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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Tempo Geológico e Tempo Histórico

O assunto desta semana refere-se a uma comparação que pode até não gerar confusão entre as pessoas, mas acaba passando despercebido e suas diferenças são enormes.

Trataremos da distinção entre Tempo Geológico e Tempo Histórico. 

Ambos consideram eventos diferentes e possuem objetos de estudos diferentes; por isso, são medidos em escalas diferentes. Enquanto o tempo geológico refere-se a história da Terra e seus acontecimentos mais importantes; o tempo histórico refere-se ao surgimento do Homem no planeta e suas conquistas mais importantes que marcaram o tempo histórico e, portanto, suas épocas e períodos. 

Claro que por se tratar de objetos diferentes, as escalas de medidas de ambos são diferentes. No caso do tempo geológico, estamos nos referindo à Terra, uma planeta de aproximadamente 5 bilhões de anos!

A princípio esta marca pode até assustar, mas se pararmos para pensar que o Universo tem 11 bilhões de anos, podemos considerar o nosso planeta um jovem nesta escala. Como os processos da natureza são bem mais lentos em relação as transformações humanas, geralmente a escala do tempo geológico vai dos milhares aos bilhões de anos. 

Para facilitar os estudos à cerca do tempo geológico, foram criadas as Eras Geológicas, onde cada evento importante que aconteceu na Terra como o aparecimento dos vegetais ou mesmo o surgimento do Homem, por exemplo, marca uma Era. Com isso, fica mais fácil de estudar a história da Terra, sua formação e transformação ao longo dos milhares, milhões e bilhões de anos de sua existência. 

Você pode conferir esta tabela com as Eras Geológicas na imagem abaixo:

Fonte: http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=lcn&cod=_representacaodotempogeol

Como podemos perceber, os acontecimentos na história da Terra demandam uma escala de tempo bastante extensa, já que a natureza "trabalha" de forma lenta se comparado as transformações causadas pelo Homem. 

Até mesmo o surgimento do Homem na Terra, apesar de datar de 400 mil anos atrás, podemos considerar como recente, se compararmos com toda a história não só da Terra como do Universo. Afinal de contas, o que são 400 mil anos perto de 11 bilhões de anos?!

Em contraponto, o tempo histórico, encarregado de narrar as transformações mais importantes pelas quais o Homem passou, e ainda passa, ao longo do tempo, possui uma escala temporal bem menor se comparado ao tempo geológico. 

Se o tempo da Terra é medido na casa dos milhões de anos até os bilhões, com o tempo histórico essa escala é sensivelmente reduzida para as décadas, centenas, chegando no máximo aos milhares de anos. 

Mas, apesar do pouco tempo de história que o Homem tem aqui na Terra, suas transformações (e estragos) são feitos numa velocidade muito superior às transformações realizadas pela natureza. Cada vez mais o Homem cria novas tecnologias e novas ferramentas para transformar a Terra; nem sempre as transformações são para melhor e as consequências acabam sendo gravíssimas. Esta aí o aquecimento global que não nos deixa mentir, mas este é um assunto para um outro post. 

Assim como a Terra possui uma tabela que permite a melhor compreensão no estudo de sua história, o Homem também possui uma linha do tempo com seus principais acontecimentos, marcando assim as "Idades históricas", ensinadas pelos colegas da História. Contudo, podemos observar esta divisão na imagem abaixo:



Para concluir, podemos então estabelecer a diferença entre Tempo Geológico e Tempo Histórico, basicamente, pelos objetos de estudo de cada um; onde o Tempo Geológico se dedica a Terra e o Histórico se dedica ao Homem e ambos narram seus principais acontecimentos; porém a escala de tempo é bem distinta já que as transformações da natureza são bem mais lentas se compararmos ao poder de transformação do Homem. Posto isso, não à toa, a escala geológica passeia entre os milhares e bilhões de anos, enquanto a escala histórica abarca as décadas e os milhares de anos. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A pior seca desde o último século aguarda o Nordeste.

Esta semana, foi divulgado que a Região Nordeste enfrentará mais um ano de seca (o sexto consecutivo) tornando esta a pior seca que a região já enfrentou nos últimos 100 anos!. 

Parecendo estar mais preocupado em resolver o problema da sua imagem do que o problema da seca no Nordeste, o Governo já está investindo em propaganda para explicar que a culpa não é dele... Melhor seria se investisse para acelerar as obras que, para variar, não ficarão prontas a tempo de enfrentar a seca que se anuncia. 

Esta questão da seca levanta uma discussão já antiga sobre a causa deste fenômeno na Região Nordeste. 

Claro que podemos levantar aqui as causas políticas desse mal que assola a região Nordeste, mas acreditamos que isso pode ser bem (mas não completamente) sintetizado nos dizeres de um ex-presidente que dizia ser a seca no Nordeste um problema de cerca... 

Quanto as demais causas de ordem física podemos citar duas:

A primeira delas diz respeito aos ventos alísios que são ventos que sopram de forma concêntrica em direção à áreas próxima da linha do Equador. Estes ventos "empurram" as frentes úmidas e quentes que são enviadas pela mEa (massa equatorial atlântica), fazendo com que as chuvas ocorram nas áreas litorâneas do Nordeste, dificultando a sua penetração no interior da Região.

A segunda diz respeito ao Planalto da Borborema que, por ser tratar de uma barreira orográfica, força o acontecimento da chamada chuva orográfica (esquema abaixo). 

Fonte: geoprotagonista.blogspot.com
Neste esquema percebemos que a nuvem não consegue transpor a barreira orográfica (o planalto da Borborema, no caso) permanecendo estagnada a barlavento até que a precipitação ocorra e a nuvem se torne mais "leve" e, assim, consiga "passar por cima" do planalto e chegar ao outro lado, a sotavento. Contudo chegará com menos água e, consequentemente, o regime de chuvas será bem menor. 

De maneira básica, são esses dois fatores que interferem na seca do Nordeste, mas também podemos citar a interferência do El Niño (aquecimento das águas do oceano Pacífico) e da La Niña (resfriamento das águas do Pacífico). 

Claro que, apesar desses fatores desfavoráveis, se tivéssemos um pouco de vontade política, a região Nordeste talvez hoje não estivesse passando por mais um ano de seca. Mas enquanto o problema da região também envolver a cerca presenciaremos notícias lamentáveis como essa. 

Com informações do Estadão

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Mais um capítulo na história "A Catalunha não é a Espanha"...

Caros leitores do blog, 

Esta semana o texto saiu com um pouco de atraso, mas vamos à ele... 


"A Catalunha não é a Espanha!"

Provavelmente, se você acompanha o campeonato espanhol, já deve ter visto esta frase em jogos do Barcelona, time de futebol da liga espanhola. Esta pequena frase carrega um peso histórico em seu significado e que pode ter mais um capítulo no ano que vem. 

A Catalunha, região que fica no nordeste da Espanha, é a morada do povo basco. Esta nação, que vive em território espanhol, não se reconhece enquanto espanhol, mas sim como povo basco. Portanto, lutam por sua independência da Espanha para formar um novo país independente, a Catalunha. 

Para alcançar tais objetivos, até um grupo terrorista já foi criado, o ETA. Este grupo já realizou alguns ataques na Espanha em busca da independência do território catalão. Porém, atualmente, este grupo se utiliza da via política para tentar alcançar seus objetivos; e parece estar dando mais um passo a frente esta semana. 

Na última quinta-feira o parlamento catalão aprovou a realização (sem consentimento do governo espanhol) de um referendo (que se trata de uma consulta à população) sobre a separação do território catalão da Espanha. 

Claro que a notícia não agradou em nada o governo espanhol que já tomou suas medidas para tentar interromper essa medida. Tal fato se explica pela Catalunha ser uma das regiões mais ricas da Espanha e, ao se tornar um país independente, fica claro as perdas que o país terá se esta parte de seu território for para os catalães. 

Aliás, se pararmos para analisar mais friamente, vamos perceber que o perfil dos conflitos vem se modificando desde a virada do milênio. 

Se antigamente tínhamos tríplice entente contra tríplice aliança, capitalistas e socialistas, etc... Hoje a situação é bem diferente. Os conflitos entre países não são mais tão comuns hoje em dia. Se repararmos bem, os conflitos são "internos", ou seja, nações que buscam a independência de territórios dentro dos países nos quais estão estabelecidos. 

Sejam os catalães na Espanha, os curdos na Turquia, entre outros; O perfil dos conflitos desde a virada do milênio vem se modificando. Sejam eles conflitos internos ou contra um inimigo que não tem rosto, como no caso dos terroristas, vemos uma mudança nesse sentido. 

Mas, voltando ao caso dos catalães, aguardaremos cenas dos próximos capítulos para ver se esse referendo será realizado ou não até o ano que vem, além dos desdobramentos que isso poderá causar dentro da Espanha. Até lá, é esperar pra ver...


Com informações do UOL