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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ainda falando sobre o Japão...

No post anterior andei falando um pouco sobre a crise a qual o Japão enfrenta desde os anos 90 e que fora agravada com a crise já que a mesma reduziu as demandas dos outros países para qual o Japão exporta, cabe lembrar que a economia japonesa é pautada em exportações, causando assim alguns prejuízos a economia japonesa. Parece que agora o desemprego é que começa a apontar como outro indicador desta crise...




SÃO PAULO - Evidenciando uma das piores faces de recessões, a taxa de desemprego no Japão atingiu o patamar mais alto dos últimos seis anos, ao chegar na casa dos 5,4% durante junho, ante os 5,2% em maio.



O nível relatado superou as projeções dos analistas, que previam 5,3% no período, e ainda teria espaço para piorar, à medida que corporações cortam custos e o consenso do mercado aponta para o patamar de 5,8% até o final do ano.




Deflação vem aí

Paralelamente, pela quarta vez consecutiva, a inflação no país recuou num ritmo recorde de 1,7% no último mês, alimentando os temores de deflação, dada a fraca demanda por bens e serviços.



Contudo, para aqueles preocupados com a queda nos preços, o BoJ (Bank of Japan) projetou que o país viverá dois anos de preços decrescentes, ao passo em que companhias elevam a competição para atrair o consumidor cada vez mais raro.


Reportagem publicada no site msn.com.br


segunda-feira, 27 de julho de 2009

O drama Japonês

Vivendo uma crise desde os anos 90 o Japão parece não ter se recuperado da mesma até os dias de hoje, situação agravada pela tão falada "crise" econômica atual. O país aposta no modelo exportador para tentar se reerguer desde os anos 90 pra fugir da crise pessoal que vive. Porém com a atual retração econômica devido a crise e o crack da bolsa asiática de 1997 o país vem sofrendo para tentar se reerguer mas parece que uma nova esperança surge com o acontecimento de novas eleições para o cargo de primeiro ministro...



O Japão não apenas ficará abaixo do desempenho econômico dos Estados Unidos e da União Europeia em 2009, como também enfrenta a incerteza política. As eleições nacionais, marcadas para o final de agosto, provavelmente trarão algumas mudanças na política econômica e também poderão ter consequências para o dólar.

Esperamos que o ritmo da contração econômica japonesa diminua em relação ao acentuado declínio do primeiro trimestre deste ano, mas o caminho da recuperação será longo e acidentado. O reabastecimento dos estoques está chegando ao fim e o aumento dos preços das matérias-primas poderá conter nascente recuperação da demanda. Enquanto isso, os gastos públicos são restringidos pelo aumento da dívida pública e o modelo de crescimento do Japão, voltado às exportações, parece cada vez menos sustentável diante do grau de desalavancagem que reprime a demanda nos EUA e na Europa.

A década perdida do Japão poderá, portanto, ser mais adequadamente chamada de “décadas perdidas”. A forte desaceleração econômica do início dos anos 1990 culminou em uma recessão em 1998-1999, somente para ser seguida por quase mais uma década de recessões e crescimento contido. Sendo o mais dependente do comércio entre os grandes países industrializados, o Japão sofreu a pior contração do PIB no primeiro trimestre e está a caminho de ter o pior desempenho do G-3 em 2009. A demanda agregada despencou e a deflação se instalou mais uma vez, apesar dos maciços gastos fiscais e da expansão monetária. Projetamos que a recessão no Japão persistirá ao longo deste ano e depois cederá a uma recuperação gradual em 2010.

Embora o ritmo da contração econômica tenha se reduzido desde o primeiro trimestre, a recuperação da produção e das exportações dirigida para estoques no máximo produzirá uma estabilização em baixos níveis, em vez de uma forte expansão econômica. A recuperação do Japão dependerá da demanda externa dos EUA e da Europa – os principais consumidores finais de produtos japoneses. A demanda chinesa, que ajudou a reforçar o Japão em 2005/2007, talvez seja de pouca ajuda desta vez.

A sustentabilidade das finanças públicas do Japão está na berlinda, no rastro do pacote de estímulos fiscais de 15,4 trilhões de ienes anunciado em abril de 2009 – o maior da história do Japão –, que fará a dívida pública disparar para cerca de 200% do PIB em 2010. A forte carga de dívida do Japão levou à perda de sua classificação soberana AAA, em maio de 2009. Para não sobrecarregar uma economia estagnada com mais impostos, a reforma fiscal está suspensa até pelo menos 2015.

Devido à impopularidade do primeiro-ministro Aso e dos escândalos e fracassos econômicos de seu governo, as eleições gerais deste ano poderão trazer uma mudança nas políticas japonesas, pondo fim a mais de 50 anos de poder de praticamente um só partido, o Partido Democrático Liberal. O PDL perdeu a maioria dos assentos para o Partido Democrático do Japão (PDJ), nas eleições locais em Tóquio, em meados de julho, fazendo prever uma disputa nas eleições gerais de 30 de agosto pela Câmara Baixa do Parlamento. O ex-membro do PDL que se tornou líder do PDJ, Yukio Hatoyama, tem forte chance de se tornar o próximo primeiro-ministro japonês. Uma vitória do PDJ poderia trazer uma política fiscal mais frouxa e maior disposição para usar a intervenção monetária. Infelizmente, a capacidade ociosa vai inibir a economia a médio prazo, não importa o que os políticos façam.

Alguns membros do PDJ prometeram evitar a dívida americana, o que sugere que os fundos de pensão públicos e outros fundos quase governamentais (como o recém-privatizado Japan Post Holdings, cujas ações ainda estão em posse do governo) poderão se mover para ativos de maior rendimento se o PDJ se tornar o partido governante. O movimento poderia significar perdas acentuadas para o dólar. O Japão é o segundo maior detentor estrangeiro de títulos americanos, depois da China. Se o Japão parar de comprar títulos, vender seus ativos em dólar ou indicar a intenção de fazê-lo, os EUA terão dificuldades para suprir suas necessidades financeiras. Isso poderia precipitar uma queda desordenada do dólar e a perda de sua supremacia como moeda de reserva global, especialmente se outros detentores de reserva seguirem o mesmo caminho.

Uma quebra do dólar seria indesejável para o Japão, porém, devido a seus grandes ativos nessa moeda e ao desejo de seus políticos de ajudar os exportadores japoneses por meio de uma moe-da doméstica fraca. A diversificação da reserva japonesa provavelmente continuará gradual, mas a probabilidade de mudança política em agosto levanta incertezas sobre esse ponto.

Noticía publicada no site cartacapital.com.br

Lixo europeu desembarca no Brasil

Chegaram a portos do Brasil navios carregados de lixo que foram exportados por uma empresa inglesa. O governo brasileiro investiga e promete devolver o lixo a Inglaterra.


É inadimissível que nos dias de hoje esse tipo de "incidente" ocorra, é como se fossemos um grande local de desova de dejetos... é ultrajante! Espero que o governo brasileiro tome uma medida severa neste episódio para que isto não aconteça novamente...






A Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul investigam o desembarque de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP).

O lote de lixo, que equivale a 7,7% do que é produzido por dia no município de São Paulo, veio da Inglaterra e foi enviado irregularmente ao Brasil, segundo a investigação.

Até ontem, 40 contêineres estavam retidos em Rio Grande, oito foram parados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no porto de Santos.

Segundo o auditor Rolf Abel, chefe substituto da seção de vigilância do controle aduaneiro da alfândega de Rio Grande, trata-se de esquema similar ao usado pela máfia italiana, que envia lixo para países africanos.

Na documentação entregue nas alfândegas, consta que a carga seria de polímero de etileno e de resíduos plásticos, que deveriam ser usados na indústria de reciclagem.

No entanto, além de sacolas plásticas, havia papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, dentre outros. Moscas e aranhas também foram encontradas nos contêineres.

O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: "Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar".

A carga partiu do porto de Felixstowe, um dos maiores do Reino Unido. Antes de chegar ao Brasil, o navio passou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica.

As investigações apontam que o lixo foi enviado por uma exportadora inglesa, que não teve o nome revelado.

"A denúncia partiu de uma empresa brasileira que importou produtos para reciclagem [procedimento considerado legal]. Quando receberam a carga, viram que era lixo doméstico, e não resíduos de plástico, como eles encomendaram", disse Abel. As investigações começaram em 12 de junho.

Cinco empresas (quatro com sede no RS e uma em SP; os nomes não foram revelados) importaram o lixo, apuraram a Receita e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Cada uma foi multada em R$ 408 mil. Elas têm de enviar a carga de volta para a Inglaterra em até dez dias e têm 20 dias para recorrer da multa.

Segundo o chefe do escritório do Ibama em Rio Grande, Sandro Klippel, as empresas infringiram a Convenção de Basileia -que regula o transporte de resíduos perigosos-, e a resolução 23 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).

Klippel disse que as empresas não tinham autorização do Ibama para importar polímero de etileno. "Tudo indica que elas tentaram enganar as autoridades também da Inglaterra."
(Fonte: Afonso Benites / Agência Folha)



Noticia publicada no site noticias.ambientebrasil.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cinema, Pipoca e Geografia! - Os 13 Dias que Abalaram o Mundo


Resultado de imagem

A indicação de filme é "os treze dias que abalaram o mundo". Neste filme são retratadas as tensões vividas pelo mundo, principalmente pelo EUA e pela URSS, envolvendo a crise dos mísseis em Cuba de 1962. Para quem não se recorda a crise dos mísseis em Cuba se trata de toda uma tensão geopolítica envolvendo EUA e a URSS que começou com a descoberta pelos EUA de uma plataforma para lançamento de mísseis, construídas pelos soviéticos, em Cuba que estavam apontados para os EUA. O filme retrata muito bem este que foi o auge da tensão na guerra-fria. Fica ai uma boa dica pra quem não vivenciou este momento para assim ter uma idéia muito próxima de realidade do que representou a guerra fria e a tensão de uma guerra nuclear que rondava o mundo. Vale a pena conferir!

GM ressurge das cinzas e sai da concordata

Depois de mais de um mês em concordata a GM conseguiu sair da mesma através da venda de suas ações e de marcas que estavam em seu poder, como a Chevrolet e a Cadilac, as quais tiveram 60% de seus ativos comprados pelo governo norte-americano.

Como novas medidas a montadora adotou o enxugamento de seus executivos e da parte administrativa, a flexibilização dos contratos de trabalho – que passarão a ser realizados nos moldes das concorrentes japonesas como a Toyota - além da realização futura da demissão de seis mil funcionários nos EUA.

A Casa Branca desembolsou quase 80 bilhões de dólares para fortalecer a indústria automotiva, incluindo 5 bilhões de dólares em suporte às fabricantes de autopeças. Do total, 50 bilhões de dólares foram destinados à GM, em financiamento emergencial.

É... Mais uma vez o Estado dando aquela forcinha para empresas se levantarem em meio à crise. Mas por que será que esse mesmo empenho não é demonstrado para ajudar as milhares de pessoas que perderam seus empregos durante essa tal crise?

O fato que mais me espanta, notícia a parte, é que os governos fazem inúmeros esforços para que as empresas não quebrem, no caso do governo brasileiro temos a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado). Com isso, as mesmas conseguem aumentar sua produtividade e seus lucros (o que pode ser visto em qualquer balancete e, principalmente, nos levantamentos do IBGE e até mesmo em sindicatos) e mesmo assim as empresas continuam demitindo...

Posso até estar errado, mas cada vez me convenço mais de que essa crise foi extremamente aumentada pela mídia e agora as empresas a usam como desculpa para demitir...


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Honduras e a Ditadura

Recentemente se instalou em Honduras, país da América central, um golpe militar contra o presidente eleito, Manuel Zelaya, que foi deposto violentamente (a suspeitas de agressões a embaixadores latino-americanos que estavam no palácio presidencial) por militares e conduzido a força a um exílio na Costa Rica. Manuel Zelaya estava em rota de colisão com o Congresso (inclusive o partido dele), a Justiça e as Forças Armadas. O presidente Manuel Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro - quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais - tivesse mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país. Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembléia Constituinte para reformar a Carta Magna. Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção é mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição. Os eleitores teriam que responder sim ou não à seguinte pergunta: “Está de acordo com que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte que aprove uma nova Constituição política?”.

O golpe militar foi condenado pela OEA principalmente pelo presidente do EUA, que ameaçou retirar Honduras da OEA caso o presidente Zelaya não retorne a Honduras até a próxima quarta-feira e o discurso foi engrossado pelo presidente Lula que também se declarou contra o golpe e até impediu que o embaixador do Brasil retornasse a Honduras, ele estava passando férias no Brasil. O impasse será mediado pela Costa Rica.

Tentando ressurgir das cinzas, o fantasma da ditadura militar na América latina não encontra atualmente o apoio que tinha nos anos 60 e 70, apoiados principalmente pelos EUA e, entre nós, ainda bem...



VIVA A DEMOCRACIA !

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E a crise econômica, novamente, mostra a sua face...

Anteriormente eu tenho veementemente mostrando aqui a inversão de valores que tem ocorrido no mundo atual que se expõem através da atual crise econômica mundial... Um relatório divulgado pela ONU vem confirmar o que tenho dito e mostrar que, nos dias de hoje, mais vale salvar um banco de quebrar do que salvar uma população inteira de ser dizimada pela fome... É vergonhoso que isso ainda ocorra nos dias de hoje, mas infelizmente, é mais pura realidade. Engraçado é que essa notícia não foi publicada com tanta intensidade pelos grandes meios de comunicação...



A manchete da semana – e talvez a do ano, de muitos anos – não mereceu sequer menção dos comentaristas, acadêmicos e autoridades monetárias de todos os países. Eu mesmo li-a quase sem querer. É a seguinte: “Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU”.

De acordo com a ONU, o setor financeiro internacional foi abastecido, em um ano, com 18 trilhões de dólares de dinheiro público. Em contraste, os países em desenvolvimento receberam, por parte dos governos dos países industrializados, ajuda de 2 trilhões de dólares em 49 anos.

Estes números foram obtidos pela Campanha pelas Metas do Milênio, uma iniciativa das Nações Unidas que promove e monitora o cumprimento das metas que dizem respeito a combate à fome e à miséria, igualdade de gêneros, cuidados com a maternidade e a infância, meio ambiente e educação de qualidade para todos. Os governos de todos os países-membros da ONU se comprometeram voluntariamente a atingi-las até 2015, garantindo, assim, as bases materiais mínimas para uma vida digna a todos os habitantes deste planeta. São necessários 63 bilhões de dólares anuais para o cumprimento destas metas e a ONU já sabe que o mundo não vai chegar lá, por falta de recursos!

Não é de estarrecer! Depois de todo o derrame de dólares!

Será que os governos estão preocupados com o fato de que este recurso, vindo dos impostos dos cidadãos, não ter retornado à sociedade, muito menos contribuído para diminuir a miséria?

Levantamento da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da própria ONU) dá conta de que, desde o início desta crise, o número da população faminta no mundo dobrou e já ultrapassou a casa do 1 bilhão de seres humanos. Isto significa que uma em cada seis pessoas passa fome atualmente, por causa de uma combinação insidiosa de crise financeira internacional com os preços altos dos alimentos. No monitoramento realizado pela entidade, depois de setembro de 2008, mês da crise, estes preços caíram 14%. Mesmo assim, mantiveram-se 51% acima do patamar registrado dois anos antes. Em palavras simples, a comida continua cara para a maioria das pessoas, mesmo com os preços em queda.

Fragmento extraído de reportagem do site da Revista Carta Capital no dia 02/07/09

Consciência Ecológica ou medo de problemas com a justiça ?


Desde a época dos anos 70 quando o mundo teve a sua “tomada de consciência” do que tange as questões ambientais, uma série de medidas, pactos, acordos normas e leis vêm sendo realizadas pelo mundo todo e com o nosso país não seria diferente...

Procurando impedir uma destruição desenfreada e incosequente da Amazônia pela expansão da pecuária. O Brasil, através de órgãos como Ibama e/ou a Polícia Federal, vem atuando na tentativa de repreender esta prática que é tida como crime ambiental; não só para quem realiza a criação de animais para este fim, mas também para quem aceita esta carne, em geral os grandes supermercados aos quais a receptação é passível de multas pelo governo.

Assim, na tentativa de inibir esta prática ilegal (ou talvez medo de tomar multas do Governo) uma grande rede de supermercados, só passará a comprar a carne se o pecuarista garantir que a sua procedência não é do bioma amazônico. Como mostra a reportagem extraída no site da Carta Capital no dia 2/07/09




A rede varejista Wal-Mart anunciou, na terça-feira 23, que vai exigir dos frigoríficos provas de que a carne vendida não é produzida em áreas desmatadas na Amazônia. Os fornecedores serão obrigados a contratar auditorias para atestar a procedência do produto que chega às gôndolas. A medida foi anunciada durante a assinatura de um pacto para garantir a adequação de toda a cadeia de fornecedores a regras de sustentabilidade.

Os demais integrantes da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também comunicaram a intenção de não mais comprar carne produzida à custa da destruição florestal. O golpe atingiu alguns dos maiores frigoríficos do Brasil, acostumados apenas aos embargos impostos por compradores estrangeiros. No ano passado, as exportações para a União Europeia despencaram 40% por conta das normas sanitárias aplicadas pelos países da região. A justificativa dos empresários brasileiros, até então, era a de que as barreiras eram estritamente comerciais, estimuladas pela concorrência internacional.

Mas a divulgação, em junho, do relatório do Greenpeace intitulado A Farra do Boi, no qual são indicadas as fazendas criadoras de gado dentro do bioma amazônico, somada à deflagração da Operação Abate, da Polícia Federal, que apontou subornos a funcionários públicos para permitir a venda irregular de carne em oito estados, motivaram os embargos também no mercado interno. Além das pressões dos supermercados, os frigoríficos serão cobrados pelo BNDES, principal financiador de grandes grupos, que prepara uma lista de exigências ao setor. As medidas serão anunciadas nos próximos dias, segundo disse a CartaCapital o presidente do banco, Luciano Coutinho.

Ninguém é santo na história. Os supermercados previnem eventuais problemas com a Justiça, por fazer vista grossa aos problemas da mercadoria que vendem. E o BNDES não gostou nada de aparecer nos relatórios do Ministério Público do Pará como corresponsável pelos atos de empresas para as quais empresta recursos e detém participações. Agora, não há desculpa para manter práticas ilegais, nem que seja preciso cortar os vícios na própria carne.

Reportagem extraída no site da Revista Carta Capital no dia 2/07/09