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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Qual o interesse da França no Mali?

Eles são bonzinhos e só querem ajudar um país que vive em conflito na África? Não...! 

A intenção deles em ajudar o país são as riquezas minerais que o país possui, inclusive o seu vizinho, o Níger. 

A intenção por trás da intenção - perdoem a redundância - é garantir as reservas minerais longe do controle de grupos que possam utilizá-las, além das reservas de urânio do vizinho Níger, para fins bélicos; afinal de contas se tomarem o controle do Mali terão uma vasta e vulnerável fronteira a leste com o vizinho Níger para invadir e se apoderar  do urânio além dos minerais encontrados no Níger. 

Cabe lembrar ainda que existem diversas empresas francesas que trabalham na região, justamente com o urânio do Níger e com os minerais do Mali. 

Então, na verdade, a intenção não é ajudar um governo a combater "rebeldes" mas, sim, defender os próprios interesses franceses no Mali e no seu vizinho. 

Aliás, cabe lembrar, que uma guerra movimenta a economia de um país, através da chamada "economia indireta" Bush que o diga... 

Essa economia indireta funciona da seguinte forma:

Soldados franceses vão à guerra e em torno disso grande parte da indústria se movimenta pois.... 

Um soldado precisa comer - indústria alimentícia
Um soldado precisa se vestir - Indústria têxtil 
Um soldado precisa de armas - indústria bélica 
Um soldado precisa de máquinas de guerra - Eletrônica, robótica, informática, siderúrgicas, metalúrgicas... 

Então, a guerra acaba aquecendo a economia francesa o que, em tempos de crise, era tudo o que eles queriam...  

Assim, como diria Chales de Gaulle: "Os estados não têm amigos, tem interesses"




As tropas da França continuaram neste domingo (20/01) a avançar em direção ao norte do Mali, enquanto jatos bombardearam três postos estratégicos dos rebeldes. Os oficiais conseguiram assumir o poder de duas cidades estratégicas para a recuperação do controle territorial do país.


Apenas nos primeiros nove dias de intervenção francesa, as forças aliadas ao governo malinês já conseguiram garantir o recuo das organizações armadas e avanços significantes. De acordo com relatos citados por agências internacionais, muitos militantes abandonaram suas posições e convergiram para a fortaleza rebelde, a região montanhosa próxima à Kidal a 1,5 mil quilômetros da capital.

Grande parte do norte do país está sob o controle de grupos insurgentes desde junho do ano passado. Na semana passada (10/01), os grupos armados iniciaram avanço ao sul, onde está localizado o centro do poder administrativo malinês, e conseguiram conquistar importantes cidades. Surpreendido pela investida militar, o presidente interino do país africano, Dioncounda Traoré, pediu ajuda da França para controlar essas organizações.


O presidente francês, François Hollande, decidiu realizar a intervenção militar na última sexta-feira (11/01), depois de acordo com Traoré. A “Operação Serval” já levou 2 mil oficiais franceses ao país africano. Nas próximas semanas, estima-se que o número de tropas deve chegar a 1,7 mil, totalizando 2,5 mil oficiais.

O porta-voz do Exército francês, o coronel Emmanuel Dosseur, informou neste domingo (20/01) que oficiais franceses e malineses iniciaram operação nas cidades de Nonio e Sévere, localizadas a 350 e 630 quilômetros da capital Bamako. Ambas possuem importância estratégica para a retomada do norte do país.


Nonio está muito próxima de locais fundamentais para a vitória no sudoeste e Sévere possui um aeroporto que facilitará aos jatos franceses lançarem bombas em regiões mais ao norte do país. 


De acordo com relatos citados por agência internacionais, os rebeldes fugiram das cidades e podem estar escondidos nas proximidades, aonde a comunidade local tem simpatia por sua luta. 


Nesta sexta-feira (18/01), oficiais afirmaram que conseguiram recuperar o controle de Diabali e Konna,  localizadas a 700 e 400 quilômetros da capital Bamako, que haviam sido ocupadas pelos insurgentes no início da semana passada.


A reconquista dessas cidades localizadas no centro e sudoeste do país afasta os temores de autoridades malinesas e francesas de que os insurgentes poderiam tomar todo o país, ocupando, inclusive, a capital. 


Restam dúvidas, no entanto, sobre a situação em Diabali com muitos jornais relatando a ocorrência de lutas entre os rebeldes e as forças francesas, aliadas ao governo. Um coronel não identificado afirmou à AFP que “parece que os grupos armados deixaram a cidade” neste domingo (20/01).

Depois de intenso bombardeio em regiões controladas pelos rebeldes entre os dias 12 e 17 de janeiro, as operações terrestres da França foram iniciadas. Os oficiais contam com tanques e equipamentos típicos do combate de guerra. As tropas terrestres se concentraram nos primeiros dias em cidades controladas pelo governo e próximas dos postos rebeldes.


Apoio externo


O chanceler francês, Laurent Fabius, anunciou neste domingo (20/01) que a Rússia e o Canadá ofereceram apoio à intervenção militar no Mali. Enquanto Moscou se comprometeu a transportar tropas e suprimentos ao país e Toronto a levar oficiais africanos ao país. 


Berlim também atendeu aos pedidos franceses e africanos e disse neste domingo (20/01) que irá contribuir financeiramente, mas não determinou a quantia exata. 


As declarações vem apenas um dia depois do encontro de membros da CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) que pediram às Nações Unidas “providenciarem, imediatamente, apoio financeiro e logísticos para o envio das tropas do MISMA (Missão Internacional de Apoio ao Mali do bloco)”. 


Apenas 100 dos 5,8 mil soldados da missão africana chegaram no Mali, segundo a Rádio França Internacional.


Não vamos deixar o Mali


Enquanto isso, o presidente francês reiterou que a intervenção militar francesa vai durar o quanto for necessário para derrotar o terrorismo na região. O ministro de Defesa francês também afirmou que o objetivo da operação é ajudar o governo do país africano a reconquistar totalmente todas as suas cidades em poder de “radicais islâmicos”. 


Especialistas, no entanto, indicam outros motivos para a ação francesa no país africano. Além de questões políticas internas, como a baixa popularidade de Hollande, os analistas lembram que o Mali possui muitas riquezas naturais importantes para a França, como o urânio.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Enchentes no RJ: mais do mesmo

Ano após ano a cena se repete: a temporada de chuvas que abre o ano no Rio de Janeiro deixa milhares de desabrigados, dezenas de mortos e prejuízos incalculáveis. 

Para alguns a culpa é pura e simplesmente da chuva que, impiedosa, invade, alaga e destrói por onde passa... 

Mas, a história não é bem assim... 

Como diria Jack o estripador: "vamos por partes"

Primeiro a questão do relevo da nossa cidade...   

Não é a toa que estamos sob um domínio chamado "mares de morros"; não é difícil encontrarmos morros ao caminharmos pelo Rio de Janeiro e essa questão influencia e muito nas enchentes... 

Por ser uma área que possui diversos morros, em algumas regiões ocorre a convergência de águas que são escoadas através dos morros, os chamados fundos de vale. Se é uma área que naturalmente tende a concentrar água, ela naturalmente também tende a encher... O problema é que grande parte da ocupação do Rio de Janeiro se deu exatamente nas áreas de fundo de vale, ou seja, nas áreas em que as águas que correm pelos morros, descem e se encontram... 

Além disso, ainda temos algumas áreas do Rio de Janeiro que são abaixo do nível do mar e enchem com bastante facilidade; A mais famosa delas nós conhecemos por Baixada Fluminense (que leva esse nome não é a toa... Se você não se ligou, sim, ela se chama  "Baixada" exatamente por ser uma área que está abaixo do nível do mar, portanto, uma área "baixa")

Agora, a questão da ocupação em si... 

Todos sabem que a ocupação foi feita de forma desordenada e acelerada, o que causou e causa transtornos sentidos nos mais diversos aspectos da cidade. 

Algumas pessoas ocuparam os morros (por motivos que vão desde a segregação sócio-espacial até a necessidade de morar próximo ao local de trabalho), retirando para isso a sua cobertura vegetal, o que aumenta o risco de deslizamentos porque retira uma camada protetora que impediria a chuva de causar os famosos escorregamentos em massa. 

Além disso há também a questão do lixo acumulado pelas cidades; esse lixo entope os bueiros e impede que o escoamento, que já é deficiente, de água ocorra de forma plena. 

Agora tem a questão do governo... 

Esses problemas não ocorrem de hoje, eles são tão antigos quanto eu ou você - o pessoal que mora na Praça da Bandeira no Rio de Janeiro sabe do que eu estou falando - e prefeituras e governos estaduais vão e vem e nada é feito. 

Casos como o de Teresópolis, Friburgo, Niterói, Angra dos Reis, Xerém, são emblemáticos para ilustrar esse tipo de situação... 

Embora os incidentes nesta última localidade sejam recentes, pelo menos nessas proporções, nós já temos experiência de sobra com essa questão e mesmo assim nada efetivamente é realizado para prevenir que incidentes assim ocorram... 

Nos casos anteriores foram prometidas as pessoas a garantia do aluguel social até a construção da casa própria para as mesmas pelas mãos da instituições públicas... Mas até agora o que se viu foram promessas não cumpridas.

Por mais que em alguns casos a administração tenha sido trocada e novos prefeitos tenham assumido, os problemas são bem anteriores a isso e quem se elegeu deveria já conhecê-los... 

Isso sem contar os casos de desvios de doações ou de pessoas que se apoderaram das mesmas e tentaram vendê-las para conseguir algum lucro ou até mesmo, como foi denunciado em Xerém, pessoas que se deslocaram para lá para saquear as casas condenadas pela defesa civil... (lamentável). 

Conforme este cenário se desenrola, ano após ano, nos parece que o problema começa a se assemelhar ao problema da seca no nordeste nos dizeres de Lula; se lá o "problema é de cerca e não seca" aqui o problema é de vontade política e não de enchente... 


RIO -  Dois anos depois das chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro, os governos federal e estadual ainda não entregaram nenhuma das 5.304 casas prometidas, na época, aos desabrigados.

As primeiras unidades começam a ser entregues em Nova Friburgo em março. Nos outros sete municípios (Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, Sumidouro, Areal, São José do Vale do Rio Preto e Carmo), as construções nem sequer começaram. 
A Secretaria de Estado de Obras alegou que encontrou "dificuldades para definir áreas apropriadas para construção de moradias, por razões e características geológicas próprias da região". O volume de recursos públicos empregados na construção de casas para os desabrigados soma R$ 550 milhões.
Outros R$ 147 milhões foram investidos em obras de contenção de encostas e R$ 84 milhões estão sendo aplicados na construção de 100 pontes - sendo que 50 já foram concluídas. A Secretaria de Obras ainda divulgou que o Estado vai aplicar mais R$ 282,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do PAC da Prevenção de Risco na região.
Hoje, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, encontra-se com o governador Sérgio Cabral (PMDB), para estabelecer mais um plano de trabalho para os problemas provocados pela chuva no Rio.
Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) revelam, no entanto, que o governo federal tem sérios problemas para executar obras e iniciativas de prevenção e resposta a desastres naturais. 
Levantamento feito pela ONG Contas Abertas mostram que dos R$ 5,75 bilhões previstos para serem investidos em programas específicos, apenas R$ 1,85 bilhão foram pagos até o dia 31 de dezembro - o que representa 32,24% da dotação inicialmente prevista. A maior parte dessas ações são de responsabilidade justamente do ministério dirigido por Fernando Bezerra.
A mesma dificuldade de execução é observada em ações do governo do Estado do Rio. Relatório preparado pelo gabinete do deputado Luiz Paulo (PSDB), com base nos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem), mostra que dos R$ 113 milhões que a administração fluminense havia previsto para o programa Reassentamento de Moradores de Áreas de Risco, apenas R$ 2 milhões foram aplicados.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mais um conflito na Rússia: Daguestão

No final do ano passado tivemos mais um conflito na Rússia, desta vez na região do Daguestão. 

Ela compreende uma parte do Cáucaso, uma das áreas mais tensas e conflituosas que a Rússia possui; visto que nela também está a Geórgia que entrou em conflito com a Rússia na década passada além da Tchetchênia que também já entrou em conflito com os russos. 

A reivindicação da área em questão é a sua independência da Rússia para a construção de uma república islâmica, religião predominante na área.  







As forças de segurança russas mataram sete rebeldes islamitas na região do Daguestão, no Cáucaso Norte, durante uma operação militar.
A polícia cercou na noite de sexta-feira (29) um bloco de apartamentos na cidade de Majachkala, onde os rebeldes estavam escondidos, informou o Comitê Nacional Antiterrorista (NAK).
Os rebeldes abriram fogo e a polícia respondeu, matando três rebeldes, que haviam feito uma criança de seis anos de refém.
"A menina foi liberada e os demais criminosos foram neutralizados", destacou a polícia, que anunciou um balanço de sete rebeldes mortos.
O Daguestão é uma das regiões mais instáveis do Cáucaso Norte, onde os rebeldes executam ataques quase todos os dias contra as autoridades locais ligadas ao Kremlin.

2002 - 2012: 10 anos da independência do Timor Leste

Quase ninguém se lembra da independência deste país da Oceania - que se deu em ano de Copa do Mundo, o que explica o fato - que ano passado fez 10 anos. 



Em princípio o Timor era uma área dividida em sua parte Oeste, controlada por holandeses, e sua parte Leste, controlada por portugueses. 

Após conseguirem seu desvinculamento dos portugueses, a parte Leste foi anexada pela Indonésia gerando um conflito que culminou em um referendo que deu, em 2002, a independência ao então recém criado Timor Leste. 

Nosso país foi solidário a causa, embora isso quase não tenha saído nos noticiários por conta da copa do mundo. 

Fato é que o país já tem uma década de independência e, apesar da Geografia não ser chegada a "datas de aniversário" a História é; quando falo isso me refiro a vestibulares. 

Atualmente o país vive da agricultura voltada para exportação e das reservas de petróleo em seus mares. Contudo, ainda é um dos países mais pobres do mundo.