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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cinema, Pipoca e Geografia! - A Grande Aposta

Resultado de imagem para a grande aposta

A indicação de hoje se trata de um filme recente e que andou colecionando algumas estatuetas: "A Grande Aposta". 

O filme, de forma bem descontraída e com algumas sacadas geniais, busca explicar a crise da bolha de 2007, através de um grupo de pessoas que decidem se beneficiar da crise através da previsão da mesma. 

O assunto, bem comum nos dias atuais e sempre recorrente em vestibulares é bem abordado pelo filme e de forma "didática" por assim dizer. 

Não entrando muito em detalhes para evitar spoilers, a grande aposta é um filme que merece a atenção dos vestibulandos e alunos. 

Como atividade, podemos solicitar aos alunos os reflexos da crise em escala global e nacional também. O resultado das pesquisas podem ser apresentados em forma de seminário, individual ou em grupo. 

Vale a pena conferir!!!!!!!!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mais uma cúpula do clima começa

Esta semana teve início a cúpula do clima, onde países buscam reafirmar o Acordo de Paris, firmado há 2 anos.

Em pauta um dois dos maioes desafios da reunião: como reforçar e avançar no Acordo de Paris e como suprir a ausência dos EUA que se retiraram do acordo.

O primeiro parece ser mais fácil de ser resolvido, já que é inegável o esforço dos 200 países signatários do Acordo. Esta questão parece estar com amarras relacionadas aos detalhes sobre o que cada país pode fazer.

Ao que parece, a antiga rixa entre os países sobre porque a meta de um é diferente do outro foi superada. Isso coloca os países em um novo desafio: o de cumprir as obrigações que os próprios países delimitaram e que tipos de ajuda eles terão para atingirem suas metas. O que parece (parece!) não haver empecilhos para tal, mas esbarra em minuciosos detalhes que levam certo tempo para serem acordados.

Já o segundo desafio, parece um trabalho hercúleo: Tentar suplantar a ausência dos EUA do Acordo de Paris.

Ao que foi demonstrado até agora, o atual presidente parece irredutível em relação a esta questão é continua a creditar a conta do aquecimento global nos chineses. Com isso, fica extremamente difícil, para não dizer impossível, uma redução efetiva dos gases que agravam o efeito estufa no planeta.

Se não há como fazer o presidente mudar de opinião. Infelizmente resta esperar para que o próximo presidente coloque novamente os EUA no acordo de Paris.

Até lá, podemos contar com a boa vontade de alguns estados norte-americanos e várias empresas privadas dos EUA se uniram por conta própria e decidiram apoiar o Acordo de Paris. A medida é um grande passo para amenizar o aquecimento global, mas a participação dos EUA como um todo se faz essencial para que o aquecimento global provocado pelos gases estufa recue de forma efetiva.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Com a crise, novas favelas surgem no continente europeu

Antes de mais nada, gostaríamos de salientar alguns pontos sobre o assunto que vamos abordar hoje. 


1 - Favela, numa forma de classificação bem simplista, pode ser considerada como qualquer ocupação irregular. Não necessariamente, isto significa que ela precisa ser em cima de um morro ou em uma encosta ou qualquer outro lugar de elevada altitude. (Caso se interesse por uma explicação mais aprofundada, clique aqui)

Dizemos isso porque é muito comum, especialmente no Rio de Janeiro, as pessoas associarem favelas com ocupações de encostas de morro ou áreas de grande altitude. Isto ocorre porque, historicamente, as primeiras favelas surgidas no Brasil estavam localizadas no alto de morros e, até hoje, principalmente no Rio de Janeiro, essa prática se mantém, o que reforça ainda mais essa associação entre favela e lugares elevados. 

2 - De forma alguma, queremos dar a entender que o meio principal do surgimento e, em alguns casos, do ressurgimento, de favelas no continente europeu se deve aos imigrantes. Essa questão é antiga e este fator pode até ser um agravante, mas a principal causa, não mesmo. 



Feitas essas duas afirmações, começamos o texto de hoje abordando um tema que, a esta altura, não é mistério para mais ninguém: o aparecimento e reaparecimento de favelas no continente europeu

Salientamos que isto é um caso antigo e alguns países como Alemanha e França até conseguiram reduzir significativamente a quantidade de favelas em seus países, chegando até a erradicação das mesmas, mas hoje a situação é outra. 

Com a crise migratória, endossada pelo conflito civil na Síria, uma onda migratória, superior até a da Segunda Guerra Mundial, se dirigiu ao continente europeu, especialmente aos países integrantes da União Europeia.

Logicamente que nenhum país estava preparado para receber de forma adequada tal onda, o que acabou levando muitos imigrantes a ficarem em situação de calamidade e, na esteira dessa situação, à saída da Inglaterra da UE. 

Claro que, apesar de este ser um fator agravante, não é o único responsável pela geração de favelas em território europeu. Afinal de contas, existe sim uma taxa de pessoas de baixa renda nesses países e estamos falando de nativos, não de imigrantes.

Diante disso, deve-se tomar o devido cuidado ao analisar esse processo do aumento do número de favelas europeias, tendo sempre em mente que ele não é de hoje e também não ocorre exclusivamente por conta da onda migratória que se avoluma há 5 anos. 

O bloco europeu, possui sim seu lado pobre, mas que faze questão de escondê-lo e o resultado do escamoteamento disso pode te conduzir a um raciocínio errôneo. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Brexit ganha mais um capítulo: A especulada conta do "divórcio"

Segundo um jornal europeu, parece que a conta do divórcio proposto pela Inglaterra a União Europeia saiu. 

Ainda de acordo com o mesmo jornal a quantia não deve ultrapassar 3% do PIB inglês em 2015, o que dá um valor aproximado de 60 Bilhões de Euros!!!!!

Claro que este valor pode ser reduzido com aquela barganha inglesa junto ao bloco. 

Os valores podem ser confirmados na próxima reunião entre as duas partes onde teremos pelo lado inglês a pressionada e questionada May e do outro o presidente da comissão da UE, Junker. 

O encontro, que acontece no próximo dia 4, promete ser decisivo para ambas as partes que sentarão para negociar o acordo de saída do Reino Unido do bloco.

Claro que ainda corre por fora a chance da negociação emperrar e o Brexit acabar não saindo do papel. Algumas alas políticas dentro da Inglaterra, tanto da oposição quando do próprio partido de May, já acenaram com essa possibilidade antes

Fato é que esses valores podem ser mera especulação, mas a reunião do dia 04/12 promete ser crucial para o andamento ou não do processo... 

Mais uma vez, é esperar pra ver...

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Que saldo teve a COP 23?





Mais uma COP se foi, a 23ª, e podemos dizer que apesar de todo o esforço em torno de importantíssima questão climática, houveram prós e contras. Podemos destacar alguns pontos deste saldo a seguir:

Negativo para o mundo, porque após 2 anos de estabilidade, o nível de CO2 na atmosfera voltou a crescer

Negativo para o acordo de Paris que ainda conta com a ignorância do presidente dos EUA (2ª maior nação poluidora do mundo) que insiste em não cooperar com o Acordo de Paris. Provavelmente achando que a culpa ainda é dos chineses... 

Negativo até para o nosso pais que ganhou o prêmio fóssil do dia por oferecer para empresas petrolíferas incentivos fiscais por 30 ANOS! que acumulados somam a exorbitante quantia de 1 TRILHÃO DE REAIS!!!

Claro que há também o outro lado da balança, onde devemos ressaltar projetos ambiciosos como a redução da energia proveniente do carvão mineral por parte de alguns países europeus, como Alemanha e Inglaterra, que se comprometeram em investir em energias limpas para suprir a dependência do carvão mineral

Positivo também para o mundo que ganhou mais investimentos na área de pesquisa e execução de projetos verdes. 

Positivo para o Acordo de Paris que não foi esvaziado politicamente, mesmo com a saída dos EUA (valendo aqui comentar que os EUA ainda são estritamente necessários no engajamento pela mitigação das consequências das mudanças climáticas; Haja visto que mesmo que Europa, adote suas medidas, elas ainda não compensarão os danos causados pelo não engajamento dos EUA). 

Positivo, em parte, até para o próprio EUA que mesmo com a supracitada ignorância do seu presidente, mobilizou-se em esferas menores de poder como estados e municípios, além da iniciativa privada e assinaram o acordo climático por conta própria. 

Para o Brasil que, apesar dos pesares, conseguiu reduzir em 28% o desmatamento na Amazônia e apresentou, via ONG, uma proposta concreta para conter os avanços do desmatamento na Floresta Amazônica e ainda se candidatou a sediar a COP25, já que a próxima será realizada na Polônia, no ano que vem. 

Aliás, a próxima COP promete ser ainda mais desafiadora; pois já se espera que 2 anos após o acordo de Paris, algum resultado, mesmo que tímido, seja apresentado. Pelo menos este é o desejo do grupo de países insulares, os mais afetados por essas mudanças, correndo até mesmo o risco de desaparecerem caso nada seja feito.

Também será grande a pressão sobre os EUA em relação ao Acordo de Paris, já que até mesmo a Síria, em guerra civil e num estado de calamidade total, assinou o Acordo, deixando os EUA isolado em sua posição de recusa a assinatura do mesmo.