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sábado, 30 de abril de 2011

Para Refletir... Uma Unica História

Fazendo um curso de extensão sobre o ensino escolar de geografia na UFF fui apresentado a este vídeo que nos leva a uma profunda reflexão. O vídeo é um depoimento de uma africana em uma conferência. Nesse vídeo ela irá nos contar sob o perigo de termos uma visão do mundo pautada em uma unica visão, de termos uma história unica. 

Vale a pena conferir e refletir sobre.







Extraído de ted.com

Aumento no salário dos professores (aleluia!)

Recentemente foi publicado o aumento do salário dos professores de ensino básico. Apesar da notícia a ser comemorada, o que mais me incomoda é o fato como a mesma é noticiada: como algo pejorativo. 
Já mencionei aqui em posts anteriores como sempre que se trata de aumento dos salários dos professores a notícia é veiculada de forma pejorativa, sempre em tom negativo. Deve ser porque positivo mesmo é aumentar o salários dos parlamentares em mais de 50%, já que o que pesa mesmo não são os aumentos deles mas sim o dos professores não é mesmo ?... 
O mais curioso disso, pra não dizer revoltante, é o final da reportagem onde dizem que o prejuízo pode ser ainda maior porque está para ser validado um dispositivo onde o professor dedicaria 2/3 a sala de aula e 1/3 a aperfeiçoamento e planejamento. Como se isso fosse o maior absurdo do mundo, já que é perfeitamente compreensível que os professores separem um tempo para planejar uma aula de qualidade bem como se aperfeiçoarem para levarem a seus alunos uma aula de qualidade. 
É tão revoltante quanto absurdo !

Cálculos divulgados hoje pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostram que será de R$ 1,8 bilhão o impacto do piso salarial nacional dos professores da educação básica nas folhas de pagamento dos municípios.
Ontem, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs uma derrota a Estados e municípios ao concluir que o piso nacional é constitucional. Pela decisão, nenhum professor poderá ganhar menos do que R$ 1.187,97. Essa deverá ser a base do salário. O valor poderá ser aumentado por meio do recebimento de acréscimos e benefícios.
Conforme a CNM, o custo poderá ser ainda maior nas contas das prefeituras se o piso tiver como base valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), conforme recomenda a Advocacia Geral da União (AGU). Por esse cálculo, o piso deveria ser de R$ 1.239,27, o que representaria um gasto extra de R$ 2,3 bilhões.
O estudo ressalta que há o risco de o impacto se tornar maior. O Supremo ainda terá de decidir, provavelmente na próxima semana, se é válido ou não um dispositivo segundo o qual o professor deve passar dois terços da jornada dentro de sala de aula e o restante do tempo deve ser consumido com atividades de planejamento e aperfeiçoamento profissional.

Extraído de msn.com.br

O Haiti 1 ano depois do terremoto

Em 12 de janeiro de 2010, observamos consternados como um terremoto varreu o Haiti trazendo prejuízos incalculáveis para o país mais pobres das Américas e totalizando mais de 200 mil mortos. 
Mais de um ano depois dessa tragédia o país ainda tenta se reconstruir e as respostas da causa desse  fenômeno natural ainda não foram totalmente respondidas. 
O vídeo no link abaixo procura mostrar como o terremoto aconteceu, seus estragos, sua origem e faz uma previsão nada amigável ao final do vídeo. 
Vale a pena conferir o vídeo que também é uma boa aula sobre placas tectônicas. 


Confira o vídeo clicando aqui

Extraído de msn.com.br

domingo, 10 de abril de 2011

Um possível "efeito Fukushima" na Argentina

Pode até ser que eu esteja errado, mas depois do que ocorreu em Fukushima no Japão, referente a usina nuclear. Nossos hermanos andam preocupados. 
As vezes pode não ter ligação alguma, mas anda circulando um vídeo na internet onde atores argentinos denunciam e pedem o fim da mineração química na Argentina, especialmente na extração de plutônio e urânio. (Urânio... Plutônio...Radioatividade...nada a ver com Fukushima não acha ?)
No vídeo, que está abaixo, são mostrados os dados e o quanto esta atividade destrói o meio-ambiente, algumas cenas são fortes, mas são válidas para mostrar e denunciar o atentado violento a vida que é este tipo de exploração.
Associações à parte, a denúncia possui sim grande validade e deve ganhar projeção. Afinal de contas estamos falando de milhares, talvez milhões, de vidas que estão ameaçadas por conta desta atividade agressiva tanto a natureza quanto a nós seres humanos.

Está circulando na internet uma propaganda argentina contra a mineração química de autoria da ONG Consciência Solidária. Atores famosos no país falam sobre os riscos do atual modelo de mega exploração, principalmente de urânio e plutônio e as consequências de contaminação na água e na vida.
Além disso, ressaltam a poluição do ar pelas partículas tóxicas liberadas por explosivos utilizados para abrir enorme crateras de onde vão sair poucas gramas de ouro.
Ao final afirmam, “água e vida não se negocia”.





Extraído de cartacapital.com.br

Quando a demanda supera a produção

A indústria brasileira vem sofrendo de um mal silencioso: não está conseguindo acompanhar as demandas do mercado interno. 

Com isso, os importados tem sido a solução. Só que esta solução pode nos levar a um retrocesso que nos levaria, mal comparando, ao início do século passado. 

Mesmo com o crescimento industrial e de seus investimentos, os mesmos não tem sido suficientes para acompanhar a demanda do mercado brasileiro, que cresce a níveis notórios. Com isso, os importados tem sido cada vez mais utilizados e adentram cada vez mais em nosso mercado, levando fatias consideráveis dos rendimentos do consumo interno, deixando nossas indústrias com partes pequenas de nosso mercado. 

Este cenário, que parece assustador, e é mesmo, ainda sofre de outro agravante: investimentos pontuais, leia-se os de garantia de lucros altos e certos, estão sendo feitos na área industrial no que corresponde a mineração e ao petróleo; o que leva a redução dos investimentos em outros setores que, por não terem o mesmo retorno em comparação aos supra-citados, se tornam bem menos atraentes. 

O risco disso ? É o de nosso país acabar especialista em apenas um ramo do setor industrial e acabar dependendo do mercado externo para suprir as necessidades de sua população. (Isso não te lembra o começo do século passado, em certos aspectos ?). 

Os investimentos em todos os setores e suas expansões se faz necessário para que a produção acompanhe a demanda e assim nosso mercado não seja tomado por produtos de fora. Do contrário, teremos um retrocesso de praticamente um século... 

Embora tenha se recuperado do baque sofrido em 2009, a indústria dá sinais cada vez mais claros de que não está pronta para atender à expansão do consumo no País. Mesmo com a demanda aquecida, a produção de manufaturas estagnou-se perto dos níveis pré-crise, enquanto o apetite dos consumidores é cada vez mais suprido por produtos importados.
O problema parece pouco evidente quando se observam os números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. De acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira cresceu 10,1% em relação ao ano anterior, um desempenho aparentemente notável. Contudo, a observação esbarra na base de comparação: em 2009, a produção desabou 7,4%, a maior queda em duas décadas.
Outros dados mostram que o cenário é bem menos otimista do que pode parecer. O IBGE mostra que a produção industrial acumulou queda de 2,6% no período entre abril de 2010 e janeiro de 2011. E, apesar do aumento nas contratações, o número de horas trabalhadas na produção se mantém 3,3% abaixo do patamar pré-crise, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Chama a atenção o fato de que o consumo e a produção estão se descolando no Brasil. Se as manufaturas estão estagnadas, o volume de vendas do varejo cresceu 8,3% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2009. Nos últimos 12 meses, a expansão passou de 10,5%. O resultado é uma avalanche de produtos fabricados no exterior.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o coeficiente de importação da indústria – a relação entre os importados e o consumo aparente –, que havia caído de 20,1% para 18,3% entre 2008 e 2009, avançou a 21,8% em 2010 – um recorde. Como resultado, o déficit na balança comercial do setor de manufaturados alcançou 70,9 bilhões de dólares, outro número inédito.
Mais um dado da Fiesp dá a medida exata do problema. Em 2010, o consumo interno de bens manufaturados teve um aumento real de 182,18 bilhões de reais em relação a 2009. Desse volume, a indústria nacional conseguiu abocanhar pouco mais de 96,95 bilhões de reais, ou 53%.
O desempenho é ainda mais preocupante quando a base de comparação é 2008. No período, a demanda interna cresceu pouco acima de 75 bilhões de reais, dos quais a indústria doméstica abocanhou apenas 34,7 bilhões. Ou seja, para cada real novo que o brasileiro gastou em produtos industrializados no último biênio, apenas 46 centavos foram para a produção doméstica.
Em alguns setores, o distanciamento entre consumo e produção é ainda mais gritante. Cerca de 90% do aumento no consumo de têxteis entre 2008 e 2010 foi suprido pelos importados. No mercado de máquinas e equipamentos, os estrangeiros abocanharam toda a expansão da demanda.
Na siderurgia, os importados não só absorveram todo o crescimento do consumo interno, como roubaram parte do mercado atendido pelas empresas nacionais. Embora o consumo aparente tenha crescido 4,1 bilhões de reais nos últimos dois anos, o valor da produção interna caiu 1,1 bilhão de reais. “Uma coisa fica clara: a indústria perdeu competitividade e não consegue refletir o que se passa em outros setores da economia”, afirma Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Souza explica que o câmbio valorizado, os gargalos na infraestrutura e a elevada carga tributária fragilizam a indústria brasileira em um momento em que muitos países, ainda em crise, apostam tudo no mercado externo. Sem mencionar a China. “As empresas brasileiras estão totalmente expostas à concorrência, o que em muitos aspectos é bom. Mas é preciso chamar a atenção para as práticas desleais de comércio.” O economista observa ainda que a indústria brasileira precisa ser mais agressiva e acelerar seus ganhos de produtividade.
Apesar de a produção estar estagnada, não se pode dizer que a indústria vai mal. Ao menos, do ponto de vista da receita. Segundo estudo da Rosenberg & Associados, o faturamento da indústria cresce em ritmo superior ao da produção em 12 dos 19 setores analisados. Em parte, a diferença é explicada pela decisão de muitas indústrias de importar em vez de produzir. “O componente importado da produção interna está crescendo. A empresa reduz o impacto do câmbio, mantém competitividade e aumenta seu faturamento, mas a produção perde densidade”, afirma Flávio Castelo Branco, economista-chefe da CNI.
O temor é que o estímulo a importar comprometa a disposição do empresário em investir na produção, o que aumentaria a dependência do País em relação aos importados no futuro. Os dados do IBGE mostram que a Formação Bruta de Capital Fixa cresceu de modo expressivo em 2010, retomando o desempenho observado antes da crise. Contudo, a análise dos números recomenda cautela.
Levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a indústria planeja investir 614 bilhões de reais entre 2011 e 2014. Só os setores de petróleo e gás e extração mineral deverão consumir 440 bilhões, ou 71,7% do total. Os segmentos de siderurgia, química, papel e celulose, veículos, eletroeletrônica e têxtil devem responder por apenas 28% do bolo.
A tendência, diz Castelo Branco, aponta para um desequilíbrio na indústria brasileira. Segundo ele, as enormes demandas de capital para a exploração do pré-sal e a promessa de rendimentos expressivos nos setores em que o Brasil é mais competitivo acabam por absorver investimentos dos setores em que os retornos são menos atraentes. “As áreas de petróleo e mineração tendem a atrair muitos dólares, o que valoriza ainda mais o câmbio e expõe a indústria de transformação à concorrência externa.” O risco, temem os economistas desenvolvimentistas, é o País se especializar cada vez mais na produção e exportação de matérias-primas, à custa de soterrar sua base industrial diversificada. “O Brasil é um país- muito grande e complexo. Não pode se dar ao luxo de se especializar em um único segmento”, afirma Castelo Branco.


Extraído de cartacapital.com.br

O desperdício de água em nosso país e seus efeitos econômicos e sociais

Por ser um país de dimensões continentais, os problemas com infra-estrutura que viveríamos ao longo de nossa história seriam, até certo ponto, compreensíveis. Contudo, poderiam sim ser solucionados ao longo do tempo. 

Contudo o que vimos, não só em relação a administração e distribuição dos recursos, que é o ponto central deste post, mas também em relação aos diversos pontos atingidos pela infra-estrutura foram administrações que deixaram e deixam a desejar e que se refletem nos números contidos nessa reportagem. 

O problema do desperdício é grande e histórico, algo que agora demanda investimentos homéricos por parte do governo, na casa das dezenas de bilhões de reais, para tentar contornar essa situação. Onde muitos acharam que a solução seria privatizar (praga do pensamento neoliberal), vimos que acabou sendo um tiro que saiu pela culatra e podemos ver diversos casos aonde isso deu errado. O que também não quer dizer que as administrações que ficaram sob responsabilidade de órgãos públicos deram conta do recado. 

O desperdício existe e deve ser combatido, seja reeducando as empresas e a população no caminho do uso consciente dos recursos hídricos, seja reformando e construindo todo o aparato que permite que as águas cheguem às casas das pessoas evitando ao máximo de desperdício, que hoje beira os 30%, bem como que possibilite uma coleta do esgoto, mas que não fique só nisso e também o trate, procurando formas de reutilizar essa água tratada. 

Enquanto esses problemas não forem resolvidos, continuaremos com problemas que nos atingem tanto econômicamente: como a formação de línguas negras que ocorrem em nossas praias afastando os turistas, quanto socialmente: com pessoas sendo acometidas por doenças relacionadas a ingestão de água não tratada ou a proximidade de suas moradias com valões. 

Há também uma questão importante de ser tocada que é a da distribuição. Os recursos hídricos de nossos país são deslocados para abastecer os grandes centros de nosso país, leia-se região Sudeste, o que nos proporciona casos bizarros onde notamos que populações que moram nas proximidades de onde as águas são captadas sequer são abastecidas, como ocorre em regiões da Amazônia legal, por exemplo. Revelando assim os absurdos que ocorrem na distribuição de recursos a população brasileira. 

Ainda há muito o que ser feito para resolver essa questão de abastecimento e distribuição dos recursos hídricos e coleta de esgoto. Mas não podemos perder tempo com isso e devemos agir o mais rápido possível, pois, ao contrário do que muitos acham, a água para consumo em nosso planeta pode sim se esgotar.

Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada em 1500, e os europeus começaram a fundar cidades, pequenas fontes de água bastavam para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Ficar perto de grandes rios não era parte dos planos de José de Anchieta e Manoel da Nóbrega. O Colégio dos Jesuí-tas fincou pé num outeiro, lugar apropriado para se defender dos possíveis ataques de índios, mas com muito pouca água. Contudo, dessa vila nasceu São Paulo, metrópole de quase 20 milhões de habitantes que precisam de cerca de 80 litros de água tratada por pessoa, ao dia, para suas necessidades domésticas. Um volume que já não consegue mais ser atendido pelos mananciais próximos, que, pelos critérios da ONU, têm sete vezes menos a capacidade necessária à população que atendem. É preciso ir buscar o líquido cada vez mais longe e tratar águas cada vez mais poluídas, a fim de torná-las próprias para o consumo.
Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema do abastecimento é generalizado pelo País. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015. E para tentar adiar o problema por ao menos uma década será preciso desembolsar 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes. E nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação para consumo humano. Para isso, segundo a ANA, serão necessários outros 47,8 bilhões de reais.
Os investimentos não são necessários apenas porque 13% dos brasileiros não têm um banheiro em casa, ou porque mais de 700 mil pessoas entopem os serviços de saúde a cada ano em virtude de doenças provocadas pelo contato com água contaminada por esgotos, ou ainda porque sete crianças morrem por dia vítimas de diarreia, engrossando a estatística de mortes por problemas gastrointestinais (em 2009, elas somaram 2.101 casos). Acredita-se que mais da metade poderiam ter retornado com saúde para suas famílias, ou mesmo nem ter ficado doentes, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população.
Para tornar a situação ainda mais dramática, um pesquisador da Universidade do México, Christopher Eppig, concluiu: crianças que enfrentam doenças, principalmente ligadas a diarreia e desidratação, podem ser afetadas em seu desenvolvimento intelectual. Segundo ele, a explicação é simples. Alguns parasitas alimentam-se de partes do corpo humano e a reposição desse dano tem alto custo energético. “Em um recém-nascido, 87% das calorias absorvidas na alimentação vão para o cérebro, porcentagem que cai para 23% na fase adulta. Daí a preocupação em se saber se doenças que “roubam” energia das crianças podem afetar seu desenvolvimento intelectual.”
Especialistas apontam que a questão da água, ao menos no caso brasileiro, está mais ligada a problemas relacionados à gestão do que à escassez propriamente dita. Com 12% da água doce superficial do planeta, grande parte dela na Bacia Amazônica, o País deveria estar tranquilo em relação ao futuro do abastecimento. Mas a distribuição da água pelo território é desigual, principalmente quando comparada à concentração da população. A Região Norte tem 68% da água e apenas 7% da população. O Nordeste e o Sudeste concentram 72% dos habitantes e menos de 10% da água. O cientista José Galizia Tundisi, autor do livro “Água no Século XXI” e especialista nas dinâmicas de rios, lagos e outros mananciais, acredita que uma das primeiras providências a serem tomadas para melhorar a gestão dos recursos hídricos é “realizar a avaliação econômica dos serviços prestados pelos recursos dos ecossistemas aquáticos”. Para ele, instituir um valor para esses serviços é a base para uma governança adequada, essencial para o controle de clima, o abastecimento e a produção de energia e alimentos, entre outras atividades humanas.
Muitas empresas compreenderam o desafio e estão adiantadas na gestão dos usos de água em seus processos produtivos. A indústria de celulose, por exemplo, reduziu em quase 50% suas necessidades de água por tonelada de produto desde a década de 1970. Segundo a associação do setor, a média era de 100 metros cúbicos de água por tonelada de celulose e caiu para apenas 47 metros cúbicos atualmente. Outros setores seguiram a mesma linha, não apenas ao reduzir a quantidade de água necessária por unidade de produto, mas ao implantar sistemas de tratamento de águas industriais que permitem fechar o ciclo entre o uso e o reúso, como é o caso da germânica Basf em suas unidades do ABC Paulista e Guaratinguetá. Nos últimos dez anos, a companhia conseguiu reduzir em 78% o consumo de água por tonelada produzida e em 62% a geração de efluentes de seus processos industriais. São exemplos que poderiam ser difundidos por diferentes setores, pois a água é um insumo fundamental à agricultura e à indústria. Sua gestão não tem relação apenas com o bem-estar da população, mas com a saúde da economia.
Quase tudo que é produzido no País tem sua cota de água embutida. Os especialistas denominam de “água virtual”. Como exemplo, para se produzir 1 quilo de arroz são necessários 3 mil litros de água, e 1 quilo de carne bovina precisa de 15,5 mil litros. Uma simples xícara de café não gasta menos do que 140 litros de água. Não é que essa água desapareça depois de servido o cafezinho, mas para se chegar aos produtos tão necessários nas mesas das pessoas é preciso que ela esteja não apenas disponível, mas limpa, isenta de contaminações por esgotos ou produtos químicos. E há mais. Para um automóvel chegar à garagem dos brasileiros, o consumo de recursos hídricos chega a 150 mil litros. Ou seja, a economia precisa, e muito, de água de boa qualidade. Isso sem mencionar o fato de que 18% das faltas de trabalhadores ao serviço poderiam ser evitadas com uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, o estudo lançado pela ANA é um primeiro passo para um importante debate sobre como o estresse hídrico dos mananciais afeta o abastecimento das principais regiões metropolitanas e piora a situação da água em todos os municípios brasileiros. Para ela, é necessário encarar o fato de que a segurança no abastecimento de água é estratégica e que o recurso é escasso. “Precisamos investir na infraestrutura, mas também mudar a forma de usar esse recurso e coibir os desperdícios”, disse na terça-feira 22, escolhido para ser o Dia Mundial da Água. Segundo a ministra, os investimentos necessários para minimizar os problemas com água, estimados pela ANA em 22 bilhões de reais, já estão sendo feitos em diversas esferas de governo, nas obras do PAC, do governo federal, e por estados e municípios. Ela lembra, porém, que existem fatores que dependem de mudanças de comportamento da sociedade. “Há um grande desperdício de água pelas populações e empresas que têm acesso ao recurso e não o tratam como um bem escasso.”
A questão da gestão dos recursos hídricos passou por uma grande transformação no Brasil no fim do século passado, quando as empresas estaduais de água e saneamento perderam o monopólio do mercado. Muitas foram municipalizadas e outras privatizadas, além de terem continuado a existir companhias estaduais, como o caso da Sabesp, em São Paulo, uma referência para o setor. A Sabesp é a única empresa de saneamento a fazer parte do Índice Dow Jones Sustainability, e do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F-Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. Mas o período de mudanças no País não foi tranquilo nem a gestão privada se mostrou um bom negócio em todos os casos. A cidade de Manaus, por exemplo, foi a primeira capital a privatizar os serviços. O abastecimento não deveria, aliás, ser problema para um município que tem quase 10% da água doce do planeta a escorrer à sua porta pelos rios Negro, Solimões e Amazonas. Mas não é bem assim. Em 2000, a gestão foi transferida para a francesa Suez, a mesma que, por sua administração desastrada, quase provocou um golpe de Estado na Bolívia.
Para os franceses, parecia fácil. Havia muita água disponível e uma população de quase 2 milhões de habitantes que deveria pagar por ela. Tradicionalmente, o serviço público de água da cidade era muito ruim, portanto, “bastaria oferecer um bom serviço” para a conta fechar. Ledo engano. Como o serviço público nunca funcionou, a elite urbana da cidade nunca dependeu dele. A maior parte das casas e condomínios abastados tem seu abastecimento garantido por poços artesianos, um serviço que, depois de implementado, é de graça, sem conta mensal. A empresa francesa ficou apenas com a gestão do consumo da população pobre e com a obrigação de recolher o esgoto da cidade, pelo qual também não se pagava, uma vez que a taxa de esgoto está embutida na conta de água. Em 2007, a Suez saiu da sociedade com o grupo brasileiro Solvi e a Águas do Amazonas continua privatizada, mas agora sob a gestão de um grupo nacional que teve de renegociar as condições do contrato de concessão com a prefeitura.
Outro mau exemplo foi a municipalização da empresa de água em Guarulhos, uma das maiores cidades da região metropolitana da São Paulo. Apesar de ter uma rede de esgotos que abrange a maior parte do município, a companhia não trata um litro sequer do esgoto coletado. É de lá que vem a poluição que transformou o rio Tietê em um canal fétido e putrefato.
O esgoto não tratado tem impacto sobre outro setor estratégico da economia, o turismo. Principalmente no Nordeste, a presença de “línguas negras” a cruzar praias que deveriam ser refúgios ambientais assusta os operadores turísticos e preocupa o setor hoteleiro. Mas mesmo regiões do “Sul Maravilha”, como Santa Catarina, muito buscada por turistas sul-americanos, padece da falta de infraestrutura. Florianópolis tem apenas 67% de acesso à rede de esgotos, enquanto o badalado município de Canavieiras tem pouco mais de 40% do esgoto coletado. As duas cidades têm as melhores redes estaduais. A quinta colocada não chega a tratar 3% dos dejetos.
Nos próximos anos, o Brasil vai receber grandes eventos internacionais, a começar pela Cúpula das Nações Unidas Rio+20, que reunirá chefes de Estado e de governo para debater os avanços e as crises ambientais do planeta. Em seguida virão a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Um dos indicadores fundamentais de desenvolvimento é o acesso à água de boa qualidade e a coleta e tratamento universal de esgotos, setores em que o País ainda tem muito a caminhar. Dados de 2007 do IBGE mostravam que 90% dos domicílios têm acesso a redes de água tratada. Na área rural, o número não passa de 50%, enquanto no caso da coleta e tratamento de esgotos os dados são completamente díspares. Vão de 40% a 77% de esgotos coletados. Mas apenas 36% passam efetivamente por uma estação de tratamento antes de serem devolvidos aos cursos d’água.


Extraído de cartacapital.com.br 

domingo, 3 de abril de 2011

20 Anos de Mercosul

Neste ano  o Mercado Comum do Sul completa seu vigésimo aniversário. Criado com o intuito de integrar e proteger os países sul-americanos, o que começou como uma grande promessa, parece hoje fadado a estagnação. 
Se em alguns pontos a integração até andou, hoje em dia ela pode se considerar parada. O países integrantes parecem mais disputarem entre si do que se integrarem e com isso, o bloco não desenvolve e muito menos cresce. 
Não foi a toa que levaram uma negativa do Chile que viu muito mais vantagem em continuar fazendo parte da APEC, maior bloco econômico do mundo em termos de PIB, e não aderir também ao Mercosul. 
Se caminhasse dentro de sua proposta original, o Mercosul talvez hoje tivesse uma outra desenvoltura no cenário internacional, mas, como algo parece ter se perdido no meio do caminho, o bloco ganha cada vez menos notoriedade e pode estar começando a ganhar contornos de algo que existe, mas não parece funcionar de verdade. Pelo menos não quando a questão é integrar os países participantes.

Tomaram a rara resolução de ser razoáveis. Resolveram esquecer as diferenças e intensificar as afinidades.' A frase, no poema Os Conjurados, do escritor argentino Jorge Luis Borges, referia-se à formação da Confederação Suíça. Mas poderia ser também aplicada à criação no dia 26 de março de 1991 do Mercado Comum do Sul, ou Mercosul, bloco comercial formado por Brasil , Argentina, Uruguai e Paraguai.
Na primeira década, o otimismo sobre a integração era intenso e - além de uma liberação total do comércio intrazona - planejava-se um Parlamento regional com amplas atribuições eleito pelo voto direto. Até sindicatos dos quatro países avaliavam greves conjuntas. 'Eram tempos nos quais falava-se em projetos como unidades militares combinadas entre os países, moeda e passaportes únicos e embaixadas conjuntas. Mas essas coisas não foram concretizadas', disse ao Estado o analista Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nueva Mayoría.
Mas, depois de 20 anos, as diferenças floresceram e atrasaram a integração.
As exportações totais do Mercosul no período passaram de US$ 46 bilhões (dos quais, intrazona, 9%) em 1999 para US$ 280,4 bilhões em 2010 (intrazona, 15,7%). No entanto, paralelamente ao crescimento comercial, as medidas protecionistas entre os sócios do Mercosul tornaram-se frequentes, gerando momentos críticos nos quais corriam rumores do iminente fim do bloco.
O bloco também favoreceu a transnacionalização de empresas brasileiras e argentinas e o desenvolvimento do agronegócio e de diversos setores industriais em ambos lados da fronteira. Ainda assinou acordos de livre comércio com Israel, além de tratados de preferências fixas com Índia e África do Sul. Além disso, mantém negociações, embora atravancadas, com a União Europeia.
No âmbito democrático, o Mercosul foi crucial em 1999 e 2000 para impedir golpes de Estado no Paraguai.
Pequenos. Enquanto os sócios grandes (Brasil e Argentina) engalfinham-se com frequência em conflitos comerciais, os pequenos (Paraguai e Uruguai) reclamam das barreiras dos vizinhos. 'O entusiasmo com o Mercosul oscilou muito ao longo desses 20 anos', afirmou o cientista político uruguaio Adolfo Garcé, do Instituto de Ciência Política da Faculdade de Ciências Sociais de Montevidéu. 'Os uruguaios passaram do otimismo ao ceticismo. Em meados desta década, muitos queriam passar por cima do Mercosul e fazer um acordo de livre comércio com os EUA. Atualmente, consideram que o Mercosul pode valer a pena pelo Brasil, país com crescimento sustentável. E menos pela Argentina, país marcado pela instabilidade crônica.'
Enquanto no Uruguai o ceticismo vai e vem, no Paraguai tem sido persistente. A opinião pública considera que o bloco não conseguiu ainda a livre circulação total de bens e serviços nem a eliminação de barreiras alfandegárias. Leila Raschid, ex-chanceler do Paraguai (2003-2006) disse que 'na União Europeia, os países mais beneficiados foram os pequenos. Mas, no Mercosul, os menores foram os mais prejudicados'.
Calcanhar de Aquiles. A entrada da Venezuela como sócio pleno do Mercosul é um dos debates que agitam o bloco. Em 2004, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu para fazer parte do grupo. Nos anos seguintes, Argentina, Brasil e Uruguai aprovaram a entrada do país. Mas, sua aprovação final está pendente no Senado do Paraguai, que há dois anos adia a votação.


Extraído de msn.com.br

sábado, 2 de abril de 2011

Iodo radioativo da usina japonesa foi encontrado no Canadá e na Rússia

Foram divulgados recentemente que iodo radioativo emitido pelo Japão foi encontrado no Canadá e na Rússia. Mesmo que os vestígios encontrados sejam muito abaixo dos níveis considerados toleráveis, a preocupação não se faz menor com o que pode acontecer, não só no Japão mas também no planeta, caso a usina nuclear japonesa passe por maiores percalços. 

A situação de preocupação se justifica,  pois, mesmo que o iodo tenha sido levado até lá por uma corrente de vento que deu a volta pelo pacífico chegando ao outro lado do mundo pelo oceano, nesta época do ano a tendência do vento é mudar de direção, ou seja, ele deixa de ter o sentido do Japão pro Pacífico e passa a ter o sentido inverso, muito por conta do fenômeno das monções. 

Se essa mudança de vento ocorrer juntamente com um acidente mais grave em Fukushima, aí sim teremos sérios problemas de escala mundial, pois com a mudança a radiação atingiria facilmente o Japão, a Ásia, podendo chegar até a Europa, acometendo assim milhões de pessoas a radioatividade. 


VLADIVOSTOK, Rússia (Reuters) - Traços do iodo radioativo que vazou da usina nuclear do Japão danificada por um terremoto foram detectados no extremo oriente da Rússia, mas não apresentavam riscos à saúde, disseram autoridades nesta terça-feira.
Exames do ar na região de Primorye, na Rússia, entre sábado e terça-feira encontraram traços de iodo-131, segundo o diretor do serviço meteorológico da região, Boris Bulai.
'A concentração é mais de 100 vezes menor que o nível aceitável, e portanto não apresenta nenhuma ameaça à saúde das pessoas', afirmou ele ao site da instituição.
Índices de radiação de entre 7 e 16 microroentgens por hora foram detectados em Primorye durante o período, medidas dentro do normal, disse o serviço. Autoridades russas dizem que até 30 microroentgens por hora é considerado seguro.
A capital de Primorye, Vladivostok, é uma cidade de 600 mil habitantes, localizada do outro lado do Mar do Japão, aproximadamente 800 quilômetros a noroeste da usina nuclear Fukushima Daiichi.
Depois do terremoto e do tsunami de 11 de março, moradores preocupados no extremo oriente da Rússia buscaram pílulas de iodo para proteger suas glândulas da tireóide, e criaram uma série de fóruns na Internet para monitorar a radiação.
Mas a porta-voz do serviço meteorológico Varvara Koridze disse que o movimento dos ventos desde o desastre indicavam que o iodo-131 detectado na região foi levado pelo vento no sentido leste a partir da usina, e deu a volta no mundo.
'Os ventos sopraram oeste-a-leste e as massas de ar se deslocaram pelos Estados Unidos e Europa', disse ela à Reuters.
Quantidades detectáveis de iodo-131, abaixo dos níveis de preocupação para a saúde humana, foram encontradas em áreas como Islândia, Canadá e alguns estados norte-americanos desde o terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami que danificaram gravemente a usina no Japão.



Extraído de msn.com.br

Já começou a reconstrução japonesa

Com o terremoto sofrido pelo Japão diversos equipamentos, urbanos ou não, sofreram danos e/ou foram completamente destruídos. 
Contudo, quem pensou que a reconstrução do país diante dessa catástrofe fosse demorar para ocorrer, se enganou completamente. 
O governo japonês já começou a reconstrução de seu país e num tempo de impressionar. Um exemplo disso está na reportagem abaixo onde uma rodovia foi recuperada em apenas 6 dias. 
Agora você vê... em 6 dias eles conseguem recuperar uma rodovia e diante de um cenário completamente desfavorável. E o nosso governo ? o que faz em 6 dias ?.... 

Pra você ver o quão importante é tal da vontade política... 


Uma rodovia destruída pelo terremoto do dia 11 de março em Naka, na província de Ibaraki, no norte do Japão, foi reconstruída em apenas seis dias pela empresa responsável. Foi recuperado um trecho de 150 metros que faz ligação com a capital Tóquio.






Extraído de g1.com.br  

Cinema, Pipoca e Geografia! - A Revolução do Cocos



A indicação de hoje é um ótimo exemplo a ser seguido. "A revolução dos cocos" mostra a luta dos moradores de uma pequena ilha contra o capitalismo predatório e suas forças (representados no filme por uma mineradora inglesa e pelo exército) e o seu modo de vida exemplar: tudo o que necessitam eles retiram do coco ! 

O filme é um ótimo exemplo que temos de que é possível sim viver em harmonia com a natureza, sem explorá-la irracionalmente, além de nos mostrar como a ganância promovida pela acumulação de capital não tem limites e faz de tudo o que pode para alcançar seus objetivos. 

Vale a pena conferir !

Costa do Japão afunda 66cm com o terremotos e tsunami.... E se fosse aqui ?

Estudos mostram que após o terremoto e a tsunami sofridas pelo Japão, sua costa diminuiu 66cm, reconfigurando assim o território japonês. Para efeito de comparação, foram feitas simulações sobre o que aconteceria aqui no Brasil. 

Segundo a simulação, áreas litorâneas seriam inundadas e algumas cidades sofreriam severamente com inundações. Além disso áreas de mangues, extremamente importantes para reprodução de espécies e manutenção da biodiversidade, desapareceriam. 

O importante de comentar na matéria é que, mesmo que o tsunami ocorresse aqui e varresse os manguezais do país, para nós isso não seria nenhuma novidade. Já que históricamente, destruímos inúmeros manguezais, para a realização de expansões urbanas, notadamente no Rio de Janeiro e quase ninguém sabe disso. 

As vezes me espanta o quanto a agressão da natureza praticada pelos seres humanos vem de longa data e como ela ainda continua... Lamentável....

  

Extraído de globovideos.com