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terça-feira, 4 de julho de 2017

Trump e sua cruzada xenofóbica

Esta semana o presidente que tem o nome do personagem errado da Disney fez mais uma das suas. 

Depois de certa insistência ele conseguiu a liberação do seu projeto de veto à imigração de pessoas de alguns países aos EUA

Segundo o projeto, aprovado parcialmente, pessoas do Irã, Síria, Iêmen, Somália, Sudão e Líbia terão que cumprir determinações para ir aos EUA; além da suspensão do acolhimento a refugiados por mais de 120 dias. 

Ainda de acordo com o projeto, pessoas destes países que desejam ir para os EUA deverão estar de acordo com uma série de exigências; dentre elas, podemos citar a necessidade de serem funcionários do Governo, por exemplo, ou irem por motivos de trabalho ou estudos, além de ter boa relação com os EUA. 

O "curioso" desta medida é que os países citados na lista são muçulmanos; revelando uma perseguição seletiva em relação aos imigrantes. Também é de chamar atenção países como a Arábia Saudita e o Egito ficarem de fora da lista (com certeza não tem nada a ver com o fato de ambos serem aliados históricos dos EUA...). 

Apesar de inúmeras discussões sobre a medida e do veto inicial de alguns juízes, o projeto foi levado adiante e pode sim ser considerado uma vitória do presidente norte-americano. 

Com isso, não podemos deixar de salientar o teor xenofóbico dessa medida. Xenofobia configura-se como aversão ao estrangeiro que pode levar até mesmo a perseguição a determinados tipos de grupos.

Seja querendo construir um muro e fazer o México pagar por isso ou mesmo leis como essa, o presidente mostra sua face xenofóbica e seu julgamento raso. Afinal de contas, com o veto em vigor não é difícil chegar a associação velada que se estabelece entre os habitantes destes países e o terrorismo.

É como se fosse uma afirmação de que todos os que habitam os países supracitados fossem terroristas e, consequentemente, representassem uma ameaça aos EUA. 

Não bastasse dizer que o aquecimento global é invenção dos chineses, ou mesmo que a construção de um muro na fronteira com o México, cuja mão de obra presente no vizinho do norte alavanca 60% da economia norte-americana; vemos agora mais uma demonstração de puro julgamento raso e xenofóbico de um presidente que aparenta ter um conhecimento de mundo profundo como um pires. 

Com isso, o presidente acaba por legitimar sua bandeira xenofóbica e causa mal estar diplomático entre os EUA e diversos países. Mas, ao que parece, o presidente não se importa com isso e avança cada vez mais em sua política de intolerância com determinados países. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Geoplaylist - (Nação Zumbi - Etnia)

A dica de hoje da Geoplaylist trata-se da música etnia do grupo Nação Zumbi. 

Esta música pode ser usada com uma turma de 7º Ano, onde geralmente se aborda população, para tocar na questão na miscigenação em nosso país. 

Ela também abre alas para outras questões como a migração europeia após a abolição da escravatura, bem como a tentativa de braqueamento da população brasileira por parte do governo à época. 

Num outro aspecto podemos destacar também uma questão que pode passar despercebida, mas tem sua importância. Atualmente não usamos mais o termo raça para nos referirmos aos diferentes tipos de seres humanos. Hoje é consenso que raça é uma só, a raça humana. Dentro dela é que existem diversas etnias, título da música em questão. 

Como apoio ao trabalho com esta música podemos pedir aos alunos que tracem uma árvore genealógica de sua família com o intuito de descobrirmos nela exatamente essas miscigenações tão comuns ao nosso povo. Também podemos entrar, a partir disso, na discussão sobre o preconceito. Afinal de contas, se todos viemos da mesma mistura, então, por que o preconceito? 




terça-feira, 13 de junho de 2017

Mais um capítulo na disputa entre Catalunha e Espanha


A Catalunha é um território da Espanha cujo povo, apesar de ter uma história que se mistura a dos espanhóis, tenta há anos a independência da Espanha. 

Apesar do povo catalão ter sua independência atrelada a vontade espanhola, vários são os capítulos que traçam este enredo entre as duas nações. 

No início dos anos 2000, foram seguidas as tentativas de se organizar um plebiscito (consulta à população) sobre a independência do território catalão. Todas as tentativas foram invalidadas pelo governo da Espanha que inclusive já chegou a tornar inelegível por dois anos um dos governadores da região. Mas nem isso tirou o ímpeto da população em realizar a consulta. 

O temor do governo espanhol em relação a esta separação tem um "quê" econômico. Esta região corresponde a 20% do PIB do país, sendo, também, uma das regiões mais ricas da Espanha. 

Por parte do povo catalão, fica a vontade do separatismo por conta de acreditarem que com um território independente, estariam menos sujeitos a corrupção (já que o governo espanhol vive envolto em casos desta natureza) além da vontade de optar por outra forma de governo; já que eles desejam uma república enquanto a Espanha é uma monarquia. 

Nesse entremeio, o governo espanhol tenta barrar a qualquer custo tentativas dos catalães em realizar a consulta pública, alegando, além de inconstitucionalidade, que o alcance da consulta teria que ser nacional e não regional. 

O curioso nessa história é que, embora com estreita vantagem, os catalães (a princípio) não são a favor da independência (pelo menos em pesquisas de boca de urna), mas é consenso entre eles a realização de uma votação para tal. 

Mesmo assim o governo espanhol não parece estar disposto a dar a menor brecha para que o plebiscito aconteça. Enquanto isso, veremos diversos capítulos acerca desta disputa e seguiremos a ver nos jogos do Barcelona (time Catalão) aquela carimbada faixa que diz "A Catalunha não é a Espanha".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O que muda (ou não) com a retirada dos EUA do Acordo de Paris?

Em pleno mês que se comemora o meio ambiente, o presidente cujo maior feito na história foi dizer que o aquecimento global é invenção dos chineses veio à público fazer jus sobre a errada escolha do personagem da Disney para seu nome e retirou os EUA do Acordo de Paris

Esta decisão, aliás, nos remete a recusa da assinatura do Protocolo de Kyoto nos anos 90, cuja justificativa foi baseada num motivo tão estapafúrdio quanto o tal, mas com consequências bem semelhantes.  

Um dos tratados climáticos mais importantes acerca do clima, se não o maior, pode sofrer algumas consequência caso a retirada dos EUA se concretize. 

Contudo a retirada do país pode não ocorrer. O acordo foi assinado no ano passado e, de acordo com o documento, os países podem requerer suas saídas apenas 3 anos após do acordo assinado, o que nos leva a 2019. Ainda assim, uma comissão analisará o pedido dentro do prazo de 1 ano, o que nos leva a 2020; ano de uma nova eleição dos EUA. 

Caso o atual presidente seja reeleito (o que esperamos que não aconteça) os EUA podem sim sair do acordo. Agora, caso um de seus opositores na corrida pela Casa Branca seja simpático a permanência do país no acordo, a ONU pode embarreirar a decisão e alegar o desfecho da eleição presidencial para ir adiante com o processo. 

Mas se os EUA só podem ou não sair do acordo em 2020, por que tanto alarmismo?

Embora o atual presidente esteja preso a acordos assinados por seu antecessor, ele pode tomar medidas que afetam o acordo de imediato. 

Uma delas é não continuar a contribuir com o Fundo Verde, criado para inserir ações que possam reduzir a emissão de gases estufa pelo mundo. Obama tinha prometido a quantia de 3 bilhões, dos quais um já foi pago pelo próprio enquanto presidente. Já o atual presidente já declarou não ceder mais um centavo para esta "farsa inventada pelos chineses". 

Além disso, o Acordo de Paris possui metas individuais e voluntárias sobre as medidas a serem tomadas para redução dos gases estufa. Isso implica na não obrigatoriedade de cada país em atingir as metas que estipulou ou mesmo de segui-las. 

Com isso, o fundo é prejudicado de forma latente pelos EUA, levando a ONU em dois caminhos: ou a aumentar a arrecadação dos outros países ou a simplesmente reduzir a meta para o fundo. Por conseguinte a não obrigatoriedade de se cumprir a meta estabelecida pelo próprio país pode causar mal-estar entre os outros membros do acordo que podem ver seus esforços como infrutíferos diante da posição tomada pelo presidente norte-americano. 

Contudo, apenas poucos dias após o anúncio do presidente, diversos estados norte-americanos, juntamente com empresários e parte da sociedade americana, já estão se mexendo para firmarem acordos climáticos que procurem ao menos tentar preencher a lacuna deixada pelos EUA.  

A iniciativa procura desenvolver conhecimento através de pesquisas científicas com o objetivo de criar formas de redução da emissão dos gases estufa que possam ser difundidas pelo Planeta. Tal iniciativa já ganhou a adesão rápida de diversos governos, empresas e da sociedade; e promete, ao menos no papel, ser um esforço considerável para cobrir a defasagem deixada pelo presidente dos EUA. 

Esperamos que medidas como essas se multipliquem cada vez mais pelos EUA e pelo mundo, bem como que cada vez mais países se engajem em assinar o acordo para que todos, juntos, possamos fazer o nosso papel para um mundo melhor para nós e nossas gerações. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Reforma da Previdência

Antes de mais nada, recomendamos a leitura deste post de umas semanas atrás

Para tentar ser o mais elucidativo possível antes de entrar neste assunto, gostaríamos de relembrar que a reforma da previdência já era pauta do governo anterior e que está sendo implementado pelo governo atual (ponto!). O que quer dizer que não falaremos aqui sobre governos ou seremos a favor deste ou daquele. 

Sendo repetitivo ao extremo com isso, não há posição pró ou contra ninguém. O que se quer discutir é a reforma em si. 

A polêmica reforma da previdência social levanta uma série de questões, cujas mais comuns queremos discutir no texto desta semana. Para fins didáticos, dividiremos as discussões em tópicos para facilitar o acompanhamento das discussões que seguirão neste texto. 

  • A Questão da Idade Para se Aposentar Para Homens e Mulheres. 

Segundo a proposta, a ideia é equiparar a idade da aposentadoria entre os sexos. A mesma já foi alterada pelo relator que propõe uma diferença mínima de 3 anos entre homens e mulheres. 

Neste aspecto parece haver uma falta de tato, pois já não é de hoje que se sabe que as mulheres têm dupla ou às vezes até tripla jornada de trabalho. Sendo, portanto, perfeitamente compreensível que se aposente antes dos homens. Mas só dois anos antes?

Em uma pesquisa rápida, conseguimos verificar que a diferença é de, no mínimo, 5 anos de diferença entre os sexos em diversos países pelo mundo. Vemos esta diferença como uma forma, embora não ideal, de compensar a diferença de jornada entre homens e mulheres que a nosso ver foi desconsiderada, principalmente em sua proposta inicial de equiparar a idade mínima para aposentadoria de ambos. 

  • O Tempo de Contribuição. 

É inegável que a nossa expectativa de vida tem aumentado ao longo dos últimos 40 anos e, para tanto, seja necessário alterar certos pontos na previdência. A questão é a forma como estão sendo alterados. Contudo, propôr idade mínima de 65 anos com praticamente 50 anos de contribuição para que a pessoa se aposente é no mínimo um atestado de aposentadoria para os sortudos que chegarem aos 3 dígitos em sua idade. 

Não é difícil de alcançar este raciocínio quanto lidamos com uma matemática básica: Se a expectativa de vida é de 75,5 anos e a reforma da previdência nos leva a 50 de contribuição com idade mínima de 65, das duas uma: ou começamos a trabalhar de carteira assinada desde os 15 anos ou vamos torcer para ultrapassarmos a expectativa de vida e ter fôlego para trabalhar até os 90 anos ou mais. 

Isso contando que não vamos ficar desempregados ou que praticamente o nosso primeiro emprego seja o último, o que sabemos que não acontecerá nem no melhor dos cenários. Sem contar que quanto maior a idade, maiores são os problemas de se recolocar no mercado de trabalho. Se aos 50 anos, as pessoas já encontram dificuldades, imagina procurar emprego com 60 ou 70 anos?

  • Dívidas das Empresas 

Uma das questões que mais tem rendido assunto nas redes sociais diz respeito a dívida das empresas junto ao INSS que ronda a casa dos R$ 430 Bilhões. Este assunto deve ser observado por diversos ângulos. 

Um deles diz respeito ao não pagamento da dívida inclusive por empresas públicas. Como se explica empresas anunciarem lucros bilionários, mas não terem dinheiro para pagar a previdência? Como se explica empresas financiarem campanhas de políticos, mas não possuírem dinheiro para o INSS?

Claro, também, que parte dessa dívida advém de massas falidas que não pagarão mais ao governo nem tão pouco aos seus funcionários a contribuição previdenciária. 

Dizer que a simples quitação da dívida resolveria o problema da Previdência pode ser um tanto audacioso, mas com certeza ajudaria bastante a equilibrar a instituição, não é mesmo? 

Isso sem contar as "facilidades" oferecidas pelos governos ao longo dos anos que permitem com que as empresas parcelem suas dívidas a perder de vista, literalmente. O resultado? dívidas que não serão pagas nunca pois as mesmas crescem a cada ano na proporção inversa de sua amortização. 

  • Exclusão de Certos Grupos. 

Em tese a reforma da previdência deveria ser para todos. Mas ao que parece a mesma se apresenta bem seletiva em diversos casos. Alguns grupos foram excluídos das reformas e passaram ao largo das discussões.

Claro que em alguns casos é perfeitamente justificável, a nosso ver, como policiais e bombeiros que se arriscam diariamente para salvar vidas alheias (antes do mimimi, não estamos fazendo aqui um juízo de valor sobre bons ou maus profissionais da área. Estamos nos atendo ao campo teórico, pois esta é uma discussão que aqui não cabe) e nos parece justo que suas aposentadorias sejam diferenciadas. 

Agora, novamente, a nosso ver, o que justifica a aposentadoria de um político ser "especial"? Qual o esforço hercúleo de um cargo desse frente a um pedreiro, um engenheiro, estivador, motorista de ônibus, químico ou qualquer outra profissão que justifique sua aposentadoria diferenciada?

Mais do que a possível necessidade de uma reforma da previdência, que até agora não se provou concreta, é a análise detalhada de como aplicá-la aos trabalhadores da forma mais equilibrada possível. 

  •  Contas Maquiadas. 

Essa é uma questão que talvez poucas pessoas saibam. Afinal de contas como se calcula verdadeiramente essa tal previdência?

Primeiramente, a previdência social faz parte de um todo maior chamado seguridade social. 

A seguridade social possui várias fontes de renda: contribuição dos trabalhadores, impostos e até mesmo as loterias (40% de todo jogo feito vai diretamente para este fundo). Somando-se tudo isso temos uma previdência superavitária. Acredite se quiser ou clicando no link acima. 

Mas, então, como o Governo vai pra tv dizer que a previdência está no vermelho?

A questão aqui é a maquiagem que se faz no balanço e um mecanismo chamado DRU (desvinculação de receitas da União). Primeiro porque quando o governo faz a conta, lança todas as despesas, mas não todas as receitas. Ou, por acaso, era de conhecimento público e notório que 40% de todo logo feito nas loterias iria para previdência?

Outra questão ainda é o DRU. Trocando em miúdos e de maneira bem simples, o DRU é uma maneira que políticos fazem para conseguir receitas para seus projetos ou do Governo conquistar aquilo que deseja dentro do Congresso. Com isso, o dinheiro que seria para a Previdência vai para outros, digamos, projetos. E a conta disso, adivinha pra quem fica?

Pra resumo de conversa e de uma forma bem mais visual que a exposta, deixamos abaixo uma série de vídeos sobre esta questão.


Obs.: O primeiro vídeo está aqui só pelas informações e não por quem as divulga... 


video







terça-feira, 23 de maio de 2017

Estaria a Antártida retornando ao seu passado geológico?

Recentemente foi divulgada uma pesquisa que aponta para o aumento da vegetação no continente gelado. 

A causa deste aumento da vegetação não poderia ser outra se não o aquecimento global. 

Com o aumento da médias térmicas do planeta, é de conhecimento público e notório que as geleiras vem recuando ao longo dos anos e o aquecimento global figura como principal responsável. 

Com o recuo das geleiras, pequenas áreas de solo passam a ficar expostas e, nas época de verão no continente, surge uma pequena vegetação de musgos e líquens. Essa vegetação tende a ser baixa por conta do clima hostil da Antártida e só aparece durante o verão. 

A mudança no continente pode representar uma alteração em sua paisagem que pode remetê-la ao seu passado geológico de mais de 50 milhões de anos quando o continente gelado era mais parecido com uma floresta tropical

No caminhar do aquecimento global, o princípio deste cenário pode ser visto já no próximo século, assim como a consequente mudança na biota local. Por enquanto, ainda não foram encontradas árvores no continente gelado, muito disso por conta do ambiente inóspito e das temperaturas extremamente baixas para tal. 

Apesar disso, cientistas ainda continuam monitorando a área para saber se esse aumento na vegetação persiste ou se é algo passageiro. Contudo, não é difícil imaginar que futuramente haverá uma mudança drástica no continente antártico e, consequentemente, no clima do planeta. Como isso nos afetará positiva ou negativamente é que é a questão...


terça-feira, 16 de maio de 2017

Geoplaylist - (Gabriel, O Pensador - Chega)

A dica de hoje vem junto com uma certa relutância de nossa parte em escrevê-la pois aborda um tema que não gostamos de tocar, a política.

Hoje o geoplaylist vai tratar da letra de "Chega" de Gabriel, O Pensador. 

O autor que já é conhecido nosso, rendendo inclusive um tcc sobre a confluência de suas músicas com determinados conceitos da Geografia Urbana, aborda na letra um desabafo não só sobre a atual conjuntura política de nosso país, mas de todo um conjunto que não já é de hoje e que só é sentido pelas classes menos abastadas de nossa sociedade. 

(Pausa para reflexão). 

Antes de todo o "mimimi" começar, queremos deixar bem claro o seguinte: se você acha que o texto abaixo é pró-Dilma, enganou-se! Por outro lado, se você acha que o texto abaixo é pró-Aécio, enganou-se outra vez!.

Hoje as discussões acerca de política se tornaram tão acaloradas quanto superficiais e polarizadas. Se criticamos um, automaticamente as pessoas já pensam que somos a favor do outro. Não se ouvem os argumentos, que na maioria das vezes são argumentos até a página 2, quando passam a ser ofensas; e amizades de anos são desfeitas em nome dessa polarização entre a estrela vermelha e o tucano azul. 

O que nos dá uma sensação de que vivemos uma guerra fria à brasileira, onde ambos não chegam as vias de fato, mas aqueles que os defendem sim (só pra constar agressão também pode ser verbal, literal e não só pelo meio da força física, ok?). Vemos instaurados então um clima de animosidade entre as pessoas que, na verdade, resolve tanto quanto discutir o sexo dos anjos ou qual time é melhor. 

A imprensa também faz sua parte e a imparcialidade nunca foi tão parcial quanto ultimamente. Tanto que temos que chegar ao ponto de procurar coberturas internacionais sobre a política do nosso próprio país para não cair nas armadilhas tendenciosas presas a cada texto de determinadas revistas aqui do Brasil. 

Nesse "tiroteio" o povo se perde em meio a uma avalanche de notícias que são repercutidas via redes sociais, onde você pode encontrar argumentos dos mais absurdos aos mais bem organizados possíveis. Associado a isso, também conseguimos ver a multiplicação dos professores de História. Nunca antes na história deste país a faculdade Facebook formou tantos entendidos em História do Brasil. 

Muito maior que isso, mas imperceptível no momento, está a política brasileira. A mesma atravessa um momento ímpar em nossa história cuja possibilidade de uma transformação não só na política, mas também em nossa sociedade se faz concreta. Mas o circo montado para "mortadelas" e "coxinhas" se digladiarem escamoteia a nossa chance de fazer diferente. 

Já está mais do que na hora de sairmos desta polarização e passarmos a enxergar acima disso para vislumbrarmos um futuro para o país e sua nação. Talvez uma terceira via, como fizeram os franceses ao elegerem Macron, tirando os dois partidos mais tradicionais da França de uma disputa eleitoral. 

Talvez nossa esperança esteja em uma terceira via, ainda não apresentada a nosso ver, que proponha mudanças de verdade na viciada e corrupta estrutura política brasileira, com reformas reais e necessárias, cuja participação do maior interessado, a população, seja essencial em sua condução. 

Apostar no novo tem seus riscos, mas com certeza nos parece melhor do que sempre mais do mesmo. 

(Fim da reflexão)

A música serve como um desabafo e pode ser utilizada para discutir diversos assuntos relacionados a política brasileira. Desde a alta carga de impostos, passando pelo descaso com a saúde e a educação públicas até mesmo o atual cenário político. O que pode ser a chance para que os alunos se expressem sobre o atual momento político e tirem suas dúvidas com os professores acerca daquilo que os inquietam, gerando uma ótima oportunidade para a troca de ideias em um espaço para que os alunos ouçam e sejam ouvidos, principalmente.



terça-feira, 9 de maio de 2017

A vitória de Macron põe um fim ao Frexit (pelo menos por enquanto)

Esta semana começou com o anúncio da vitória de Emmanuel Macron nas eleições para presidente francês. O candidato, até então novidade e azarão a princípio, corria por fora, mas alavancou suas intenções de voto na parte final das eleições e disputou o cargo mais alto da França com Marine Le Pen, uma velha conhecida dos franceses

De posição nacionalista e disposta a tirar a França da UE, a candidata derrotada por Macron chegou a pregar uma França fechada aos imigrantes e já teve seus discursos comparados aos de Hitler. Do outro lado, Macron tem uma visão centrista, pró UE e surgiu como uma novidade na corrida presidencial francesa. Novidade essa que parece ter agradado a população. 

Na última semana, a cobertura da eleição francesa ganhou certo destaque na imprensa mundial dada a ansiedade com que os outros líderes europeus, especialmente os da UE, aguardavam as prévias francesas e a eleição em si. 

Já era de conhecimento de todos que, caso fosse Le Pen a ocupar o cargo, o Frexit seria questão de tempo. Tal provável saída, seria mais um duro golpe para o bloco que perderia outra de suas economias mais importantes, abrindo assim um precedente ainda maior para que outros países dentro do bloco também o fizessem. 

Já Macron contava com o apoio de vários líderes europeus que clamavam por sua vitória para que a UE respirasse aliviada. Mais que isso sua vitória mostra uma França já saturada com o cabo de guerra existente entre os dois principais partidos do país que há anos disputam as eleições, mas que nesta ficaram, pela primeira vez, de fora do segundo turno. 

(...Aliás esta aí algo que um certo maior país da América do Sul podia aprender para as próximas eleições... Seria no mínimo interessante uma terceira via que se apresentasse para acabar com o cabo de guerra realizado por aqui entre tucanos azuis e estrelas vermelhas com um coadjuvante no meio que se contenta em vender-se para quem estiver no poder. Isso até mesmo quando ele está no poder.)

Macron surgiu como uma opção a este cabo de guerra. Vendeu sua imagem como distante desta disputa e como um candidato sem partido que teve sua campanha financiada por uma espécie de start-up composta, em sua maioria, por pessoas inexperientes mas com desejo de mudança.

O ex-ministro da economia e mais jovem a subir ao cargo mais alto da França terá agora o desafio de equilibrar um país que, apesar de sétima economia do planeta, ainda vive os resquícios da crise não só do bloco europeu, mas também tenta lidar com as questões migratórias originadas dos conflitos na Síria e no meio disso tudo, ainda arrumar a casa para os próximos cincos anos. Uma aposta e tanto dos franceses que, sinceramente, esperamos que dê muito certo. Cabe agora esperar, como sempre, as cenas dos próximos capítulos.  


terça-feira, 2 de maio de 2017

Geoplaylist - (Roberto Carlos - Amazônia)

A playlist de hoje volta no tempo e utiliza uma música antiga, mas bastante atual de Roberto Carlos, "Amazônia". 

A música nos remete aos açoites sofridos pela floresta das mais diversas formas - que até hoje são praticadas. Desmatamento, queimadas, avanço da fronteira agrícola, biopirataria e tráfico de drogas são assuntos que podem ser abordados durante esta música. 

Há também um outro ponto a ser explorado que está no refrão da música, "Amazônia, insônia do mundo!". 

Não sabemos se de forma intencionada ou se é pura associação de nossa parte, mas este refrão pode ser utilizado para elucidar uma falsa afirmação que ficou muito conhecida na segunda metade do século passado: "Amazônia, pulmão do mundo". 

Esta falsa afirmação nos leva a crer que grande parte do ar que respiramos é proveniente da floresta equatorial amazônica. Ledo engano. 

Primeiro porque quase todo o ar produzido pela floresta durante o dia é consumido pela mesma durante a noite, sobrando apenas uma pequena margem que nem de longe é suficiente para garantir o oxigênio do planeta. 

Segundo porque a maior parte do ar que respiramos é proveniente das algas marinhas. Pois é. Mas isto não significa de forma alguma dizer que as árvores não são importantes. Muito pelo contrário. Árvores são essenciais a vida humana e sem as mesmas, de certo que estaremos a um passo da condenação de nossa estadia na Terra. 

Gerando uma boa discussão acerca da floresta amazônica em temas que envolvem não só a sua destruição, mas também a necessidade de sua preservação, a música é uma boa introdução ao falarmos do tema e pode ser explorada das mais diversas formas. 


terça-feira, 25 de abril de 2017

Cinema, Pipoca e Geografia! - Especial 100 Anos da Revolução Russa

A dica de hoje na verdade é plural, mas todas abordam o mesmo assunto: A Revolução Russa. 

Ocorrida em 1917, a Revolução Russa comemora o seu centenário neste ano e pode ser um assunto certo nos vestibulares deste ano, bem como no ENEM. 

Para se aprofundar ou mesmo conhecer o assunto de uma forma diferente; separamos abaixo alguns filmes que abordam o tema sob diversas óticas. 


1 - Reds 

O filme narra os relatos de um jornalista americano que presenciou a Revolução  Russa desde o seu começo, além dos primeiros anos pós-revolução. 


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2 - Outubro. 

Já esta indicação se atém especificamente a Revolução Russa e os acontecimentos são descritos praticamente em "tempo real"; diferentemente do outro filme. 

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3 - Doutor Jivago.

Homônimo do filme que garantiu ao escritor um Nobel, o filme tem um viés mais romancista que usa a Revolução Russa como pano de fundo. Como curiosidade deste filme podemos destacar a sua censura em território soviético por conter críticas ao regime. Mesmo após a dissolução da URSS, o filme continuou proibido na Rússia sendo liberado apenas na metade da década de 90. 


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4 - O Círculo do Poder. 

Este filme já pega o período pós-revolução. Seu foco é a figura de Stalin e o período de seu regime a frente da então URSS. 

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Cada um à sua maneira, os filmes abordam um tema que estará em tela ao longo deste ano por conta de seu centenário e pode pintar nos vestibulares. Para o próximo feriado, pode ser uma boa reunir as nossas sugestões e assisti-las. 

Vale a pena conferir!.  

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um velho e requentado xadrez geopolítico

Ultimamente não tem sido difícil você "dar um Google" e achar notícias envolvendo a Coreia do Norte e os EUA. 

A guerra de palavras e ameaças entre as duas nações não é nova. Na verdade trata-se de uma herança da Guerra fria. 

Até a metade do século passado a península coreana era uma só. Com o surgimento da guerra fria, houve a separação com a criação da Coreia do Norte (socialista) e da Coreia do Sul (capitalista). Nesse entremeio há também aqueles que buscam a reunificação da coreia. 

Posteriormente a guerra das coreias, culminando na divisão das mesmas; diversas foram as tensões entre os dois países cujos respectivos aliados sempre tentaram acalmar os nervos. Voltamos então ao princípio dos padrinhos, relatado em post anterior para o conflito na Síria.

Se de um lado a Coreia do Sul tem os EUA e o Japão como padrinhos, do outro lado, está a Coreia do Norte e a China como seu padrinho. Apoiados não só em seus padrinhos, mas no armamento nuclear que possuem, ambas as coreias viveram trocando suas farpas enquanto seus padrinhos acalmavam os nervos para evitar não só um conflito nuclear como também de terem que intervir de forma mais direta e dar ao conflito uma proporção mundial de destruição. 

A questão é que nos últimos anos, desde que assumiu o comando da Coreia do Norte, o presidente vive as voltas com a desconfiança dos militares de seu governo, principalmente os mais velhos, sobre sua capacidade de governar ser tão "boa" como a de seu pai e antecessor.

Essa preocupação pode ser notada com as viagens que seu pai fazia com ele para "apresentá-lo" aos seus aliados bem como a maquiagem sobre a sua idade, o envelhecendo um ano.  

Talvez, por este motivo, o jovem líder esteja se sentindo pressionado a "mostrar serviço" e nada melhor para isso do que iniciar uma guerra verbal com o país mais poderoso do planeta. 

Isto não é novidade e seu pai já usava esse artifício. Naquela época uma ameaça a vizinha do sul já era o bastante para os EUA acenarem com um acordo. Acordos esses que já envolveram até barrinhas de cereal para salvar o país que vivia uma crise alimentícia devastadora (mais por questões políticas do que climáticas, é bem verdade). 

E desta vez não parece ser diferente. Como levantado anteriormente, talvez todo este alarde seja simplesmente para tentar conseguir uma barganha para que o regime seja mantido ou mesmo para que seu líder consiga o "respeito" de seus subordinados, principalmente os mais antigos que podem enxergar nele uma fragilidade para comandar o país devido a sua pouca idade e, quem sabe, iniciar um golpe para derrubá-lo ou algo do gênero. 

Fato é que estamos diante de mais um capítulo de "guerra improvável, paz impossível". Mesmo tendo dos dois lados líderes de temperamento forte, ambos sabem bem o poderio bélico nuclear que têm nas mãos e o que ele pode fazer não só com o outro país, mas também como o mundo. Não à toa, a qualquer sinal de maior tensão, sempre surge alguém para pedir um acordo. Desta vez não está sendo diferente. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mais uma guerra improvável com paz impossível?

Desde a semana passada, notícias e mais notícias circulam sobre a tensão envolvendo Síria, Rússia e EUA. 

As declarações em tom ameaçador não são novas, mas a subida de tom entre as nações sim. 

A Síria foi um dos poucos países que resistiu a "Primavera Árabe" e, desde então, trava uma guerra civil que já perdura anos. E só está tendo esta validade toda por conta dos padrinhos envolvidos neste conflito, o que nos remete a uma história bem semelhante a rixa entre as Coreias. 

Se por um lado o governo sírio conta com apoio russo, os rebeldes contam com apoio norte-americano para derrubar o regime de um ditador cuja família está há mais de 40 anos no poder.

Desde os primeiros movimentos da "Primavera Árabe" o governo sírio se mostra relutante em deixar o comando. Seja por ter o exército ao seu lado, seja pelo apoio russo. Já do outro lado, os rebeldes tentam uma coalizão capaz de combater o governo, ao passo que o seu "padrinho" o ajuda belicamente, mas também com o intuito de pôr no governo alguém que atenda prontamente os interesses do Tio San. 

Por anos, o conflito não "incomodou" ninguém pelo simples fato de estar restrito a própria Síria. Contudo, nos últimos dois anos, vemos uma onda migratória proveniente desde conflito (entre outros motivos) como nunca se viu desde a segunda guerra, buscando principalmente o outro lado do Mar Mediterrâneo. 

Neste cenário o "incômodo" passa a ser sentido, pois extrapola os limites do território sírio e ganha o continente europeu com um fluxo migratório tão grande para a região que foi até capaz de impulsionar o Brexit. 

Entra em tela então o retrato de uma situação já vista anteriormente, por diversas vezes na história: o continente europeu pede ajuda ao Tio San para resolver os problemas que ela mesmo negligenciou e agora já não é capaz de contornar sozinha. 

Travestido de salvador do velho mundo, mais uma vez, os EUA tentam achar uma solução para o conflito, não porque possuem a melhor estima pelo continente europeu, mas sim porque, para uma economia com base no petróleo, ter mais um país de quem comprar expande seus mercados e torna o preço ainda mais atraente, principalmente quando o governo é seu aliado... 

A questão é quando paramos pra perceber que do outro lado, o governo sírio tem um aliado que possui um poder de fogo que pode até não ser o mesmo dos EUA, mas sua capacidade de destruição não fica longe. Isso sem contar que a Rússia é herdeira da antiga URSS e a mesma e os EUA rivalizaram por décadas acerca da hegemonia mundial; o que ainda rende ranços de ambas as partes. 

Assim vemos um conflito de escala local ter condições reais de se tornar um conflito de escala global. Mas isso não pelo envolvimento de diversos países, mas sim numa perspectiva bélica, já que o "padrinho" de cada um dos envolvidos possui armamento suficiente para reduzir o mundo todo a poeira. 

Claro que o confronto entre ambos é descartado, até por eles mesmos. Eles sabem das armas que possuem e das consequências do uso delas em caso de conflito. O que parece então deixar as coisas no campo das sanções, onde o Tio San tentará "estrangular economicamente" o governo sírio e seu aliado russo através de sanções econômicas para tentar obter alguma vitória. 

O problema vai ser tentar fazer isso quando 1/3 do gás do continente europeu é fornecido pela Rússia. Entretanto, o ponto principal nem é esse. Pois com EUA e Rússia travando uma queda de braço via governo sírio e seus rebeldes, quando o principal objetivo que é a devolver a ordem e a estabilidade em todas as suas esferas ao país será concretizado?

Até lá, nos resta acompanhar pelo noticiário mais um capítulo do que seria um resquício da guerra fria e que já acontece com as coreias, acontecer também na Síria. Enquanto isso, o povo sírio padece e perde cada vez mais a esperança em cada bomba que é lançada sobre os escombros do que um dia foi o lar deles. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Protestos na Guiana Francesa lembram a França de que ela existe!

Caros leitores do blog, 

Depois de alguns problemas técnicos, estamos retomando, aos poucos, a nossa programação normal. Os textos de terça-feira permaneceram e continuarão em nossas publicações semanais, mas agora também voltam as publicações diárias em nossa página do Facebook e no Twitter

Agradecemos a compreensão de todos!. 

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Em época de eleições, os candidatos costumam prometer mundos e fundos para chegar ao posto almejado. Principalmente quando este posto refere-se ao patamar mais alto dentro do seu país. Com a França não é diferente... 

Os candidatos à presidência, dentre outras questões, resolveram voltar suas atenções para o departamento ultramar francês que há muito anda esquecido, a Guiana Francesa. 

Nosso vizinho na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino francês, parte da UE, inclusive adotando o euro como moeda. Suas principais riquezas são as minerais, além da base espacial de Kourou (o que justifica o interesse francês em manter a área sob seu domínio até hoje). 

Contudo, parece que, mais do que nunca, o território vive uma crise gigantesca: mais de metade da população não possui saneamento básico, o desemprego é alarmante (especialmente entre os jovens), além da taxa de homicídios ser bem elevada. 

Esta série de fatores, associados ao ano eleitoral francês levaram a população da Guiana Francesa às ruas para reivindicarem mais investimentos franceses no território. Um grupo chamado "500 irmãos" reivindica um investimento na ordem de 10 bilhões de euros e já convocou greve geral como forma de se fazer ouvir não só pelo atual governo, como por seus candidatos ao posto. 

O território também sofre com a imigração ilegal, por conta de interessados na mineração no país, principalmente na exploração do ouro. 

Fato é que o local só serviu mesmo como mero quintal da França que retira de lá apenas o que lhe é interessante e lucra com as atividades da base espacial de Kourou que realiza diversos lançamentos de satélites para outros países, inclusive para o nosso. 

A população que vive uma situação lastimável, tenta se fazer ouvir do outro lado do Atlântico e dirigir a agenda dos presidenciáveis também para suas reivindicações. A questão é se realmente farão algo pela Guiana depois de eleitos. Principalmente quando um candidato acha que se trata de uma ilha, enquanto a outra acha que se resume tudo a questão da imigração. 

Com um cenário como esse, parece que a população da Guiana Francesa está a sua própria sorte e terá que se organizar e se mobilizar cada vez mais para ser ouvida pelo próximo presidente francês. 



Com informações da BBC 

terça-feira, 21 de março de 2017

Geoplaylist - (Guilherme Arantes - Planeta Água)

Na véspera do dia mundial da água, a nossa indicação de hoje não poderia outra além de "Planeta Água", de Guilherme Arantes. 

Várias são as possibilidades a serem exploradas com esta música. Passando pelo sexto ano até o Ensino Médio, podemos usar a música para discutir ciclo da água, uso consciente da água, corpos hídricos, seca no Nordeste, usos econômicos da água e etc. 

A dinâmica envolvendo a música pode conter pesquisas, seminários, debates, além, é claro, de um trabalho interdisciplinar com ciências/biologia, dependendo da série em que se aplicará o trabalho.  

Não necessariamente o trabalho precisa da data de amanhã para ser utilizado, mas a data é um ótimo dia para reforçar o intuito do trabalho que pode ser o de conscientizar e alertar sobre o uso que fazemos deste bem tão essencial a vida.