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terça-feira, 13 de outubro de 2015

E se não fossem os EUA?

Na semana passada um hospital foi atacado no Afeganistão levando civis e voluntários do Médicos Sem Fronteiras, infelizmente, a óbito.

O fato por si só já é triste e de indignar qualquer um, mas o que mais espanta, e que acabou até virando o motivo da postagem de hoje, não foi o fato dos EUA terem sido culpados do ataque ao hospital, mas sim a repercussão do triste incidente em si. 

Antes do ataque "ter um pai" a ONU falava até em crime de guerra e vociferava contra quem quer que seja em defesa de uma punição ao ocorrido. Agora que se descobriu o pai do filho feio é de impressionar como a ONU tenta suavizar o acontecido. 

Entre o que antes era tido como crime que guerra que, da noite pro dia, passou a ser considerado um possível crime de guerra; e a ponderação nada tendenciosa da ONU de considerar precipitadas as tentativas dos médicos sem fronteiras de realizarem uma investigação independente em relação a casa branca; fica a pergunta: e se não fossem os EUA?

Antes de mais nada, precipitada pra quem? Cara pálida?!... Se quem não deve, não teme, qual seria o problema de uma investigação independente em relação à norte-americana. Não que a investigação por parte deles esteja sendo posta em xeque, mas qual o problema?

Retomo o questionamento que dá título a este post, especulando sobre quantas tantas sanções unilaterais, repreensões (com os EUA sendo o primeiro da fila a fazê-lo) e moções de repúdio seriam levantadas contra o país que cometesse esse acidente. 

Acidente esse, aliás, que me parece praticamente impossível quando se fala do maior exército do mundo em termos tecnológicos, mas consideraremos a possibilidade de uma falha; de que forma ela será tratada? que punições terão os culpados? que repercussão isso tomará daqui pra frente?

Se fosse qualquer outro país, não seria estranho o fato da tal investigação independente ter sido empurrada goela abaixo do mesmo, que seria feita em tempo recorde diga-se de passagem, acompanhada de inúmeras sanções econômicas e políticas vindas da própria ONU e não é difícil de imaginar por quem elas seriam lideradas. 

Mas como estamos falando da maior potência bélica mundial, que volta e meia acusa um ou outro de terrorismo, embora use seu poderio bélico para pura intimidação e como trunfo para o atendimento dos seus interesses, poderemos ver culpados sofrerem penas tão pesadas como uma pluma, uma investigação que será prolongada ao esquecimento e um cheque "reparatório" a organização pelos danos irreparáveis...

Posso estar redondamente enganado, e espero mesmo estar, contudo, mesmo correndo o risco de comer letra por letra da postagem de hoje (algo que só o tempo poderá mostrar), a pergunta continuará ecoando: E se não fossem os EUA?

Com informações do Bol e do Estadão.  

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