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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entenda o que motiva os protestos dos estudantes do Chile

Pelos noticiários, acompanhamos os protestos dos estudantes do Chile que reivindicam uma profunda reforma educacional que o Governo chileno insiste em postergar para o nunca, ou então se propõe apenas a fazer reformas superficiais que em nada atendem as reivindicações dos estudantes. 

O Chile é vítima de um processo tipicamente vivido pelos países latino americanos, notadamente nos anos 90: O Neoliberalismo. Contudo, podemos dizer que o processo de transição para o neoliberalismo foi vivido de forma mais intensa, pois o Chile serviu de "laboratório" para os EUA e a Inglaterra, nos anos 80, como forma de ver os cursos pelos quais o neoliberalismo poderia tomar antes de seguir com sua implantação na América Latina.

Com a implantação feita, diversos setores do Governo sentiram, e muito, as mudanças vindas com essa ideologia que pregava o "Estado mínimo". Com a educação não foi diferente. 

No Chile o sistema educacional funciona, seguindo as seguintes caraterísticas:

- O Governo investe tanto nas escolas particulares quanto nas públicas. Sendo que as particulares podem exercer o direito de cobrar das famílias pelo educação de seus filhos, e cobram ! E as públicas não podem.

- O serviço de ensino público no Chile é municipalizado, ou seja, não fica sob guarda de um Ministério da Educação, mas sim de responsabilidade dos prefeitos. (podemos perceber aqui o discurso do Estado mínimo se mostrando, já que o Governo Federal não se mostra nem um pouco intencionado em administrar a educação pública).

- Para entrar no respectivo ao Ensino Médio de lá, deve se fazer uma prova, que as escolas particulares se utilizam para acolher apenas os alunos bem sucedidos, deixando aqueles que não obtém notas satisfatórias no mesmo relegados ao ensino público. (podemos perceber aqui uma exclusão social gritante via educação que se faz a partir deste exame).

- As faculdades  do Chile exigem taxas de matrículas altíssimas e, mesmo que o governo financie o custeio da faculdade, as formas como esse financiamento é feito são cruéis com quem se submete a eles. 

Diante deste panorama assustador, estudantes universitários foram as ruas revindicar melhorias no sistema educacional como Universidade Pública e de qualidade e o fim da municipalização do ensino escolar. 

Em 2006, estudantes do correspondente ao Ensino Médio foram as ruas no Chile também lutar por reformas na educação. Contudo, suas reivindicações foram esvaziadas no texto que foi levado a votação, escamoteando assim as verdadeiras reformas que precisam ser feitas. 

Infelizmente, vemos não só no Chile, mas em outros lugares da América Latina, e o nosso país não escapa disso, que o neoliberalismo fez estragos em nossa estrutura que serão difíceis de serem contornados a não ser que se lute por elas, assim como os estudantes no Chile estão fazendo. 

O governo chileno anunciou na quarta-feira 10 que não apresentará novas propostas às reivindicações dos estudantes que há quase três meses promovem manifestações nas ruas de Santiago e de outras cidades do país. Na semana passada, o governo do conservador Sebastián Piñera apresentou medidas de reforma para o sistema educacional, consideradas insuficientes pelos estudantes. Basicamente, a proposta do palácio La Moneda não contempla os três pontos-chave pelos quais a sociedade chilena tem se mobilizado: uma garantia constitucional de qualidade e gratuidade do ensino público, a proibição do lucro nas instituições que recebem aportes do estado e a desmunicipalização da gestão educacional. Os estudantes sabem por experiência recente que aceitar um acordo de reforma pontual, sem combater as estruturas desiguais do modelo chileno, apenas adiará a discussão.
Em 2006, os alunos secundaristas saíram às ruas exigindo melhorias no sistema e a anulação de um modelo educacional arquitetado durante a ditadura de Augusto Pinochet, no que ficou conhecido como movimento dos pinguins – em alusão ao uniforme dos estudantes da escola básica. Na ocasião, a recém-empossada presidenta Michelle Bachelet criou um Conselho Assessor Presidencial, presidido pelo educador Juan Eduardo García-Huidobro, hoje decano da Faculdade de Educação da Universidade Alberto Hurtado, para agregar todas as propostas de reforma educacional possíveis. Muitas das medidas defendidas pelos pinguins foram esvaziadas quando o texto chegou ao parlamento. Assim, manteve-se no Chile um sistema descentralizado e municipalizado, com permissão para que as escolas privadas que recebem fundos do estado cobrem mensalidades dos pais dos alunos. Nas palavras da pesquisadora aposentada da Fundação Carlos Chagas, Dagmar Zibas, foi um pacto político digno de um Leopardo de Lampedusa: diante da pressão, algumas coisas precisavam mudar para que o status quo permanecesse intacto.
Nos protestos de 2011, há muita semelhança com as reivindicações do movimento dos pinguins. Há, também, fatores novos. Desta vez, as revoltas são capitaneadas por estudantes do ensino superior, contrários às altas cobranças de matrículas mesmo em universidades públicas – que chegam a 12 mil reais anuais – e um modelo de financiamento que têm condenado muitos recém-egressos ao endividamento.
Em entrevista ao site de CartaCapital, o educador Juan Eduardo García-Huidobro, que acompanhou todo o processo de mediação dos protestos dos pinguins e segue de perto as atuais reivindicações dos estudantes, não mede palavras. “Há relações muito fortes com os pinguins de 2006”. Na conversa, ele explica as peculiaridades do modelo educacional chileno forjado na era Pinochet e diz que, diante do apoio popular, o governo Piñera terá de sentar a mesa e conversar. Confira a entrevista.
CartaCapital: Há relação entre os protestos deste ano e os que ocorreram em 2006?
















Juan García-Huidobro: Eu acredito que, a fundo, trata-se exatamente da mesma coisa. Em boa parte, a situação atual se deve ao fato de o governo Bachelet não ter chegado a uma “solução” que conseguisse confrontar os problemas reais. O que os estudantes pediram em 2006, continuam pedindo hoje: fortalecer a educação pública e não o lucro. O que causa tudo isso é um sistema em que 50% da educação básica, mesmo recebendo subsídios do estado, têm autorização para cobrar mensalidades das famílias. A distribuição da educação para a população ocorre não em função de um conceito democrático, mas sim em função da capacidade de pagamento da família. Isso gera diferentes redes sociais, em que as crianças provenientes de famílias mais pobres, que na maioria das vezes têm menos hábito de leitura, por exemplo, ficam confinadas em uma determinada escola. Já os filhos de famílias mais abastadas vão estudar todos juntos. Isso gera uma desigualdade de preparo muito grande quando se chaga à universidade.
CC: E as provas de seleção de alunos do ensino básico, também não estimulam a desigualdade? 
JGH: Isso foi uma das conquistas do movimento de 2006. Na teoria, nunca foi permitido fazer provas de seleção para separar os “melhores” e os “piores” alunos, mas era tolerado. O que acontecia é que as escolas privadas, mesmo recebendo fundos públicos, selecionavam os alunos que não tinham dificuldade e deixavam os demais para o sistema totalmente público. Desde 2009 essa prática está proibida até o ensino secundário (fundamental brasileiro), mas ainda é permitida para o ensino médio. Pelo menos avançamos na metade do ciclo, mas a seleção mais brutal ocorre por meio do dinheiro, e isso não está proibido.
CC: Como funciona exatamente o sistema de financiamento pelo estado das escolas públicas e privadas?
JGH:
 No Chile o sistema educacional funciona pelo chamado financiamento compartido. Ou seja, tanto a escola pública quanto a privada tem o mesmo direito de receber do estado para educar. O problema é que a escola pública não pode cobrar nada dos pais, enquanto que a escola privada cobra um adicional que pode chegar ao dobro. Assim, hipoteticamente, 50% da população é educada por um valor de 100 pesos por aluno, enquanto que a outra metade é educada com o mesmo valor pago pelo estado, mais 100 pesos da família. Assim temos escolas subsidiadas pelo estado para cada nível socioeconômico distinto.
CC: Os protestos de 2011 são comandados pelos estudantes universitários. Isso é um elemento novo que garante mais força ao movimento?
JGH:
 Isso é algo novo, as manifestações de 2006 foram de estudantes secundários, não de universitários. Hoje, os alunos do ensino superior são os mais ativos e lutam para chegarmos a um sistema com muito mais gratuidades. Eles querem que 70% dos universitários tenham educação gratuita, enquanto que os outros 30% com mais condições financeiras paguem.
CC: Como funciona esse sistema?
JGH:
 São dois créditos. O primeiro, bem pouco abrangente, começa a cobrar do estudante dois anos depois da formatura. É um crédito do estado e a mensalidade nunca pode superar 5% do salário. Os desempregados não pagam e a dívida é perdoada se a pessoa não conseguir quitá-la em 20 anos. O problema é que há uma enorme quantidade de inadimplentes, até porque as universidades são pouco eficientes em realizar as cobranças. Com isso, os inadimplentes aparecem em listas de devedores e não conseguem crédito para financiar uma casa, por exemplo.
O restante do sistema, cerca de 70% dos matriculados, recebe um crédito chamado “com aval do estado”. É muito mais cruel que o anterior. Quem cobra é o banco privado, por isso os boletos costumam ser entregues com bastante eficiência. A taxa de juros anual é de 5,7%, comparado a 2% do crédito estatal. Não há perdão da dívida, se o ex-estudante está desempregado tem de pagar, se o valor ultrapassa 5% do seu salário paga da mesma forma. É verdade que isso possibilitou um aumento expressivo no acesso ao ensino superior. Mas os estudantes que começaram um curso em 2007 percebem que pagar essa dívida é algo complicado. O governo chegou a propor baixar os juros desse crédito para 4%, assumindo os custos da diferença, e formar uma comissão de estudos para elaborar um projeto de apenas um crédito, que deixe pelo menos os 40% dos estudantes mais pobres numa situação de bolsa de estudo e não de crédito.
CC: O senhor acredita que um dia o Chile caminhará para a total gratuidade da universidade pública, como, por exemplo, no Brasil?
JGH:
 É preciso ter cuidado. É verdade que no Brasil a universidade pública é gratuita. Mas também é verdade que o investimento educacional é tremendamente regressivo do ponto-de-vista social. O dinheiro vai para os mais ricos. Diante disso, eu defendo um modelo que seja um meio termo. O que se cobra hoje no Chile é excessivo, mas eu acho justo que haja algum tipo de devolução ao estado pelo menos para os 50% mais ricos da população. O que temos que fazer é considerar todos os meios possíveis para fazer da educação superior um canal de mobilidade social. Não cobrar nada, mas permitir que somente os ricos cheguem à faculdade é igualmente perverso. Temos que assegurar o ingresso a todos fazendo com que os mais ricos devolvam um pouco de dinheiro e os mais pobres não devolvam nada.
CC: De que forma o atual modelo educacional chileno é consequência do regime de Pinochet?
JGH:
 Na América Latina existe uma penetração muito forte do neoliberalismo nas políticas sociais. A diferença é que no Chile isso ocorreu da noite para o dia em uma ditadura. Mesmo se não tivéssemos vivido a desgraça de Pinochet, ainda assim teríamos que lidar com a desgraça das políticas neoliberais na educação. Hoje mesmo ainda existem países centro-americanos que se aventuram nesse conto da municipalização, mesmo após ver no Peru e no Chile que claramente isso não funciona. Existe uma espécie de senso comum na América Latina de que o mercado distribui melhor do que o estado, o que nos levou a essa situação.
CC: Quais são as críticas a um sistema municipalizado?
JGH:
 A municipalização foi algo decretado de um dia para o outro, em 1980, durante a ditadura. Queriam acabar com o centralismo, até então todas as políticas educacionais dependiam do Ministério da Educação em Santiago. O problema é que junto a isso quiseram criar um mercado da educação, e, portanto, deram às escolas privadas os mesmos benefícios das escolas públicas, com a falsa ideia de que a competição entre o público e o privado geraria uma melhora educacional.
Há outras críticas. Em um país com realidades tão díspares como o Chile, uma educação sob a tutela do município faz com que o estado perca sua capacidade de assegurar a todos os cidadãos uma educação de qualidade, independentemente de onde vivam. A educação começa a mimetizar-se à pobreza e à incultura do local onde está localizada. Nos municípios ricos, há o aporte do estado e o próprio município tem condições de colocar mais dinheiro. Nos locais mais pobres, os prefeitos têm de fazer cortes em outras áreas se querem equipar suas escolas com vídeos e projetores, por exemplo. Então, gera-se uma desigualdade, que vai crescendo. A desmunicipalização era uma luta em 2006 e continua muito forte agora.
CC: O governo é reticente a desmunicipalizar pelo custo financeiro que isso teria? O Chile teria de gastar mais do seu Produto Interno Bruto (PIB) em educação?
JGH:
 Não é um problema de dinheiro, é um problema ideológico. É um conceito da direita que crê necessário ter um estado pequeno, que faça o menos possível. Tudo o que esteja relacionado a entregar o controle ao estado é mal visto. Mas, se pegarmos uma calculadora, não ter a educação administrada por 350 órgãos distintos e sim tê-la administrada por 50, que é o número aproximado de províncias, já geraria uma economia brutal. Ressalto que assim continuaria a ser um sistema descentralizado. É preciso lembrar, é claro, que não estamos falando do Brasil, e sim de um país com 16 milhões de habitantes.
CC: Qual a sua análise do pacto educacional de 2006, quando o senhor foi presidente do Conselho Assessor Presidencial?
JGH:
 O papel do conselho era deixar bem claro quais eram as propostas tanto da direita, quanto da esquerda e do centro. Em alguns aspectos, como a gratuidade, o fim dos exames de seleção e a desmunicipalização, havia um consenso maior por parte da esquerda. Como a lei precisava de uma aprovação de quatro sétimos para ser validada, o governo negociou um pacto que ao final não fez as alterações que as pessoas pediam. A situação não mudou muito do que já existia na ditadura. Os protestos mostram que claramente a sociedade chilena está mais avançada do que a lei. O atual sistema permite que muitos negociantes entrem na área da educação unicamente porque vêm boas oportunidades de lucro. Alguns argumentam que não existiria a expansão educacional que o Chile viveu nos últimos 20 anos sem esse componente do privado e do lucro. Mas eu, assim como boa parte da população, encaro essa análise com desconfiança.
CC: O senhor acha que o governo Piñera promoverá mudanças mais estruturais?
JGH:
 Hoje o movimento social é bem mais forte do que em 2006. Mas eu não sou otimista ao ponto de acreditar que a curto prazo haverá mudanças radicais, porque a ideologia deste governo caminha na direção contrária. Algumas propostas deste governo são razoáveis. Mas não há nenhuma proposta para que deixemos uma situação regulada pelo mercado para uma regulada pela democracia. Há bastante incerteza, os protestos crescem a cada dia e em algum momento Piñera terá que entrar de verdade nas negociações.
CC: Por que esses protestos estudantis mobilizaram tanto a sociedade chilena? Havia já um descontentamento coletivo?
JGH:
 Existe um descontentamento diante de um momento de melhora econômica. As pessoas não protestam porque a situação está pior do que há uma década, e sim porque a economia está melhor, mas a desigualdade permanece igual. Se analisarmos o crescimento econômico do Chile desde os anos 90, houve um aumento de riqueza brutal, mas o índice Gini, que mede a desigualdade, não sofreu alterações. Há mais emprego, mas os salários dos mais pobres não aumentaram. E isso gerou uma sensação de descontentamento geral.



















































































































































Extraído de cartacapital.com.br

Ouvindo e aprendendo com os alunos

Um dos maiores desafios que o professor da atualidade enfrenta, além dos conhecidos baixos salários e da falta de reconhecimento, é o de como lidar com os jovens da atualidade e como passar o conhecimento de sua área especifica de modo a aproximar o conhecimento da realidade dos alunos, bem como tentar "modernizar" o conhecimento às gírias e interesses atuais. 

Para muitos, um desafio quase que intransponível, seja pela falta de interesse dos próprios professores em fazê-lo, seja pela própria limitação do professor em fazer essa ponte, entre outros. 
Não acho que a culpa seja exclusivamente do professor, mas também acho que temos que fazer nossa "meia culpa".

Contudo, percebo que é um desafio muito grande para nós professores em fazê-lo, pois como ouvi uma vez e concordo em parte com isso "somos professores do Século XX, com conteúdo do Século XIX e que dão aulas para alunos do Século XXI". Mas, não por isso, devemos fugir dele. 

Apesar da pouca experiência que tenho, aprendi que devemos ouvir os alunos. Mas não no sentido mecânico na ação, devemos realmente escutar nossos alunos, ver o que eles têm a dizer e, consequentemente, aprender com eles também. 

Sala de aula é uma via de mão dupla. Claro que nós professores, estamos lá para ensinar, mas nada nos impede de também aprendermos com os nossos alunos e assim constituirmos o verdadeiro aprendizado.  Afinal de contas, professor não é aquele que só ensina, mas também aprende.

E você ? Já parou para ouvir seus alunos, professor ?
E você ? Já parou para realmente ouvir seu professor, aluno ?

Quem sabe não surge dessa troca experiências curiosas como essa, apesar de ser ficção, mostrada abaixo, a partir das quais podemos usar como gancho para introduzir e sedimentar o conhecimento... 


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

China comendo os EUA pelas beiradas...

Desde o fim dos anos 90 e com mais força nos anos 2000 a China vem dando mostras claras de ser a sucessora dos EUA como primeira economia mundial. 

Com a crise que os EUA vivem desde 2008 esse cenário vem ganhando cada vez mais contornos a longo prazo e já se anuncia como possível em um futuro bem mais próximo do que imaginamos.

O novo fato agora que permite a China mais uma vez ir "comendo os EUA pelas beiradas" é a pressão exercida pelos chineses, donos de grande parte de títulos da dívida pública norte- americana, em cima dos EUA por garantias em virtude da posse desses títulos, afinal de contas eles querem receber retorno desse dinheiro investido comprando as dívidas do país. Apesar da pressão exercida não ser considerada significante a ponto de incomodar os EUA, já mostra que a China vem dando passos concretos na sucessão da hegemonia econômica mundial.

Fato que não se mostra só neste exemplo mas com uma outra tentativa bem ousada dos chineses: a de propor uma moeda alternativa para as trocas comerciais além do Dólar. A curto prazo isso seria impossível pois a maioria esmagadora dos contratos mundiais estabelecidos são fechados em Dólar, mas ao que parece a China pretende levar este projeto a frente propondo claro que a sua moeda o Yuan, seja a tal alternativa ao Dólar. 

Isso se mostra na autorização do governo chinês de que fechamentos de acordos de importação e exportação sejam pagos em Yuan, movimentando assim bilhões em moeda chinesa fortalecendo a mesma e buscando assim, a longo prazo, a sua utilização como alternativa ao Dólar e, futuramente, substituição do Dólar por ela como moeda internacional.  

Mais um vez vemos a China dando provas de que as "rédias da economia mundial" ficarão sob seu controle e os EUA dando cada vez mais sinais de que a hora de passar o bastão se aproxima.

Dona de 1,2 trilhão de dólares em títulos da dívida pública americana, a China, maior credora do país, exigiu garantias para seus ativos após o rebaixamento da nota de risco dos EUA pela agência Standard and Poor´s, na última semana. Porém, o governo de Pequim ainda não sinalizou com uma mudança na política de investimento na maior economia do mundo.
“Não há abalo para a China porque são reservas e a oscilação moderada não chega a ser um problema”, afirma o doutor em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Augusto Estrella Faria, sobre possíveis prejuízos da potência asiática com os papéis americanos. Ele ainda completa que a medida “foi um jogo político da agência para mostrar que é independente. Tanto é que não foi seguida pelas outras”.

Porém, para um outro doutor em economia e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Antonio Carlos Diegues, o governo de Pequim não avalia apenas o risco da dívida dos EUA para investir no país. “A China compra esses títulos por razões mais políticas do que econômicas”, aponta.  “Essa atitude faz parte de um projeto de aproximação iniciado nos anos 70, quando os EUA ofereceram seu mercado consumidor à China, para que o país se afastasse da União Soviética”.
Esse movimento consolidou a relação entre as duas nações nas décadas seguintes. De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio de 2009, os EUA são o segundo maior importador da China, além de possuírem inúmeras unidades de suas empresas no país – entre elas, gigantes como a Apple -, em busca de lucros maiores devido à produção mais barata na região. “Essa relação é boa para ambos, pois a China ganha exportando para os EUA, que por sua vez recebe produtos mais baratos. Logo, isso influência a China a investir o excesso de seu superávit nos títulos da dívida americana”, diz Diegues.
Além disso, as reservas chinesas em dólar dão ao país asiático mais influência e capacidade de pressionar os EUA, como aconteceu durante as negociações da elevação do teto da dívida americana. “Ter dólares é sinônimo de poder e permite um melhor tratamento por parte dos americanos”. Opinião também defendida pela doutora em economia e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Luciana Acioly. “A China ganha voz e isso é muito importante para um país emergente”.
Porém, a economista alerta que esse maior alcance chinês não é suficiente para colocar o país em condições de fazer demandas mais efetivas aos americanos. “Seu discurso pode até ser levado em consideração, mas não tem força para interferir diretamente na economia dos EUA”.
Nesse cenário, desde o início dos anos 2000, a China procura também aumentar sua presença em outros países, variando investimentos. “O governo foi para a Oceania rivalizar com os japoneses e a Austrália, além de realizar negócios com empresas e comprar minério na América Latina”, explica Acioly. “Essa tática faz parte da política chinesa Going Global, na qual o país lança suas empresas em outros países”.
Outra recente abordagem chinesa é a reaproximação de seus vizinhos, com os quais procura estabelecer relações comerciais mais amplas, uma vez que os prognósticos de recuperação de Europa e EUA não são animadores.
Moeda
Após as turbulentas negociações da elevação do teto da dívida pública nos EUA,  a China afirmou que o dólar não é mais confiável para a realização de transações econômicas internacionais e pediu a adoção de uma moeda alternativa. “Gostemos ou não, o dólar ainda não tem substituto. Mais de 70% dos contratos internacionais usam a moeda como referência”, afirma Acioly.
Porém, desde 2009, a China tenta fortalecer sua moeda no cenário internacional com um programa que permite a algumas empresas pagar importações e exportações em yuan. Segundo o banco UBS Securities, 55 bilhões de dólares em contratos foram firmados com a moeda chinesa como referência no primeiro trimestre de 2011. “É uma tentativa de tornar o yuan mais forte e colocá-lo como um possível substituto ao dólar, mas ainda estamos muito distantes disso”, conclui.


Extraído de cartacapital.com.br

Memórias do Muro de Berlim

Tido como um dos marcos da Guerra Fria, o Muro de Berlim sobre atualmente com o risco de desaparecer por completo da Alemanha. 

O Muro foi feito por soviéticos e americanos para dividir a Alemanha em dois, impedindo que os que ficaram do lado Oriental do Muro (soviético) passassem para o lado Ocidental (norte-americano) e vice-versa separando diversas famílias que ficaram por anos sem se ver. 

Sua queda em 1989 representou um dos marcos do fim da Guerra fria que culminou com o fim da União Soviética em 1991. A destruição do muro em 1989 foi televisionada e representou alívio para os alemães que o destruíram temendo que o mesmo pudesse retornar a qualquer momento, mesmo com sua destruição.

Atualmente só restaram poucos quilômetros do muro que possuía dezenas e dezenas de quilômetros e mesmo assim os poucos fragmentos do muro que resistiram ao tempo se veem ameaçados pela depredação ao longo do tempo e pelo pouco cuidado que tiveram com ele ao longo do tempo. 

Não que seja motivo de orgulho manter preservado um monumento como esse, mas é importante sua manutenção para que não esqueçamos o porque de um dia aquele muro ter sido erguido e lembrarmos de não repetir este feito, mesmo que alguns ainda tentem e reproduzi-lo como o tão falado muro que divide palestinos e israelenses...   

Segue abaixo um vídeo que mostra como está a situação atual do Muro de Berlim e como este marco da história se mostra mal conservado ao longo dos anos... 


Clique aqui e assista o vídeo


Vídeo extraído de msn.com.br

Considerações sobre os protestos na Inglaterra

Há um tempo, temos acompanhado protestos na Inglaterra por parte de jovens que desejam  melhoras em sua situação visto tanto o alto desemprego ao qual são acometidos quanto a situação de preconceito e degradação que vivem. Embutido nisso há também a questão das disparidades sociais. Londres é uma das cidades em que essas disparidades mais se fazem presentes e o abismo social é maior.

Contudo, certos meios de comunicação (na verdade um só acaba se destacando por fazer isso com mais veemência e é aquele mesmo no qual você está pensando) têm veiculado tanto notícias quanto vídeos em que esse protesto realizado pelos jovens são distorcidos e acabam parecendo apenas ataques de vandalismo e violência gratuita, sem sentido. 

Pra variar essa distorção feita por eles não é de se espantar, eles sempre fazem isso. Contudo a parte boa dessa história é que a verdade volta e meia sempre acaba aparecendo, melhor ainda é quando ela aparece justamente onde se divulga a notícia distorcida. 

Para entender realmente quem são os jovens e o pelo que VERDADEIRAMENTE lutam na Inglaterra segue o vídeo abaixo no qual um sociólogo explica de forma elucidativa, embora seja interpelado diversas vezes para reforçar a ideia de que os jovens são baderneiros, revoltados ou até mesmo desocupado, a verdadeira causa dos protestos na Inglaterra. Vale a pena conferir. 





Vídeo extraído de youtube.com.br