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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

COP 21

Mais uma COP está ocorrendo e mais uma vez o mesmo tabuleiro se monta, as mesmas jogadas são postas na mesa e o final é tão anunciado que essa reunião mais parece uma pré-férias para os chefes de Estado do que outra coisa. 

O primeiro movimento mais batido dessa cúpula é a expressiva falta de vontade política dos países centrais em se empenharem por um acordo sobre os impactos ambientais. O que aliás chega a ser engraçado, pois quem mais polui é quem menos quer reduzir os impactos causados. 

Enquanto isso, vemos o protocolo de Kyoto perder sua validade e seu vigor (se é que algum dia os teve) enquanto o novo acordo é costurado "com passos de formiga e sem vontade". Muitas questões e ideias são postas na mesa, algumas até de origem brasileira como a da responsabilidade comum, porém diferenciada. Nesta ideia, todos são responsáveis pelos impactos ambientais, mas cada um com sua parcela. Diante disso, cada país deveria apresentar formas de amenizar os impactos ambientais, cabendo, por exemplo, aos países desenvolvidos financiar, captar recursos e transferir tecnologias para combater os impactos ambientais causados pelo homem. 

A descrença, particularmente minha, diante dessas reuniões se dá pelo seguinte: em uma situação hipotética. um país se compromete a reduzir 50% das emissões em 100 anos. Por sua vez, outro país se compromete a reduzir os mesmos 50%, mas em 120 anos. Diante disso, o primeiro país resolve revogar seu acordo inicial, causando um efeito dominó, pois o segundo também resolve fazer o mesmo e, no final, não se chega a acordo nenhum. 

De uma forma bem simplista, esse tipo de situação, esse jogo de empurra na verdade, é o que acontece em toda COP. Os países centrais possuem a disposição de um caramujo para resolver criar um acordo, já os países periféricos pressionam por um acordo que jogue a conta pra cima quase que exclusivamente dos países centrais em que, destes últimos, partam as soluções e todo o financiamento possível para que o mundo consiga sair dessa crise. E assim, andamos em círculos durante reuniões cuja expectativa é que saia um acordo panaceia para a questão climática global que se agrava a cada segundo, mas a realidade passa ao largo disso.

Apesar de tudo, líderes como Obama inflamam discursos de salvar o Planeta. Contudo, ainda acho que teremos mais uma reunião para assistir um cachorro correr atrás do próprio rabo. Pior para a gente, para o Planeta e para as futuras gerações; se é que elas chegarão a existir...

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