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terça-feira, 25 de abril de 2017

Cinema, Pipoca e Geografia! - Especial 100 Anos da Revolução Russa

A dica de hoje na verdade é plural, mas todas abordam o mesmo assunto: A Revolução Russa. 

Ocorrida em 1917, a Revolução Russa comemora o seu centenário neste ano e pode ser um assunto certo nos vestibulares deste ano, bem como no ENEM. 

Para se aprofundar ou mesmo conhecer o assunto de uma forma diferente; separamos abaixo alguns filmes que abordam o tema sob diversas óticas. 


1 - Reds 

O filme narra os relatos de um jornalista americano que presenciou a Revolução  Russa desde o seu começo, além dos primeiros anos pós-revolução. 


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2 - Outubro. 

Já esta indicação se atém especificamente a Revolução Russa e os acontecimentos são descritos praticamente em "tempo real"; diferentemente do outro filme. 

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3 - Doutor Jivago.

Homônimo do filme que garantiu ao escritor um Nobel, o filme tem um viés mais romancista que usa a Revolução Russa como pano de fundo. Como curiosidade deste filme podemos destacar a sua censura em território soviético por conter críticas ao regime. Mesmo após a dissolução da URSS, o filme continuou proibido na Rússia sendo liberado apenas na metade da década de 90. 


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4 - O Círculo do Poder. 

Este filme já pega o período pós-revolução. Seu foco é a figura de Stalin e o período de seu regime a frente da então URSS. 

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Cada um à sua maneira, os filmes abordam um tema que estará em tela ao longo deste ano por conta de seu centenário e pode pintar nos vestibulares. Para o próximo feriado, pode ser uma boa reunir as nossas sugestões e assisti-las. 

Vale a pena conferir!.  

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um velho e requentado xadrez geopolítico

Ultimamente não tem sido difícil você "dar um Google" e achar notícias envolvendo a Coreia do Norte e os EUA. 

A guerra de palavras e ameaças entre as duas nações não é nova. Na verdade trata-se de uma herança da Guerra fria. 

Até a metade do século passado a península coreana era uma só. Com o surgimento da guerra fria, houve a separação com a criação da Coreia do Norte (socialista) e da Coreia do Sul (capitalista). Nesse entremeio há também aqueles que buscam a reunificação da coreia. 

Posteriormente a guerra das coreias, culminando na divisão das mesmas; diversas foram as tensões entre os dois países cujos respectivos aliados sempre tentaram acalmar os nervos. Voltamos então ao princípio dos padrinhos, relatado em post anterior para o conflito na Síria.

Se de um lado a Coreia do Sul tem os EUA e o Japão como padrinhos, do outro lado, está a Coreia do Norte e a China como seu padrinho. Apoiados não só em seus padrinhos, mas no armamento nuclear que possuem, ambas as coreias viveram trocando suas farpas enquanto seus padrinhos acalmavam os nervos para evitar não só um conflito nuclear como também de terem que intervir de forma mais direta e dar ao conflito uma proporção mundial de destruição. 

A questão é que nos últimos anos, desde que assumiu o comando da Coreia do Norte, o presidente vive as voltas com a desconfiança dos militares de seu governo, principalmente os mais velhos, sobre sua capacidade de governar ser tão "boa" como a de seu pai e antecessor.

Essa preocupação pode ser notada com as viagens que seu pai fazia com ele para "apresentá-lo" aos seus aliados bem como a maquiagem sobre a sua idade, o envelhecendo um ano.  

Talvez, por este motivo, o jovem líder esteja se sentindo pressionado a "mostrar serviço" e nada melhor para isso do que iniciar uma guerra verbal com o país mais poderoso do planeta. 

Isto não é novidade e seu pai já usava esse artifício. Naquela época uma ameaça a vizinha do sul já era o bastante para os EUA acenarem com um acordo. Acordos esses que já envolveram até barrinhas de cereal para salvar o país que vivia uma crise alimentícia devastadora (mais por questões políticas do que climáticas, é bem verdade). 

E desta vez não parece ser diferente. Como levantado anteriormente, talvez todo este alarde seja simplesmente para tentar conseguir uma barganha para que o regime seja mantido ou mesmo para que seu líder consiga o "respeito" de seus subordinados, principalmente os mais antigos que podem enxergar nele uma fragilidade para comandar o país devido a sua pouca idade e, quem sabe, iniciar um golpe para derrubá-lo ou algo do gênero. 

Fato é que estamos diante de mais um capítulo de "guerra improvável, paz impossível". Mesmo tendo dos dois lados líderes de temperamento forte, ambos sabem bem o poderio bélico nuclear que têm nas mãos e o que ele pode fazer não só com o outro país, mas também como o mundo. Não à toa, a qualquer sinal de maior tensão, sempre surge alguém para pedir um acordo. Desta vez não está sendo diferente. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mais uma guerra improvável com paz impossível?

Desde a semana passada, notícias e mais notícias circulam sobre a tensão envolvendo Síria, Rússia e EUA. 

As declarações em tom ameaçador não são novas, mas a subida de tom entre as nações sim. 

A Síria foi um dos poucos países que resistiu a "Primavera Árabe" e, desde então, trava uma guerra civil que já perdura anos. E só está tendo esta validade toda por conta dos padrinhos envolvidos neste conflito, o que nos remete a uma história bem semelhante a rixa entre as Coreias. 

Se por um lado o governo sírio conta com apoio russo, os rebeldes contam com apoio norte-americano para derrubar o regime de um ditador cuja família está há mais de 40 anos no poder.

Desde os primeiros movimentos da "Primavera Árabe" o governo sírio se mostra relutante em deixar o comando. Seja por ter o exército ao seu lado, seja pelo apoio russo. Já do outro lado, os rebeldes tentam uma coalizão capaz de combater o governo, ao passo que o seu "padrinho" o ajuda belicamente, mas também com o intuito de pôr no governo alguém que atenda prontamente os interesses do Tio San. 

Por anos, o conflito não "incomodou" ninguém pelo simples fato de estar restrito a própria Síria. Contudo, nos últimos dois anos, vemos uma onda migratória proveniente desde conflito (entre outros motivos) como nunca se viu desde a segunda guerra, buscando principalmente o outro lado do Mar Mediterrâneo. 

Neste cenário o "incômodo" passa a ser sentido, pois extrapola os limites do território sírio e ganha o continente europeu com um fluxo migratório tão grande para a região que foi até capaz de impulsionar o Brexit. 

Entra em tela então o retrato de uma situação já vista anteriormente, por diversas vezes na história: o continente europeu pede ajuda ao Tio San para resolver os problemas que ela mesmo negligenciou e agora já não é capaz de contornar sozinha. 

Travestido de salvador do velho mundo, mais uma vez, os EUA tentam achar uma solução para o conflito, não porque possuem a melhor estima pelo continente europeu, mas sim porque, para uma economia com base no petróleo, ter mais um país de quem comprar expande seus mercados e torna o preço ainda mais atraente, principalmente quando o governo é seu aliado... 

A questão é quando paramos pra perceber que do outro lado, o governo sírio tem um aliado que possui um poder de fogo que pode até não ser o mesmo dos EUA, mas sua capacidade de destruição não fica longe. Isso sem contar que a Rússia é herdeira da antiga URSS e a mesma e os EUA rivalizaram por décadas acerca da hegemonia mundial; o que ainda rende ranços de ambas as partes. 

Assim vemos um conflito de escala local ter condições reais de se tornar um conflito de escala global. Mas isso não pelo envolvimento de diversos países, mas sim numa perspectiva bélica, já que o "padrinho" de cada um dos envolvidos possui armamento suficiente para reduzir o mundo todo a poeira. 

Claro que o confronto entre ambos é descartado, até por eles mesmos. Eles sabem das armas que possuem e das consequências do uso delas em caso de conflito. O que parece então deixar as coisas no campo das sanções, onde o Tio San tentará "estrangular economicamente" o governo sírio e seu aliado russo através de sanções econômicas para tentar obter alguma vitória. 

O problema vai ser tentar fazer isso quando 1/3 do gás do continente europeu é fornecido pela Rússia. Entretanto, o ponto principal nem é esse. Pois com EUA e Rússia travando uma queda de braço via governo sírio e seus rebeldes, quando o principal objetivo que é a devolver a ordem e a estabilidade em todas as suas esferas ao país será concretizado?

Até lá, nos resta acompanhar pelo noticiário mais um capítulo do que seria um resquício da guerra fria e que já acontece com as coreias, acontecer também na Síria. Enquanto isso, o povo sírio padece e perde cada vez mais a esperança em cada bomba que é lançada sobre os escombros do que um dia foi o lar deles. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Protestos na Guiana Francesa lembram a França de que ela existe!

Caros leitores do blog, 

Depois de alguns problemas técnicos, estamos retomando, aos poucos, a nossa programação normal. Os textos de terça-feira permaneceram e continuarão em nossas publicações semanais, mas agora também voltam as publicações diárias em nossa página do Facebook e no Twitter

Agradecemos a compreensão de todos!. 

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Em época de eleições, os candidatos costumam prometer mundos e fundos para chegar ao posto almejado. Principalmente quando este posto refere-se ao patamar mais alto dentro do seu país. Com a França não é diferente... 

Os candidatos à presidência, dentre outras questões, resolveram voltar suas atenções para o departamento ultramar francês que há muito anda esquecido, a Guiana Francesa. 

Nosso vizinho na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino francês, parte da UE, inclusive adotando o euro como moeda. Suas principais riquezas são as minerais, além da base espacial de Kourou (o que justifica o interesse francês em manter a área sob seu domínio até hoje). 

Contudo, parece que, mais do que nunca, o território vive uma crise gigantesca: mais de metade da população não possui saneamento básico, o desemprego é alarmante (especialmente entre os jovens), além da taxa de homicídios ser bem elevada. 

Esta série de fatores, associados ao ano eleitoral francês levaram a população da Guiana Francesa às ruas para reivindicarem mais investimentos franceses no território. Um grupo chamado "500 irmãos" reivindica um investimento na ordem de 10 bilhões de euros e já convocou greve geral como forma de se fazer ouvir não só pelo atual governo, como por seus candidatos ao posto. 

O território também sofre com a imigração ilegal, por conta de interessados na mineração no país, principalmente na exploração do ouro. 

Fato é que o local só serviu mesmo como mero quintal da França que retira de lá apenas o que lhe é interessante e lucra com as atividades da base espacial de Kourou que realiza diversos lançamentos de satélites para outros países, inclusive para o nosso. 

A população que vive uma situação lastimável, tenta se fazer ouvir do outro lado do Atlântico e dirigir a agenda dos presidenciáveis também para suas reivindicações. A questão é se realmente farão algo pela Guiana depois de eleitos. Principalmente quando um candidato acha que se trata de uma ilha, enquanto a outra acha que se resume tudo a questão da imigração. 

Com um cenário como esse, parece que a população da Guiana Francesa está a sua própria sorte e terá que se organizar e se mobilizar cada vez mais para ser ouvida pelo próximo presidente francês. 



Com informações da BBC