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terça-feira, 5 de abril de 2016

Por que não discutimos política?

Caros leitores do blog, 

O texto desta semana trata-se de uma questão que já perdura no cenário nacional há anos e que atualmente é constantemente mostrada em jornais, revistas, programas de televisão e afins: a política brasileira. 

Diante de todo este alvoroço, sempre somos perguntados sobre o porquê de não nos pronunciarmos sobre. Como o assunto é recorrente e o número de e-mails que nos chegam perguntando sobre também, resolvemos escrever esse texto explicando porque não comentamos sobre o atual cenário político brasileiro.

Em primeiro lugar acreditamos que discutir política no Brasil ou em qualquer lugar que seja é muito além do que simplesmente atacar as ideias daquele que pensa diferente. Hoje a "discussão" política parece não ir além de uma bipolarização entre estrelas e tucanos onde a preocupação mor se resume a meros ataques sobre o pensamento do outro. 

Há ainda a questão midiática; essa, então, a mais delicada para nós. Como há de se realizar uma discussão sadia quando os meios que deveriam te informar, te deformam com a opinião deles do que é o certo? Dizemos isto não só pela emissora que, com certeza, lhes vieram à mente no início desse parágrafo. Até porque há canais que defendem ambos os lados. Nosso ponto aqui se firma no fato de que até mesmo que tem o papel de te informar de forma imparcial, acabou virando plataforma para lançar ataques, mesmo que veladamente, a opinião (ou partido) do outro. 

Graças a este pensamento de oposições, pessoas perdem cada vez a habilidade de trocar ideias, incitadas pelo ódio diário a ideia contrária do outro pelas quais são bombardeadas em qualquer telejornal que seja; tornando assim um mero debate em uma rivalidade que gera um certo clima de tensão no ar, além de violência gratuita. 

No meio disso tudo, entre tucanos e vermelhos, há ainda aqueles que tem um saudosismo um tanto quanto peculiar, para não dizer perverso, e pedem a volta do regime militar. Achamos que deveria ser perguntado à essa parte da população se metade do que eles dizem hoje poderia ser dito tranquilamente naquela época...  

Mas retornando ao tema deste post, nos abstemos de discutir política durante este período, pois, em nosso entender, isso está muito além de uma polarização de ideias defendidas pela estrela vermelha ou pelo tucano azul (que aliás, possuem os mesmos ideários, se analisarmos friamente, que é o de manter-se no poder). Discutir política é muito mais do que Dilma ou Aécio, legalidade ou não do impeachment, renúncia ou não do vice-presidente. 

Essas discussões não fazem nada além de escamotear o que realmente importa, a discussão que realmente deve ser feita não só aqui, mas em qualquer país do mundo: os problemas nacionais e as reivindicações de interesse geral da nação. 

Saneamento básico, transporte público de qualidade, geração de empregos, preconceito, marginalização das comunidades, responsabilidade sócio-ambiental, ampliação de direitos sociais etc. esses sim são temas que deveriam permear a pauta da política em nosso país. Temas que são de interesse geral e que atingem de fato a todos, independentemente se em maior ou em menor grau. 

Trocar farpas e agressões entre dois blocos que querem o poder não deve ser a discussão política de nosso país. Encontrar soluções para resolver os problemas comuns à nação é que sim. Mas enquanto houver a manipulação que lança uma cortina de fumaça sobre o que realmente importa através de uma adaptação doméstica da Guerra Fria que se estende a bares, lares, universidades, ruas, etc. nós vamos nos abster de escrever sobre a política brasileira. 


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