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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O MERCOSUL

Praticamente desde sua criação, em 1994, com o tratado de Assunção, o MERCOSUL se formou aos olhos desconfiados de certas pessoas que acreditavam que o bloco seria nada mais do que um erro, pois a decisão acertada a ser tomada seria aliar nosso país cada vez mais com "economias mais dinâmicas" como a União Europeia ou os EUA. 

20 anos depois de sua criação o bloco vem mostrando exatamente ao contrário. O bloco se fortaleceu, ganhou novos membros, virou uma bandeira contrária a tentativa frustrada (ainda bem) dos EUA de implantarem a ALCA e ainda funcionou como uma resposta aos céticos que duvidavam da capacidade do bloco. E os números provam isso... 

Em 2002, exportávamos somente 4,1 bilhões de dólares para o Mercosul. Em 2011, incluindo a Venezuela no bloco, as nossas exportações saltaram para 32,4 bilhões de dólares. Isso significa um fantástico crescimento de 690%, quase oito vezes mais. Saliente-se que, no mesmo período, o crescimento das exportações mundiais, conforme os dados da Organização Mundial do Comércio, foi de “apenas” 180%. Ou seja, o crescimento das exportações intrabloco foi, no período mencionado, muito superior ao crescimento das exportações mundiais.

Esse notável dinamismo fica mais evidente quando o comparamos ao crescimento de nossas exportações para as economias supostamente mais promissoras, na visão conservadora. No período mencionado, as exportações brasileiras para os EUA aumentaram somente 68%; para a União Europeia, 240%; e, para o Japão, 340%. Por conseguinte, nenhuma economia desenvolvida tradicional chegou perto do dinamismo comercial exibido pelo Mercosul. (1

Ou seja, além de nossas exportações para o bloco terem subido exorbitantemente, em comparação as ditas economias mais dinâmicas, as trocas comerciais  entre os países membros do MERCOSUL conosco também mostram ocupar uma parcela importante do nosso PIB. Essa relevância aumenta mais ainda se considerarmos que grande parte dos produtos exportados são industrializados, portanto, de maior valor agregado. 

Esse dinamismo não se estende apenas a esfera econômica, mas também na esfera política quando o bloco reitera a condenação tanto a Israel diante do seu conflito com a Palestina, quanto aos abutres que circulam sobre os títulos da dívida Argentina, cujo impasse praticamente força o país a dar "calote" (muitas aspas nesse calote) e que jamais poderiam ser decididos a cargo de um juiz (de outra instância e de outro PAÍS), interferindo assim na economia mundial. (atitudes essas que, ao meu ver, jamais seriam as de um "anão diplomático" diga-se de passagem). 

Confesso que se o futuro do bloco se desenhar tão bom quanto o seu presente, ver sua evolução para se consolidar como um bloco de fato parece ser bem animadora. Porém, isso só o tempo (e as próximas eleições) dirão, já que tem candidato por aí que anda defendendo o fim do bloco. O que eu, pelo menos, espero que não ocorra, embora saiba que essa ideia tem lá seu eco entre as certas pessoas. 


Com informações da Carta Capital (1) (2)



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