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segunda-feira, 1 de junho de 2009

GM entra com pedido de concordata nos EUA

A montadora norte-americana General Motors (GM) entrou com pedido de concordata hoje, após meses de especulação e tentativas do governo dos Estados Unidos de ajudar a empresa com 100 anos de história a evitar essa decisão. No registro perante o Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, a montadora informou ativos totais de US$ 82,3 bilhões em base consolidada, com dívida total de US$ 172,8 bilhões.



O juiz Robert E. Gerber, o mesmo que cuidou do caso da gigante de TV a cabo Adelphia Corp., foi escolhido para supervisionar os procedimentos do Capítulo 11 da Lei de Falência norte-americana na GM.



A lista de credores da GM inclui diversos detentores de bônus, fornecedores de peças e funcionários sindicalizados, mas outras indústrias também foram atingidas, segundo o registro de concordata. A montadora devia ao menos US$ 167 milhões a empresas de marketing e propaganda no fim do mês passado, principalmente para a Starcom MediaVest (US$ 121,5 milhões), o sexto maior credor não assegurado da GM. A dívida com empresas de aluguel de veículos supera US$ 53 milhões, com US$ 33,1 milhões para a Enterprise. A GM deve para siderúrgicas ao menos US$ 34,9 milhões e, para a Hewlett-Packard (HP), US$ 17 milhões. A dívida com a AT&T é de quase US$ 11 milhões.



O pedido de concordata da GM segue o fracasso da montadora em atender a exigência do presidente dos EUA, Barack Obama, de apresentar até hoje um novo plano que a fizesse retornar à lucratividade. O pedido abre o caminho para o governo assumir uma fatia majoritária de cerca de 60% na montadora, durante o que se espera ser um processo de concordata de 60 a 90 dias. O governo dos EUA também oferecerá US$ 30 bilhões em financiamento durante concordata para permitir que a empresa continue operando à medida que reestrutura a dívida de US$ 27 bilhões e compromissos com pensão.



Outros elementos importantes da reestruturação, tais como concessões ao sindicato, já foram estabelecidos, com intuito de acelerar o período para que a GM pague de volta os empréstimos federais emergenciais e, no fim, retorne ao controle privado.



A GM não conseguiu sobreviver ao peso da recessão global. A montadora vinha queimando US$ 2 bilhões em caixa por mês, uma situação agravada pela relutância dos consumidores em adquirir veículos. A empresa perdeu US$ 6 bilhões nos primeiros três meses de 2009, estendendo o prejuízo que totalizou US$ 30,9 bilhões em 2008 e quase US$ 39 bilhões em 2007.



Notícia Publicada no site msn.com.br no dia 01/06/2009

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