norte-coreana.
Segundo a KCNA, a Coreia do Norte tomou as decisões em resposta a um pedido dos Estados Unidos e "com o intuito de manter uma atmosfera positiva" no que descreveu como "negociações de alto nível" entre diplomatas dos dois países.
Ainda de acordo com o comunicado do governo americano, enviados de Washington vão se encontrar com representantes de Pyongyang para finalizar os detalhes de um acordo que prevê o envio de 240 toneladas métricas de alimentos para a Coreia do Norte.
"Os Estados Unidos ainda têm profundas preocupações a respeito do comportamento norte-coreano em várias áreas, mas o anúncio desta quarta reflete um importante, ainda que limitado, progresso na discussão de algumas dessas questões", disse Victoria. Segundo ela, Washington "reafirma que não tem nenhuma intenção hostil e está preparado para tomar atitudes que melhorem a relação bilateral no espírito do mútuo respeito à igualdade e à soberania".
O anúncio é feito depois que as negociações foram retomadas na semana passada - o diálogo estava paralisado devido à morte do ex-líder de Pyongyang, Kim Jong-il. Antes disso, Coreia do Norte e Estados Unidos estavam perto de um acordo para que as conversas envolvendo também China, Japão, Coreia do Sul e Rússia recomeçassem.

UFF e empresa alemã se unem pela energia eólica

A Universidade Federal Fluminense firmou uma parceria com uma empresa alemã para pesquisas e difusão de tecnologia referentes a produção de energia eólica (gerada pelos ventos) em nosso país. 

A parceria inclui além da instalação de geradores eólicos em campus da UFF, um estudo de possíveis locais de aproveitamento para energia eólica associado a tecnologia para tal feito. 

Acho louvável a atitude da UFF em investir em energia limpa e em pesquisa para tal... Quem sabe desses estudos não surge uma forma de torná-la aproveitável em escala industrial?... 

O meio ambiente agradece e esperamos que dessa parceria muito ainda possa ser feito em favor do mesmo não só em escala local, mas em escala nacional também; quem sabe até exportando tecnologia que ajude a propagar o uso de energia limpa pelo mundo (isso se certas empresas deixarem...)

 Universidade Federal Fluminense (UFF) e a empresa alemã de projetos de energia eólica e solar Fuhrländer vão desenvolver um aerogerador que fornecerá energia elétrica a cerca de 40 mil pessoas, além de um curso de extensão em energias renováveis para profissionais da área.
O convênio firmado no início do mês prevê também a construção de dois laboratórios na fazenda da UFF em Iguaba Grande (RJ), na Região dos Lagos: um vai abrigar o aerogerador e o outro terá cinco módulos para captação de energia que serão instalados nos tetos de prédios da universidade, nos municípios de Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis, Búzios e Niterói. Cada módulo contará com um aerogerador e uma estação anemométrica (que verifica os ventos e a temperatura).
O professor de engenharia elétrica Geraldo Tavares e gerente do Laboratório de Energias e Ventos da UFF explicou que o Brasil carece de profissionais nessa área e faltam pesquisas sobre as especificidades do país em matéria de vento e de energias renováveis não poluentes
“É uma oportunidade para o Brasil aproveitar a qualidade de seus ventos, que têm uma velocidade de 8,5 metros por segundo. A gente vai transferir parte dos cursos da Academia Fuhrländer de maneira adaptada às condições do Brasil. Além disso, teremos um laboratório em escala real não só para treinar pessoal, mas também para fazer pesquisas na área, principalmente, na de qualidade de energia, de desempenho de aerogeradores.”
Geraldo explicou que a maioria dos aerogeradores fabricados atualmente tem um sistema de controle otimizado aos maiores mercados desse setor, em países com padrões de vento diferentes dos ocorridos aqui. “Se conseguirmos otimizar esse sistema de controle para os nossos ventos, podemos ter um aumento na produção de energia de 5%, o que é uma quantidade muito grande.”
A Fuhrländer é uma empresa alemã que fabrica peças para torres de energia eólica. A Academia Fuhrländer é a universidade cooperativa da empresa e recebe financiamento do governo alemão. Além de treinar profissionais na Alemanha, a academia promove parcerias para a expansão de conhecimentos e formação de profissionais especializados na implantação e no fornecimento de energia eólica e solar.
*Publicado originalmente pela Agência Brasil