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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Arco Metropolitano do RJ: a aposta que virou descaso.

Projetado para ser um importante eixo de ligação entre Itaboraí e o Porto de Itaguaí, o Arco Metropolitano (figura abaixo) foi uma grande aposta do atual governador do RJ, sendo utilizado inclusive como plataforma eleitoral. Mas o que parecia ser uma grande aposta se tornou o arco fantasma metropolitano.

Fonte: www.inmetro.gov.br
Em teoria o arco traria mais competitividade ao estado do RJ, interligando Itaboraí ao porto de Itaguaí, passando do diversos complexos industriais como a REDUC e o COMPERJ, além de servir para amenizar o fluxo de veículos pesados em rodovias como a Av. Brasil, Via Dutra  e Washington Luiz. A estrada, pronta somente no trecho entre Itaguaí e Duque de Caxias tinha tudo para alavancar a economia do estado, além de trazer mais agilidade ao deslocamento não só das cargas, mas de pessoas também, pois o fluxo das rodovias arteriais do estado seria diminuído consideravelmente. 

Porém, a falta de planejamento e falhas na concepção e execução, além da falta de segurança que a estrada apresenta, fizeram com que o Arco Metropolitano ganhasse a alcunha de estrada fantasma. 

A lista de erros e falhas é enorme...

  • A estrada não possui um posto de combustível em seus mais de 70 km de extensão. E o usuário só fica sabendo disso quando já está na estrada.  
  • Não há segurança ou vigilância na estrada que, segundo relatos, já começa a ter trechos apropriados por milícias. Especialmente entre Japeri e Nova Iguaçu. 
  • Ocupações ilegais e precárias já começam a ser feitas à beira da estrada. Espaço esse que o governo poderia usar para atrair indústrias, gerando emprego para a população e renda para o estado sob a forma de impostos. 
  • A falta de segurança gera medo entre os motoristas que procuram evitar a estrada, o que acabou resultando no apelido de estrada fantasma. 
  • Não há um posto da PRF ou do gestor da estrada durante toda a sua extensão, o que inviabiliza ajuda ao usuário em caso de quebra ou problema com o seu veículo. 
  • Soma-se a isso a falta de manutenção da estrada, que se torna perceptível com o matagal que a margeia em quase toda a sua extensão.
  • Com a ocupação ilegal, o número de acessos ilegais criados no Arco gera uma série de riscos não só para quem habita essas ocupações como também para os motoristas que transitam pela via. 
  • Alguns trechos das pistas laterais apresentam crateras que põem em risco a vida dos motoristas que lá transitam. 
Com uma lista de erros enorme, uma rodovia que tinha tudo pra ser uma aposta altamente bem sucedida para o Rio de Janeiro, esbarra numa falta de planejamento ímpar, refletida no descaso com algo que deveria ser tratado com uma galinha dos ovos de ouro. 

Esperamos que ao longo do tempo os quase 2 bilhões de reais investidos na construção do arco passem a dar frutos. Caso contrário, poderemos ter a nossa própria versão da Transamazônica no Rio de Janeiro. 


Com informações do O Globo e O Dia

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