Pesquise No Blog

Loading

sábado, 24 de setembro de 2011

Pesquisa do IPEA revela dados sobre a renda brasileira

Recente pesquisa do IPEA revela dados sobre a renda da população brasileira e sobre a desigualdade em nosso país.

Como já era de se esperar a renda sofre um aumento e a desigualdade sofre queda. Muito disso se deve ao crescimento econômico que o nosso país vem apresentando, associado as políticas de redistribuição de renda ou assistencialistas, como queiram, como é o caso do Bolsa Família. 

Outro dado que também já não nos causa espanto revela que o número de filhos por casal vem decaindo e que o número de casais sem filhos sofreu aumento. Isso se deve ao custo elevado da criação de filhos, que faz casais reconsiderarem a vontade de ter filhos haja visto os gastos que terão que assumir com essa decisão que pode levá-los a uma situação bastante complicada financeiramente. 

Afinal de contas, mesmo que a renda tenha aumentado e as desigualdades diminuído, ainda vivemos em um país com juros e impostos abusivos. Sendo assim criar filhos torna-se uma tarefa financeiramente onerosa e que cada vez mais casais parecem estar dispostos e não enfrentarem. 

Contudo, vemos que o número de filhos por casal ainda é alto em setores da sociedade onde a renda é precária. Muito disso se deve a falta de informação e acesso a métodos contraceptivos que as pessoas que compõem este setor da sociedade possuem, mas não podemos fechar o olho também para casais que optam por ter mais filhos para assim conseguirem uma renda maior em cima do bolsa família. Apesar de triste, não podemos fechar os olhos para essa realidade e fingir que não há pessoas que se valem dessa prática, pois há sim.

Dados como esse reforçam ainda mais que a nossa pirâmide etária vem sofrendo uma transformação onde nossa base tenderá a estreitar ao longo dos anos e do meio para o topo tenderá a se alargar, configurando assim o nosso país como um Brasil com predominância de população adulta e idosa. 

Isso futuramente poderá acarretar em algumas mudanças tais como:

  • Aumento dos custo com previdência, já que nossa população terá mais aposentados do que pessoas trabalhando. 
  • Mudança no quadro médico do país, já que com a maioria de idosos serão precisos mais geriatras do que pediatras que hoje compõem a maioria, em relação aos geriatras, de profissionais do sistema de saúde devido a nossa população ser jovem.
  • Aumento do tempo de contribuição para a previdência social, pelo mesmo motivo do primeiro apontamento. 
  • Modificação de equipamentos urbanos para atender aos idosos (esse na verdade já deveria estar sendo feito desde agora, ou melhor, sempre deveria existir, mas nunca foi dada a devida atenção aos idosos...)
Pelos dados da pesquisa, a mudança caminha mesmo para se concretizar. Contudo, quer apostar como nossos governantes vão esperar a bombar estourar para depois tentar fazer algo quando poderiam implementar ações desde agora para que, por exemplo, a previdência não acabe sofrendo um déficit enorme com o envelhecimento populacional ?

Mas como dizem... Pra que eles pensarão nisso ? O mandato deles só duram 4, no máximo 8 anos. E isso só vai acontecer daqui há uns 20 mesmo... Não é responsabilidade deles não é mesmo ?...

Depois tem gente que se pergunta porque esse país não vai pra frente... 


O estudo Mudanças Recentes na Pobreza Brasileira, divulgado nesta quinta-feira 15 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que entre 2004 e 2009 a desigualdade no Brasil caiu 5,6% e a renda aumentou 28%. Uma melhora atribuída, entre outros fatores, ao crescimento econômico, geração de empregos, aumento da escolaridade de adultos e aos programas de transferência de renda.
No período avaliado, passou de 51,3 milhões para 77,9 milhões o número de brasileiros vivendo em famílias com renda igual ou maior a um salário mínino (545 reais em 2011) por pessoa, um aumento de 26,6 milhões. No entanto, em 2009, 107 milhões de indivíduos tinham renda inferior a 465 reais per capita por mês.
Naquele mesmo ano, 69% da renda dos brasileiros teve origem em trabalho com mais de um salário mínimo, 4% com salário igual a um mínimo e 14% da Previdência Social, com salário superior ao mínimo.
No entanto, o estudo mostra que a diferença na dependência de benefícios do governo entre os não-pobres (545,00 reais ou mais por pessoa ao mês) é elevada. Nesta faixa da população, 74% das pessoas possuem renda de trabalho maior que um salário mínimo, enquanto 49% dos extremamente pobres (até 67 reais mensais por pessoa) recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês a idosos, deficientes e incapacitados, e 39% o Bolsa Família, as maiores proporções registradas respectivamente.
Segundo o levantamento, ainda houve uma alteração na composição familiar. Em 2004, 40% das famílias eram formadas por um casal com um a três filhos, 9% de mulheres com um a três filhos, 4% da população com quatro ou mais crianças e 47% sem crianças.
Cinco anos depois, os casais com um a três filhos somavam 35%, as mulheres com um a três filhos mantiveram os 9%, a proporção de pessoas com quatro crianças ou mais caiu pela metade, 2%, e aumentou para 53% a porcentagem de indivíduos sem filhos.
As estatísticas também mostram que, em 2009, 73% dos não pobres não tinham filhos, a maior proporção entre as camadas sociais analisadas. Por outro lado,  os extremamente pobres possuem o maior índice de quatro filhos ou mais do País, 23%.
Pobreza
A distribuição espacial da pobreza não sofreu muitas alterações no período, sendo que se concentra em maior proporção nas zonas rurais de pequenas cidades nordestinas. Nas zonas urbanas do Sudeste e grandes municípios do Nordeste, a incidência de pobreza extrema é menor em proporção, mas devido à quantidade de habitantes dessas regiões, o número de extremamente pobres é elevado.
O estudo divide a população brasileira em Idade Ativa e a classifica em famílias com conexão agrícola, em que ao menos metade se enquadra na categoria de produtores agrícolas, famílias com conexão precária – composta por empreendedores e empregados informais – e as famílias sem conexão, nas quais ninguém está ocupado.
As famílias com conexão agrícola são quatro vezes mais associadas à pobreza extrema e 2,4 vezes mais à pobreza do que o esperado. As famílias sem conexão estão 3,6 vezes mais associadas à pobreza extrema e 1,3 vezes à pobreza. Já as famílias com conexão precária aparecem mais intensamente relacionadas à pobreza do que à extrema pobreza.
As famílias extremamente pobres sem conexão possuem 61% de sua renda composta por transferências do Bolsa Família, enquanto as famílias vulneráveis e as não pobres têm na previdência e na assistência social mais de 70% de sua renda.

Extraído de cartacapital.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ONU reconhece legitimidade do governo de transição da Líbia

A ONU reconheceu na semana passada o governo de transição na Líbia como representante legítimo do país. 

A Líbia vem sofrendo há alguns meses com uma intensa guerra civil entre "rebeldes" e as tropas leais do ditador Khadafi na tentativa de tirá-lo do poder e encerrar uma ditadura que dura décadas no país. 

O Curioso dessa notícia é como a ONU age rápido quando certas questões atendem aos interesses dela... Enquanto tem governo provisório sendo reconhecido rapidamente, tem território tentando se legitimar como país e lutando pelo reconhecimento da ONU há décadas e até agora nada... 

Mas é aquilo, cabe avaliar o que convém a ONU... Ou aos EUA... 

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu nesta sexta-feira 16 o Conselho Nacional de Transição (CNT) – comandado pela oposição ao presidente da Líbia, Muammar Khadafi – como governo provisório e representante legítimo do país.
O reconhecimento foi obtido por 114 votos a favor, 17 contrários e 15 abstenções. A decisão vai permitir que o presidente do CNT, Mustafa Abdul Jalil, participe da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que será aberta no próximo dia 21.
A medida é um importante passo do CNT em busca por legitimidade internacional – o conselho é considerado por cerca de 60 países como o governo legítimo da Líbia. O governo do Brasil ainda não reconheceu o conselho.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse em várias ocasiões que o governo brasileiro aguardava a posição da ONU para definir sobre o CNT. Porém, o Brasil mantém um interlocutor permanente com o conselho, o embaixador Cesário Melantonio Neto.
A presidenta Dilma Rousseff, Patriota e mais cinco ministros participarão das reuniões da Assembleia Geral da ONU na próxima semana, em Nova York.

Extraído de cartacapital.com.br

Espanha e a crise que preocupa a UE

Já havia publicado aqui algumas postagens sobre a crise econômica americana em 2008 que veio causando uma série de consequências as quais podem ser vistas até hoje. 

Temos como exemplo emblemático a Grécia que tenta sobreviver com ajuda tanto da UE e agora do FMI que sempre procura ajudar com a lógica das duas mãos: a mão que te dá o empréstimo se você seguir as recomendações propostas pela outra mão.

Recomendações essas que geralmente não são nada boas... Os países latino-americanos que o digam...

Contudo, agora é a Espanha a bola da vez, juntamente com a Itália. Ambos têm dificuldades em cumprir com suas obrigações financeiras desde a crise e já recorreram a UE como boia de salvação. Mas ao que tudo indica, até o bloco europeu não está possibilitado, ou não quer mesmo, ceder qualquer tipo de ajuda financeira a Espanha. 

Resta ao país tentar buscar ajuda no FMI, mas, fica a pergunta, será que se pintar uma ajuda do FMI a cartilha que eles sempre implementam também virá junto ? É esperar pra ver, mas acredito que é tudo que a Espanha não quer...

Os esforços da Espanha e Itália para resolver seus problemas financeiros não são suficientes para impedir a propagação da crise econômica mundial sem que recorram a apoio internacional. A afirmação é do diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Arrigo Sadun.

De Washington, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, advertiu nesta terça-feira 13 que “o que realmente é importante é chamar a atenção dos governos, porque exige ação coletiva, dramática e agora.” Além disso, no caso específico de ataques especulativos contra a Espanha e Itália, a chefe do FMI insistiu que os países da zona euro devem cumprir os seus compromissos.
A UE adotou várias medidas em primeira instância para apoiar outros quatro países que estão sob pressão dos mercados, embora seja considerada mais importante, por exemplo, a expansão do fundo de resgate que ainda precisa de aprovação de todos os países membros para ser eficaz.

Outras iniciativas que beneficiaria países como a Espanha seria a implementação da chamada Eurobonds, a dívida garantida pelo conjunto da zona euro, mas esta iniciativa é rejeitada pela Alemanha.
A quarta maior economia da zona do euro está sob a vigília das agências de classificação de risco e nesta quarta-feira 14 a agência Fitch fez uma advertência à Espanha sobre a incapacidade de cumprimento de objetivos em relação à dívida pública. Em março deste ano, a agência já havia revisado a perspectiva da nota de risco de crédito da Espanha de estável para negativa.


Extraído de cartacapital.com.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BRICS e a inversão dos papéis que estávamos acostumados a ver

Na semana passada os países compostos pelo BRICS se reuniram nos EUA para discutirem uma forma de ajudar a União Europeia a passar pela crise que enfrentam. 

Uma das saídas propostas pelo grupo é tentar comprar mais títulos em euros.  A reunião que definirá maiores estratégias ocorrerá nos dias 23 a 25 de Setembro na reunião anual do FMI. 

Se olharmos para trás, no começo da década de 90 para ficar só no nosso caso (Brasil), vamos ver que ocorria justamente ao contrário. Eram países europeus, em menor parte se comparado aos EUA mas havia ajuda por parte dos mesmos, que nos ajudavam a nos reerguer da crise que vivemos em 80 e agora somos nós que os ajudamos. 

O mesmo pode se dizer em relação a Rússia, Índia, China e África do Sul. Tempos atrás eram eles que eram ajudados por esses países que agora eles tentam ajudar... Realmente e mundo dá voltas e quem poderia prever que isso aconteceria ?

Vemos aqui, mais uma vez, como o capitalismo vive de ciclos. Desta vez podemos observar a hegemonia econômica passando do "Norte" para o "Sul", mesmo que de forma sutil, mas que não tardará a acontecer encerrando assim um ciclo onde o "Norte" era hegemônico, passando agora a ser o "Sul"...

Os países do grupo conhecido como Brics vão discutir, nos Estados Unidos, na próxima semana, formas de ajudar a União Europeia a enfrentar a crise econômica, informou nesta terça-feira 13 o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O Brics vai se reunir na semana que vem, em Washington, durante um encontro, e nós vamos discutir como fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação”, disse Mantega ao chegar ao Ministério da Fazenda.

O Brics é formado pelo Brasil, pela Rússia, pela Índia, pela China e pela África do Sul e tem se destacado pela maneira como tem conseguido, desde 2008, enfrentar a crise. A alternativa que poderá ser discutida no encontro em Washington é a elevação da participação de títulos em euros nas reservas internacionais desses países.

Na semana que vem, entre os dias 23 e 25, presidentes de bancos centrais e ministros de Finanças estarão reunidos em Washington para a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Eles vão discutir a crise global, principalmente a situação da Europa, com destaque para a Grécia.
Na segunda-feira 12, técnicos do FMI admitiram que previsões mais bem elaboradas poderiam ter alertado com maior antecedência para a crise da dívida grega. Segundos os técnicos do fundo, os estudos devem levar em conta a preocupação com a sustentabilidade dos débitos – se os países têm condições de arcar com o endividamento.

Extraído de cartacapital.com.br

 

Mercosul volta sua atenção para o Norte e o Nordeste brasileiros

Foi realizado no dia 15 de Setembro em Pernambuco o 1º Fórum Multilateral de Negócios no Mercosul. 

Um dos intuitos deste Fórum foi de integrar as regiões Norte e Nordeste do Brasil ao bloco que já existe há 2 décadas. 
O Engraçado disso, é que essa integração só foi pensada, ou pelo menos a sua iniciativa de forma mais aberta só foi tomada, agora, 20 anos depois do bloco formado e justamente quando as regiões apresentam crescimentos econômicos notavéis e estão ganhando obras de infra estrutura, como a construção e modernização de portos por exemplo, que permitiram também uma maior agilidade e facilidade de exportação de produtos. Aí é que vem a outra questão...

Portos modernos, proximidade geográfica com a Europa, EUA e a China... Ou seja... Nada impede que esse voltar de olhos também não signifique que o Mercosul possa usar as regiões Norte e Nordeste do Brasil como plataformas de exportação e nada mais. Se pensarmos, essa proposta seria um adianto e tanto para os países banhados pelo Pacífico integrantes do Mercosul que poderiam usar tais regiões como forma de exportar suas mercadorias mais rapidamente. Mas, isso é uma suposição, pois talvez seja mais caro fazer isto do que exportar de seus próprios portos. Contudo, é bem pausível que isso aconteça dependendo dos acordos que saíram desta reunião. 
Fato é que se realmente o Mercosul utilizar o Norte e Nordeste apenas como plataforma de exportação para Europa, EUA e a China tais regiões continuarão sendo negligenciadas pelo bloco econômico...


As regiões Norte e Nordeste, que a cada ano vêm ganhando participação de destaque no Produto Interno Bruto Brasileiro, são importantes eixos comerciais no Brasil, especialmente por sua localização geográfica. A partir de quinta-feira 15 sua crescente expansão terá seu potencial explorado por meio de um intercâmbio dos Estados a integrar as regiões brasileiras com outros países membros do Mercosul.

O 1º Fórum Multilateral de Negócios no Mercosul, a ser realizado entre os dias 15 e 17 de setembro no Mar Hotel, em Recife, reunirá autoridades governamentais, empresariais e entidades do terceiro setor do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. O objetivo é promover negócios especificamente nessas regiões brasileiras que, “ao longo desses 20 anos de existência do bloco, não aproveitaram os benefícios da integração promovida pelo Mercosul”, diz José Francisco Marcondes, presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil. Marcondes afirma que, apesar de ser organizado pela Federação da Câmara do Comércio Venezuela-Brasil, não serão priorizados acordos bilaterais – mas do Mercosul como um todo. A Venezuela, vale exprimir, ainda aguarda aprovação do senado paraguaio para ingressar no bloco.

Serão sete painéis a tratar da integração econômica e comercial, de cadeias produtivas e de integração energética. Os painéis também abordarão os seguintes temas: integração científica, tecnologia,  infraestrutura, política, sustentabilidade e meio ambiente e turismo.

Em seminários e rodadas de negócios, compradores de países vizinhos serão incentivados a formar novas parcerias e a investir nas áreas de produtos e serviços locais no Norte e Nordeste.

De acordo com Marcondes, o estado do Pernambuco foi escolhido como sede para o primeiro evento devido ao seu atual crescimento econômico, o mais elevado do País. Duas outras edições já estão previstas nas regiões Norte e Nordeste.

Durante o evento será anunciado também o vencedor do Prêmio Empresarial Abreu e Lima. O prêmio enaltece personalidades que contribuíram para a integração Brasil – Venezuela.


Extraído de cartacapital.com.br

Uma iniciativa a ser copiada !

Moradores de Curitiba iniciaram uma campanha para conseguir assinaturas em prol da votação de um projeto de Lei que dê mais atenção a um meio de transporte limpo e que praticamente não é utilizados por nós: a bicicleta. 

O projeto de Lei prevê melhorias e maior infra estrutura para que a população possa se utilizar mais da bicicleta para fazer seus deslocamentos diários. O projeto também prevê que até mesmo turistas possam conhecer a cidade através de passeios de bicicleta. 
A iniciativa vale muito a pena e poderia ser expandida por todo o país como forma criar uma cultura ao uso da bicicleta como meio de transporte a ser regularmente usado. 

Alternativa de transporte limpa e saudável, as bicicletas poderiam ser muito bem utilizadas para percorrer curtas e médias distâncias reduzindo assim o fluxo de carros nas ruas, bem como as emissões de CO2 para atmosfera. 

Esta aí com certeza uma atitude que deveria ser copiada por todos os outros estados do país e, porque não, pelo mundo. 


Perto do dia mundial sem carro, comemorado em 22 de setembro em todo mundo, uma inciativa de ciclistas de Curitiba, no Paraná, deixou vereadores numa saia justa. É que uma campanha de iniciativa popular, que pretende reunir assinaturas para o estabelecimento de políticas públicas para os ciclistas da cidade, chegou à marca de 8 mil votos nesta semana. É a magrela provando que tem mais legitimidade do que 58% dos vereadores curitibanos que, nas últimas eleições, em 2008, não chegaram a alcançar a marca que o projeto conquistou até agora. Dos 38 representantes da população curitibana eleitos, apenas 16 tiveram mais que 8 mil votos – outros 22 não ultrapassaram os 7 mil.

O projeto ainda precisa de 65 mil assinaturas (de pessoas com domicílio em Curitiba), o equivalente a 5% do eleitorado da cidade, para seguir para a Câmara Municipal e ser votada.

O blogueiro Alexandre Costa do Nascimento, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, conta em sua coluna “Ir e Vir de Bike” que um terço das votações na Câmara neste ano “foi relativo a nomeação de ruas e logradouro públicos – muitas das quais com nomes de tios, primos e avós dos próprios vereadores.”

A Lei da Bicicleta (Lei da Mobilidade Urbana Sustentável), que institui a bicicleta como modal de transporte regular, estabelece que 5% das vias urbanas sejam destinadas à construção de ciclo-faixas e ciclovias no modelo funcional, interconectando o Centro da Cidade (em Curitiba as ciclovias ligam os parques em modelo turístico).

O projeto também prevê a instalação de Bibicletários em pontos estratégicos da cidade como terminais de transporte coletivo, prédios públicos (municipal, estadual e federal), estabelecimentos de ensino, estabelecimentos comerciais, praças públicas de grande circulação do centro da cidade.

Outro ponto é a sensibilização para a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte e, também, que seja criado um roteiro turístico para conhecer Curitiba de bicicleta e a implementação de sistema de locação de bicicletas a exemplo do SAMBA (Solução Alternativa para a Mobilidade por Biciletas de Aluguel), a exemplo das cidades do Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa.

Extraído de cartacapital.com.br

Planeta com dois sóis é descoberto

A NASA divulgou esses dias a descoberta de um planeta com dois sóis. Apesar da descoberta parecer digna de ficção científica, bem ao estilo guerra nas estrelas, o planeta existe e foi descoberto através de um telescópio espacial. 

A expectativa dos cientistas é de descobrir outros planetas semelhantes com o encontrado de preferência com características semelhantes a Terra e ver como o mesmo reagiria a colonização humana... 

Essa parte final foi que me chamou a atenção... Procurar planetas para colonização humana... Do jeito que andamos maltratando o nosso planeta, possívelmente poderemos acabar com os humanos do filme Wall-E que apesar de ser voltado para crianças, possui como pano de fundo uma crítica ao modo como cuidamos do nosso planeta e que fim isto pode nos trazer se continuarmos nesse ritmo.


Ele pode não ser Tatooine, o planeta de dois sois que é lar do personagem Luke Skywalker, da série de cinema Star Wars, mas o Kepler-16 mexeu com os ânimos e imaginações dos astrônomos. Pela primeira vez foi possível captar informações concretas a respeito de um planeta desse tipo, com base em dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa. "O Kepler-16 é a primeira detecção definitiva de um sistema planetário circumbinário (no qual um planeta orbita duas estrelas)”, afirmou ao iG Laurance Doyle, principal autor do artigo publicado nesta quinta-feira (15) pelo periódico científico Science que trabalha no Instituto SETI, mais conhecido por sua busca de vida fora da Terra porém uma parte do trabalho é justamente achar a frequência de planetas no universo e depois checar quais são semelhantes à Terra e potencialmente habitáveis. Veja no infográfico do iG as teorias reais que permeiam a ficção cientifica.

No trabalho, os pesquisadores conseguiram descobrir várias característica do planeta e suas estrelas, que estão a 220 anos-luz do Sol, na constelação do Cisne. Um dos sóis possui 20% da massa e tamanho do nosso Sol, enquanto outro tem cerca de 69% de ambos. Já a massa do planeta corresponde a 105 vezes a da Terra, ou um terço da de Júpiter. Seu tamanho é próximo do de Saturno. O ano do Kepler-16 (o tempo que ele demora para dar a volta em torno de suas estrelas) é de 229 dias, enquanto seus sois têm órbitas de 22 dias.

Segundo os cientistas é muito provável que o planeta tenha se formado a partir do mesmo disco de poeira e gás que originou as duas estrelas.

A expectativa é encontrar outros sistemas semelhantes. "Sabemos agora como fazer isso. O processo que utilizamos para encontrar o Kepler-16 pode ser usado para achar outros sistemas. A Kepler atualmente está observando cerca de dois mil desses sistemas então esperamos ser capazes de encontrar mais deles", explicou Doyle.

Com novos desses sistemas em mãos, o próximo passo será analisar a prevalência e frequência deles. "E finalmente, esperamos, encontrar um planeta do tamanho da Terra com dois sóis que esteja na zona habitável e medir como ele pode se adaptar a uma eventual colonização humana. Isso também será muito desafiador", afirmou Doyle.







Extraído de ig.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O 11/9 que todos se recordam... 10 anos dos atentados as torres gêmeas

Ontem jornais, televisão, revistas, enfim, a mídia em geral falou exaustivamente sobre o 11/9 americano. 

Milhares de documentários surgiram, reportagens especiais, com fatos, relatos, imagens...

Apesar da grande maioria tratar isso como um fato lamentável, a diversos aspectos por detrás disso que poucos são os que os analisam. 

Diante disto, resolvi reproduzir a publicação abaixo (que foi sugestão do amigo Victor Loback do blog Geo Espaços Livres) que faz uma análise como poucos acerca do que realmente representa este 11 de setembro, que vai muito além do que os documentários reproduzem insistentemente. 

Efeméride. Na procedência latina, “efeméride” significa “calendário” ou, no sentido mais utilizado modernamente, “data memorável” ou “fato a ser lembrado”. Esses fatos são, geralmente, vinculados a calendários oficiais como eventos que precisam ser, por um motivo ou outro, rememorados ou comemorados. Hoje, estamos às voltas com uma efeméride mundial: o 11 de Setembro. 

Os acontecimentos impressionantes daquela manhã de 2001 foram modelados pelos discursos midiático e governamental dos Estados Unidos como episódio marcante que, por sua “infâmia”, teria mudado para sempre os rumos do país (e do planeta). Nesse sentido, os acontecimentos de 10 anos atrás foram transformados pelos EUA em “data memorável” não apenas para os estadunidenses, mas para todos e cada um.
Então, nas vésperas do aniversário dos atentados em Nova York (o World Trade Center) e na Virgínia (o Pentágono), abundam os documentários, as reportagens que relembram o dia, as entrevistas com especialistas, as matérias que supostamente acrescentam novos dados, novas imagens ou declarações inéditas de personalidades políticas ou de anônimos. Reforça-se, portanto, a construção de um memorial não apenas concreto – aquele a ser inaugurado no Marco Zero (Ground Zero) de NY –, mas também outro, mais abrangente e imaterial, constituído pela repetição exaustiva de imagens e sons que, nessa década, produziram o 11 de Setembro como efeméride.

Essa produção do 11 de setembro foi e é uma ação política, na medida em que permitiu a declaração e a manutenção de uma guerra de novo tipo, na qual países – os EUA e seus aliados – identificaram como alvo não outro país, mas grupos ou “redes”, como a Al-Qaeda e organizações associadas a ela. A chamada guerra ao terror não é uma “guerra clássica” porque não opõe Estado a Estado, mas Estados a agrupamentos dessemelhantes sem endereço fixo, sem hierarquia equivalente, sem forças armadas comparáveis, sem protocolos diplomático-militares compatíveis. A capacidade de ocultar-se e aparecer dos terroristas contemporâneos, sua rapidez em circular pelos caminhos abertos com a globalização e sua habilidade para lidar com os mesmos recursos tecnológicos utilizados por empresas e governos mostrou que a guerra não ronda apenas as relações internacionais, ou seja, ela não se passa apenas no espaço que existe para além das fronteiras dos Estados num campo de batalha demarcado. A partir de setembro de 2001 ficou explícito que a guerra se exerce dentro e fora das fronteiras, que ela é constante ainda que não deflagrada todo o tempo e que não se resume aos combates tradicionais entre soldados nos fronts.

A experiência dessa guerra permanente detonou o medo. Indivíduos nos EUA e nos seus aliados começaram a temer a morte violenta a cada passo, cada respiração. O inimigo não tinha mais rosto reconhecível. O “muçulmano radical”, disposto a se suicidar para matar infiéis, poderia ser qualquer um, árabe ou não. As bombas poderiam explodir em qualquer lugar, a qualquer hora. E depois de 2001 vieram as bombas em Bali (2002), em Madri (2004) e em Londres (2005). O medo se espargiu. E com ele, as amedrontadas pessoas dirigiram aos Estados seus clamores por proteção. Assim, as medidas de exceção, a vigilância nos aeroportos, os grampos nos telefones, o rastreamento de e-mails, as invasões do Afeganistão e do Iraque, a tortura em Abu Ghraib e em tantas outras prisões clandestinas, a ativação do campo de concentração de Guantánamo, a eliminação de suspeitos (como Jean Charles de Menezes), o assassinato de Osama Bin Laden, dentre outros acontecimentos, passaram a ser justificáveis diante do medo.

Os atemorizados cidadãos das democracias ocidentais aceitaram o discurso que fez dos muçulmanos fanáticos suicidas. Legitimaram, desse modo, a guerra ao terror que acionou, nas palavras de George W. Bush, uma cruzada em nome da liberdade e da democracia contra o suposto “obscurantismo fundamentalista”. Poucos, no entanto, parecem ter notado como são simétricos os pólos dessa luta. De um lado, os EUA encamparam a defesa de valores tidos como inquestionáveis e universais (a democracia, as liberdades civis, os direitos humanos, o livre mercado, a tolerância). De outro lado, ficaram Bin Laden e os seus, apresentando-se como protetores de valores igualmente colocados como inquestionáveis e universais (a fé em Alá e Maomé, a superioridade do Corão, a validade da lei islâmica, a necessidade do Estado teocrático). Agora, no 11 de setembro de 2011, completa-se uma década não do “choque de civilizações” (entre o Ocidente e o Islã tomados como blocos homogêneos), mas do “choque entre universais”: o universal ocidental contra o universal fundamentalista islâmico.

Os dois universais são, portanto, simétricos. Ambos lutam pelo poder de uma forma de Estado e de uma determinada ordem sócio-política centralizada. Ambos consideram-se o “Bem” e têm o outro como o “Mal”. Ambos se baseiam em tradições culturais e religiosas centradas na figura do mártir: o profeta, o messias e o homem santo que morrem em nome da fé. Com quem está a verdade? Não há verdade: a guerra dirá qual é mais verdadeiro. Ou como diziam muitos povos antigos, a guerra mostrará o deus mais forte. Isso não é só religião: é política.

Os esforços da ONU de estabelecer uma definição única de “terrorismo”, para justificar globalmente a guerra ao terror, são vãos. O que é “terrorismo”? Seria um modo de ação, uma tática? Seria explodir edifícios e infra-estrutura, matar civis, provocar insegurança, assassinar autoridades do inimigo? Se fosse assim, o que diferenciaria a Resistência Francesa da Al-Qaeda? O que as diferencia é uma questão política: para um grupo qualquer, os seus combatentes são sempre heróicos e bravos. Não há, assim, definição de terrorismo que não seja política: o “terrorista” é sempre o outro, o inimigo que usa tais táticas.

Além disso, não há um só “terrorismo” que possa ser definido. Há terrorismos. A procedência contemporânea mais importante do terrorismo é o chamado período do Terror (1793-1794), durante a Revolução Francesa, no qual o Estado, em nome da verdade revolucionária (“universal” e “inquestionável”), executou milhares de “inimigos da revolução”. Essa forma de terrorismo – o terror de Estado – reemergiu no século 20 onde quer que tenham brotado “verdades universais e inquestionáveis” e, com elas, inimigos a serem torturados, presos e eliminados: na Rússia revolucionária, na Alemanha nazista, na Cuba do “paredón”, na China da “revolução cultural” e nas ditaduras latino-americanas instaladas em nome dos “valores cristãos e ocidentais”.

Não só em defesa do Estado praticaram-se terrorismos; contra ele, também. Foram homens e mulheres que lutaram contra o autoritarismo e o capitalismo em organizações como as Brigadas Vermelhas na Itália, o Baader-Meinhof na Alemanha, os Montoneros na Argentina, os Tupamaros no Uruguai, a VAR-Palmares (da qual fez parte Dilma Rousseff), o MR-8, entre outros grupos, no Brasil. Outros, ainda, foram e são terroristas para a criação de um outro Estado, como o Exército Republicano Irlandês (IRA), o Pátria Basca e Liberdade (ETA) ou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Nesse conjunto todo, apenas os terroristas anarquistas, no final do século 19 e começo do século 20, como Émile Henry e Ravachol, assumiram-se terroristas afirmando um combate direto para a destruição do Estado e não para sua transformação, defesa ou criação.

O chamado terrorismo fundamentalista, desse modo, não é a quintessência do terrorismo. Ele é um terrorismo. Assim, o 11 de setembro de 2001 não registrou seu surgimento, já que suas procedências remontam mais de uma década antes disso, mas marcou sua emergência como acontecimento contemporâneo que se realiza transterritorialmente e que pôs em marcha uma guerra cotidiana que atravessa corpos, fronteiras e países. Uma guerra que tem nesse dia sua efeméride, sua data heróica e seus mártires.

Da mesma procedência etimológica de “efeméride”, mas na proveniência grega, há “efêmero” que significa “o que dura somente um dia”. Os atentados de 11 de setembro de 2001 não foram efêmeros porque ativaram efeitos que continuaram não apenas nos controles e iniciativas diplomático-militares de uma guerra constante praticada desde então, mas, também, porque se tornaram uma rotina, um programa de ação aplicado por grupos espalhados pelo globo e que se afinam em linhas gerais com o discurso da Al-Qaeda e agem associando sua imagem à dela. Para os fundamentalistas é provável que o 11 de setembro também seja comemorado como uma efeméride, com seus heróis e mártires. Eis a simetria.

O terrorismo fundamentalista provoca medo e susto, mas não surpresa. O medo, por sua vez, gera a difundida sensação de insegurança que acaba por reforçar o Estado como protetor. Sendo assim, o 11 de Setembro fez mal à saúde dos Estados Unidos – ou de qualquer outro Estado – no que diz respeito à crença no Estado como soberano protetor? Não é o que parece: enquanto houver medo, o Estado não tem nada a temer. Então, diante dessas efemérides e dessas violências, nesse mundo de simetrias e medo, haveria ainda espaço para a surpresa?


Extraído de yahoo.com.br

O 11/9 que quase ninguém lembra PARTE 2: 38 anos do golpe militar de Pinochet no Chile

O vídeo abaixo traça um paralelo entre o 11 de Setembro chileno e o 11 de Setembro americano. O mesmo parece ter sido feito quando o 11 de Setembro americano estava perto de completar 1 ano. Mesmo assim o vídeo não perde a sua capacidade de demonstrar o quão terrível foi o 11 de setembro chileno. 

Assistam o vídeo e reflitam...

Agradeço à amiga Renata Scansetti pela publicação do vídeo. 




O 11 de Setembro que quase ninguém lembra: 38 anos do golpe militar de Pinochet no Chile

Ontem há exatos 38 anos o Chile sofria um golpe militar que derrubara Salvador Allende, que cometeu suicídio, e levou ao poder o General Pinochet que manteve a ditadura por 17 anos. 
À época o Chile era governado por Salvador Allende que realizava no Chile a via socialista de governo, mas fora derrubado pelo então General Augusto Pinochet com a ajuda do governo americano que tinha interesses para com o país latino americano. 

O interesse com o Chile nesta época era fazê-lo de laboratório para uma prática econômica que estava começando a engatinhar e, por isso mesmo, os EUA precisavam ver se daria certo para depois difundí-la: o Neoliberalismo.
Com esse intuito o Presidente americano à época: Nixon e seu sucessor Ronald Regan, com a ajuda posterior da "Dama de Ferro" inglesa Margaret Thatcher, arquiteram auxiliaram, "por debaixo dos panos" Pinochet a tomar o poder no Chile. O que se viu por conseguinte foram reformas em todos os setores durante a ditura militar que até hoje ainda tem seus resquícios e são alvo de críticas, como a educação.
Além disso, diversos crimes foram cometidos durante a ditadura de Pinochet, pelos quais o mesmo não chegou a ser julgado dado ao seu falecimento em 2006. O que não apagou da memória dos chilenos, principalmente, o período de horror proporcionado por este ditador. 
Mesmo que poucos se recordem desse episódio nesta data, por conta do ataque as torres gêmeas nos EUA, o mesmo deve sim ser lembrado e jamais esquecido. Pois milhares de vidas se perderam durante esta ditadura, muito mais do que no incidente com o WTC, e os crimes cometidos contra essas vítimas jamais terão sua resposta e o principal acusado e culpado pelos mesmo jamais pagará sua dívida. 

Neste domingo fazem 38 anos que Augusto Pinochet, o genocida general chefe das forças armadas chilenas, liderou um golpe militar que derrubou pela força o presidente Salvador Allende e deu início a uma das etapas mais obscuras na história do Chile, que deixou milhares de mortos e desaparecidos, convertendo a ditadura chilena em uma das mais sangrentas e um ícone mundial do que nunca mais deve-se fazer e permitir. 

A imagem do palácio de La Moneda bombardeado segue sendo sinônimo de horror e tristeza e, por certo, um tema que segue dividindo os chilenos.

Mas este 11 de setembro não será igual. Se, no ano passado, a data foi classificada pelo governo de direita liderado por Sebastián Piñera, como a “mais tranquila em muitos anos”, graças a um forte aparato policial que conteve os manifestantes e à anestesia que ainda dominava a cidadania como efeito do terremoto e do tsunami que devastou grande parte do país, este ano a situação é bem diferente.

As manifestações massivas dos estudantes que obtiveram mais de 80% de apoio da cidadania, condensaram o descontentamento de muita gente com o fato de ter que se endividar para estudar, com a cobrança de juros abusivos nas universidades ou com a má educação. Some-se a isso as promessas não cumpridas da administração de Piñera, letra pequena em alguns projetos de lei apresentados na área da saúde ou da aposentadoria, por exemplo, mas que ocultam truques que só mantem o modelo neoliberal dominante no Chile. 

“O governo de excelência de Piñera não tem nada de excelência, pois tem cometido inúmeros erros e não cumpriu suas promessas. Além disso, reprimiu de maneira exagerada as marchas de protesto, inclusive com a morte de um jovem (Manuel Gutiérrez, de 16 anos, assassinado pela polícia). “Eles exageraram a dose”, disse à Carta maior, Rodrigo Morales, sociólogo e pesquisador da Universidade do Chile.

“Existe uma efervescência social não vista há muito tempo”, reconheceu há alguns dias o general dos carabineiros José Luis Ortega, instituição que vem sendo questionada nos últimos dias. “Será um ano distinto. Há variáveis que não estavam presentes no ano passado e que vão influir diretamente. A morte desse jovem é uma bandeira de luta não somente para Santiago, mas para todo o país”, disse. Toda essa efervescência social que vem se desenvolvendo por quase quatro meses mudará o cenário dos protestos típicos do 11 de setembro.

A prefeitura metropolitana autorizou a tradicional marcha convocada pela Assembleia Nacional de Direitos Humanos para este domingo. O trajeto foi fixado com os organizadores e os carabineiros, sem garantir porém a possibilidade de desordens no trajeto que vai desde o centro de Santiago até o cemitério geral, onde um ato foi marcado. “Temos confiança que a marcha será realizada com respeito e tranquilidade, Em uma semana tão dolorosa para o Chile, na qual todos estamos comovidos pela tragédia aérea de Juan Fernández”, disse a prefeita Cecilia Pérez.

O certo é que desde o sábado foi reforçado o contingente policial em pelo menos 14 pontos conflitivos de Santiago, principalmente junto às populações periféricas. Algumas das numerosas marchas pela educação realizadas em Santiago e região terminaram com violentos enfrentamentos entre jovens com o rosto coberto e carabineiros. Além disso, nestes protestos, incluindo panelaços noturnos, a polícia reprimiu duramente, situação que começou a se repetir desde a noite.

A jornada deste domingo inclui, além da caminhada ao memorial pelas vítimas da ditadura no cemitério geral, a entrega de coroas de flores por mais de dez organizações de Direitos Humanos no monumento erigido em honra ao presidente Salvador Allende na Praça da Constituição, a alguns metros do palácio de La Moneda.

A presidenta da Agrupação de Familiares de Detidos Desaparecidos, Lorena Pizarro, contou à Carta Maior que situações como a morte do jovem Manuel Gutiérrez não serão mais toleradas. “Quando o governo de Piñera proibiu a marcha de 4 de agosto e houve grandes enfrentamentos, na marcha seguinte milhares e milhares de pessoas saíram às ruas. Ali ficou claro que ninguém está mais disposto a aceitar e viver isso no Chile. A violação dos direitos humanos é o pior. Se o povo às vezes adormece, bastou que acontecesse isso para ele reclamar e dizer basta. Não vamos aceitar que isso ocorra de novo”.

Adaptado de correiodobrasil.com.br

sábado, 10 de setembro de 2011

Bin Laden: a novela que não termina nem quando o principal personagem sai de cena

Desde que ficou "famoso" pelo atentado às torres gêmeas em 11 de Setembro de 2011 e mesmo até depois de sua morte, Bin Laden ainda continua sendo notícia. Ainda mais agora com a proximidade das comemorações dos 10 anos do 11 de Setembro onde, segundo o governo americano, pode acontecer algum atentado tanto em razão dos dez anos como pela morte de Bin Laden no início deste ano. 

Se acontecerá eu não sei, fato é, como mostra a reportagem abaixo, que os sinais antes ignorados pela inteligência americana antes dos 11 de Setembro de que algum ataque extremo seria feito aos EUA, estão, pós 11 de Setembro, tendo a sua devida atenção, chegando a beira da paranóia até. 

Agora é esperar pra ver...

Naquele 11 de setembro de 2001, os norte-americanos viveram uma nova Pearl Harbor e três dos quatro aviões comerciais, lotados de passageiros e empregados nos ataques, viraram mísseis. O plano terrorista foi idealizado pelo ambicioso Khalid Sheikh Mohammed, que teve o apoio do extremista Ramzi Binalshib.
A Osama bin Laden, chefe e fundador em 1988 da organização criminosa denominada Al-Qaeda (nome tomado de um campo afegão de adestramento de combatentes aos invasores soviéticos),coube dar o sinal verde e indicar fontes para a obtenção de recursos financeiros. Competiu-lhe escolher Mohammed Ata para comandar o grupo de 19 camicases.
Os três ataques certeiros às torres do World Trade Center e ao Pentágono, e o Jet que se desintegrou na queda na Pensilvânia e sem alcançar a meta final, provocaram 2.965 mortes de inocentes. Diferentemente do que ocorre com um crime de homicídio comum, os quatro ataques terroristas mostraram que o alvo direto da violência não era a eliminação de seres humanos. O intento de Bin Laden era difundir o medo no Ocidente e mostrar aos islâmicos a capacidade de se poder apagar do mapa os EUA, os “cruzados” europeus e Israel. No particular, significativa a simbologia representada pelos alvos diretos, ou seja, o coração do sistema capitalista (torres) e a sede do poder bélico (Pentágono).
Passados dez anos da tragédia, fica patente que antes do 11 de Setembro de 2001 os sinais emitidos pelo chefe alqaedista não foram devidamente considerados pelos órgãos de defesa e pelos  007 da inteligência norte-americana. Uma cronologia de etapas marcantes ajuda a mostrar a negligência: a) Em fevereiro de 1993, um furgão-bomba explode na garagem subterrânea do WTC e seis norte-americanos morrem. A CIA relacionou o atentado com a crise balcânica. O certo é que o atentado foi organizado por Ramzi Youssef, ligado a Osama. b) Em agosto de 1995, Bin Laden envia uma carta aberta ao rei saudita solicitando apoio para iniciar uma guerrilha voltada a expulsar os norte-americanos do Golfo. c) Em agosto de 1996, Bin Laden lança uma fatwa (sentença) de expulsão de tropas estrangeiras dos locais sagrados islâmicos. A fatwa foi publicada no jornal Al Quds al Arabi, impresso na Inglaterra-. Em outubro, Bin Laden concede entrevista ao site Al Neda (registrado no Texas e em Cingapura) e ataca verbalmente os EUA e a Grã-Bretanha. Os destemperos são repetidos no canal televisivo inglês Dispatches. Nas duas entrevistas, fala em “-Guerra Santa” para tirar os norte-americanos do Golfo.
E houve mais. Em março de 1997, Bin Laden é entrevistado na Rede CNN, no programa conduzido pelo famoso jornalista Peter Arnet. Ele fala em jihad e infiéis. Em fevereiro de 1998, alqaedistas bombardeiam simultaneamente as embaixadas dos EUA, no Quênia e na Tanzânia. Provocam dezenas de mortes e centenas de feridos, Em maio do mesmo ano, numa entrevista à rede norte-americana ABC, Bin Laden presta homenagem a Ramzi Youssef, executor da explosão em 1993 na garagem do WTC, e avisa: “A América verá muitos outros jovens seguirem o exemplo de Ramzi”. Em outubro de 2000, supervisionado por Bin Laden, um ataque ao destróier US Cole termina com 17 mortes.
No pós 11 de Setembro, Bin Laden torna-se um mito entre os extremistas sauditas, sem nunca empolgar os xiitas, em especial os do Hamas palestino e do Hezbollah libanês. Para ele, os xiitas quebraram a unidade islâmica.
Em carta ao mulá Omar, pouco antes do fatídico ataque às Torres Gêmeas, Bin Laden alertava que a propaganda e a informação representariam 90% das atividades da Al-Qaeda. Diante da reação norte-americana no Afeganistão, o líder terrorista passou a explorar o ciberterror. A rede de telemática alqaedista, conta, até seu assassinato, entre 6 mil e 9 mil sites.
O ciberterror cresceu quando a inteligência financeira norte-americana, incluído o instalado na Tríplice Fronteira sul-americana, logrou secar as principais fontes de financiamento da Al-Qaeda. As infovias de propaganda e de informações geraram a constituição de células espontâneas e os seus integrantes seguiram, como se viu em julho de 1995, em Londres, o mote da Al-Qaeda Central, ou seja, “faça você mesmo”.
A Al-Qaeda virou uma espécie de etiqueta. Isso resultou na mudança de nomes, sem perda de autonomia, de organizações terroristas: “Al-Qaeda do Magreb, Al- Qaeda da Palestina, Al-Qaeda da Líbia” etc.
Com o assassinato de Bin Laden em maio deste ano, o governo Barack Obama investiu na contrapropaganda para passar a imagem de decadência da Al-Qaeda. O certo, no entanto, é que o grupo, depois de disputas sucessórias, quer dar resposta ao assassinato do ex-líder. A sua meta é constituir musculatura a fim de executar ações espetaculares. O seu novo chefão, Al Zawahiri, originário da Irmandade Muçulmana e mais preocupado com o Egito, conta com as chamadas células adormecidas, mas todas estão descapitalizadas. •


Extraído de cartacapital.com.br

Palestina tenta, novamente, ser reconhecida na ONU como um Estado

O presidente da autoridade Palestina deve ir a ONU tentar conseguir o reconhecimento da Palestina como Estado. Diante disso, países que fazem parte da organização já começam a se movimentar, tanto contra como a favor, o que já era de esperar. 

Apesar do quadro, segundo a reportagem, soar como favorável, temos que esperar pela definição desta situação para vermos como vai ficar e se, finalmente, a Palestina conseguirá ser reconhecida como um Estado. 

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deve ir à ONU pedir o reconhecimento e a admissão do Estado Palestino pela Assembleia Geral, a ser aberta em 19 de setembro. Hillary Clinton quis dissuadi-lo por telefone, sem sucesso. A Palestina já é reconhecida por 125 países, precisa de 129 votos e espera conseguir apoio de 140 dos 193 integrantes da ONU. Israel diz ter certeza de apenas cinco votos contrários, além do seu: EUA, Alemanha, Itália, Holanda e República Tcheca.

Em represália, a presidenta republicana da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Ileana Ros-Lehtinen, apresentou projeto de lei que corta pelo menos metade dos recursos dos EUA para a ONU, que chama de “organização antissemita”. Sob pressão do lobby sionista e de Israel, a subsecretária de Estado de Obama, Wendy Sherman, anunciou que os EUA vetarão a admissão da Palestina na ONU. Isso custará caro às relações de Washington com o mundo árabe e não impede o reconhecimento formal e suas consequências legais e políticas.
Como Estado não membro, mas reconhecido pela ONU (como é o caso do Vaticano), a Palestina poderá assinar tratados internacionais patrocinados pela organização, inclusive o Tratado de Roma, que criou a Corte Penal Internacional. E então processar Israel em Haia por crimes de guerra, inclusive a transferência forçada de populações e a criação de assentamentos judeus em suas terras desde o início da ocupação.


Extraído de cartacapital.com.br

África ganha mais um país: Sudão do Sul

A pedido dos leitores do blog que me escreveram por e-mail, aos quais eu agradeço, pois este blog nada seria sem vocês, neste post analisaremos por alto a criação do novo país no continente africano: o Sudão do Sul.

Confesso que já vinha querendo postar algo sobre isto antes, mas estava procurando um vídeo que ilustrasse melhor o meu ponto de vista diante desta situação. O vídeo é este que segue ao final deste post. 

O antigo Estado do Sudão, vinha sendo alvo de uma guerra civil entre o que é hoje o Sudão do Sul e o atual Sudão por conta, basicamente, de dois motivos: A questão religiosa e as divisas de Petróleo. 

A grande maioria da população que compõe hoje o Sudão do Sul é composta de cristãos, já a população que compõe o atual Sudão é composta por muçulmanos. 

Outra questão são as divisas de petróleo, já que a maioria delas estão concentradas onde hoje é o Sudão do Sul.

Pois bem, posto isto, caminharemos agora para como esta independência, com questões pendentes, se concretizou. 

Antes mesmo da independência o país já vivia uma guerra civil há mais de uma década. Acredito eu que pelo mesmo motivo que expus em um post anterior, me referindo a possível divisão do estado do Pará, ou seja, a disputa pelo poder, neste caso em específico, pelo petróleo. 

Apesar do vídeo abaixo falar que a divisão do Sudão foi uma tentativa de terminar com a guerra civil, eu não creio que isso ocorrerá. 

Primeiro porque a questão da divisão dos poços de petróleo entre os dois países não foi definida, como aparece ao final do mesmo. 

Segundo que nada impede que o Sudão ataque o Sudão do Sul, justamente para minar seus poços de petróleo, ou até mesmo que o Sudão do Sul ataque o Sudão sob a alegação de "defender" seu território ou ainda buscar os poços de petróleo que tenham ficado sob território do Sudão.

O que fizeram sob o pretexto de acabar com o conflito, foi "aumentá-lo de escala" ou seja, o que era um conflito interno em um país, agora pode acabar virando uma guerra entre dois países. Já que aqueles que perderam os poços de petróleo não vão deixar de lutar para tê-los de volta e aqueles que agora os controlam, que provavelmente eram os mesmos que controlavam antes quando o Sudão era um só, farão de tudo para ainda ficarem no controle dos poços e não deixar ninguém chegar perto. 

Sendo assim o que provavelmente presenciamos foi uma independência que veio a troco de muita pressão do atual Sudão do Sul para se separar do resto do Sudão e assim controlar as riquezas que estão em seu território, sem ter que reparti-las com o resto do Sudão, concentrando mais ainda a riqueza gerada do petróleo e que lhes fora concedida sob um pretexto de selar a paz entre os dois países. 

Vale lembrar que apesar do Sudão do Sul ser um dos países mais ricos em petróleo, é também um dos mais pobres do mundo. Vemos também neste fato como a distribuição da renda neste novo país já nasce extremamente concentrada. 


Extraído de globovideos.com