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terça-feira, 23 de maio de 2017

Estaria a Antártida retornando ao seu passado geológico?

Recentemente foi divulgada uma pesquisa que aponta para o aumento da vegetação no continente gelado. 

A causa deste aumento da vegetação não poderia ser outra se não o aquecimento global. 

Com o aumento da médias térmicas do planeta, é de conhecimento público e notório que as geleiras vem recuando ao longo dos anos e o aquecimento global figura como principal responsável. 

Com o recuo das geleiras, pequenas áreas de solo passam a ficar expostas e, nas época de verão no continente, surge uma pequena vegetação de musgos e líquens. Essa vegetação tende a ser baixa por conta do clima hostil da Antártida e só aparece durante o verão. 

A mudança no continente pode representar uma alteração em sua paisagem que pode remetê-la ao seu passado geológico de mais de 50 milhões de anos quando o continente gelado era mais parecido com uma floresta tropical

No caminhar do aquecimento global, o princípio deste cenário pode ser visto já no próximo século, assim como a consequente mudança na biota local. Por enquanto, ainda não foram encontradas árvores no continente gelado, muito disso por conta do ambiente inóspito e das temperaturas extremamente baixas para tal. 

Apesar disso, cientistas ainda continuam monitorando a área para saber se esse aumento na vegetação persiste ou se é algo passageiro. Contudo, não é difícil imaginar que futuramente haverá uma mudança drástica no continente antártico e, consequentemente, no clima do planeta. Como isso nos afetará positiva ou negativamente é que é a questão...


terça-feira, 16 de maio de 2017

Geoplaylist - (Gabriel, O Pensador - Chega)

A dica de hoje vem junto com uma certa relutância de nossa parte em escrevê-la pois aborda um tema que não gostamos de tocar, a política.

Hoje o geoplaylist vai tratar da letra de "Chega" de Gabriel, O Pensador. 

O autor que já é conhecido nosso, rendendo inclusive um tcc sobre a confluência de suas músicas com determinados conceitos da Geografia Urbana, aborda na letra um desabafo não só sobre a atual conjuntura política de nosso país, mas de todo um conjunto que não já é de hoje e que só é sentido pelas classes menos abastadas de nossa sociedade. 

(Pausa para reflexão). 

Antes de todo o "mimimi" começar, queremos deixar bem claro o seguinte: se você acha que o texto abaixo é pró-Dilma, enganou-se! Por outro lado, se você acha que o texto abaixo é pró-Aécio, enganou-se outra vez!.

Hoje as discussões acerca de política se tornaram tão acaloradas quanto superficiais e polarizadas. Se criticamos um, automaticamente as pessoas já pensam que somos a favor do outro. Não se ouvem os argumentos, que na maioria das vezes são argumentos até a página 2, quando passam a ser ofensas; e amizades de anos são desfeitas em nome dessa polarização entre a estrela vermelha e o tucano azul. 

O que nos dá uma sensação de que vivemos uma guerra fria à brasileira, onde ambos não chegam as vias de fato, mas aqueles que os defendem sim (só pra constar agressão também pode ser verbal, literal e não só pelo meio da força física, ok?). Vemos instaurados então um clima de animosidade entre as pessoas que, na verdade, resolve tanto quanto discutir o sexo dos anjos ou qual time é melhor. 

A imprensa também faz sua parte e a imparcialidade nunca foi tão parcial quanto ultimamente. Tanto que temos que chegar ao ponto de procurar coberturas internacionais sobre a política do nosso próprio país para não cair nas armadilhas tendenciosas presas a cada texto de determinadas revistas aqui do Brasil. 

Nesse "tiroteio" o povo se perde em meio a uma avalanche de notícias que são repercutidas via redes sociais, onde você pode encontrar argumentos dos mais absurdos aos mais bem organizados possíveis. Associado a isso, também conseguimos ver a multiplicação dos professores de História. Nunca antes na história deste país a faculdade Facebook formou tantos entendidos em História do Brasil. 

Muito maior que isso, mas imperceptível no momento, está a política brasileira. A mesma atravessa um momento ímpar em nossa história cuja possibilidade de uma transformação não só na política, mas também em nossa sociedade se faz concreta. Mas o circo montado para "mortadelas" e "coxinhas" se digladiarem escamoteia a nossa chance de fazer diferente. 

Já está mais do que na hora de sairmos desta polarização e passarmos a enxergar acima disso para vislumbrarmos um futuro para o país e sua nação. Talvez uma terceira via, como fizeram os franceses ao elegerem Macron, tirando os dois partidos mais tradicionais da França de uma disputa eleitoral. 

Talvez nossa esperança esteja em uma terceira via, ainda não apresentada a nosso ver, que proponha mudanças de verdade na viciada e corrupta estrutura política brasileira, com reformas reais e necessárias, cuja participação do maior interessado, a população, seja essencial em sua condução. 

Apostar no novo tem seus riscos, mas com certeza nos parece melhor do que sempre mais do mesmo. 

(Fim da reflexão)

A música serve como um desabafo e pode ser utilizada para discutir diversos assuntos relacionados a política brasileira. Desde a alta carga de impostos, passando pelo descaso com a saúde e a educação públicas até mesmo o atual cenário político. O que pode ser a chance para que os alunos se expressem sobre o atual momento político e tirem suas dúvidas com os professores acerca daquilo que os inquietam, gerando uma ótima oportunidade para a troca de ideias em um espaço para que os alunos ouçam e sejam ouvidos, principalmente.



terça-feira, 9 de maio de 2017

A vitória de Macron põe um fim ao Frexit (pelo menos por enquanto)

Esta semana começou com o anúncio da vitória de Emmanuel Macron nas eleições para presidente francês. O candidato, até então novidade e azarão a princípio, corria por fora, mas alavancou suas intenções de voto na parte final das eleições e disputou o cargo mais alto da França com Marine Le Pen, uma velha conhecida dos franceses

De posição nacionalista e disposta a tirar a França da UE, a candidata derrotada por Macron chegou a pregar uma França fechada aos imigrantes e já teve seus discursos comparados aos de Hitler. Do outro lado, Macron tem uma visão centrista, pró UE e surgiu como uma novidade na corrida presidencial francesa. Novidade essa que parece ter agradado a população. 

Na última semana, a cobertura da eleição francesa ganhou certo destaque na imprensa mundial dada a ansiedade com que os outros líderes europeus, especialmente os da UE, aguardavam as prévias francesas e a eleição em si. 

Já era de conhecimento de todos que, caso fosse Le Pen a ocupar o cargo, o Frexit seria questão de tempo. Tal provável saída, seria mais um duro golpe para o bloco que perderia outra de suas economias mais importantes, abrindo assim um precedente ainda maior para que outros países dentro do bloco também o fizessem. 

Já Macron contava com o apoio de vários líderes europeus que clamavam por sua vitória para que a UE respirasse aliviada. Mais que isso sua vitória mostra uma França já saturada com o cabo de guerra existente entre os dois principais partidos do país que há anos disputam as eleições, mas que nesta ficaram, pela primeira vez, de fora do segundo turno. 

(...Aliás esta aí algo que um certo maior país da América do Sul podia aprender para as próximas eleições... Seria no mínimo interessante uma terceira via que se apresentasse para acabar com o cabo de guerra realizado por aqui entre tucanos azuis e estrelas vermelhas com um coadjuvante no meio que se contenta em vender-se para quem estiver no poder. Isso até mesmo quando ele está no poder.)

Macron surgiu como uma opção a este cabo de guerra. Vendeu sua imagem como distante desta disputa e como um candidato sem partido que teve sua campanha financiada por uma espécie de start-up composta, em sua maioria, por pessoas inexperientes mas com desejo de mudança.

O ex-ministro da economia e mais jovem a subir ao cargo mais alto da França terá agora o desafio de equilibrar um país que, apesar de sétima economia do planeta, ainda vive os resquícios da crise não só do bloco europeu, mas também tenta lidar com as questões migratórias originadas dos conflitos na Síria e no meio disso tudo, ainda arrumar a casa para os próximos cincos anos. Uma aposta e tanto dos franceses que, sinceramente, esperamos que dê muito certo. Cabe agora esperar, como sempre, as cenas dos próximos capítulos.  


terça-feira, 2 de maio de 2017

Geoplaylist - (Roberto Carlos - Amazônia)

A playlist de hoje volta no tempo e utiliza uma música antiga, mas bastante atual de Roberto Carlos, "Amazônia". 

A música nos remete aos açoites sofridos pela floresta das mais diversas formas - que até hoje são praticadas. Desmatamento, queimadas, avanço da fronteira agrícola, biopirataria e tráfico de drogas são assuntos que podem ser abordados durante esta música. 

Há também um outro ponto a ser explorado que está no refrão da música, "Amazônia, insônia do mundo!". 

Não sabemos se de forma intencionada ou se é pura associação de nossa parte, mas este refrão pode ser utilizado para elucidar uma falsa afirmação que ficou muito conhecida na segunda metade do século passado: "Amazônia, pulmão do mundo". 

Esta falsa afirmação nos leva a crer que grande parte do ar que respiramos é proveniente da floresta equatorial amazônica. Ledo engano. 

Primeiro porque quase todo o ar produzido pela floresta durante o dia é consumido pela mesma durante a noite, sobrando apenas uma pequena margem que nem de longe é suficiente para garantir o oxigênio do planeta. 

Segundo porque a maior parte do ar que respiramos é proveniente das algas marinhas. Pois é. Mas isto não significa de forma alguma dizer que as árvores não são importantes. Muito pelo contrário. Árvores são essenciais a vida humana e sem as mesmas, de certo que estaremos a um passo da condenação de nossa estadia na Terra. 

Gerando uma boa discussão acerca da floresta amazônica em temas que envolvem não só a sua destruição, mas também a necessidade de sua preservação, a música é uma boa introdução ao falarmos do tema e pode ser explorada das mais diversas formas. 


terça-feira, 25 de abril de 2017

Cinema, Pipoca e Geografia! - Especial 100 Anos da Revolução Russa

A dica de hoje na verdade é plural, mas todas abordam o mesmo assunto: A Revolução Russa. 

Ocorrida em 1917, a Revolução Russa comemora o seu centenário neste ano e pode ser um assunto certo nos vestibulares deste ano, bem como no ENEM. 

Para se aprofundar ou mesmo conhecer o assunto de uma forma diferente; separamos abaixo alguns filmes que abordam o tema sob diversas óticas. 


1 - Reds 

O filme narra os relatos de um jornalista americano que presenciou a Revolução  Russa desde o seu começo, além dos primeiros anos pós-revolução. 


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2 - Outubro. 

Já esta indicação se atém especificamente a Revolução Russa e os acontecimentos são descritos praticamente em "tempo real"; diferentemente do outro filme. 

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3 - Doutor Jivago.

Homônimo do filme que garantiu ao escritor um Nobel, o filme tem um viés mais romancista que usa a Revolução Russa como pano de fundo. Como curiosidade deste filme podemos destacar a sua censura em território soviético por conter críticas ao regime. Mesmo após a dissolução da URSS, o filme continuou proibido na Rússia sendo liberado apenas na metade da década de 90. 


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4 - O Círculo do Poder. 

Este filme já pega o período pós-revolução. Seu foco é a figura de Stalin e o período de seu regime a frente da então URSS. 

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Cada um à sua maneira, os filmes abordam um tema que estará em tela ao longo deste ano por conta de seu centenário e pode pintar nos vestibulares. Para o próximo feriado, pode ser uma boa reunir as nossas sugestões e assisti-las. 

Vale a pena conferir!.  

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um velho e requentado xadrez geopolítico

Ultimamente não tem sido difícil você "dar um Google" e achar notícias envolvendo a Coreia do Norte e os EUA. 

A guerra de palavras e ameaças entre as duas nações não é nova. Na verdade trata-se de uma herança da Guerra fria. 

Até a metade do século passado a península coreana era uma só. Com o surgimento da guerra fria, houve a separação com a criação da Coreia do Norte (socialista) e da Coreia do Sul (capitalista). Nesse entremeio há também aqueles que buscam a reunificação da coreia. 

Posteriormente a guerra das coreias, culminando na divisão das mesmas; diversas foram as tensões entre os dois países cujos respectivos aliados sempre tentaram acalmar os nervos. Voltamos então ao princípio dos padrinhos, relatado em post anterior para o conflito na Síria.

Se de um lado a Coreia do Sul tem os EUA e o Japão como padrinhos, do outro lado, está a Coreia do Norte e a China como seu padrinho. Apoiados não só em seus padrinhos, mas no armamento nuclear que possuem, ambas as coreias viveram trocando suas farpas enquanto seus padrinhos acalmavam os nervos para evitar não só um conflito nuclear como também de terem que intervir de forma mais direta e dar ao conflito uma proporção mundial de destruição. 

A questão é que nos últimos anos, desde que assumiu o comando da Coreia do Norte, o presidente vive as voltas com a desconfiança dos militares de seu governo, principalmente os mais velhos, sobre sua capacidade de governar ser tão "boa" como a de seu pai e antecessor.

Essa preocupação pode ser notada com as viagens que seu pai fazia com ele para "apresentá-lo" aos seus aliados bem como a maquiagem sobre a sua idade, o envelhecendo um ano.  

Talvez, por este motivo, o jovem líder esteja se sentindo pressionado a "mostrar serviço" e nada melhor para isso do que iniciar uma guerra verbal com o país mais poderoso do planeta. 

Isto não é novidade e seu pai já usava esse artifício. Naquela época uma ameaça a vizinha do sul já era o bastante para os EUA acenarem com um acordo. Acordos esses que já envolveram até barrinhas de cereal para salvar o país que vivia uma crise alimentícia devastadora (mais por questões políticas do que climáticas, é bem verdade). 

E desta vez não parece ser diferente. Como levantado anteriormente, talvez todo este alarde seja simplesmente para tentar conseguir uma barganha para que o regime seja mantido ou mesmo para que seu líder consiga o "respeito" de seus subordinados, principalmente os mais antigos que podem enxergar nele uma fragilidade para comandar o país devido a sua pouca idade e, quem sabe, iniciar um golpe para derrubá-lo ou algo do gênero. 

Fato é que estamos diante de mais um capítulo de "guerra improvável, paz impossível". Mesmo tendo dos dois lados líderes de temperamento forte, ambos sabem bem o poderio bélico nuclear que têm nas mãos e o que ele pode fazer não só com o outro país, mas também como o mundo. Não à toa, a qualquer sinal de maior tensão, sempre surge alguém para pedir um acordo. Desta vez não está sendo diferente. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mais uma guerra improvável com paz impossível?

Desde a semana passada, notícias e mais notícias circulam sobre a tensão envolvendo Síria, Rússia e EUA. 

As declarações em tom ameaçador não são novas, mas a subida de tom entre as nações sim. 

A Síria foi um dos poucos países que resistiu a "Primavera Árabe" e, desde então, trava uma guerra civil que já perdura anos. E só está tendo esta validade toda por conta dos padrinhos envolvidos neste conflito, o que nos remete a uma história bem semelhante a rixa entre as Coreias. 

Se por um lado o governo sírio conta com apoio russo, os rebeldes contam com apoio norte-americano para derrubar o regime de um ditador cuja família está há mais de 40 anos no poder.

Desde os primeiros movimentos da "Primavera Árabe" o governo sírio se mostra relutante em deixar o comando. Seja por ter o exército ao seu lado, seja pelo apoio russo. Já do outro lado, os rebeldes tentam uma coalizão capaz de combater o governo, ao passo que o seu "padrinho" o ajuda belicamente, mas também com o intuito de pôr no governo alguém que atenda prontamente os interesses do Tio San. 

Por anos, o conflito não "incomodou" ninguém pelo simples fato de estar restrito a própria Síria. Contudo, nos últimos dois anos, vemos uma onda migratória proveniente desde conflito (entre outros motivos) como nunca se viu desde a segunda guerra, buscando principalmente o outro lado do Mar Mediterrâneo. 

Neste cenário o "incômodo" passa a ser sentido, pois extrapola os limites do território sírio e ganha o continente europeu com um fluxo migratório tão grande para a região que foi até capaz de impulsionar o Brexit. 

Entra em tela então o retrato de uma situação já vista anteriormente, por diversas vezes na história: o continente europeu pede ajuda ao Tio San para resolver os problemas que ela mesmo negligenciou e agora já não é capaz de contornar sozinha. 

Travestido de salvador do velho mundo, mais uma vez, os EUA tentam achar uma solução para o conflito, não porque possuem a melhor estima pelo continente europeu, mas sim porque, para uma economia com base no petróleo, ter mais um país de quem comprar expande seus mercados e torna o preço ainda mais atraente, principalmente quando o governo é seu aliado... 

A questão é quando paramos pra perceber que do outro lado, o governo sírio tem um aliado que possui um poder de fogo que pode até não ser o mesmo dos EUA, mas sua capacidade de destruição não fica longe. Isso sem contar que a Rússia é herdeira da antiga URSS e a mesma e os EUA rivalizaram por décadas acerca da hegemonia mundial; o que ainda rende ranços de ambas as partes. 

Assim vemos um conflito de escala local ter condições reais de se tornar um conflito de escala global. Mas isso não pelo envolvimento de diversos países, mas sim numa perspectiva bélica, já que o "padrinho" de cada um dos envolvidos possui armamento suficiente para reduzir o mundo todo a poeira. 

Claro que o confronto entre ambos é descartado, até por eles mesmos. Eles sabem das armas que possuem e das consequências do uso delas em caso de conflito. O que parece então deixar as coisas no campo das sanções, onde o Tio San tentará "estrangular economicamente" o governo sírio e seu aliado russo através de sanções econômicas para tentar obter alguma vitória. 

O problema vai ser tentar fazer isso quando 1/3 do gás do continente europeu é fornecido pela Rússia. Entretanto, o ponto principal nem é esse. Pois com EUA e Rússia travando uma queda de braço via governo sírio e seus rebeldes, quando o principal objetivo que é a devolver a ordem e a estabilidade em todas as suas esferas ao país será concretizado?

Até lá, nos resta acompanhar pelo noticiário mais um capítulo do que seria um resquício da guerra fria e que já acontece com as coreias, acontecer também na Síria. Enquanto isso, o povo sírio padece e perde cada vez mais a esperança em cada bomba que é lançada sobre os escombros do que um dia foi o lar deles. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Protestos na Guiana Francesa lembram a França de que ela existe!

Caros leitores do blog, 

Depois de alguns problemas técnicos, estamos retomando, aos poucos, a nossa programação normal. Os textos de terça-feira permaneceram e continuarão em nossas publicações semanais, mas agora também voltam as publicações diárias em nossa página do Facebook e no Twitter

Agradecemos a compreensão de todos!. 

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Em época de eleições, os candidatos costumam prometer mundos e fundos para chegar ao posto almejado. Principalmente quando este posto refere-se ao patamar mais alto dentro do seu país. Com a França não é diferente... 

Os candidatos à presidência, dentre outras questões, resolveram voltar suas atenções para o departamento ultramar francês que há muito anda esquecido, a Guiana Francesa. 

Nosso vizinho na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino francês, parte da UE, inclusive adotando o euro como moeda. Suas principais riquezas são as minerais, além da base espacial de Kourou (o que justifica o interesse francês em manter a área sob seu domínio até hoje). 

Contudo, parece que, mais do que nunca, o território vive uma crise gigantesca: mais de metade da população não possui saneamento básico, o desemprego é alarmante (especialmente entre os jovens), além da taxa de homicídios ser bem elevada. 

Esta série de fatores, associados ao ano eleitoral francês levaram a população da Guiana Francesa às ruas para reivindicarem mais investimentos franceses no território. Um grupo chamado "500 irmãos" reivindica um investimento na ordem de 10 bilhões de euros e já convocou greve geral como forma de se fazer ouvir não só pelo atual governo, como por seus candidatos ao posto. 

O território também sofre com a imigração ilegal, por conta de interessados na mineração no país, principalmente na exploração do ouro. 

Fato é que o local só serviu mesmo como mero quintal da França que retira de lá apenas o que lhe é interessante e lucra com as atividades da base espacial de Kourou que realiza diversos lançamentos de satélites para outros países, inclusive para o nosso. 

A população que vive uma situação lastimável, tenta se fazer ouvir do outro lado do Atlântico e dirigir a agenda dos presidenciáveis também para suas reivindicações. A questão é se realmente farão algo pela Guiana depois de eleitos. Principalmente quando um candidato acha que se trata de uma ilha, enquanto a outra acha que se resume tudo a questão da imigração. 

Com um cenário como esse, parece que a população da Guiana Francesa está a sua própria sorte e terá que se organizar e se mobilizar cada vez mais para ser ouvida pelo próximo presidente francês. 



Com informações da BBC 

terça-feira, 21 de março de 2017

Geoplaylist - (Guilherme Arantes - Planeta Água)

Na véspera do dia mundial da água, a nossa indicação de hoje não poderia outra além de "Planeta Água", de Guilherme Arantes. 

Várias são as possibilidades a serem exploradas com esta música. Passando pelo sexto ano até o Ensino Médio, podemos usar a música para discutir ciclo da água, uso consciente da água, corpos hídricos, seca no Nordeste, usos econômicos da água e etc. 

A dinâmica envolvendo a música pode conter pesquisas, seminários, debates, além, é claro, de um trabalho interdisciplinar com ciências/biologia, dependendo da série em que se aplicará o trabalho.  

Não necessariamente o trabalho precisa da data de amanhã para ser utilizado, mas a data é um ótimo dia para reforçar o intuito do trabalho que pode ser o de conscientizar e alertar sobre o uso que fazemos deste bem tão essencial a vida. 


terça-feira, 14 de março de 2017

Mais um problema envolvendo imigrantes na UE

Caros leitores do blog, 

Antes de começar o texto, gostaríamos de pedir desculpas pela longa ausência. Estamos enfrentando problemas técnicos que não nos permitem, por hora, publicar diariamente como de costume, além dos textos semanais. 

Dentro do possível estaremos tentando manter a regularidade pelo menos dos textos semanais. Assim que a questão for resolvida, retomaremos a nossa rotina de postagens. 

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Mais uma vez a questão dos refugiados de um lado do Mediterrâneo acaba refletindo em sua outra margem. 

Se as guerras civis na Ásia e na África que levaram a uma onda migratória maior até do que a da 2ª guerra foram capazes de fazer a terra da Rainha "pedir pra sair" da UE por não querer se misturar aos demais. A crise dos refugiados ganha mais um capítulo dentro do bloco. 

Pioneiro em sua organização, cujo exemplo é seguido pelos demais blocos que vieram logo após, a UE parece não saber lidar com a questão migratória em seu bloco. Pelo menos não que tange os migrantes que não são intra-bloco e de poder aquisitivo pífio. 

Sabe-se que não é fácil encontrar unanimidade entre pessoas, que dirá entre países. Mas esta questão em particular, tem tirado o sono da UE nos últimos tempos. 

Embora os conflitos da outra margem do Mediterrâneo já ocorressem há anos; o pessoal da margem europeia não se mostrou incomodado ou solícito em ajudar a resolver as questões exatamente pelo problema estar "do outro lado". 

O problema é que a partir do momento em que começou a cruzar o Mediterrâneo, embora de forma precária e, muitas vezes, não chegando a completar a travessia, a indiferença deu lugar a preocupação. Não a preocupação com o próximo, mas a preocupação com o seu. 

Várias hipóteses sobre a melhor forma de abrigar os refugiados foram levantadas, assim como vários pontos de discordância sobre cada uma delas. Enquanto uns tentavam empurrar o problema para os países de "segunda classe" dentro da UE, outros lutavam por uma distribuição mais justa dentro do bloco que levasse em conta a saúde financeira de cada país para determinar a quantidade de refugiados. 

Diante deste impasse, a terra da Rainha arrebitou o seu nariz real e pediu para se retirar da brincadeira dando início a uma situação sem precedentes: a saída de um membro do bloco. 

Os termos do acordo ainda estão sendo costurados, mas a fragilidade do bloco em relação à migração parece ser o início de um efeito dominó que assombra o bloco. Mais um destes movimentos ocorreu esta semana, desta vez entre Holanda e Turquia. 

Postulante assíduo a uma vaga no bloco, a Turquia rompeu relações com a Holanda pelo que achou ser uma democracia seletiva por parte do bloco ao apoiar a Holanda cujas autoridades impediram ministros turcos de discursarem para expatriados em solo holandês. O ato rompeu a relação entre os dois países e estremece mais uma vez o bloco em relação aos refugiados. 

Em meio a isso tudo, temos um bloco que agora anda cambaleante não só pela questão da imigração e pela saída de um dos seus membros mais ricos (como se não fosse pouco), mas também pela crise que desde 2008 tem dado trabalho ao bloco para reerguer-se... Que o digam os gregos... 


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Geoplaylist - (Luiz Gonzaga - Xote Ecológico)

A nossa recomendação musical de hoje se trata de uma música que cremos ser pouco conhecida, mas parte integrante da infinita e maravilhosa obra de Luiz Gonzaga. 

A música "Xote Ecológico" do mestre do Baião é uma homenagem ao seringalista Chico Mendes, conhecido por sua luta e que terminou assassinado no norte do país. 

Além da referência à Chico, cuja história de vida pode ser explorada pelo professor, a música faz referência aos danos causados pela poluição no meio ambiente. A mesma pode ser trabalhada em poluição ambiental e serve tanto para Geografia quanto para Ciências, gerando até mesmo uma aula interdisciplinar. 

Como forma de avaliação, podemos realizar um debate que busca esclarecer as várias formas nas quais podemos interpretar a aplicação do verso "poluição comeu" repetida diversas vezes na música. Os alunos podem ser questionados sobre como a poluição "come" o meio ambiente e o professor elucidaria quais as consequências destes atos. 

A música pode ser usada como um abre-alas na discussão sobre a poluição e suas causas e consequências; seja para o homem, seja para o planeta. Além de convidativamente reflexiva, sua melodia é bem agradável e pode proporcionar um despertar de ideias bastante interessante em sala de aula. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Largado Olímpico

O assunto de hoje parece ser um tema já batido, mas que tem passado despercebido aos olhos do público em geral que assiste a tudo com uma morosidade que só seria explicada se fosse o caso de estar acontecendo em outro país, mas não é. 

Menos de um ano depois as instalações olímpicas criadas para os jogos do Rio de Janeiro estão se deteriorando por conta do abandono dos gestores públicos municipais, estaduais e federais. 

Não é difícil de encontrar notícias e mais notícias acerca do descaso do governantes com o "legado olímpico". Obras inacabadas, parques que até agora não foram abertos ao público, áreas enormes sem utilização, chegando até ao absurdo de uma arena fechada estar com ar condicionado ligado 24 horas para não deteriorar o piso. 

Todos esses elementos acabam transformando o legado em largado olímpico. Os bilhões gastos para a realização do evento se perdem no tempo (e em tempo recorde) em meio a briga dos gestores que realizam entre si um jogo de empurra para ver quem arcará com as despesas de tais elefantes brancos

Tal como certos estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014 hoje se tornam verdadeiros sumidouros do dinheiro público devido a sua subutilização, observamos o legado olímpico se desfazer e junto com ele a ótima oportunidade que tivemos de remodelar a cidade, principalmente no que tange a sua mobilidade

Talvez, se os gestores olhassem mais para o exemplo de Barcelona em 92, que reestruturou radicalmente a cidade, melhorando-a para a população e colhendo os frutos dessa transformação até hoje; não veríamos o legado ser soterrado nas areias do esquecimento. 

Não à toa, também se tornam frequentes as notícias de cidades que retiram suas candidaturas de Megaeventos, seja Copa do Mundo ou Olimpíadas. Parece que mundo a fora, as pessoas já perceberam que os recursos e os espaços destinados para sediar tais eventos podem ser melhor utilizados, ou mesmo transformados, sem que para isso haja a necessidade de um evento que pode trazer consigo, se não for bem aproveitado, prejuízos incalculáveis.  A Grécia que o diga... 

Talvez o nosso problema tenha sido a falta de uma política de Estado que foi trocada por uma política de governo - problema essa histórico se analisarmos com mais cuidado as políticas públicas no país - que pensa sempre em curto prazo e não realiza mudanças necessárias para a nação, mas sim para garantir a próxima eleição, seja um segundo mandato ou a tentativa de emplacar um sucessor. 

Fato é que espaços que agora deveriam servir à população, em especial aquelas que não puderam desfrutar dos jogos ao vivo, vivem trancados e consequentemente abandonados à própria sorte de uma gestão que, ao fim da festa e de uma arrecadação astronômica, quer deixar para os donos da casa o apagar das luzes e a arrumação da casa.    

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Geoplaylist - (Arlindo Cruz - Meu Lugar)

Caros Leitores do Blog, 

Depois de um breve recesso, com um retorno atrapalhado por problemas técnicos, voltamos a nossa publicação semanal no blog, comumente às terças-feiras. 

Este ano, daremos início a uma nova seção dentro do blog. Além das indicações de filmes que tenham a ver com Geografia, que você pode acessar pesquisando na barra de buscas no alto deste blog, buscando pelo título "Geografia, Pipoca e Cinema!"; agora também faremos indicações sobre músicas que permeiam a disciplina e podem ser utilizadas em sala de aula para reforçar determinados conteúdos. 

Para dar início a esta série, hoje vamos começar com uma música que aborda uma das categorias da Geografia apresentada geralmente ao 6° Ano tão logo inicia-se o ano letivo. Estamos falando do conceito de Lugar.

A música é "O Meu Lugar" de Arlindo Cruz, que você pode conferir no clipe abaixo. 


A música aborda um conhecido bairro do Rio de Janeiro, Madureira, que foi local de nascimento do compositor. Ao longo da letra o cantor faz uma homenagem e retrata pequenas passagens suas pelo bairro. 

De refrão fácil e "chiclete" a música pode ser utilizada junto aos alunos para abordar o conceito de Lugar. Nesta letra fica clara a ligação afetiva do cantor com o bairro, sendo este o preceito a ser explorado para a introdução do conceito de Lugar, para a Geografia. 

Como atividade, podemos solicitar aos alunos que façam um pequeno poema ou texto sobre o lugar onde moram em data a combinar. Auxiliados pelo professor(a) de Português, eles podem apresentar seus textos como forma de avaliação pelo professor(a) que se valerá de seu conhecimento para explorar não só o conceito de Lugar, mas o leque de conceitos para os quais podemos abarcar a partir do mesmo. 

Além de promover uma atividade diferente, há também uma maior fixação do conteúdo exposto em sala de aula. A atividade lança mão também da interdisciplinaridade, podendo ser pontuada também pelo professor(a) de língua portuguesa.