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sábado, 9 de janeiro de 2010

Apagão: O Retorno

Depois do enorme caos que foi instaurado em vários Estados no ano passado por conta do apagão, o mesmo volta a atacar já neste começo de 2010. Agora na Região Norte.  É... Pra quem vai sediar dois eventos de proporções mundiais, estamos muito bem preparados...

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Eletronorte informou que restabeleceu a energia elétrica nos Estados do Acre e Rondônia, que estavam sofrendo um blecaute desde as 11h20 desta sexta-feira.

Segundo a assessoria da Eletronorte, a luz em Rondônia retornou às 16h30 e no Acre, às 17h11, de acordo com a hora de Brasília. A região Norte fica duas horas antes desse horário.

A Eletronorte não soube informar o motivo do blecaute, mas descartou semelhança com o apagão ocorrido em novembro e que deixou 18 Estados sem luz.

"Ainda está sendo apurado, mas não tem nada a ver com o apagão por causa da chuva de novembro", explicou um assessor.

Os dois Estados foram interligados ao Sistema Nacional Interligado (SIN) em outubro, após anos operando como um sistema isolado do país.

(Por Denise Luna)


Extraído de msn.com.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uma breve explanação sobre a economia do petróleo no Rio de Janeiro

Escrevi este pequeno texto ao concorrer a uma vaga de estágio e acho que vale a pena ser lido. É uma questão interessante e que abrange várias disciplinas e várias áreas também.


Agradeço ao professor Hélio Evangelista pelo desafio proposto.




A Economia do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro





Para produção do presente texto, foi utilizada a proposta de divisão regional do Estado do Rio de Janeiro apresentada pelo Instituto Biomas (2009).


A mesma propõe a “Região de petróleo e Gás Natural” compreendendo os municípios de Carapebus, Campos dos Goytacazes, Casemiro de Abreu, Conceição de Macabu, Macaé, Quisssamã, Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra.


Esta regionalização compreende os municípios mais afetados do Estado pela extração petrolífera e de gás natural na Bacia de Campos. É uma região “que compreende municípios base tradicionalmente agrícola. Com predomínio de culturas e pastagens na baixada e nas colinas, e que assistem a grandes mudanças relacionadas à atividade de extração de petróleo e gás natural” [1]


A chegada da atividade petrolífera nessas áreas provocou, e ainda provocam mudanças nas mais diversas escalas, já que as empresas petrolíferas “demandam desde atendimento médico, plataformas, passam pela produção de equipamentos e peças especiais, e chegam ao ensino à distância e às pesquisas tecnológicas de ponta” [2]. Alterando assim o cotidiano desses municípios bem como dinamizando e muitas vezes reestruturando suas economias.


Algo que pode ser percebido através do visível aumento demográfico, principalmente de Macaé, o grande pólo petrolífero da Bacia de Campos.


Macaé vem se transformando desde o final dos anos 80, com a chegada da atividade petrolífera, no município num pólo em crescimento, o mais importante da região. Produzindo assim impactos imediatos no próprio município e concomitantemente em seus vizinhos, seja na atração da mão-de-obra ou na dinamização do setor habitacional no caso deste último.


Tal importância do município pode ser justificada em parte pela presença da sede regional da Petrobrás, que possui um porto exclusivo da empresa na localidade, e pelo fato de grande parte das instalações necessárias ao refino e a distribuição do petróleo estar localizadas no mesmo.


Contudo, a economia do petróleo revela outras questões, já que a expansão desordenada que ocorre na cidade de Macaé por conta do mesmo em restingas, ameaçando ecossistemas locais protegidos, como o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.


Outro município de destaque na economia do petróleo do Rio de Janeiro é o município de Campos que aos poucos perde seus status de “cidade do açúcar” e passa a ser tornar uma cidade que possui um grande aparato institucional de formação profissional e de qualificação de mão-de-obra e vem se tornando um centro prestador de serviços qualificados, cuja maioria se volta para o setor petrolífero e de fruticultura.


O que pode ser ratificado pela presença de seis dos sete estabelecimentos universitários existentes entre os municípios de Campos e Macaé (2000).


Por sua vez, São João da Barra se vê inserida neste contexto da economia petrolífera com a futura implantação do Porto do Açu. “O empreendimento compreende um porto marítimo de grande porte voltado à exportação de minério de ferro, além de uma base de apoio offshore e instalações para processamento do minério” [3]. A obra criará dez mil empregos na fase de construção e quando concluída, por volta de três mil empregos indiretos e diretos.


Já o município de Conceição de Macabu se enquadra na questão econômica do petróleo por duas razões: pelo fato de já ser um município fornecedor de mão-de-obra para Macaé, via movimento pendular; além de se constituir futuramente como área de expansão habitacional, haja vista que, por conta da especulação imobiliária, nas áreas litorâneas mais próximas a Macaé ocorre o aumento do preço da terra.


A maior parte desses municípios aufere grane parte de seus recursos na forma de royalties do petróleo. Contudo a administração e utilização de forma eficiente pelos mesmos dependerão de seus administradores.
















[1] Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto Biomas, 2009.




[2] Barreto, 2005 in Regiões de Governo do Estado do Rio de Janeiro Uma contribuição geográfica. Rio de Janeiro: Gramma, 2005.


[3] Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto Biomas, 2009.



Tragédia em Angra dos Reis

Todos nós estamos acompanhando este terrível desastre ocorrido em Angra dos Reis com o desabamento de uma pousada e algumas casas matando várias pessoas durante a virada de ano. Infelizmente esse tipo de acidente pode ter ocorrido em função das construções irregulares em encostas; quando para realização do mesmo a mata nativa é retirada e assim o poder de fixação do solo decai bastante. Quando ocorrem as chuvas o deslizamento de terras, sob essas condições, se torna praticamente eminente dependendo do grau de inclinação da encosta. O que poderia ter causado então esse trágico e fatal acidente.

Outro motivo que possa ter causado esse acidente pode ser a aquisição de licenças ambientais ilegais para a construção em áreas como a descrita acima, o que não é de se espantar infelizmente.

Antes mesmo de reassumir, em janeiro de 2007, a presidência da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), o engenheiro ambiental e ex-velejador Axel Grael foi avisado que funcionários do órgão vendiam licenças ambientais para construções irregulares em Angra dos Reis. "A primeira coisa que fiz foi uma investigação, mas levei o assunto à Justiça, pois nas sindicâncias é mais difícil chegar a um resultado já que um colega investiga o outro. Por isso, recorri a um órgão externo independente", explica.


Grael comunicou ao delegado Luiz Marcelo Xavier, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, que, durante nove meses, com o respaldo do Ministério Público Estadual e da juíza Juliana Bessa Ferraz, da 1ª Vara de Angra dos Reis, fez a investigação que resultou na Operação Cartas Marcadas. "Uma denúncia contra quatro funcionários da Feema colocou 20 e tantos na cadeia", lembra Grael.


No total, 29 pessoas foram denunciadas e tiveram o mandado de prisão expedido. Formavam um grupo que, além da negociação de licenças ambientais, fraudava licitações da prefeitura. Entre os presos estavam Marco Antônio Barbosa, analista ambiental; Francisco de Almeida Costa Júnior, fiscal da Feema; Dennys da Rosa Rocha, biólogo e fiscal da Feema; e Silvio Pinheiro, o Silvinho, que estaria à frente do grupo.


Em seguida, junto com o Ibama, o Instituto Estadual de Florestas e o Centro Integrado de Combate a Crimes Ambientais (Cicca), Grael investigou "os empreendimentos favorecidos pela ação irregular do grupo". A relação dos beneficiados foi enviada à Procuradoria Geral do Estado que pedia à Justiça autorização para derrubar os prédios construídos ilegalmente. Algumas casas foram abaixo, mas outras conseguiram bloquear a ação na Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Extraído de msn.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Venezuela a um passo de se integrar em definitivo ao Mercosul

Depois de tanto tempo tentando conseguir seu ingresso no bloco econômico MERCOSUL a Venezuela agora parece estar mais perto do que nunca de consegui-lo. Essa "demora" para a entrada da Venezuela no bloco econômico se deu muito em conta de um certo medo de que Chavez tenha atitudes intervencionistas no meio do bloco e que, assim, acabe querendo mandar mais do que todos no grupo. Agora, ao que parece, esse medo aos poucos vai se perdendo principalmente por conta do Brasil que agora se coloca no cenário mundial muito por conta do presidente Lula e que também eleva o país a "porta voz" da América do Sul - "posto" que durante um tempo, bem recente, teria sido assumido pela Venezuela e talvez justificasse o medo dos países em integrar o mesmo ao bloco econômico -  dando assim uma margem de segurança aos países do bloco dada ao status de país pacífico e cordial do qual o Brasil dispõe.


Depois de dois anos de expectativa e vários adiamentos, o Senado, por fim, votou o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, aprovando-o por 35 votos a 27. Apesar da resistência de José Sarney, o PMDB votou a favor, considerando que a admissão de Caracas no bloco só favorece a democracia e os direitos individuais no país caribenho – o argumento de Antonio Ledesma, prefeito de Caracas e um dos principais líderes da oposição a Hugo Chávez.

Com isso, o Mercosul poderá reunir 266 milhões de pessoas e um PIB de 2,9 trilhões de dólares pelo critério de paridade de poder aquisitivo, ou 2,26 trilhões pelo da taxa de câmbio (em 2008, segundo o FMI). Contando os países associados, cobrirá toda a América do Sul, exceto as Guianas.

Falta a aprovação pelo Senado do Paraguai. O presidente Fernando Lugo retirou a proposta, atacada pela maioria conservadora, mas deve reapresentá-la em março. Até lá, boa parte dos senadores, por mais que digam recear o “intervencionismo” de Chávez, poderá ser convencida a não contrariar sócios e vizinhos de cuja parceria comercial o Paraguai necessita cada vez mais. E a não dificultar a revisão de Itaipu oferecida por Lula a Lugo, pela qual o Brasil aumentará o pagamento pelo uso de energia de 120 milhões para 360 milhões de dólares – mas que depende da aprovação de um Congresso brasileiro também renitente.

Extraído de cartacapital.com.br