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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E o Ping-Pong na COP 15 quase leva conferência a colapso

Como fora dito em post anterior há um não-declarado jogo de empurra na COP 15 entre o países que fazem parte da mesma e que tomou proporções sérias com a ameaça de retirada das delegações africanas do evento que acusavam o países do chamado anexo I de desvirtuarem as conversas sobre o tratado além de desconsiderar as ponderações feitas pela delegação. Já vi que esse ping pong vai longe..

COPENHAGUE (Reuters) - Os países africanos disseram que retornarão às negociações sobre o clima em Copenhague nesta segunda-feira, permitindo a retomada das conversas após conseguirem garantias de que a conferência colocará mais foco na prorrogação do Protocolo de Kyoto.

"Vamos voltar", disse Pa Ousman Jarju, da delegação de Gâmbia, à Reuters.

Mais cedo, os africanos paralisaram a principal sessão de negociações ao se retirarem em protesto. Para eles, os países ricos querem matar o Protocolo de Kyoto.

A sessão visa quebrar o impasse em questões-chave, quatro dias antes de 110 líderes mundiais buscarem um acordo para limitar o aquecimento global que, segundo cientistas, pode provocar mais ondas de calor, enchentes e elevação nos níveis dos oceanos.

Além de acusar os países ricos de quererem matar Kyoto, as nações africanas afirmavam que os contornos das conversas programadas para esta segunda-feira não incluiriam as preocupações expressas por elas.

Em entrevista coletiva, Kamel Djemouai, autoridade argelina que encabeça o grupo africana, chegou a acusar os países ricos de buscarem o "colapso" das negociações entre 192 países.

Os países em desenvolvimento querem a prorrogação de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os Estados Unidos, a reduzir a emissão de gases-estufa até 2012 e, ao mesmo tempo, elaborar outro acordo para as nações em desenvolvimento.

Mas a maioria dos países ricos querem unir o Protocolo de Kyoto, de 1997, com um novo acordo com obrigações para todos no combate ao aquecimento global.

"Precisamos de um resultado em duas vias", disse Djemouai, que usava um broche em seu paletó com o termo "Kyoto Yes" (Kyoto Sim).

A maioria dos países em desenvolvimento prefere uma solução de via única, principalmente porque os Estados Unidos, segundo maior emissor mundial de gases-estufa, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem que uma solução de duas vias faça com que os Estados Unidos fiquem num regime menos rígido, ao lado de grandes países em desenvolvimento.

Extraído de msn.com.br

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