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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uma breve explanação sobre a economia do petróleo no Rio de Janeiro

Escrevi este pequeno texto ao concorrer a uma vaga de estágio e acho que vale a pena ser lido. É uma questão interessante e que abrange várias disciplinas e várias áreas também.


Agradeço ao professor Hélio Evangelista pelo desafio proposto.




A Economia do Petróleo no Estado do Rio de Janeiro





Para produção do presente texto, foi utilizada a proposta de divisão regional do Estado do Rio de Janeiro apresentada pelo Instituto Biomas (2009).


A mesma propõe a “Região de petróleo e Gás Natural” compreendendo os municípios de Carapebus, Campos dos Goytacazes, Casemiro de Abreu, Conceição de Macabu, Macaé, Quisssamã, Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra.


Esta regionalização compreende os municípios mais afetados do Estado pela extração petrolífera e de gás natural na Bacia de Campos. É uma região “que compreende municípios base tradicionalmente agrícola. Com predomínio de culturas e pastagens na baixada e nas colinas, e que assistem a grandes mudanças relacionadas à atividade de extração de petróleo e gás natural” [1]


A chegada da atividade petrolífera nessas áreas provocou, e ainda provocam mudanças nas mais diversas escalas, já que as empresas petrolíferas “demandam desde atendimento médico, plataformas, passam pela produção de equipamentos e peças especiais, e chegam ao ensino à distância e às pesquisas tecnológicas de ponta” [2]. Alterando assim o cotidiano desses municípios bem como dinamizando e muitas vezes reestruturando suas economias.


Algo que pode ser percebido através do visível aumento demográfico, principalmente de Macaé, o grande pólo petrolífero da Bacia de Campos.


Macaé vem se transformando desde o final dos anos 80, com a chegada da atividade petrolífera, no município num pólo em crescimento, o mais importante da região. Produzindo assim impactos imediatos no próprio município e concomitantemente em seus vizinhos, seja na atração da mão-de-obra ou na dinamização do setor habitacional no caso deste último.


Tal importância do município pode ser justificada em parte pela presença da sede regional da Petrobrás, que possui um porto exclusivo da empresa na localidade, e pelo fato de grande parte das instalações necessárias ao refino e a distribuição do petróleo estar localizadas no mesmo.


Contudo, a economia do petróleo revela outras questões, já que a expansão desordenada que ocorre na cidade de Macaé por conta do mesmo em restingas, ameaçando ecossistemas locais protegidos, como o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.


Outro município de destaque na economia do petróleo do Rio de Janeiro é o município de Campos que aos poucos perde seus status de “cidade do açúcar” e passa a ser tornar uma cidade que possui um grande aparato institucional de formação profissional e de qualificação de mão-de-obra e vem se tornando um centro prestador de serviços qualificados, cuja maioria se volta para o setor petrolífero e de fruticultura.


O que pode ser ratificado pela presença de seis dos sete estabelecimentos universitários existentes entre os municípios de Campos e Macaé (2000).


Por sua vez, São João da Barra se vê inserida neste contexto da economia petrolífera com a futura implantação do Porto do Açu. “O empreendimento compreende um porto marítimo de grande porte voltado à exportação de minério de ferro, além de uma base de apoio offshore e instalações para processamento do minério” [3]. A obra criará dez mil empregos na fase de construção e quando concluída, por volta de três mil empregos indiretos e diretos.


Já o município de Conceição de Macabu se enquadra na questão econômica do petróleo por duas razões: pelo fato de já ser um município fornecedor de mão-de-obra para Macaé, via movimento pendular; além de se constituir futuramente como área de expansão habitacional, haja vista que, por conta da especulação imobiliária, nas áreas litorâneas mais próximas a Macaé ocorre o aumento do preço da terra.


A maior parte desses municípios aufere grane parte de seus recursos na forma de royalties do petróleo. Contudo a administração e utilização de forma eficiente pelos mesmos dependerão de seus administradores.
















[1] Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto Biomas, 2009.




[2] Barreto, 2005 in Regiões de Governo do Estado do Rio de Janeiro Uma contribuição geográfica. Rio de Janeiro: Gramma, 2005.


[3] Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto Biomas, 2009.



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