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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Honduras e a Ditadura

Recentemente se instalou em Honduras, país da América central, um golpe militar contra o presidente eleito, Manuel Zelaya, que foi deposto violentamente (a suspeitas de agressões a embaixadores latino-americanos que estavam no palácio presidencial) por militares e conduzido a força a um exílio na Costa Rica. Manuel Zelaya estava em rota de colisão com o Congresso (inclusive o partido dele), a Justiça e as Forças Armadas. O presidente Manuel Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro - quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais - tivesse mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país. Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembléia Constituinte para reformar a Carta Magna. Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção é mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição. Os eleitores teriam que responder sim ou não à seguinte pergunta: “Está de acordo com que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte que aprove uma nova Constituição política?”.

O golpe militar foi condenado pela OEA principalmente pelo presidente do EUA, que ameaçou retirar Honduras da OEA caso o presidente Zelaya não retorne a Honduras até a próxima quarta-feira e o discurso foi engrossado pelo presidente Lula que também se declarou contra o golpe e até impediu que o embaixador do Brasil retornasse a Honduras, ele estava passando férias no Brasil. O impasse será mediado pela Costa Rica.

Tentando ressurgir das cinzas, o fantasma da ditadura militar na América latina não encontra atualmente o apoio que tinha nos anos 60 e 70, apoiados principalmente pelos EUA e, entre nós, ainda bem...



VIVA A DEMOCRACIA !

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