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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Obama e o novo acordo de imigração para os EUA

Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, lançou um programa que atende aos imigrantes ilegais que vivem nos EUA. 

Segundo o programa, imigrantes ilegais que estejam há mais de cinco anos no país ou que tenham um filho com cidadania americana, podem solicitar um visto de trabalho de três anos nos EUA. A medida também é estendida a setores da chamada mão-de-obra qualificada como ciência, tecnologia, engenharia e matemática. 

A medida deve ter deixado os republicanos Putins da vida (parafraseando o nosso ex-presidente), mas Obama tem motivos de sobra para fazer essa reforma. 

Por anos os imigrantes ilegais foram relegados a status de cidadão de segunda classe (se é que chegam a segunda classe), embora sejam essenciais para a economia norte-americana. Afinal de contas boa parte do PIB americano provém do trabalho (exploração) desses imigrantes ilegais. 

Legalizando esses imigrantes, o Governo passa a arrecadar um montante considerável de impostos que antes não arrecadava pela ilegalidade desses trabalhadores. Além disso, o presidente favorece a competitividade entre as empresas, já que com o imigrante legalizado, (em teoria) a empresa não irá superexplorar seu trabalhado, pagando a ele assim melhores salários (volto a dizer, em teoria). 

Embora essa reforma tenha tudo para oxigenar o caixa norte-americano, a bancada republicana não parece nem um pouco feliz com esta atitude de Obama, visto que as reformas não passaram pelo Congresso Nacional e sim foram diretamente aprovadas pelo presidente. Claro que o descontentamento dos republicanos não se limita a isso. A raiz desse descontentamento está numa visão que enquadra o imigrante ilegal como um ser (nem se quer um cidadão) cuja função é a de se prestar a funções que os "norte-americanos legítimos" não julgam serem de seus níveis, como lavar banheiros, arrumar quartos, servir em restaurantes, determinadas funções da construção civil, etc. (a lista é imensa). 

Claro que também há o motivo de cunho eleitoral. O partido de Obama ganha simpatia dos imigrantes e sua popularidade subirá mais rápido de fogos de artifício em Copacabana no dia 31 do mês que vem. Demagógico? Talvez. Fato é que em anos não se viu uma medida que atendesse aos imigrantes ilegais como essa. Isso é se em algum dia se viram medidas assim...  

Resta saber agora as consequências políticas dessa reforma no jogo de poder entre republicanos e democratas, pois, acho muito difícil que os republicanos deixem por isso mesmo.

Nesse caso, na minha opinião, ponto para o Obama... 

Com informações da Carta Capital.  

A redução da desigualdade brasileira.

Segundos dados levantados pelo PNUD nosso país reduziu a desigualdade sensivelmente na última década. Para se ter uma ideia, a diferença entre a melhor cidade colocada e a pior cidade colocada foi reduzida pela metade ao longo da última década. 

Indicadores como a economia, a expectativa de vida e a escolaridade também melhoraram sensivelmente. Contudo, as disparidades ainda persistem, não só entre as regiões brasileiras, mas dentro das regiões brasileiras também. 

Ainda segundo o relatório, o país parece estar no caminho certo para a redução da desigualdade, mas muito ainda precisa ser feito. O relatório também aponta que políticas públicas multiescalares devem ser aplicadas afim de ser combater a desigualdade social. Tais políticas não devem ser pautadas somente no aspecto econômico, como os programas de transferência de renda (bolsa família, por exemplo.); mas também em outros aspectos como educação e saúde de qualidade que permitam a população em geral se desenvolver sem maiores obstáculos. 

Dentre os 3 aspectos citados (educação, saúde e economia), o que mais avançou segundo os dados foi a educação. Isso pode ser conferido através dos últimos resultados do IDEB brasileiro, embora ainda há muito o que melhorar nesse quesito. Soma-se a esses esforços programas criados pelo governo brasileiro como o PRONATEC. 

Apesar dos dados animadores e "estarmos no caminho certo" como aponta o relatório. É óbvio que ainda há muito a ser feito para que a desigualdade seja cada vez mais reduzida e (utopia) extinta. Contudo, traz certo alento saber que aos poucos ela vem sendo diminuída e da maneira certa... 


Os dados e demais informações podem ser conferidos clicando neste Link.   

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

China e EUA assinam acordo "histórico" pelo meio ambiente.

Parece mentira, mas não é. Foi anunciado ontem um acordo entre China e EUA para a redução das emissões de CO2 entre as duas nações. 

Os dois países mais poluidores do planeta selaram o acordo que vinha sendo conversado desde a última cúpula do clima em 2009 (aliás, a tábua de salvação dessa cúpula foi esse acordo) e que deve ser assinado no ano que vem, em Paris. Ambos prometem reduzir entre 20% a 30% de suas emissões até 2025, para os EUA, e 2028, para a China. 

O acordo foi celebrado pela comunidade científica que o considera um importante passo para frear o aquecimento global e impedir que suas consequências cheguem a níveis catastróficos e irreversíveis (como o derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos, desaparecimento de cidades litorâneas, perda de biodiversidade, etc...). Embora alguns defendam que os números foram bem tímidos, para países que juntos emitem 40% do CO2 lançado na atmosfera do planeta, o acordo deve ser sim  muito comemorado. 

Pelos dois lados o foco deve ser a implementação de energias renováveis. Principalmente pelo lado chinês, cuja base energética está saindo do carvão mineral e caminhando para as hidrelétricas com a construção da hidrelétrica de três gargantas que, quando pronta, será a maior hidrelétrica do mundo. 

Porém uma resistência maior aponta para o lado norte-americano. Apesar de ter firmado um acordo de 10 anos, Obama só tem mais dois te mandato e a oposição, maioria no congresso e no senado, já demonstrou ser cética quanto ao aquecimento global. Para eles essas medidas vão comprometer a geração de empregos nos EUA (sim... Nobre leitor, você já ouviu algo muito parecido em 97, durante a recusa deste mesmo país em assinar o Protocolo de Kyoto...), além de ser uma passada de bastão (na interpretação deles, bastão = problema) para o próximo presidente que deverá cumprir este acordo. Não a toa, as contribuições de Obama para o meio ambiente vieram de decretos presidenciais sem muita cooperação dos congressistas.  

Se é insuficiente ou não, o que importa é que um importante passo foi dado pelos dois países, que resolveram parar de trocar acusações e agora cooperam para melhorar o clima no planeta. O mundo agradece e espera que ambos cumpram com o acordo. Mas é bom lembrar que apesar dos dois países serem os maiores poluidores do planeta, eles não poluem sozinhos. Todos devem fazer a sua parte e tomar medidas que combatam o aquecimento global e reduzam o agravamento do efeito estufa, antes que seja tarde demais para o planeta. 

Com informações da Carta Capital

25 anos do Muro de Berlim


Antes de iniciar a postagem de hoje, queria me desculpar pela demora nas publicações. Tive problemas ao trocar de provedor e isso me deixou sem conexão durante uma semana, mas agora voltamos a nossa programação normal... 

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No último domingo comemorou-se os 25 anos da derrubada de um dos símbolos mais marcantes da Guerra-Fria e, segundo alguns autores, o primeiro sinal de quebra da URSS; a queda do muro de Berlim. 

O muro implementando durante a Guerra-Fria e diante da política da cortina de ferro, em uma Alemanha já dividida em Alemanha em Oriental e Ocidental durante anos. Sendo a mesma reunificada apenas em 1990. 

Fonte: pessoas.hsw.uol.com.br

O muro construído na década de 60, separou famílias, amigos e amores que foram impedidos durante anos de se verem, pois atravessar de um lado para o outro do muro era proibido. 

A construção do muro foi uma tentativa de impedir a passagem do lado soviético para o lado capitalista, haja visto que este último era bem mais desenvolvido. A política da cortina de ferro ganhava assim mais um capítulo. 

A derrubada do muro se deu em 1989 e foi um marco durante a guerra fria. Milhares de alemães, dos dois lados do muro, se dirigiram ao mesmo com marretas, picaretas e quaisquer objetos que pudessem abater aquele símbolo de um mundo bipolar que estava dando sinais de que iria ruir... O que não demorou muito a acontecer depois disso, é bom que se diga... 

A data foi lembrada e comemorada na Alemanha e balões representaram a divisão do muro de Berlim, já que o original foi posto a baixo e apenas partes dele ainda permanecem lá, e outras estão ao redor do mundo. 

Para os mais jovens fica o exercício da reflexão de como deveria ser difícil viver em um país dividido, tendo sua família e seus amigos divididos forçadamente. Já para os mais antigos é um exercício de memória daqueles tempos difíceis, mas que finalmente encontraram seu fim e que hoje e sempre merecem sim ter seu fim comemorado. 

Abaixo um vídeo de um doodle do Google sobre os 25 anos da derrubada do muro.