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quinta-feira, 10 de março de 2011

10% da P.U.E.A. ainda procura emprego

Segundo pesquisas realizadas, 10% da população urbana econômicamente ativa (PUEA) está desempregada. Apesar do fato, é possível ver algumas boas coisas nas pesquisas, como o aumento da porcentagem de mulheres no mercado de trabalho e uma dedicação maior para com os estudos. Contudo, há ainda coisas que se devem melhorar e muito: o tempo que as pessoas estão procurando emprego está muito alto, (a maioria está há 6 meses - alguns chegam até a passar mais de 1 ano - procurando emprego) as pessoas não recebem o que consta na carteira (provavelmente o salário real é bem menor) o que preocupa pois pode acarretar em problemas com a previdência e também serve pra exemplificar o  tanto de descontos que temos nos nossos salários por conta de taxas e mais taxas. 


Só para esclarecer....

A população econômica, basicamente, se divide em duas categorias principais:

PEA - População Econômicamente Ativa - corresponde aos indivíduos entre 14 e 65 anos, sendo homens e mulheres que estão aptos a trabalhar (seja na condição de aprendiz, carteira assinada, trabalhador informal, etc.). Contudo, são contabilizados nessa população os que trabalham e os que não trabalham, o critério para essa categoria é a faixa etária permitida por lei para o trabalho. 

PEI - População Econômicamente Inativa - Corresponde aos indivíduos abaixo dos 14 anos e acima dos 65 anos. Esses indivíduos, teoricamente, não trabalham. No primeiro caso porque as crianças estão protegidas por lei e o trabalho infantil é crime, já no segundo caso é a idade em que se atinge a aposentadoria e, portanto, não se faz mais parte do mercado de trabalho. Apesar de sabermos que não é assim, pois a exploração infantil existe bem como vários pessoas continuam trabalho depois de aposentadas, esses parâmetros foram criados justamente para embasar as pesquisas feitas pelo governo e assim tentar identificar o que deve ser corrigido e o que deve ser mantido.


Cerca de 10% da população brasileira economicamente ativa com mais de 18 anos e que vive nas áreas urbanas está desempregada, revela o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Considerando toda a amostra, que também embarca pessoas inativas (que apenas realizaram atividade não remunerada no próprio domicílio ou não trabalharam nem procuraram emprego na semana em que foram pesquisadas), o porcentual de desempregados é de 7%.
A metodologia do Ipea considerou desempregadas aquelas pessoas que não exerciam atividade remunerada e não procuraram trabalho na semana de referência da pesquisa.
Realizado ao longo do segundo semestre do ano passado, responderam ao levantamento do Ipea  2,773 mil pessoas de todos os estados e do Distrito Federal. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 16 pelo técnico de Planejamento e Pesquisa do instituto, Bruno Amorim. O trabalho do Ipea faz parte do Sistema de Indicadores de Percepção Social – trabalho e renda.
Do total de pessoas inativas (29%), 31,3% nunca procuraram emprego. Destes, 88% são mulheres.
Apesar do dado evidenciar que as mulheres ainda participam menos do mercado de trabalho, o fato de que a proporção de mulheres que nunca procurou emprego aumentar com a idade é sinal de que as novas gerações buscam cada vez mais espaço no mercado. Entre os homens, acontece o inverso: a maioria das pessoas que nunca procurou emprego está entre a população mais jovem, o que indicaria, segundo o documento, que nessa faixa-etária as pessoas estão se dedicando mais aos estudos.

Procura
Entre os desempregados, 45% procuram trabalho há mais de seis meses e 25% estão há mais de um ano procurando uma ocupação. Bruno Amorim destacou que esse cenário é preocupante porque representa risco de perda de habilidades e vínculos profissionais.

Informalidade
Enquanto a maioria dos trabalhadores informais não recebe direitos trabalhistas como um terço de salário nas férias e o décimo terceiro, 97% dos registrados têm seus direitos trabalhistas em dia. Entretanto, 18% dos trabalhadores formais afirmam que estão registrados com um valor de salário diverso do que recebem de fato, número considerado alto pelo instituto.

Contribuição
Quase a totalidade dos trabalhadores com carteira assinada contribui para a previdência (95%). Já entre os informais, o porcentual daqueles que não contribuem é alto, 68%. Deste, cerca da metade diz não contribuir por falta de renda.
Leia as conclusões da pesquisa no site do Ipea

Extraído de cartacapital.com.br

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