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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

TIM pode ser fatiada entre as 3 outras grandes do mercado de telefonia

Entre os meses de Agosto e o presente, a OI anunciou um plano de aquisição da TIM onde a Telefônica (VIVO) e a Claro poderiam entrar na jogada e dividir a operadora de telefonia de origem italiana. 

Se concretizado o negócio, teremos uma concentração ainda maior da telefonia móvel brasileira, o que pode significar um retrocesso ainda maior neste setor. 

Os serviços prestados pelas operadoras já são de qualidade duvidosa; com uma concentração maior ainda a qualidade, que já não é das melhores, pode decair mais ainda. 

O estímulo a competição, evitando assim o monopólio de uma empresa ou até mesmo um oligopólio, é fundamental para a evolução da tecnologia utilizada pelas operadores, assim como a busca por preços mais competitivos no mercado ou a criação de planos que atraiam o cliente. 

Trocando em miúdos, se uma empresa ou um pequeno grupo de empresas comanda sozinha determinada área do mercado, a tendência é que ela se acomode e, por conseguinte, deixe de investir em melhorias tecnológicas e aperfeiçoamento; o que, por fim, fará com que a mesma "pare no tempo" e assim comece se tornar sucateada, obsoleta (cabe aqui uma observação. Logicamente que este cenário pode ocorrer ou não. Mas, na maior parte das vezes é como ele se desenha. Podemos ver isso nitidamente hoje em determinados setores de transporte aqui no Brasil, onde, mesmo tendo sido passado ao poder privado, o fato de não haver concorrência levou a empresa a oferecer um serviço de péssima qualidade à população que padece em determinadas áreas do transporte de massa). 

Concentrando (ainda mais) a telefonia na mão de três operadoras, corremos este mesmo risco. Já que a competição se torna menor e, assim, quase não havendo concorrentes, não há interesse em se investir em pesquisas visando a melhoria da comunicação (fator importante não só para a população em geral, como também se faz de extrema importância para qualquer país; já que uma comunicação mais rápida e eficiente te permite fechar negócios mais rapidamente e, consequentemente, um maior número deles) o que leva a queda na qualidade dos serviços prestados e também a preços nada competitivos já que, com a competição reduzida, não há uma necessidade tão urgente assim em manter os preços em competitividade de mercado.

Ao que tudo indica o negócio ainda não se concretizou, parece que há apenas um interesse. Contudo, se o mesmo se concretizar, não tenha dúvida de que será um "tiro no pé" do nosso país. 


Com informações do Estadão



Update (o texto foi escrito na terça feira): Parece que o negócio não foi confirmado

Ainda bem...  

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