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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ETA anuncia fim da luta armada

Na semana passada o Grupo separatista ETA anunciou o fim da luta armada, gerando desconfiança das autoridades por esta não ter sido a primeira vez que isto ocorre. 

O grupo que começou como um movimento não armado, na época da ditadura espanhola de Francisco Franco, foi violentamente perseguido pelo ditador, o que levou o grupo a adoção do combate armado. O que não justifica a adoção...

O grupo separatista reivindica uma área correspondente ao noroeste da França e norte da Espanha para criar um Estado Basco independente.

Diante disso, diversos conflitos entre o grupo e as autoridades dos governos dos dois países já ocorreram e vários atentados já foram organizados pelo ETA contra ambos os países, o mais famoso deles foi um atentado no aeroporto em Madri em 2006. 

Se prestarmos atenção vamos ver que do final do século passado pra cá, há uma mudança de tendência quanto a questão dos conflitos: Antes desse período, podemos notar que os conflitos se deram entre países, como as guerras mundiais, por exemplo. Mas, do período citado pra cá, vemos que esta tendência muda, ou seja, não vemos mais conflitos de um país contra outro país, mas sim de grupos contra uma nação, ou até mais de uma. Mostrando assim que há certa mudança no "modo clássico de fazer guerra".

O caso ETA é apenas um dentre tantos exemplos; assim como também é o IRA na Irlanda e os curdos que buscam um estado independente na Turquia que configuram essa mudança de conflito. 


O grupo separatista basco ETA anunciou nesta quinta-feira (20) que abandonou definitivamente a luta armada, segundo comunicado divulgado pelo jornal "Gara", canal habitual dos comunicados do grupo.
"O ETA acaba de anunciar que 'decidiu pelo fim definitivo de sua atividade armada'', disse o jornal basco "Gara", citando um comunicado do grupo.
O premiê da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que o anúncio é uma "vitória da democracia".
Mais de 850 mortes
O ETA, que matou mais de 850 pessoas em seus 50 anos de história a favor de um País Basco independente, no norte da Espanha e sudoeste da França.
Ele estava enfraquecido pela repressão policial, com a detenção de vários de seus dirigentes mais importantes, e pelo aumento do apoio basco à saída política.
O grupo também se encontrava havia vários meses sob a pressão de seu ilegalizado braço político, o Batasuna, para anunciar cessar-fogo.

O grupo armado havia declarado em janeiro uma trégua 'geral e verificável', algo que havia sido recebido com ceticismo pelas autoridades espanholas, que exigiam um fim definitivo da violência.

O ETA rompeu diversas promessas de cessar-fogo no passado, o mais recente em 2006, quando uma trégua foi rompida por um violento ataque a bomba no aeroporto de Madri.Declarações de cessar-fogo têm sido vistas por analistas como tentativas da organização de se reagrupar e lançar novos ataques.

Extraído de g1.com.br

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