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terça-feira, 20 de junho de 2017

Geoplaylist - (Nação Zumbi - Etnia)

A dica de hoje da Geoplaylist trata-se da música etnia do grupo Nação Zumbi. 

Esta música pode ser usada com uma turma de 7º Ano, onde geralmente se aborda população, para tocar na questão na miscigenação em nosso país. 

Ela também abre alas para outras questões como a migração europeia após a abolição da escravatura, bem como a tentativa de braqueamento da população brasileira por parte do governo à época. 

Num outro aspecto podemos destacar também uma questão que pode passar despercebida, mas tem sua importância. Atualmente não usamos mais o termo raça para nos referirmos aos diferentes tipos de seres humanos. Hoje é consenso que raça é uma só, a raça humana. Dentro dela é que existem diversas etnias, título da música em questão. 

Como apoio ao trabalho com esta música podemos pedir aos alunos que tracem uma árvore genealógica de sua família com o intuito de descobrirmos nela exatamente essas miscigenações tão comuns ao nosso povo. Também podemos entrar, a partir disso, na discussão sobre o preconceito. Afinal de contas, se todos viemos da mesma mistura, então, por que o preconceito? 




terça-feira, 13 de junho de 2017

Mais um capítulo na disputa entre Catalunha e Espanha


A Catalunha é um território da Espanha cujo povo, apesar de ter uma história que se mistura a dos espanhóis, tenta há anos a independência da Espanha. 

Apesar do povo catalão ter sua independência atrelada a vontade espanhola, vários são os capítulos que traçam este enredo entre as duas nações. 

No início dos anos 2000, foram seguidas as tentativas de se organizar um plebiscito (consulta à população) sobre a independência do território catalão. Todas as tentativas foram invalidadas pelo governo da Espanha que inclusive já chegou a tornar inelegível por dois anos um dos governadores da região. Mas nem isso tirou o ímpeto da população em realizar a consulta. 

O temor do governo espanhol em relação a esta separação tem um "quê" econômico. Esta região corresponde a 20% do PIB do país, sendo, também, uma das regiões mais ricas da Espanha. 

Por parte do povo catalão, fica a vontade do separatismo por conta de acreditarem que com um território independente, estariam menos sujeitos a corrupção (já que o governo espanhol vive envolto em casos desta natureza) além da vontade de optar por outra forma de governo; já que eles desejam uma república enquanto a Espanha é uma monarquia. 

Nesse entremeio, o governo espanhol tenta barrar a qualquer custo tentativas dos catalães em realizar a consulta pública, alegando, além de inconstitucionalidade, que o alcance da consulta teria que ser nacional e não regional. 

O curioso nessa história é que, embora com estreita vantagem, os catalães (a princípio) não são a favor da independência (pelo menos em pesquisas de boca de urna), mas é consenso entre eles a realização de uma votação para tal. 

Mesmo assim o governo espanhol não parece estar disposto a dar a menor brecha para que o plebiscito aconteça. Enquanto isso, veremos diversos capítulos acerca desta disputa e seguiremos a ver nos jogos do Barcelona (time Catalão) aquela carimbada faixa que diz "A Catalunha não é a Espanha".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O que muda (ou não) com a retirada dos EUA do Acordo de Paris?

Em pleno mês que se comemora o meio ambiente, o presidente cujo maior feito na história foi dizer que o aquecimento global é invenção dos chineses veio à público fazer jus sobre a errada escolha do personagem da Disney para seu nome e retirou os EUA do Acordo de Paris

Esta decisão, aliás, nos remete a recusa da assinatura do Protocolo de Kyoto nos anos 90, cuja justificativa foi baseada num motivo tão estapafúrdio quanto o tal, mas com consequências bem semelhantes.  

Um dos tratados climáticos mais importantes acerca do clima, se não o maior, pode sofrer algumas consequência caso a retirada dos EUA se concretize. 

Contudo a retirada do país pode não ocorrer. O acordo foi assinado no ano passado e, de acordo com o documento, os países podem requerer suas saídas apenas 3 anos após do acordo assinado, o que nos leva a 2019. Ainda assim, uma comissão analisará o pedido dentro do prazo de 1 ano, o que nos leva a 2020; ano de uma nova eleição dos EUA. 

Caso o atual presidente seja reeleito (o que esperamos que não aconteça) os EUA podem sim sair do acordo. Agora, caso um de seus opositores na corrida pela Casa Branca seja simpático a permanência do país no acordo, a ONU pode embarreirar a decisão e alegar o desfecho da eleição presidencial para ir adiante com o processo. 

Mas se os EUA só podem ou não sair do acordo em 2020, por que tanto alarmismo?

Embora o atual presidente esteja preso a acordos assinados por seu antecessor, ele pode tomar medidas que afetam o acordo de imediato. 

Uma delas é não continuar a contribuir com o Fundo Verde, criado para inserir ações que possam reduzir a emissão de gases estufa pelo mundo. Obama tinha prometido a quantia de 3 bilhões, dos quais um já foi pago pelo próprio enquanto presidente. Já o atual presidente já declarou não ceder mais um centavo para esta "farsa inventada pelos chineses". 

Além disso, o Acordo de Paris possui metas individuais e voluntárias sobre as medidas a serem tomadas para redução dos gases estufa. Isso implica na não obrigatoriedade de cada país em atingir as metas que estipulou ou mesmo de segui-las. 

Com isso, o fundo é prejudicado de forma latente pelos EUA, levando a ONU em dois caminhos: ou a aumentar a arrecadação dos outros países ou a simplesmente reduzir a meta para o fundo. Por conseguinte a não obrigatoriedade de se cumprir a meta estabelecida pelo próprio país pode causar mal-estar entre os outros membros do acordo que podem ver seus esforços como infrutíferos diante da posição tomada pelo presidente norte-americano. 

Contudo, apenas poucos dias após o anúncio do presidente, diversos estados norte-americanos, juntamente com empresários e parte da sociedade americana, já estão se mexendo para firmarem acordos climáticos que procurem ao menos tentar preencher a lacuna deixada pelos EUA.  

A iniciativa procura desenvolver conhecimento através de pesquisas científicas com o objetivo de criar formas de redução da emissão dos gases estufa que possam ser difundidas pelo Planeta. Tal iniciativa já ganhou a adesão rápida de diversos governos, empresas e da sociedade; e promete, ao menos no papel, ser um esforço considerável para cobrir a defasagem deixada pelo presidente dos EUA. 

Esperamos que medidas como essas se multipliquem cada vez mais pelos EUA e pelo mundo, bem como que cada vez mais países se engajem em assinar o acordo para que todos, juntos, possamos fazer o nosso papel para um mundo melhor para nós e nossas gerações.