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domingo, 18 de março de 2012

Um tiro no pé

Um especialista em assuntos de energia e clima publicou um livro que levanta polêmicas a respeito do clima e do futuro de nosso planeta com alterações climáticas. 

Segundo o mesmo se chegarmos ao fim do túnel com opções para reverter a situação de aquecimento do Planeta por conta dos efeitos do mesmo agravados pelo homem, a resposta seria "brincar com a atmosfera". 

Pois é... Agora imagine se cada país resolver brincar a sua forma com a atmosfera ? Imagine cada país fazendo experiências químicas coma atmosfera ? Temeroso, não ?

Até aqui tivemos Rio-92, Rio + 11, Protocolo de Kyoto, diversas COPs entre tantas outras tentativas e não conseguimos chegar a nenhum tipo de acordo global definitivo sobre o clima. Imagina então se cada um resolver controlar o tempo e o clima a sua maneira ? 

Como sabemos, o clima pelo mundo é constituído por sistemas que possuem ligações entre si e que o equilíbrio que sustenta todo esse sistema é bastante delicado. Sendo assim, as consequências de interferências, das mais diversas, por todo o planeta neste sistema traria consequências inimagináveis...

Acredito que seja um livro um tanto quanto alarmista demais... Ainda podemos chegar há um acordo onde se reduza a interferência humana sensivelmente nesses processos, o problema é que para que isso ocorra, precisamos de vontade política e que se pense mais no mundo como um todo do que cada país pensar em seus próprios interesses. Isso sem contar que brincar com a atmosfera mais me parece um tiro no pé do que a panaceia para essa questão. 

E se for muito tarde para salvar o clima cortando emissões de gases estufa? E se a quantidade de dióxido de carbono já acrescentada pelo homem à atmosfera for tão grande que irá produzir de qualquer maneira grandes mudanças em temperatura, com mudanças nos padrões de chuva e na química dos oceanos?
Sobram opções, de acordo com um novo livro, Suck It Up (Aspire), de Marc Gunther, um jornalista, blogueiro e palestrante especializado em energia e clima.
Se for tarde demais para que a geração eólica, solar e nuclear de energia nos salve, devemos então explorar medidas radicais, defende ele. Isto inclui brincar com a atmosfera, injetando nela gotículas que possam refletir parte da energia do sol de volta ao espaço, e aspirar o dióxido de carbono do ar ambiente.
A ideia de mudar a refletividade da atmosfera é uma forma da chamada geoengenharia, e ela apresenta toda sorte de novos problemas. Para começar, uma vez que for iniciada, terá presumivelmente de continuar para sempre. Outra é que países podem discutir sobre a quantidade de calor ou frio que julgam adequados, como famílias em longas viagens que ficam debatendo qual deve ser a temperatura dentro do carro.
A natureza mostrou que pode funcionar, diz Gunther, citando a queda global de temperatura verificada após a erupção do vulcão Pinatubo nos anos 1990, nas Filipinas. Mas brincar com a atmosfera pode ter efeitos coletarais, como mudanças em padrões de chuva que criariam novos ganhadores e perdedores, Na verdade, depois que um programa como este começar, ele pode ser culpado por todo tipo de mudanças, sem haver um modo definitivo de determinar se foi a geoengenharia que os causou, comenta o New York Times.


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