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terça-feira, 26 de maio de 2009

Os primeiros tropeços de Obama...

O mundo inteiro acompanhou fervorosamente e eleição do novo presidente norte-americano, que representava, entre outras coisas, o fim da Era Bush. 


Um governo extremamente militarista - até por que quem financiou as campanhas presidenciais dele foram as indústrias bélicas - que procurou alavancar a economia com ações desastradas como a "guerra nas estrelas" e as "guerras preventivas" de seu governo que acabaram afundando o país em dívidas, que foram escondidas e maquiadas pelo próprio governo e empresas de avaliação de investimentos, sendo isto um dos pilares da atual crise econômica.


Assim, Obama, fazendo promessas como a retirada das tropas do Iraque e a desativação da base militar norte-americana em Cuba (Guantánamo) conseguiu se eleger com o status de panacéia do mundo. Porém, como mostra reportagem da Carta Capital publicada em seu site no dia 22/05/2009. Obama já começa a dar os seus primeiros tropeços - eu diria até seus primeiros retrocessos - em sua gestão. 




O otimismo internacional em torno do novo presidente dos EUA dá lugar ao desânimo à medida que Barack Obama se mostra cada vez menos inclinado a alterar as políticas de Estado herdadas do governo republicano.

Voltou atrás quanto a fechar Guantánamo e liberar fotos de tortura. Ampliou o envolvimento no Afeganistão sem mudar os métodos. Nomeou para essa frente o general Stanley McChrystal, responsável por falsificação de relatórios, violações das Convenções de Genebra --e execuções extrajudiciais no Iraque. Essa política matou 140 civis afegãos em bombardeios em 5 de maio, favorece a popularidade do Taleban e ameaça ampliar a crise do Paquistão, principalmente se McChrystal enviar para lá seus agentes clandestinos.

A visita a Israel não mudou essa impressão. Obama falou em favor de um Estado palestino (postura “estúpida e pueril” segundo um assessor não identificado de Benjamin Netanyahu) e teria advertido Israel contra um ataque unilateral ao Irã, mas alimentou a impressão de que Tel-Aviv lhe dita prazos, condições e ultimatos. Deu-se prazo até o fim do ano para tentar a via diplomática e “julgar a seriedade de Teerã”. Tais posições alimentam o ressentimento contra os EUA na região e fazem com que Ahmadinejad possa transformar em trunfo eleitoral o teste de um míssil de longo alcance capaz de atingir Israel ou as bases dos EUA no Golfo. 





Reportagem da Carta Capital publicada em seu site no dia 22/05/2009

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