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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A proposta do fim dos fusos horários

Antes de iniciar a matéria de hoje, queria me desculpar com os leitores pois ontem fiquei sem internet e, como é de costume, a postagem que é feita na terça, acabou tendo que ficar para hoje, mas vamos a ela... 

Esta semana surgiu uma proposta que não é antiga e que gera uma discussão enorme. Voltou-se a propôr que o mundo todo tivesse uma mesma hora, ou seja, que os fusos horários fossem abolidos. 

Segundo os defensores da teoria, isso seria ótimo para os negócios, já que não seriam feitas confusões com horários diferentes para lugares diferentes. Soma-se a isso a defesa deles pela obsolescência dos fusos devido a internet, que junto com a rapidez dos meios de transporte, comprimiu o espaço e o tempo tornando as relações instantâneas entre pessoas em diversos lugares do planeta, suprimindo assim o espaço geográfico. 

Economicamente falando, pode ter suas vantagens e, apesar dos defensores garantirem que não haverá confusão no horário e que ainda seríamos regidos pelo sol; fisiologicamente as pessoas conseguiriam se adaptar isso?

Podemos tirar as experiências pelas quais os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país passam com o horário de verão todos os anos ou até mesmo com a questão da supressão e do retorno do quarto fuso horário brasileiro no Acre e em parte do Oeste do Amazonas que a questão fisiológica pode ser sim uma barreira enorme que os defensores dessa teoria teriam que transpôr. 

Isso sem contar que se o mundo teria uma hora só, qual a hora a ser seguida? Todos ajustaríamos nossos relógios a "hora zero?" ou ao fuso do Meridiano de Greenwich, se assim preferir; ou poderíamos ter uma disputa sobre qual a hora deveríamos seguir? 

Será possível mesmo que pessoas aceitariam, por exemplo, no Brasil trabalhar de 14 às 22 para seguir as formais 8 horas de trabalho de 9 às 17, que seria o horário em Greenwich?

Será que a realidade de cada país realmente permite seguirmos um horário só? Isso sem contar os movimentos naturais da Terra que podem te fazer olhar para um relógio marcando 16:00 e na rua estar um breu de não se ver nada?

Como ficaria a adaptação da agricultura, das escolas e de outras tantas atividades? 

Propôr uma mudança pensando apenas no setor econômico, esquecendo do caráter biológico pode ser um preço muito caro a se pagar. O mundo ter uma única hora, pode ser ótimo para os negócios, mas onde está a garantia de que todos no mesmo relógio andarão no mesmo ritmo?


Com informações de uol.com.br

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