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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Estaríamos vivendo uma "primavera brasileira"?

"não são só os 20 centavos" 

E nem haveria de ser... 

A onda de protestos que anda mobilizando o país mostra o indício de que a nação está acordando novamente... 

Assim como em 64 e 92 a população volta a ganhar as ruas em busca de uma mudança que não quer calar em nosso país... 

Nas capitais e no interior cada vez mais pessoas se mobilizam em prol de uma sociedade mais justa, de investimentos na saúde e na educação (não em estádio, viu seu Ronaldo) e por um transporte público que seja de qualidade e que faça por merecer o aumento das passagens que já está se tornando cada vez mais absurdo... 

A onda de protestos já começa a ter alguns retornos; algumas cidades já reduziram os preços de alguns transportes públicos, mas isso não deve e nem será motivo para que os protestos parem...

Os protestos (pacíficos em sua maioria, é bom que se diga) devem continuar por uma sociedade mais igualitária e por mudanças em um Brasil que não via uma mobilização assim há mais de 20 anos... 

Alguns classificam esse movimento como uma "primavera brasileira" em referência a árabe, mas os efeitos dessa nossa primavera ainda estão longe de serem conhecidos. Mas isso não deve ser utilizado como pretexto para desistirmos... Cada um deve se mobilizar por um país mais justo, livre da impunidade e da corrupção. 

É ganhando as ruas que ganharemos a atenção daqueles que estão em Brasília... E pode ter certeza de que eles nos darão atenção. Afinal de contas, 2014 é ano de eleição e nós teremos outra "arma" para fazermos valer a nossa vontade, a vontade da população! 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quase mais do mesmo

Mais uma daquelas notícias sobre desmatamento na Amazônia, mas dessa vez é quase mais do mesmo. 

Segundo a notícia abaixo o desmatamento parece ter reduzido de forma considerável, embora o ideal seja a extinção desse tipo de prática (pelo menos da forma predatória que vem sendo feita). 

Seja pelo extrativismo vegetal, mineral ou pela expansão da fronteira agrícola; o desmatamento na Amazônia já é um problema crônico do nosso país. 

O governo até que vem tentando combater esse problema, seja por meio de fiscalizações do IBAMA, por sensoriamento remoto, por programas específicos voltados para esse fim que, combinados, vem mostrando resultados positivos nessa luta. Contudo, muito ainda precisa ser feito. 

Não só em termos de vigilância, mas de fiscalização, de legislação e, porque não, de combate a corrupção também... 

O caminho é longo e a batalha é árdua, mas não impossível... Estaremos de olho... 


Brasília - O desmatamento e a degradação de florestas na Amazônia atingiram uma área de quase 175 quilômetros quadrados (km²) nos meses de março e abril deste ano. O levantamento de alertas foi divulgado nesta segunda-feira 6 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real, conhecido como Deter. No mesmo período de 2012, o sistema detectou desmatamento de 292 km² – quase o dobro da área identificada este ano.
Mato Grosso continua liderando o ranking da derrubada de árvores na região, com 83,57 km² de devastação nos dois meses analisados - respondendo por 47% do total.
Pelas informações do órgão, as áreas de alerta nos estados do Acre, do Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins foram identificadas mesmo com uma cobertura de nuvens em quase 50% do território investigado no período. Entre novembro e abril, período em que as chuvas são mais constantes na Amazônia, as imagens ficam relativamente comprometidas. Essa é a justificativa utilizada pelo Inpe para não comparar resultados entre diferentes meses.
Os técnicos do instituto afirmam que a limitação meteorológica e a resolução relativa de captação de imagens - de 250 metros, permitindo captar apenas áreas maiores que 25 hectares -, são compensadas pela frequência de informações repassadas aos órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos”, destacou em nota a assessoria do Inpe.
As imagens captadas pelos satélites utilizados pelo instituto permitem a visualização de áreas de corte raso, quando há a retirada completa da floresta nativa em uma área, e de evidências de degradação pela extração de madeira ou incêndios florestais, que tipificam o processo de desmatamento na região.
O presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, vai detalhar ainda hoje (6) os dados divulgados pelo Inpe. A principal preocupação das autoridades responsáveis pelo combate aos crimes ambientais na região é explicar à população que nem todo alerta é uma comprovação de que há desmatamento.
Nos últimos balanços divulgados, o governo vem destacando um esforço para integrar informações nacionais e estaduais. A derrubada de árvores em determinadas áreas pode ter a licença dos órgãos ambientais locais, o que deixaria de configurar crime.

Nada mais natural

Já não é de hoje que venho falando que a crise norte-americana bateu e bate forte principalmente na Europa... 

Essa semana a Itália pediu a UE um plano que resguarde seus jovens do desemprego que já assola a terra da bota, bem como o velho continente, de forma notável. 

E quem mais sente os efeitos dessa crise são exatamente os jovens... 

Estigmatizados pelo eterno paradoxo "não te contrato pela falta de experiência, mas não te emprego para você ter uma" o desemprego entre os jovens é uma grande preocupação da Itália, e com razão... 

Se sem a crise, infelizmente, o panorama já não é dos melhores por conta do exposto acima, com crise então se torna pior. O governo italiano parece ter visto isso e agora corre junto ao bloco para que as taxas de desemprego parem de subir. 

Afinal de contas, é no "futuro da nação" que está a esperança de tempos melhores, e nada melhor do que resguardá-los da melhor maneira possível... 

ROMA (AFP) - O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, exigiu nesta sexta-feira 10 que o próximo Conselho Europeu, em junho, se concentre em um plano de urgência para lutar contra o desemprego dos jovens. O premier pediu, ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, um plano de urgência contra esse "flagelo", em uma coletiva de imprensa em Roma.
"Sem trabalho para os jovens não há esperança, nem para os Estados membros, nem para a Europa", disse Letta. O italiano demandou "um plano imediato" e nada "faraônico". "Não é possível que nossos cidadãos, as famílias europeias, não encontrem respostas concretas na UE ou em seus líderes."
A taxa de desemprego na Itália alcança 11,5% da população economicamente ativa, mas chega a 38,4% entre os trabalhadores entre 15 e 24 anos. A luta contra o desemprego dos jovens foi um tema martelado nos discursos de Letta desde que chegou ao governo, em 30 de abril.
No dia 6 de maio, durante seu encontro em Madri com o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, Letta considerou que será imperdoável se no próximo Conselho Europeu não forem adotadas medidas concretas sobre a união bancária, que vem sendo discutida há tempos, e, sobretudo, em relação ao emprego dos jovens.
No entanto, o chefe do governo italiano rejeitou qualquer possibilidade de guerra ideológica sobre os temas da austeridade e do crescimento econômico, reiterando o compromisso de seu país em manter as contas públicas nos limites fixados por Bruxelas, ou seja, com um déficit abaixo de 3% do PIB neste ano.
"Nós não temos intenção alguma de fazer uma guerra ideológica sobre o tema da manutenção das contas públicas". De qualquer forma, Letta disse que está orgulhoso por seu país se apresentar em Bruxelas com suas contas em ordem, "graças ao governo anterior e à maioria que o apoiou".
"Podemos esperar com razão que nos deem a notícia de que a Itália sairá do procedimento por déficit excessivo ao qual havia sido submetida" pela UE, completou.